Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.

Mário Nogueira dirige carta a todos os professores e apela à continuação da luta

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A assinatura, em 17 de Abril, do “Memorando de Entendimento” não significou o fim da luta dos professores contra a política educativa do actual Governo, concretizada pela equipa de Lurdes Rodrigues. Significou, isso sim, que um mês depois de a ministra ter considerado irrelevante a Marcha que juntou 100.000 professores, se tornou evidente que, afinal, o seu Muro de Intransigência também abre brechas, o que deverá reforçar a nossa confiança na obtenção de novos resultados se por ele lutarmos. Como sempre afirmámos, havia condições para que se “salvasse” este 3.º período lectivo, mas nenhumas razões para abrandarmos a contestação contra quem passou três anos a degradar a Escola Pública e a desvalorizar e atacar os Professores. Com este “Memorando de Entendimento” conseguimos – apesar do “ECD do ME”, da legislação que o regulamenta, dos despachos internos dos secretários de estado, das pressões e da chantagem exercidas sobre as escolas e os professores – que este ano, a avaliação, tal como foi concebida e legislada pelo Governo, não se aplicará a um único professor ou educador porque os Sindicatos agiram e os Professores lutaram. (…) Quanto ao modelo, convém recordar que só razões de ordem economicista e administrativa e uma evidente intenção de controlar politicamente os professores justificam este modelo de avaliação. Substitui-lo por outro que sirva as escolas, contribua para a melhoria do desempenho dos docentes e, assim, para um ensino e uma educação de qualidade é um desafio que se coloca, como nunca, aos professores e às suas organizações sindicais.

Leia o resto da carta que o secretário-geral da FENPROF dirigiu a todos os professores.

Escrito por Tollwut

Maio 8, 2008 às 3:36 pm

Publicado em Fenprof

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