Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.

Melhor que a Co-Avaliação só a Avaliação-Co

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A Fenprof apresentou um anteprojecto para avaliação do desempenho dos professores.
Uma “alternativa credível dos professores para a escola portuguesa”, diz a dinossaúrica malta.
Acreditamos que sim! Pena é que venha com 9 meses de atraso…
E que não consiga ser muito melhor do que o do ME…
E que tenha de ser explicado para ser compreendido pelo comum dos mortais.Veja-se a riqueza, a variedade e a originalidade dos conceitos e procedimentos previstos:

1º PASSO AUTO-AVALIAÇÃO
(a encarnado, as explicações necessárias à boa compreensão da coisa)

Toda a avaliação deverá ser transparente (tal qual as cortinas que se põem na janela para atenuar a luz) e partir do próprio avaliado (é o avaliado que dá início à avaliação. Não dando, não parte). Nesta perspectiva, todos os critérios e vectores (para além dos itens e parâmetros…) de avaliação têm de ser controlados pelo avaliado. A impossibilidade desse controlo inviabiliza um critério enquanto tal (dando origem a uma nova preocupação, naturalmente). O trabalho de auto-análise não é só importante, ele é indispensável a um modelo eficaz que pretenda reflectir o desempenho real, pelo que o processo deverá contemplar a auto-avaliação.

A auto-avaliação desenvolve-se de forma permanente (antes, durante e depois das aulas), durante cada ano lectivo, sendo objecto de discussão partilhada (ou seja, a avaliação de cada um é discutida entre todos), com especial ênfase no final de cada ano lectivo. No final de cada escalão todo o processo anterior deverá conduzir à apresentação de uma proposta de menção qualitativa (dito de outra forma: a avaliação de cada um é discutida e combinada entre todos. De seguida, decide-se da menção a atribuir, por consenso ou recorrendo à votação. Neste último caso, o escrutínio será feito por recurso a voto secreto).

Como instrumentos (Ah! Aqui estão eles! Ainda faltam as grelhas) de suporte a todo este processo podem considerar-se várias hipóteses de registo, entre as quais, a elaboração de um portefólio de registos, relatórios críticos da actividade docente, ou outros que as escolas considerem relevantes (nomeadamente através de uma aplicação na internet).

Como referentes de avaliação deverão ser considerados os critérios (critérios ou referentes? Hum! Alguém falhou no copy paste) nacionais e os decorrentes dos projectos educativos e curriculares de escola.

Em final de escalão o docente elabora uma proposta fundamentada de menção qualitativa que será entregue às estruturas pedagógicas em que o docente está envolvido (Nota: não é obrigatório qualquer envolvimento! A proposta também pode ser entregue à colega que tenha as pernas mais compridas…).

A co-avaliação, avaliação partilhada, desenvolve-se de forma permanente, nos momentos considerados necessários pelas estruturas pedagógicas de cada escola ou agrupamento, contemplando registos escritos a ter em conta nos momentos formais do processo.

Esta modalidade de avaliação contempla o acompanhamento dos percursos individuais enquadrados nos critérios nacionais e nos decorrentes dos projectos educativos e curriculares da escola/agrupamento.

- reflexão acerca das causas impulsionadoras de sucesso (o melhor item de todos)

- reflexão acerca das causas impulsionadoras do fracasso pedagógico

- aferição de procedimentos a alterar ou a melhorar

- definição de objectivos anuais, individuais e colectivos

- aferição de êxitos e sucessos à luz de objectivos anuais

Os sindicatos sempre acusaram de burocrático o modelo do ME! Pois, para além da Avaliação-Co vejam os procedimentos que o sindical modelo exigirá:

- apreciação das menções individuais que lhe forem presentes (também não sei a que “lhe” se referem)

A verdade é que todos os professores são profissionalmente diferentes; uns melhores que outros, uns mais competentes, mais assíduos, mais responsáveis mais experientes, mais esforçados e mais capazes que outros, independentemente do tempo de serviço. Os melhores merecem ganhar mais e os piores menos!

Esta tese sindical é FALSA, pretende contrariar a divisão artificial da carreira, imposta governamentalmente pela figura de professor titular e tem sido a principal razão da desgraça dos professores. Não há engenharia social nem profissional que sustente durante muito tempo uma falsa igualdade.

De forma ainda mais simples: Todos os professores são profissionalmente iguais (pares)distinguindo-se, apenas, na antiguidade.

A prática da co-avaliação implica que todos os elementos de uma determinada comunidade educativa possam ser avaliados mas também avaliadores. Mantendo-se a paridade profissional no reconhecimento de que estamos numa profissão em que todos temos a mesma habilitação de base e profissional, a co-avaliação resolve o problema do reconhecimento da autoridade do avaliador uma vez que há a co-responsabilização de todos os pares.

Nada mal para quem quer defender os professores…

Dito de forma mais simples: todos os professores têm uma habilitação de base e profissional, logo todos são autoridades científicas e pedagógicas, logo todos são, simultaneamente, avaliados e avaliadores, percorrendo uma carreira única e cronologicamente ascencional.

- elaboração de um relatório crítico por ano lectivo

São as estruturas pedagógicas (que entes são estes?) que definem quando se desenvolve a avaliação? Mas, não seria melhor estabelecer uma cronograma para que cada docente pudesse saber quando está a ser avaliado? É que, senão, corre-se o risco de os docenets acusarem as indefinidas “estruturas pedagógicas” de arbitrariedade.

Este trabalho deve contemplar também o aferir dos êxitos e sucessos do grupo à luz dos objectivos traçados no início de cada ano lectivo, procedimentos a alterar ou melhorar, reflexão acerca das causas impulsionadores de sucesso e das causas de fracasso pedagógico, e ainda, apreciar as menções individuais que lhe forem presentes. O resultado espelhar-se-á num relatório crítico por ano lectivo, onde terão de ser registadas as propostas de menção individual aqui aprovadas.

A co-avaliação é uma falácia pegada. E muito mal definida: dizem que se desenvolve “de forma permanente, nos momentos considerados necessários pelas estruturas pedagógicas”. Parece haver aqui uma contradição: de forma permanente ou em momentos adequados? Decidam-se, p.f.

Alguém desse lado me consegue explicar o sentido desta curiosa frase: Esta modalidade de avaliação contempla o acompanhamento dos percursos individuais enquadrados nos critérios nacionais e nos decorrentes dos projectos educativos e curriculares da escola/agrupamento. Antecipadamente grato!

In EducaçãoSA

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