“O Mundo não está em “crise”. Somos nós, países industrializados ocidentais, na Europa e nos EUA, que estamos em “crise”, não é o mundo. Bem pelo contrário, o mundo está bem e recomenda-se.”
Publico José Pacheco Pereira
Para o Pacheco Pereira o Mundo está bem. Não sei o que pensará um habitante do Darfur desta afirmação. O petróleo não para de subir assim como os cereais, fonte básica da alimentação dos países pobres, morrem por dia de fome, falta de água, doenças, miséria milhões de pessoas, mas o mundo recomenda-se. Nós, ocidentais, os que fazem jantares de 24 pratos para discutir a fome no mundo, é que estamos em crise. Estamos em crise civilizacional, diz ele. Estamos em crise porque o Pacheco compara o que se passa por cá, com países como a China, Índia, Angola, países onde o crescimento económico é uma realidade e há gente a deixar de ser tão miserável como era. Devemos nós tomar esses países por modelo, esquecer que falamos de países sem leis laborais, com trabalho escravo, com trabalho infantil, muitos deles férreas ditaduras? Será que afinal o discurso, que tanto criticou, em que o Manuel Pinho oferecia aos chineses mão-de-obra barata em Portugal, é a solução que devemos seguir? Será que o mal está nos princípios de Democracia Ocidental? Será que o mal está em ainda restarem alguns resquícios de um estado social e de valores humanistas? Deveremos nós aceitar a lei do chicote em nome da crise?
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