Catarse

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Sócrates e a Nova Ordem Mundial: O Uso da Mentira…até quando?

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“Lamento que os sindicatos de professores não queiram cumprir o acordo assinado”

Preocupa-o a indisciplina e a violência que também se nota existir em muitas escolas portuguesas? Que levou, aliás, o procurador-geral a fazer algumas declarações fortes a esse propósito…

Qualquer Governo responsável tem uma preocupação e faz tudo que está ao seu alcance para reduzir a violência e a indisciplina. Quando mudámos o estatuto do aluno foi com a intenção, justamente, de dar condições aos professores para que pudessem agir disciplinarmente, sem tanta burocracia, sem tantos actos administrativos, e que isso permitisse mais disciplina na escola.

A falta de autoridade é de quem? Dos pais, dos professores?

Recuso essa visão, generalista, que diz basicamente que estamos com elevados níveis de indisciplina e de violência nas nossas escolas. Recuso essa visão.

É sobretudo um caso de mediatização?

As coisas são agora mais mediáticas – e ainda bem que são mais mediáticas, porque isso serve para despertar a atenção das pessoas para um problema que existia e existe. Os dados que temos são preocupantes, porque existem, mas não são dados de agravamento. O que temos feito é justamente no sentido de reduzir essa violência e essa indisciplina, porque eu acredito num país em que o professor tem autoridade. Isso é absolutamente fundamental. O nosso sistema de ensino vive dessa autoridade, uma autoridade que não precisa de ser exercida, que resulta do respeito que o aluno deve ao professor. Eu acredito num país assim, e tudo que temos feito é justamente para valorizar a condição social do professor.

Eles nem sempre entendem assim… A reforma está a andar um pouco mais devagar do que estava previsto, designadamente no que diz respeito à avaliação dos professores.

Mais devagar?

Mais devagar nesse ponto específico, o da avaliação.

Há muitos executivos que têm nos seus gabinetes uns cartazes que dizem assim: “Aqui aceita-se conselhos daqueles que já fizeram melhor.” Diga-me lá qual foi o Governo que fez mais reformas na educação do que nós?

A questão não é essa, não sou candidato a ministro da Educação nem primeiro-ministro. A questão tem a ver com os professores. A avaliação dos professores claramente não está a funcionar ao ritmo que o Governo gostaria, pois não?

Não está a funcionar?…

Abrandou o ano passado, depois uma grande manifestação em Lisboa. Vêm aí mais duas manifestações a esse propósito, e a minha pergunta é muito clara: o que é que está a falhar para trazer os professores para esta reforma?

Recuso esse ponto de vista do que é que está a falhar. Isso supõe que alguma coisa está a falhar.

Pode estar a falhar do lado dos professores. A pergunta não tem retórica nenhuma.

Primeiro ponto: quando é que foi feita a avaliação de professores? Nunca no passado. Esta é a primeira vez que está a haver. E uma reforma destas, naturalmente, é muito discutida e muito controversa. Mas a verdade é que, neste momento, já mais de, salvo erro, 17 mil professores foram avaliados. Desses 17 mil, 7% foram classificados com “muito bom” ou “excelente”. Uma das coisas que pretendíamos era isto: distinguir o mérito, o esforço, os melhores. Estamos a fazer exactamente aquilo que ficou acordado com os sindicatos depois da manifestação. Como se lembra, houve reuniões entre o Governo e os sindicatos, e o Governo sempre disse: vamos fazer a avaliação. Depois do diálogo com os sindicatos chegámos a um compromisso. Estamos a cumprir esse compromisso, escrupulosamente.

São os professores que não estão?

Eu falo pelo Governo. Estamos a cumprir e não dizemos mal do acordo que assinámos! Lamento é que os sindicatos assinem um acordo e depois digam, passado uns meses, que não o querem cumprir. Se não estão convencidos da justeza do acordo, isso é com eles; nós estamos! A avaliação dos professores faz- -se por uma razão muito simples: queremos premiar o mérito, como em todas as profissões, em benefício do sistema escolar, e das famílias.

Mas com regras que os professores aceitem, compreendem e que façam o sistema avançar mais rapidamente, não é?

Não há nenhum sistema de avaliação que seja perfeito. Haverá sempre injustiças, ainda para mais quando se está a avaliar 150 mil professores pela primeira vez. Por isso, estamos disponíveis para, depois de fazer esta avaliação, melhorar o sistema e evoluir. A pior injustiça é não fazer avaliação nenhuma como não aconteceu nos últimos 30 anos!…

Os sindicatos estão já a pedir essas mudanças na avaliação.

…O prejuízo que o nosso sistema de ensino teve por não ter avaliação foi muito grande, muito grande! O melhor que podemos fazer às famílias portuguesas é dar-lhe garantias de que nós temos um sistema que distingue os bons professores, que qualifica com “muito bom” e “excelente” os professores que mais se distinguem e que mais se empenham.

O presidente do conselho de escolas, Álvaro Almeida Santos, disse recentemente que essas notas só podem ser atribuídas após validação de uma comissão e que houve escolas que as atribuíram antes de tempo. Não tem havido aqui alguma pressa que tem feito saltar algumas etapas?

Eu admiro-me muito que alguém fale em pressa quando estivemos 30 anos sem avaliação. Que seja essa a crítica! Nós lançámos as aulas de substituição, temos hoje os professores colocados por três anos, temos os cursos profissionais, temos um estatuto da carreira de docente que não se baseia apenas na idade do professor mas que os distingue, temos a avaliação de professores, temos uma escola que vai ter um director com autoridade e com responsabilidade… Isto é absolutamente fundamental para termos uma escola melhor.

Para sintetizar, a avaliação vai avançar como está previsto, ponto um. Ponto dois, não acredita que as manifestações de Novembro tenham a força que teve a manifestação de Março?

Não faço prognósticos sobre isso, era o que faltava! Eu já disse, sobre manifestações, que o que me impressiona não é o número de pessoas, mas a força do argumento. O País precisa que o nosso sistema público de ensino tenha avaliação de professores. Por outro lado, as famílias precisam de ter confiança nisso, de que os melhores são distinguidos, porque só assim têm confiança no sistema público que pagam. E, finalmente, eu estou convencido de que os professores já perceberam muito bem que nós podemos sempre melhorar, podemos sempre evoluir. O que não podemos é voltar para trás.

Comentário:

O exercício completo da mentira, do autismo e da propaganda. tempos certos, numa imprensa comprada para dar voz à propaganda mentirosa de alguém que sendo primeiro deveria ter como principio, a honra, a ética e a dignidade. Com governantes deste calibre que usam e abusam da mentira, informando erradamente os portugueses, transmitindo uma mentira muita vezes repetida, até parece que é verdade, mas não é. E todos sabemos que o primeiro com uma licenciatura saída na farinha Amparo, nada sabe do País Real, das escolas e da economia.

Até quando a imprensa fica calada, cega e muda perante tanto atropelo à nossa dignidadde como pessoas ?

Escrito por Tollwut

Outubro 25, 2008 às 2:12 pm

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