A cura de um cego. Será milagre
«António Guterres sustenta que “da maneira como a comunidade internacional está a olhar para o mundo, não iremos longe”. O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados considera que o pior da crise económica e social global ainda está para vir.
“Vivemos tempos difíceis, tempos muito perigosos”, alerta António Guterres. O antigo primeiro-ministro português enumera os eixos da crise que está a afectar todo o mundo: subida dos preços dos alimentos; subida dos preços da energia; desaceleração da economia mundial; alterações climáticas e agravamentos dos conflitos internacionais. A desaceleração da economia é sentida sobretudo pelos mais pobres, “são sempre os mais pobres que sentem as crises”, comenta. “O fosse entre ricos e pobres é um dos problemas mais dramáticos da globalização”. “Há uma série de ameaças que já se concretizaram ou estão como uma espada sobre as nossas cabeças e nos devem levar a pensar como é possível olhar para o mundo de outra maneira”.»
É pá, eu que nunca fui Engenheiro nem Primeiro-ministro há muito que sei e digo o que este homem agora descobriu. Ou eu sou um “Zandinga” e não sabia ou esta gente só vê as coisas quando elas lhes entram pelos olhos dentro. Nem quero imaginar que já viam e sabiam tudo isso antes mas preferiam nada dizer ou simplesmente a olhar para o lado, mas por outro lado não compreendo como gente, “tão inteligente” e com tantos assessores e tantos computadores poderosíssimos, não vissem qual era o inevitável precipício para onde caminhávamos há já muito tempo. Mais estranho ainda quando tantos de nós há muito que o sabíamos. Importante agora é que ele, com a posição que ocupa, se esforça, mais milite nessa causa e lute para mudar, não só o estado das coisas, para arranjar “aspirinas” para o problema, mas sobretudo para travar esta politica, esta desumanidade que a globalização se tornou. Isso antes que ela acabe com todos nós.

























































