Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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Ataque em Seia pelas equipas de Bombeiros do Trio Maravilha!

Um mail de um colega colocado na Escola  Secundária de Seia

Caros(as) Amigos(as):

Ontem esteve na secundária de Seia um dos chamados ‘bombeiros da avaliação’ ou ‘INEM da avaliação’. Trata-se de um elemento pertencente ao grupo dos 22 ‘artistas’ que está vocacionado para ‘apagar’ fogos nas escolas mais lerdas e que respondeu, prontamente, ao SOS que nós (intencional e sabiamente) lançámos. Previsto apenas para avaliadores, por pressão dos mesmos, a sessão foi aberta ao ‘povão’.

O ‘prélio’ foi um fiasco e apenas serviu para a mulher levar nas orelhas. Perante a nossa argumentação, o que foi transmitido pode ser assim resumido:

– Simplifiquem; as escolas é que complicam.

- Reduzam o nº de objectivos;

- Juntem ou suprimam os  itens das fichas;

- Dêem a volta à questão dos resultados dos alunos e abandono escolar (concordou comigo quando eu sugeri que o professor, na formulação dos seus objectivos para esses campos, assumisse um qualquer compromisso/contributo a desenvolver/aplicar para melhorar, globalmente, os resultados da escola e não tivesse que fixar uma meta quantitativa individual.

- Façam as coisas para a ‘molhada’ ter bom (ela disse todos, mas quase a ‘comemos’ e ficou algo aflita…);

- Atirem a definição de objectivos para mais tarde (Novembro/ Dezembro/…)

- Isto é para experimentar; sem stress…

- A maior parte das fichas que para aí anda ‘é de loucos’.

- Vai chegar às escolas um guião para a definição dos objectivos.

- Informalmente, disse-me que a ministra teve que apagar uma cena de ciúmes das Equipas de apoio às escolas (antigas CAE) em relação ao tal grupo dos 22. As equipas também querem ir às escolas ‘evangelizar’. Só que…falta-lhes formação para….

Moral da história: gastam-se mais uns cobres, os 22 dão formação às EAE e …pronto! Dentro de algum tempo teremos mais gente a chatear as escolas.


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Suspensão da Avaliação :AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS D. MARTINHO DE CASTELO BRANCO – PORTIMÃO

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS D. MARTINHO DE CASTELO BRANCO – PORTIMÃO

Proposta de Suspensão do modelo de Avaliação do Desempenho aprovado pelo Decreto-Regulamentar nº 2/2008

Os professores e educadores do Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho de Castelo Branco, subscritores deste documento, vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho em curso nos termos e com os fundamentos seguintes:xx

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1.O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo Decreto-Regulamentar 2/2008 não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;


2.O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto-regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;x

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3.O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;x


4.Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;x

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5.O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si, o que gera uma enorme confusão no seio dos professores e educadores;

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6.A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;

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7.A maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;x

8.O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio Dec-Regulamentar 2/2008, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados por forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;x

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9.É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;

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10.O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas, como itens de avaliação;

Assim, e em conformidade com o exposto, propõe-se a suspensão da aplicação do novo Modelo de Avaliação do Desempenho dada ainda a constatação do seguinte conjunto de limitações e de inconsistências, algumas delas de legalidade duvidosa:xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

a) A possibilidade efectiva deste Modelo de Avaliação do Desempenho colidir com normativos legais, nomeadamente, o Artigo 44º da Secção VI (Das garantias de imparcialidade) do Código do Procedimento Administrativo, o qual estabelece, no ponto 1, alíneas a) e c), a existência de casos de impedimento sempre que o órgão ou agente da Administração Pública intervenha em actos ou questões em que tenha interesses semelhantes aos implicados na decisão. Ora, os professores avaliadores, que por delegação de competência podem nem ser titulares estando em igualdade de situação na carreira com os avaliandos, concorrem com estes no mesmo processo de progressão na carreira, disputando lugares nas quotas a serem definidas;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

b) Também a imputação de responsabilidade individual ao docente pela avaliação dos seus alunos, cuja progressão e níveis classificatórios entram, com um peso específico de 6,5% na sua avaliação de desempenho, configura uma violação grosseira, quer do Despacho Normativo nº 1/2005, o qual estipula, na alínea b) do Artigo 31º, que a decisão quanto à avaliação final do aluno é, nos 2º e 3º ciclos, da competência do conselho de turma sob proposta do(s) professor(es) de cada disciplina/área curricular não disciplinar, quer do Despacho Normativo nº 10/2004, o qual estabelece, no nº 3.5 do Capítulo II, que “a decisão final quanto à classificação a atribuir é da competência do Conselho de Turma, que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações justificativas da mesma e a situação global do aluno.”;xxxxxxxxxxxxxxxxxxx

c) De rejeitar, são ainda os critérios que nortearam o primeiro Concurso de Acesso a Professor Titular, valorizando, acima de tudo, a mera ocupação automática de cargos nos últimos sete anos lectivos, independentemente de qualquer avaliação da competência e da adequação técnica, pedagógica ou científica com que os mesmos foram exercidos, deixando de fora muitos professores com currículos altamente qualificados, com uma actividade curricular ou extracurricular excelente e prestigiada, marcada por décadas de investimento denodado na sua formação pessoal, na escola e nos seus alunos. Esta lotaria irresponsável gerou uma divisão artificial e gratuita entre “professores titulares” e “professores”, criando injustiças insanáveis que minam, inelutavelmente, a credibilização deste modelo de avaliação do desempenho;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

d) Este Modelo de Avaliação do Desempenho, é igualmente condenável, porque, além de configurar uma arquitectura burocrática absurda e desajustada daquilo que é relevante no processo de ensino/aprendizagem, possa desencadear, no quotidiano escolar, processos e relações de extraordinária complexidade e melindre, mercê de contingências disparatadas, como os avaliadores de hoje serem avaliandos amanhã, e vice-versa, avaliadores com formação científico-pedagógica e académica de nível inferior aos avaliandos, ou ocorrerem avaliações da qualidade científico-pedagógica de práticas docentes empreendidas por avaliadores oriundos de grupos disciplinares muito díspares (os quais, nem sequer foram objecto de uma formação adequada em supervisão e avaliação pedagógica, quanto mais científica);
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e) O Ministério da Educação não está em condições de poder assegurar às escolas que muitos dos avaliadores possuam, além das competências de avaliação requeridas, uma prática pedagógica modelar, ou apenas razoavelmente bem sucedida, nos parâmetros em que avaliam os colegas. Em contexto escolar, parece-nos anti-pedagógico e contraproducente impor a autoridade por decreto, a partir de uma cegueira autocrática;

f) Ao contrário da convicção dos responsáveis pela área da Educação, considera-se que não é legítimo subordinar, mesmo que em parte, a avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira, ao sucesso dos alunos e ao abandono escolar (Decreto Regulamentar nº 2/2008, Artigo 8º, ponto 1, alínea b), desprezando-se uma enormidade de variáveis e de condicionantes que escapam ao controlo e à responsabilidade do professor, tendo em conta a dificuldade prática em ponderar, objectivamente, a diversidade e a incomparabilidade de casos e situações. Desta forma, criam-se condições desiguais entre colegas – por exemplo, as turmas são constituídas por alunos com diferentes motivações e especificidades; há disciplinas em que a obtenção de sucesso está mais facilitada, pelo que os resultados da avaliação dos alunos serão comparados entre disciplinas com competências e níveis de exigência totalmente diferentes;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

g) Deveria ser incontestável que os resultados dos alunos visam avaliar, tão-só, os próprios alunos, a partir de uma notável diversidade de critérios, como conhecimentos adquiridos, empenho, assiduidade, condutas e valores, os quais variam na definição e na percentagem atribuídas por cada escola. Outra coisa diferente e admissível é a existência de avaliações externas dos níveis de sucesso e de insucesso das escolas, enquanto instrumentos de reflexão e de intervenção com vista à melhoria de resultados;xxxxxxxxxx

h) Tendo em conta o afirmado anteriormente, existem dinâmicas sociais e locais, cujo impacto nas escolas é real, mas de mensuração difícil e, como tal, não se encontram estudadas ao pormenor (como pressupõe o Modelo de Avaliação do Desempenho), relativamente às quais os professores são impotentes, não podendo assumir, naturalmente, o ónus por contingências que os transcendem, como sejam: as acentuadas desigualdades económico-sociais que afectam a sociedade portuguesa; o elevado número de jovens que vivem em situação de pobreza, em famílias desestruturadas ou cujos pais são vítimas de desemprego ou de ocupações precárias e mal remuneradas; a “guetização” de certas áreas residenciais, indutora de formas de socialização desviantes, de marginalidade e, consequentemente, de indisciplina na escola; a existência de elevados défices de instrução e de literacia entre os pais de muitos jovens que frequentam a escola; a falta de tempo, de motivação ou de saberes que permitam aos pais efectuar o acompanhamento escolar dos filhos ou, sequer, incutir-lhes o valor da aprendizagem escolar; as pressões familiares ou sociais para o abandono precoce da escola em troca de expectativas de trabalho e de remuneração. Além destas tendências, não podemos negligenciar as desiguais condições das escolas, nomeadamente, ao nível da qualidade e disponibilidade de equipamentos, da distribuição de alunos, quer com problemas e dificuldades acrescidas, quer com distintas resistências à disciplina e à aprendizagem, bem como ao nível dos suportes de acompanhamento psicopedagógico dos casos mais difíceis, para se darem apenas alguns exemplos;
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i) É de recusar a rigidez e a inflexibilidade, meramente administrativas, nos critérios para a obtenção da classificação de Muito Bom ou de Excelente, penalizando o uso de direitos constitucionalmente protegidos, como ser pai/mãe, estar doente, acompanhar o processo educativo dos filhos, participar em eventos de reconhecida relevância social ou académica, acatar obrigações legais ou estar presente nos funerais de entes queridos;xxxx

j) A complexidade e a variedade dos saberes, das ferramentas e dos recursos mobilizados, pode conferir à docência de alguns professores uma extraordinária multicomponencialidade, a qual não é susceptível de, em muitos casos, poder ser adequada e seriamente avaliada por um único docente avaliador. Em outras situações, os parâmetros da avaliação podem postular a utilização de recursos inovadores que muitas escolas não estão em condições de assegurar ou mobilizar;
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l) Este Modelo de Avaliação do Desempenho produz um sistema, prevalentemente, penalizador e que não é garante duma melhoria dos futuros desempenhos, além de que não discrimina positivamente os docentes que leccionam ou desenvolvem projectos com as turmas mais problemáticas e com maiores dificuldades de aprendizagem.


k. Suspender o processo de avaliação permitirá:

i) recentrar a atenção dos professores e educadores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar;

ii) que os professores e educadores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos;

iii) negociar um outro modelo de avaliação do desempenho docente. Um modelo que seja o resultado de um amplo debate nacional entre os docentes, os seus legítimos representantes e o Ministério da Educação, que seja consistente, formador, capaz de valorizar a diversidade de competências que compõem a escola e onde sejam garantidos os princípios da justiça, equidade e universalidade, o que é inerente ao actual sistema de educação;

Assim, os signatários, renovam a proposta de que o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo suspendam, com base em toda a fundamentação acima exposta, todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.

Por outro lado, os signatários:

· Solicitam ao Ministério da Educação a suspensão imediata do modelo de avaliação de desempenho decretado pelo governo;

· Apelam às organizações sindicais e aos movimentos de professores para que estabeleçam uma verdadeira plataforma de entendimento que permita a realização de uma única e grande manifestação de professores e educadores no próximo mês de Novembro;

· Exigem a denúncia do Memorando de Entendimento estabelecido entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação.

· Solicitam que, em conformidade, o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo, transmitam à hierarquia as propostas acima referidas.

Portimão, 30 de Outubro de 2008

Os signatários:

Seguem-se as assinaturas de 90 professores e educadores presentes na Assembleia Geral. Esta Moção foi aprovada por unanimidade por todos os presentes, a esmagadora maioria dos docentes do Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho de Castelo Branco – Portimão.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


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COMUNICADO DO MUP (31-10-2008)

COMUNICADO DO MUP (31-10-2008)

Colegas professores,
[CartazManif15.JPG]
Durante estes dias, muitos de vós deveis ter vivido nalguma ansiedade, esperando os resultados do encontro dos Movimentos com a Fenprof.A reunião, que teve lugar na quarta-feira, pelas 21 horas, apesar de ter decorrido num ambiente de grande cordialidade, foi reveladora de alguns pontos comuns de que resultou

Comunicado oficial, subscrito pelos Movimentos e pela FENPROF.Contudo, a mesma reunião demonstrou a incompatibilidade de calendários entre os Sindicatos e o nosso Movimento relativamente à organização de uma única manifestação que não fosse no dia 8 de Novembro e consequente não apoio à manifestação de professores fora da organização sindical.

Houve mesmo posições antagónicas com o nosso Movimento no que concerne às estratégias necessárias e mais eficazes para a luta.

Mesmo o próprio comunicado conjunto, e a sua redacção final, revelou alguns desacertos, sobre aspectos que nos parecem fundamentais porque significavam o “amordaçar” das posições dos Professores às estruturas sindicais, embora dissimulados na perspectiva da unidade a qualquer preço, o que levou a prolongar por todo o dia de ontem, 30 de Outubro, a sua publicação.

Ora, estrategicamente, a luta não se compadece com “timings” de arrastamento pelo tempo.


Temos de ser incisivos e determinados.Assim, os professores manifestar-se-ão em Lisboa, no dia 8 de Novembro, numa manifestação que terá todo o nosso apoio.

No entanto, muitos (os mesmos e outros) estarão, de forma livre e espontânea, no dia 15, reforçando a luta apenas contra a desastrosa política da educação e contra os três pilares em que assenta: o ECD e tudo o que dele decorre, como a divisão da classe em duas categorias e o actual sistema de avaliação, o modelo de gestão e a degradação da qualidade da escola pública.Nesse dia, seremos os que formos! Seremos certamente aqueles a quem a História agradecerá uma determinação firme e redobrada, pela sua generosidade numa luta sem tréguas.

Porque acreditamos na LUTA, somos contra os Entendimentos com o ME, que nos prejudicam e amarram, e não queremos voltar a cair no marasmo, pós 8 de Março, apelamos à MOBILIZAÇÃO TAMBÉM PARA DIA 15 DE NOVEMBRO!

Mantemos essa data, porque tal é a vontade de muitos colegas! É a nossa vontade! É a vontade dos Professores!

UMA ESCOLA! UM AUTOCARRO!DIA 15 DE NOVEMBRO, É PARA ARRASAR!

MOBILIZAR! RESISITIR! LUTAR!

TODOS A LISBOA DIA 15 DE NOVEMBRO! 14 HORAS, MARQUÊS DE POMBAL!

MUP

Nota: Este comunicado foi publicado às 12 horas do dia 31-10-2008 e ficará no topo do bogue durante alguns dias, pelo que as novas entradas ser-lhe-ão subsequentes.


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Não há acordo! Plataforma Sindical está amarrada ao memorando de entendimento

Não há acordo porque a Plataforma Sindical está amarrada ao memorando de entendimento e não quer denunciá-lo

O Público destaca que a Plataforma e os movimentos independentes não chegaram a acordo porque a Plataforma não quer denunciar o memorando de entendimento que, no entender de Mário Nogueira, foi uma coisa boa para os professores. Os sindicatos e os movimentos de professores ainda não chegaram a acordo quanto à eventualidade de realizarem uma manifestação única na próxima semana em Lisboa, passadas que estão quase 24 horas após a reunião entre representantes da Plataforma Sindical de Professores e dos movimentos independentes de docentes. Mário Nogueira, porta-voz da plataforma sindical e dirigente da Fenprof, desvaloriza, contudo, o facto de não ter sido, ainda, elaborado um comunicado conjunto, como fora acertado por ambas as partes. “Não há comunicado porque ainda não há consenso em relação a alguns aspectos”, disse, em declarações ao PÚBLICO, frisando que, independentemente daquele documento, a “plataforma sindical espera que todos os professores — individualmente, sindicalizados ou integrados em quaisquer movimentos — participem no protesto de 8 de Novembro”.


Após o encontro de ontem à noite (em que Mário Nogueira não participou), um dos três movimentos independentes, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), divulgou um comunicado no seu blogue (http://apede.blogspot.com) em que anunciava que “o diálogo decorreu num clima de franqueza e de abertura”, e que havia sido criado “um compromisso no sentido de se abrir a possibilidade de uma única manifestação em Novembro”.

Mas, apesar do interesse dos professores, que ao longo do dia se manifestaram na caixa de comentários do blogue, o comunicado — que à 01h39 da madrugada de hoje era prometido para “breve” — não foi ainda divulgado.

Nem Mário Nogueira nem Mário Machaqueiro, da APEDE, divulgaram o que divide as várias organizações, que mantêm a negociação em aberto. Mas, ontem, já se previa que o acordo fosse difícil. Em declarações à agência Lusa, os representantes dos movimentos não sindicais de professores — que convocaram uma manifestação para dia 15 — classificavam como “essencial”, para uma aproximação, a denúncia do memorando de entendimento estabelecido entre a plataforma sindical e o Ministério da Educação. E o secretário-geral da Fenprof excluía, “em absoluto”, a possibilidade de tal acontecer, argumentando que o documento em causa “veio defender os interesses dos 140 mil professores” portugueses.

Comentário
Não restam dúvidas. A Plataforma não vai denunciar o memorando de entendimento nem está interessada na realização de uma manifestação única. Julga – erradamente – que vai conseguir esmagar o movimento independente dos professores. Com efeito, o movimento de desfiliação sindical tem sido muito grande e os dirigentes sindicais vêem nas associações independentes de professores uma ameaça à sua liderança. Mário Nogueira, armado em prima dona, nem quis estar presente na reunião da FENPROF com os movimentos independentes. Tenho defendido a realização de uma única manifestação nacional. Estou em crer, contudo, que a Plataforma Sindical não está interessada nisso. Finge que está para poder atribuir as culpas do desentendimento ao adversário. A leitura que faço de tudo isto é que os sindicatos estão completamente amarrados ao memorando de entendimento e vêem no movimento independente dos professores, bloggers incluídos, o seu maior adversário. Controlados pelos partidos políticos, não têm margem de manobra para baterem com o pé e afirmarem uma estratégia de resistência activa. Preferem sentar-se nos sofás do ME, em reuniões intermináveis, com uma equipa que não merece a confiança dos professores e que não cede em nada de realmente importante. O movimento de resistência interna nas escolas nasceu, cresceu e cobriu o país todo sem que os sindicatos tivessem apelado a esse tipo de resistência activa. Depois de o movimento ter atingido proporções enormes, os sindicatos surgiram a cavalgar a onda, emitindo comunicados a pedir a suspensão do processo de avaliação. Desde a assinatura do memorando de entendimento, há um ano atrás, que os sindicatos deixaram os professores sem liderança. Alguns sindicatos e sindicalistas chegaram ao desplante de “venderem” acções de formação a 100 euros sobre este modelo de avaliação de desempenho. É com tristeza que tomei conhecimento de sindicalistas e sindicatos que se passeiam pelo país e vender acções de formação sobre como definir objectivos individuais e preencher grelhas e fichas. O argumento que eles utilizam é: “não concordo, mas…” E eu acrescento: “não concordo mas preciso de ganhar a vidinha”.
Não há mais tempo a perder. Há centenas de autocarros cheios de professores interessados em participarem na manifestação de 15/11. Muitos nem sequer querem ouvir falar na manifestação de 8/11. A divisão está instalada e a culpa principal reside nos sindicatos que preferem continuar amarrados a um acordo com a ministra da educação do que a servirem a unidade dos professores. O silêncio da Plataforma e a recusa em divulgar uma declaração conjunta têm um objectivo: arrastar o processo de indefinição e esvaziar a manifestação de 15/11. Chega de indefinição. A APEDE, o PROmova e o MUP precisam de pôr fim a essa indefinição. Não há mais tempo a perder. Ou bem que há acordo ou não. Seria bom que houvesse mas não a qualquer preço. Se os sindicatos não querem ceder em nada e se pretendem apenas humilhar e esmagar o movimento independente dos professores, então vamos para as duas manifestações. E se assim for, terá de haver um day after. As associações e movimentos independentes de professores têm de criar uma estrutura nacional capaz de oferecer uma liderança que exprima resistência activa. Isso ficará para depois do dia 15/11.


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Os Três Pilares da Vitória sobre o “Monstro”: Unidade, Coragem e Luta!

Os Três Pilares da Vitória sobre o “Monstro”: Unidade, Coragem e Luta!

João Vasconcelos (*)

resurrectiō by TommyOshima.

O novo modelo de avaliação de desempenho transformou-se num verdadeiro “monstro”, configurando uma lógica punitiva, economicista, burocrática, anti-pedagógica e normalizadora, desviando os reais objectivos que devem presidir ao processo ensino-aprendizagem e que, a médio prazo, conduzirá à destruição da Escola Pública. A destruição da Escola Pública será consumada através do garrote monstruoso que se vai apertando cada vez mais à volta dos pescoços dos professores e educadores deste país, até ao estrangulamento total. Os docentes compreenderam isto, daí terem vindo para a rua 100 mil na “Marcha da Indignação”. Mais uma vez, estão dispostos a vir para a rua de novo, não obstante o Memorando de Entendimento que, na minha opinião, não devia ter sido assinado pela Plataforma Sindical. Mas isto é o passado e o que interessa agora é o presente e o futuro.

Tal como a torrente revolta que confluiu na grandiosa manifestação do 8 de Março, também agora as ondas da revolta docente agitam-se freneticamente e encontram-se prestes a explodir, capazes de despedaçar o “monstro da avaliação”. Temos pouco mais de um mês de aulas e o mal-estar manifesta-se por todo o lado – nas conversas, nas reuniões sucessivas e intermináveis até altas horas, nas mensagens de telemóvel ou através dos mails. Intensifica-se a resistência de inúmeras escolas que protesta contra este modelo de avaliação iníquo. Em Portimão uma centena de professores fez ouvir o seu grito de revolta. Os professores não aceitam a divisão da carreira em duas categorias, não aceitam o massacre de fichas que se intensifica cada vez mais, cujo conteúdo revela, como alguém disse, “a desumanidade e a esquizofrenia dos ideólogos do monstro”, não aceitam as inúmeras páginas de relatórios e objectivos que configuram autênticas armadilhas. Como se isto não bastasse, a esmagadora maioria dos professores e educadores também enfrentam, de forma corajosa, os adesivos e aqueles que são mais “papistas que o Papa”. Mas a vida também tem demonstrado que estes não farão parte da História.

A grande marcha dos 100 mil foi o culminar do esforço de todos – Movimentos e Sindicatos de Professores. E a Fenprof, integrante da Plataforma Sindical e a maior estrutura sindical representativa da classe docente, foi sem dúvida a alavanca impulsionadora dessa grande marcha. Cometeu um erro (como toda a Plataforma) ao ter assinado o Memorando com o ME. Mais grave do que isto seria o de persistir na continuação dos erros. Um erro tremendamente grave seria o de não se empenhar a fundo para a preservação da unidade no seio dos professores. Acredito que a Fenprof irá dar tudo por tudo para manter essa unidade, pois os seus dirigentes são homens e mulheres experientes e calejados pelas lutas da vida.

Alguns Movimentos de professores, sentindo o grande descontentamento e a revolta que tem vindo a alastrar entre a classe docente marcaram uma manifestação nacional para o próximo dia 15 de Novembro. Também cometeram um erro – foi o de não terem contactado, procurando uma ampla convergência unitária, a Plataforma Sindical. Esta cometeu novo erro marcando nova manifestação nacional para uma semana antes, dia 8 de Novembro, alegando que a escolha desta data tinha a ver com as negociações com o ME sobre as novas regras dos concursos de professores. Importante, sem dúvida, mas o que está a provocar uma grande revolta no seio dos docentes é o monstruoso modelo da avaliação de desempenho. Como diz o ditado popular: “agora é que a porca torce o rabo”. Está instalada a divisão no seio dos professores – uns dizem que vão à manifestação do dia 8, outros dizem que vão à manifestação de 15, outros referem que vão às duas, outros ainda afirmam que não vão a nenhuma. Os professores não merecem esta divisão que, obviamente, só vai favorecer o ME e o governo. Desta forma, aumentam de forma exponencial, as probabilidades do “monstro” devorar a classe docente.

Esta situação só não acontecerá desde que se afirme aquilo a que chamo os três pilares da vitória sobre o “monstro”: a Unidade, Coragem e Luta. A unidade a preservar é fundamental, unidade entre todos – Plataforma Sindical e Movimentos de Professores. Só a unidade dá consistência e força à torrente que se movimenta, a divisão enfraquece e leva o movimento a dissipar-se. Os professores unidos são uma força poderosa e já provaram do que são capazes, fazendo tremer os alicerces da tutela. O meu apelo vai no sentido da Plataforma Sindical, onde se destaca a Fenprof, e os Movimentos de Professores, em particular a APEDE, o MUP e o PROmova, procurarem preservar a unidade, apostando numa poderosa Manifestação Nacional no dia 8 de Novembro. Os Sindicatos continuam a ser imprescindíveis e os Movimentos hoje são já uma realidade, não devendo ser ignorados ou menosprezados. Os Movimentos de Professores deverão ter direito à palavra no dia 8 de Novembro.

Mas também é precisa coragem – coragem para a Fenprof e toda a Plataforma romper com o acordo assinado com o ME, dando conteúdo à declaração recentemente proferida: “Suspender esta avaliação dos professores é um serviço que se presta ao ensino público neste país”. Os professores não querem este modelo de avaliação de desempenho e já não aguentam mais. Mesmo que o ME diga que a Plataforma rompe um acordo que assinou, isso pouco importa, pois este modelo é monstruoso, transformou-se num autêntico massacre da classe docente e a sua suspensão, a caminho da revogação total, irá recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar, e permitir que se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos.

Por fim, temos a luta. E a luta é o caminho para se rebentar com o “monstro”. A luta vai ser dura, mas tem fortes probabilidades de triunfar. 8 de Novembro será a primeira etapa, outras se seguirão. Os docentes estão dispostos a lutar, pois está em causa a sua dignidade, a sua condição de professores e educadores e a defesa da Escola Pública. Como uma força, o movimento de resistência vai intensificar-se por todo o país. O Ministério da Educação (e este governo) é forte mas é simultaneamente muito fraco e tem pés de barro. A História já provou que poderosas ditaduras se esboroaram e ruíram que nem baralhos de cartas perante o avanço inexorável dos povos em movimento. Povos que se movimentam pelo progresso, dignidade e justiça social. É o que anseiam os professores e educadores deste país.

O dia 29 de Novembro é o Dia D – dia em que se vão reunir os responsáveis dos Movimentos de Professores – APEDE, MUP e PROmova – e a Direcção da Fenprof. Objectivo: possibilidade de participação numa manifestação conjunta. Essa manifestação deverá ser no dia 8 de Novembro. Não interessa a contagem de espingardas pois todos perderão, principalmente os professores. E alguém ganha, claro. Por vezes, são necessárias cedências para preservar o essencial. Como tal, todos deverão ter em conta os três pilares fundamentais para a obtenção da vitória sobre o “monstro”: a Unidade, a Coragem e a Luta.

Caso se mantenham as duas manifestações, só me resta uma solução – participar nas duas.

(*) Membro do Conselho Nacional da Fenprof e do Movimento Escola Pública

Observação: agradeço divulgação pelos vossos contactos.


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The Master´s Voice

Grafonóla Socretina

Grafonola

Durante anos ouvi falar da cassete do Partido Comunista e, sejamos honestos podiam ao menos fazer uns novos “arranjos”, afinal há músicos por aí que se sustentam toda uma carreira com uma só música de sucesso. Claro que não deixam de ter alguma razão quando falam de coerência e de que o discurso é o mesmo porque os problemas também continuam a ser os mesmos assim como as soluções que propõem. É talvez verdade, mas desde os tempos do Einstein que se sabe que também o tempo é relativo. Falei do PC, mas de quem realmente eu queria falar é da autêntica grafonola que é o Engenheiro. Ouvir as suas entrevistas é ouvir um “artista” a recitar o texto de decorou. As mesmas frases, ditas na mesma sequência e sempre com os mesmos “tiques”. Não importa a pergunta que lhe façam, seja na rádio, ou no Parlamento, que a resposta é sempre igual. Cada uma das palavras-chaves, como educação, saúde, economia, pobreza, segurança, etc. tem uma frase que é disparada não importando se o que lhe perguntaram. Uma grafonola que de tanto repetir uma mentira a transforma numa verdade. Verdade que a comunicação social aceita e difunde como se de um axioma se tratasse. Bom seria que todos nós conseguíssemos ouvir o que realmente não ele não diz sob o barulho dos nomes e ofensas que lhe lançamos pelo menos em pensamento sempre que fala. Talvez aí muitos compreendessem que este país não aguenta mais quatro anos com esta quadrilha à sua frente. Talvez se concluísse que isto está mesmo a necessitar de uma revolução.
iIn Wehavekaosinthegarden


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M.E. NÃO GOSTOU DAS CONCLUSÕES DO CCAP


Está explicado o pedido de aposentação da Presidente do CCAP. A motivação não terá sido muito diferente da de muitos milhares de professores que estão a ser empurrados para a aposentação prematura pelo obscurantismo desta equipa ministerial.
Saudemos as conclusões do CCAP. Bem-vindos à lucidez!
Contra a razão e a ética não há mistificação, nem propaganda que resista! É apenas uma questão de tempo!… Esta equipa ministerial já não dispõe de nenhuma âncora credível e séria para continuar a impor a monstruosidade deste modelo de avaliação.
De que estamos à espera para reagir?…
O Conselho Científico para a Avaliação do Desempenho dos Professores, terá concluído, de acordo com o SPGL:

1 – Que os avaliadores não possuem formação para avaliar os seus pares (!).

2 – Que este sistema de avaliação do desempenho não tem repercussão positiva na prática pedagógica dos docentes e no sucesso efectivo dos alunos.

3 – Que o modelo de avaliação em causa é, em si mesmo, promotor de conflitos pessoais e profissionais e gerador de um indesejável clima de instabilidade nas escolas.

Agora percebe-se por que a Sra Presidente do CCAP bateu com a porta!


É que o ME não gostou das conclusões do Conselho.
Assim vai a Democracia no nosso País.


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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO CONCELHO DE VILA DO BISPO REJEITA EM PLENÁRIO A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO CONCELHO DE VILA DO BISPO REJEITA EM PLENÁRIO A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Requerimento

Os professores do Agrupamento de Escolas do Concelho da Vila do Bispo reunidos em Plenário no dia 21 de Outubro de 2008, pelas 18 horas, consideram o seguinte, tendo em conta o desenrolar do processo de avaliação do desempenho:

Todos os professores apoiam uma avaliação de desempenho que sirva para a efectiva melhoria das aprendizagens dos alunos e para uma verdadeira valorização do seu trabalho de professores e educadores – o que não acontece com o presente modelo.

Todos os professores consideram que os resultados dos seus alunos não dependem exclusivamente do trabalho individual de cada professor, ainda que dedicado e persistente mas, e também, do conselho de turma (tal como preconiza a legislação em vigor) e sobretudo do contexto económico, social e cultural de cada aluno.

Os professores avaliadores não sentem legitimidade científica e pedagógica para procederem à avaliação do trabalho dos seus pares, atendendo à diversidade disciplinar criada pelos novos mega departamentos e à falta da respectiva formação em supervisão pedagógica.

Os professores estão de tal maneira submergidos no processo de avaliação, que se encontram sem tempo para se dedicarem aos seus alunos como antes, embora trabalhando muitas mais horas que as 35h de lei, sem qualquer reconhecimento salarial ou profissional.

A componente de trabalho individual dos professores deixa muito pouco tempo para a preparação das aulas e restantes tarefas dirigidas aos alunos. A obrigatoriedade de permanência na escola durante muitas horas semanais, em condições precárias de trabalho, impede que as tarefas mais importantes dos professores sejam feitas de forma eficaz.

Os professores consideram que o ME não cumpriu a sua parte neste processo, já que, entre outros factos, não conseguiu pôr no terreno os necessários inspectores para a avaliação dos coordenadores, tal como preconizou.

Os professores consideram pois necessário um tempo de preparação, reflexão e esclarecimento das seguintes dúvidas:

Como é possível começar a avaliar se a formação ainda não terminou ou em muitos casos começou sequer ?

Como é possível avaliar cientificamente professores de áreas diferentes do avaliador ?

Devem, sim ou não, ser incluídos indicadores de medida na definição dos objectivos individuais ?

Como é que os objectivos de acordo com a lei, podem ser “referência essencial” na classificação dos professores ?

Como é que os professores podem avaliar imparcialmente os seus alunos, quando são parte interessada nessa avaliação, nos termos do Código de Procedimento Administrativo ?

Porque é que a avaliação externa influencia a avaliação de desempenho, quando apenas algumas disciplinas e ciclos são sujeitas a exame ou prova nacional ?

Como gerir os elementos não observáveis na observação de aulas ?

Como se avalia a relação com a comunidade ?

Como se pode avaliar doze colegas de departamento quando o avaliador apenas dispõe de três horas lectivas no seu horário de trabalho ?

Como é que um avaliador que já cumpre horário em duas partes do dia, manhã e tarde, vai avaliar colegas que apenas leccionam à noite ?

Não havendo tempo para cumprir todas as tarefas de professor e avaliado ou avaliador, o que é prioritário, as tarefas dirigidas aos alunos ou as da avaliação ?

Como é que a classificação, de acordo com as recentes intenções manifestadas pelo ME em matérias de concurso docente, pode vir a condicionar a graduação profissional ?

Como é que um processo que se pretende comum a todos os professores pode assumir carácter tão diverso de escola para escola ?

Como é que uma educadora não titular, mas em situação de equiparada a titular, pode avaliar uma colega titular de um Conselho Executivo, órgão que também tem a incumbência de a avaliar a ela ?

Os professores requerem pois a suspensão do processo de avaliação do desempenho docente até verem esclarecidas todas as dúvidas acima mencionadas, pela incapacidade de todos em continuarem a ser professores e executores deste processo sem grave prejuízo das suas tarefas mais importantes e relevantes.


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Conselho Executivo e todas as estruturas de gestão intermédia da escola EB1 de Santa Maria, em Beja, demitem-se e avaliação de desempenho é suspensa

Depois do Conselho Executivo da Escola EBI de Santa Maria de Beja, presidido por DomingasVelez, se ter demitido em bloco as estruturas intermédias da Escola também apresentaram demissão. Os professores e pessoal não docente decidiram também tomar uma posição e fechar as portas deste estabelecimento de ensino hoje, durante toda a manhã. A Escola EBI de Santa Maria, em Beja, está hoje de portas fechadas, durante toda a manhã. Os alunos vão ficar, neste período, sem actividades lectivas. Esta foi a decisão tomada por professores e pessoal não docente na reunião realizada na tarde da passada sexta-feira. Depois da demissão em bloco do Conselho Executivo desta Escola, presidido por Domingas Velez, todas as estruturas intermédias, como voto de solidariedade, decidiram deixar de exercer também as suas responsabilidades. Os diversos pedidos de demissão apresentados já seguiram para as entidades competentes.
Florival Baiôa, professor deste estabelecimento de ensino da cidade participou nesta reunião e avançou que “esta era a decisão a tomar”. Disse igualmente que “as portas vão estar fechadas para os alunos, mas os professores e o pessoal não docente vão estar dentro do estabelecimento de ensino para debater os problemas internos”.
Florival Baiôa explicou também o que vai acontecer neste período intermédio, ou seja, até as entidades competentes tomarem uma decisão sobre os pedidos de demissão apresentados e sobre a situação que a Escola enfrenta. Sobre esta questão referiu que “os alunos não vão ser abandonados, na medida em que vamos continuar as nossas funções até serem aceites as demissões apresentadas”.
Este professor garante que “nas condições actuais não é possível continuar o trabalho lectivo” e frisou que “vai ser solicitada também ao Ministério da Educação a suspensão do processo de avaliação de desempenho”.
O JN de hoje refere que o Director Regional do Alentejo, José Verdascas, esteve presente, no sábado, na reunião dos professores da escola. Na reunião, o director regional terá ameaçado os professores e conselho executivo com o levantamento de processos disciplinares.
Conheço o José Verdascas há vários anos. Tenho-o como uma pessoa amistosa, bondosa e bem disposta. Não consigo compreender como é que um cargo de chefia no ME pode mudar uma pessoa. Que lavagem ao cérebro é feita aos dirigentes do ME? Será que há um efeito mimético que se prolonga desde o topo e atinge todas as estruturas dirigentes e intermédias do ME? Todos eles a procurarem imitar as atitudes e a postura da ministra da educação? Ou serão tão ingénuos que pensam que ocuparão para sempre aqueles lugares de responsabilidade? O que será deles quando forem obrigados a largarem os altos cargos e a regressarem às antigas funções? Serão capazes de olhar para os colegas professores da mesma forma? Esperarão que os professores, humilhados e ofendidos, olhem para eles da mesma forma? Julgarão que voltarão a ser acolhidos com simpatia e calor pela comunidade?


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HEIL SIEGEL

HEIL SIEGEL

Afinal de contas para que serve o Processo de Avaliação dos Professores, que tanta celeuma está a gerar? Parece que a realidade ultrapassa a ficção, na medida em que se fizermos uma leitura comparada e cruzada de toda a legislação vigente, nomeadamente o DL 35/2007 de 15 de Fevereiro sobre a Contratação de docentes, Lei n.º 75/2008 que impõe o novo modelo de Gestão, a Lei n.º 11/2008 de 20 de Fevereiro que define o regime de mobilidade dos trabalhadores com contrato individual de trabalho, o Decreto-Lei nº 124/2008 de 15 de Julho sobre a Mobilidade Especial para os Docentes, o Despacho n.º 19117/2008 ao definir a organização do ano escolar 2008/09 e horários dos professores e o Projecto de revisão do DL 20/2006 sobre os concursos de docentes, versão do Ministério da Educação, podemos verificar que, as últimas atitudes dos responsáveis da Educação, deste Governo, de aparente reconciliação, ao demonstrarem uma dessimulada intenção de simplificação dos processos de avaliação, sem se comprometerem com o adequado suporte normativo, face à presença de um ano eleitoral muito turbulento e problemático, não são mais do que manobras de diversão. Na verdade, o futuro pós-eleitoral apresenta-se muito pouco risonho, para os professores e não vão faltar situações caricatas, quando os novos Reitores se comportarem com autênticos Gauleiters Escolares.

No fundo, estamos perante duas realidades que, aparentemente se digladiam pelo Poder, mas que são complementares nos respectivos objectivos (respectivamente redução das despesas primária – deficit do OGE – em salários e entronização do Poder Real Absoluto local) e assentam numa relação de hierarquia imposta e consentida. Poder-se-á considerar que este paradoxo inconsequente está anulado, por estarmos numa democracia. Aqui é que está o busílis da questão, o 75/2008 impõe que os futuros Reitores (mais a respectiva entourage do Conselho Geral) sejam totalmente subservientes à Tutela Governativa e ao mesmo tempo concede-lhes total liberdade de acção dentro das respectivas áreas educativas.
Se queremos reduzir as despesas com pessoal, nada mais fácil do que aplicar o princípio da multiplicação dos pães, para depois dividir para reinar.

Exemplificando:

O Governo do Capitão de Rebordelo, senhor todo o poderoso, das massas imberbes e pouco esclarecidas, pretende reduzir o deficit público para -5%, ou seja criar um superhavit, de forma a tornar o Estado, um centro de distribuição de benefícios para os camaradas, mesmo que a taxa de mortalidade de não jovens sofra um acentuado agravamento. Se Hitler mandou exterminar os parasitas da sociedade (velhos, não jovens, doentes, etc.), Moi, com maior subtileza, crio as condições ideais, para que os tais se aconcheguem no estertor da próxima reencarnação. Por outro lado, os idiotas, mas fiéis súbditos reitores, na ânsia de agradarem ao muy grande líder e querendo continuar a reinar nos seus feudos impunemente, aceitam as orientações de qualquer Idi Amin. Deste modo, há que fazer sair do sistema, todos os não titulares que, estando nos escalões topo da carreira, podem ter o azar (para a pátria) de subirem para o título e substituí-los por outros que ainda se encontram na meninice do índice remuneratório, os chamados contratados, se possível.

Assim, o Gauleiter do Agrupamento das Escola Secundárias da cidade de Rebordelo, Dr. Salamaleques e Tinhoso, alvo de críticas, por parte de alguns professores traidores aos grandes desígnios do seu feudo, e em consonância com o Primeiro-Ministro, aceita que sejam colocados, na sua escola, cerca de 100 professores contratados, sabendo, ambas as partes de que, para além dos horários de Titulares, o número de horas lectivas só dá emprego a outros 100 felizardos, não titulares, existindo, por isso mesmo, cerca de 100 quadros de escola em situação periclitante.
O nosso herói penoseiro, na hora da distribuição de horários, exclui os tais que o Governo quer na rua, os críticos da sua gestão e a sua ex mais o filho da mãe do professor de educação física que lhe destruiu o lar doce lar.


Claro que os ex quadros de escola, não vão para o desemprego, mas ficaram criadas as condições inerentes para passarem à disponibilidade da mobilidade…; assim, os excluídos, numa primeira fase, irão ser obrigados, cada quatro anos, a concorrerem para cerca de 25 agrupamentos, abertos e identificados pelo Ministério, em todo o território nacional, incluindo Berlengas e Selvagens.
Os professores que não se ponham finos antes das eleições, que depois irão sentir na pele o pão que o diabo amassou. É evidente que o descontentamento face ao actual Governo, parece trazer sorrisos aos PSDs, embora saibamos que também não são flores que se cheirem (se algum dia forem governo), visto que, tudo farão para manter o satatus quo vigente e que foi obra do Partido da Xuxa. Sócrates é o ex (?) militante do PSD que virou (infiltrado?) secretário-geral e primeiro-ministro do partido rival, é uma Avis rara.

publicada por Capitão Rebordelo in Secos &molhados


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GUANTANAMO DOS TITULARES

GUANTANAMO DOS TITULARES, por Capitão Rebordelo

Imagem: a partir de aqui

“Tendo por base, o normativo referenciado na postagem anterior [HEIL SIEGEL] , podemos concluir a monitorização da respectiva linha de análise crítica.
Os Titulares, ainda que salvos, numa primeira fase, da futura turbulência que irá nortear a vida dos outros docentes, ainda não assimilaram que o futuro pode ser mais negro do que o previsto. Estão enganados e na minha escola, pouquíssimos são os Titulares que se dispõem a viajar até à Alface-mor.
Por um lado, esses titulares se tiverem duas classificações negativas poderão ser despromovidos, não estando explícito o grau de baixa de categoria.(…)” (continue a ler o texto em Secos & Molhados)


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Existem PCEs e avaliadores que insistem em avançar com o processo

Desculpem mas vou aproveitar para também deixar aqui alguns desabafos que já coloquei noutro blogue:

Infelizmente, existem PCEs e avaliadores que insistem em avançar com o processo e já se fez a entrega dos objectivos e marcação, a partir de início de Novembro, das aulas assistidas!

Há avaliadores que andam em reuniões atrás de reuniões, alguns até dizem que estão contra, blá…blá… mas continuam a fazer tudo.
São uns…. pois se quisessem contrariar era só tomarem uma posição de força mas não estão para isso!!!
Expliquem-me outra coisa s.f.f. Porque é que estes avaliadores não vão ser avaliados também com aulas assistidas? Não acham que deviam ser os primeiros a ser avaliados?!!!!

De que serve ir para Lisboa se a maioria das escolas está a avançar com o processo?
Há quem esteja a trabalhar arduamente para que o modelo avance. E quem o está a alimentar? Os coleguinhas adesivos, zelosos do cumprimento dos seus deveres e que baixam a cabeça e dizem ámen a toda a porcaria que se queira fazer!
Por isso, ou as pessoas começam a recusar e a criar resistências a serem submetidas ao monstrengo ou esqueçam! Alguns vão conseguir fazer com que a maioria seja subjugada!

Há colegas avaliadores que nem sabem ou não querem usar as novas tecnologias e vão avaliar os outros pelo seu uso!!!
Há avaliadores que são uns “chatos/desmotivadores” que vão avaliar os outros a nível pedagógico!
Há avaliadores que nunca fizeram estágio, estão a ser “mais papistas que o papa” e vão avaliar os colegas que já foram submetidos a esse processo!
Há avaliadores que conseguiram a licenciatura ao abrigo de uma treta qualquer e vão avaliar mestres e doutorados!
Há avaliadores que vão avaliar colegas do Executivo que, por sua vez, irão avaliar o avaliador!
Apelo ao pessoal adormecido/anestesiado: Mexam-se p.f.!
Se não houver união para acabar com isto, a Escola será um inferno e vamos morrer aos poucos!!!

por Prof in A educação no meu Umbigo


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A Loucura

Que o diploma sobre a avaliação docente é um verdadeiro monstro burocrático já todos constatámos. Que a esse monstro foram sendo implementadas mais cabeças, com os diferentes despachos e memorandos que lhe foram sendo anexados, em nome da regulamentação do monstro, transformando-o numa hidra de Lerna, também já todos nos apercebemos. Que os serviços intermédios do ME, com as suas estranhas interpretações, ainda, o “amostrenguem” mais, também já todos sabemos.

Que entre nós ainda consigamos aprimorar o “bicho” tornando-o ainda pior do que é, é que já ninguém entende.

Espanto-me, cada vez mais, como alguns elementos de uma classe diferenciada, portadora das mais altas habilitações académicas, revela a sua total iliteracia quanto à leitura, interpretação e aplicação de simples articulados de uma legislação.

Que a maioria das leis são mal redigidas é uma verdade. Que a maioria das leis são dúbias é outra verdade. Que nós não somos juristas também é verdade.

Por isso, o que temos que fazer é, apenas, ler. Ler como quem lê um texto. Ler, analisar e aplicar. Não temos que inventar. Não temos que devanear sobre… Não temos que inventar sobre…

Também sabemos que o considerar os resultados dos alunos, como um dos pontos chaves desta avaliação, é um dos maiores erros do monstro. Todos estamos cientes de que este item apenas visa a obrigatoriedade de mostrar resultados para as estatísticas e não o melhorar do ensino e ou da aprendizagem. Por isso mesmo, ainda se torna mais compungente o resultado da criatividade de que enfermam alguns “artistas grelhadores”.

Vejamos o que diz o 2/2008 sobre a relação entre: os resultados dos alunos, a definição de objectivos individuais a auto-avaliação e a avaliação do Presidente do Conselho Executivo (e onde me refiro a resultados dos alunos poderia referir abandono):

Quais são os elementos de referência para a definição de objectivos individuais?

Os objectivos individuais são formulados tendo por referência os seguintes itens:
A melhoria dos resultados escolares dos alunos;
(…)

Quais são os elementos de referência para a avaliação? *

A avaliação do desempenho tem por referência:
a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
b) Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socioeducativo.

* Reiterados neste ponto que consigna as competências da Comissão de Coordenação da Avaliação do Desempenho:

Os objectivos fixados e os resultados a atingir pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada no âmbito do respectivo projecto educativo ou plano de actividades são considerados pela comissão de coordenação da avaliação do desempenho no estabelecimento de directivas para uma aplicação objectiva e harmónica do sistema de avaliação do desempenho.

Que diz sobre a auto-avaliação?

A ficha de auto-avaliação é entregue aos avaliadores em momento anterior ao preenchimento, por estes, das fichas de avaliação, constituindo elemento a considerar na avaliação de desempenho mas não sendo os seus resultados vinculativos para a classificação a atribuir.

A ficha de auto-avaliação deve explicitar o contributo do docente, durante o exercício das suas funções, para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria dos resultados escolares obtidos pelos seus alunos.

Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:
a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:
i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;
ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:
i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.

Além dos referidos no número anterior, pode o docente apresentar outros elementos (…) que permitam comprovar o seu contributo para o progresso dos resultados escolares dos alunos, a redução das taxas de abandono escolar e a apreciação do respectivo contexto socioeducativo.

E sobre a avaliação realizada pela direcção executiva?

Na avaliação efectuada pelo órgão de direcção executiva os indicadores de classificação ponderam o seguinte:
Progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e redução das taxas de abandono escolar, tendo em conta o contexto socioeducativo — aprecia os dados apresentados pelo docente na ficha de auto-avaliação os quais são objecto de validação pelos avaliadores;

Como é possível que lendo o mesmo que eu li (e transcrevi) haja quem seja capaz de fazer uma ficha de registo de avaliação do PCE, como esta?

http://www.scribd.com/doc/6431579/Peninsula-Setubal-Fichas

Ou uma ficha de definição de objectivos individuais, como esta?

http://www.scribd.com/doc/6499599/Grelha-Objectivos-Individuais-2o-e-3o-Ciclo-1

Ou seja obrigado, como noutra que eu conheço, a, na ficha de objectivos individuais, indicar a média de cada turma no ano anterior e a definir objectivos de manutenção ou superação dessas médias (indicando critérios de êxito/superação), não tendo em conta se a turma era do professor, se as notas/níveis foram resultado de subida por votação em conselho de turma, se existem alunos novos na turma, etc.

Ou ainda como noutra, em que foi definida uma determinada média de sucesso por ano de escolaridade e “foi decidido” que se, por acaso existe uma turma mais fraca, outra turma desse ano, que seja melhor, tem que compensar a média (“ganhando” o seu sucesso e mais o sucesso que a outra não conseguir, para cumprir a média).

Só posso dizer que não são os deuses que devem estar loucos, mas sim os humanos! Neste caso específico, alguns humanos-professores!

Será assim tão difícil perceber o que está escrito?

Será difícil perceber que a escola/agrupamento (departamentos e conselho pedagógico) propõe uma meta de consecução de resultados, quer seja em % de redução do insucesso, quer seja em % de aumento do sucesso, que essa meta estabelecida a nível de escola/agrupamento (em geral, ou considerando excepções em determinadas disciplinas que pensem não conseguir atingir a % proposta) deverá constar do Projecto Educativo e que todos os professores deverão trabalhar com os seus alunos para essa meta?

Será difícil perceber que o que se pretende é a melhoria dos resultados, através da redução/aumento da média do insucesso/sucesso obtida na globalidade dos alunos/disciplinas/anos de escolaridade,
em função da tal % estabelecida no PE, e não em cada um per si?

Será difícil perceber que só no final é que o professor, na sua auto-avaliação deve fazer a análise, em função dos diferentes itens contidos na ficha de auto-avaliação, justificando aí o seu trabalho neste item? E que será a partir dessa análise que o PCE considerará se houve ou não cumprimento do objectivo neste campo?

Será tão difícil perceber que o professor não pode trabalhar em função de uma média de turma, pré-definida, garantindo que a terá de manter, ou melhorar? É isso que se pretende, mas as circunstâncias variam de ano para ano.

Será difícil perceber um professor não pode definir como objectivo individual o número de 2, 3, 4 ou 5 que vai dar no final do ano… e muito menos ser penalizado porque em vez de cinco 4, e três 5, deu sete 4 e um 5?

Será difícil perceber que um professor não é um fabricante de peças avulso cuja produção pode ser incrementada (… e mesmo aqui só até um certo patamar)?

E que dizer da “definição das médias” encontrada na 1ª ficha de que dou o link? E que dizer quando se considera que um professor é excelente quando atinge uma progressão superior a 100%?

Só pode! Está tudo louco! Ou será que é mesmo, e só, maldade?

Esta ADD é impossível e mais impossível se torna quando os “grelhadores” atingem níveis de loucura que a tornam num inferno de que nem Dante se lembraria.


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Já os arabes falam da Avaliação de Desempenho dos Docentes Portugueses


Um sábio Árabe disse:

للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل 4 سنوات، بينما يعين1 عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان

Profundo, não é…?

Não fiques envergonhada(o) eu também chorei….!!! principalmente na parte em que diz:

أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظامبرلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم..

PS – Pois é. É exactamente assim a avaliação do desempenho docente!…


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Acreditam nesta alarvice?

O ministro Mário Lino, congratulou-se hoje, em Matosinhos, com o facto da JP Sá Couto estar a transformar-se na primeira empresa ODM (Original designer manufacter) da UE, destacando o seu contributo para o aumento das exportações. ©Lusa

Podem ver um outro Magalhães europeu…JumPC laranjinha, será também ODM? Grandes tretas a imprensa nos enfia através de informação do governo, só mentiras: