As Universidades estão sem dinheiro para pagar salários e, pela primeira vez, não têm saldos de gerência a que recorrer. O Conselho de Reitores em carta ao ministro diz que a situação é insustentável.
Nos últimos três anos o governo cortou 110 milhões de euros no financiamento do ensino superior, reconhece um relatório elaborado pelos serviços do próprio ministério.
O Diário Económico desta Segunda feira noticia que o Conselho de Reitores enviou uma carta ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Mariano Gago, no início deste mês onde alerta para a grave situação.
Os reitores denunciam que as despesas das universidades cresceram 15%, enquanto que as transferências do Orçamento de Estado cresceram apenas 3,8%. O aumento dos encargos financeiros deve-se a: contribuição para a Caixa Geral de Aposentações (11%), aumentos salariais (2,9%) e progressões nas carreiras (2%).
Segundo o jornal, cinco universidades (Algarve, Açores, Évora, Trás-os-Montes e Alto Douro e Madeira) e três institutos politécnicos entraram em situação de falência técnica em 2008. Se o governo não fizer nada a situação de falência técnica generalizar-se-á a todas as universidades públicas e, provavelmente, a todos os estabelecimentos do ensino superior público.
Segundo um relatório elaborado pelos próprios serviços do MCTES, o buraco orçamental das instituições de ensino superior atingiu 88,5 milhões de euros no orçamento de 2008. Só para os estabelecimentos em situação de falência técnica eram necessários 15,8 milhões de euros para contratos de recuperação, no entanto o ministério transferiu apenas 9,5 milhões de euros em Junho.
Desde 2005, o financiamento dos estabelecimentos do ensino superior teve um corte de 8,6%, 110 milhões de euros, em transferências do Orçamento de Estado.
O gabinete do ministro, interpelado pelo Diário Económico, não quis comentar a carta do Conselho de Reitores.
Fonte: Esquerda.net





































