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Secretário de Estado adjunto da Educação: “Se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência”

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Se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência, afirmou hoje o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, justificando a fixação de quotas para a avaliação dos docentes. Leia o resto no Público Online.
Segundo um projecto de despacho que o ME vai apresentar aos sindicatos, as escolas vão poder atribuir um máximo de 10 por cento de classifições de”Excelente” e 25 por cento de “Muito Bom”, mas só se tiverem nota máxima nos cinco domínios que compõem a avaliação externa.Na pior das hipóteses, com uma classificação de “Muito Bom” e quatro de “Bom” ou duas classificações de “Muito Bom”, duas de “Bom” e uma de”Suficiente”, as escolas poderão dar seis por cento de “Excelente” e 21 por cento de “Muito Bom” aos docentes avaliados. As escolas cujos resultados na avaliação externa sejam diferentes dos previstos no despacho, bem como as que não foram objecto de avaliação, poderão aplicar um máximo de 5 por cento de “Excelente” e 20 por cento de “Muito Bom”, as percentagens mais baixas que estão previstas.
Comentário
Coloca-se o problema de um professor colocado numa escola com avaliação externa de excelente ter maior probabilidade de ser avaliado com excelente do que um professor colocado numa escola com avaliação de insuficiente. Na verdade, o mérito absoluto do professor não é tido em consideração. Sabendo nós que um dos parâmetros considerados na avaliação externa da escola é precisamente a taxa de sucesso escolar, podemos imaginar quais as consequências que isto vai produzir: aumento do facilitismo e das progressões automáticas. Com este passe de magia, é muito provável que termine administrativamente o insucesso escolar. Qual é a escola que vai querer ser penalizada pelo facto de reprovar alunos? Se arriscar, será penalizada nas quotas de excelente e de muito bom.
In “Público

Algumas respostas:
Comentário 30.05.2008 – 11h17 – maria fernanda, Lisboa
Mas afinal andaram a VENDER a Avaliação e a EXCELENCIA – Portugal precisava de EXCELÊNCIA, COMPETÊNCIA, COMPETITIVIDADE… Até o Presidente da República o disse e diz… Basta ouvir. Mas é MENTIRA ! Este senhor Sec de Estado, mais o seu Chefe são mentirosos. Se se importassem com a excelência e a competência, não lhes punham limites. Isso, nada tem a ver com serem todos excelentes. Até poderia haver escolas em que os profs pudessem sê-lo. Mas isso tem a ver com os critérios de avaliação e NÃO COM DECRETOS. Estes senhores estão convencidos que governar é fazer decretos. Não faz mal que não os regulamentem, que não se cumpram, que não sejam fiscalizados. Eles decretam e pronto! É uma vergonha de gente inculta, GENTE INCULTA ! é a estes senhores que o país está entregue.
Comentário 30.05.2008 – 11h06 – Storita, Porto de Pesca
Esta noticia e a prova provadinha que o unico interesse destes senhores não e promover a excelência, mas sim impedir que a maior parte dos professores chegue ao topo da carreira. Se eu como professora nunca chegar a professora titular por nunca ter tido Excelente ganharei em final de carreira, menos uns mil e tal euros iliquidos, que com certeza não serão investidos na educação em Portugal. O receio que o Senhor Ex-sindicalista Pedreira( de um sindicato do ensino superior, que no inicio dos anos 90, convocou uma greve e fez com que muitos alunos so entrassem para a universidade em Janeiro!!), o receio dele de existirem so excelentes demonstra tambem duas possibilidades: ou os professores, que tanto têm sido criticados, são de facto muito melhores do que os pintam, ou então este ministerio nem sequer confia no sistema de avaliação que ele proprio criou!!! Sabe perfeitamente que e um sistema que facilita os amiguismos e compadrios e que não tem pessoas habilitadas para fazerem uma avaliação justa e correcta, como ja foi aqui dito. (Desculpem a falta de acentos no texto.)
Comentário 30.05.2008 – 08h31 – Anónimo, Lisboa
No antigo sistema de avaliação os professores eram todos avaliados com suficiente, mas havia mecanismos para a obtenção de menção superior. Gostaria de saber porque motivo os professores não requeriam a confirmação do seu mérito excepcional, uma vez que podiam fazê-lo. Não percebo. Outra coisa que não percebo é a desconfiança dos criadores deste novo método de avaliação no próprio método que criaram e nos avaliadores, po
is admitem que se não estipularem quotas vai haver manipulação na avaliação e injustiça, o que para mim significa que, como sempre achei, este modelo de avaliação promove injustiças e compadrios, não avaliando de forma isenta e objectiva os professores e, ainda, que quem avalia não tem mérito e competência comprovados.
Comentário 30.05.2008 – 06h13 – Anónimo, hamburgo, Alemanha
eu também vou arranjar umas quotas para os alunos. uns passam outros nao. há muita gente no mercado de trabalho, portanto há que chumbar uns tantos. e depois vou fazer um inquérito à população (obrigatório – é só uma recolha de dados…) para avaliar o governo e aplicar os 10% . porque excelente não significa que todos tenham excelente.


Comentário:

Agora o problema é da definição da classificação de Excelente?

Que mais irão inventar?

Para que servem realmente as quotas? Únicamente para limitar o acesso às melhores classificações, para reduzir o encargo do Estado com salários, de 25% para 9% segundo os dados da União Europ+eia, acerca dos encargos salariais da Função Pública. Só se esquecem, propositadamente dos Senhores Administradores, Gestores e quejandos que “mamam” à custa do Estado as famosas mordomias de que niuém quer falar.i sim, é um desbarato de encargos …mas como são amigos dos que nos governam…

Escrito por Tollwut

Maio 30, 2008 às 3:01 pm

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