«Sobre a questão do levantamento do sigilo bancário sou particularmente favorável e já há muito que se devia ter feito isto para efeitos da administração fiscal, há muito que deviam ter sido tomadas medidas neste sentido, para efeitos de administração devidamente responsabilizados» , afirmou o antigo deputado do PS relativamente ao debate de quinta-feira no Parlamento, onde o Bloco de Esquerda vai apresentar um pacote de medidas de combate à corrupção e evasão fiscal.
O antigo governante socialista considerou ainda que a proposta do Bloco para o fim do segredo bancário é «positiva» e defendeu que no combate aos offshores os «pedidos de troca de informações» devem ser «precisos e específicos» visto que há paraísos fiscais «que modificaram as suas leis de modo a não terem informações a dar» quando tal lhes é solicitado.
Cravinho declarou que é favorável a que se «parem os paraísos fiscais» e referiu que uma política de combate aos mesmos deve estar assente em «três princípios» essenciais: «a automaticidade da informação à medida do que já acontece com a directiva sobre as poupanças nos países da União Europeia», «a negociação de uma convenção ao nível do Conselho Europeu» que torne a decisão «universal» e passar a «atacar os paraísos fiscais» a partir da principais capitais mundiais de onde «se congeminam as operações e os esquemas», Londres, Nova Iorque e Tóquio.
«Oitenta por cento das operações em offshores são feitas a partir das capitais dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Japão, é lá que se congeminam as operações e os esquemas e se de facto se quiser atacar o problema começa-se a partir de lá, o resto é atirar poeira para os olhos» , atirou.
«Os offshores estão em contradição absoluta com as regras de transparência e da responsabilização do mercado financeiro, só existem para os negar» , acrescentou João Cravinho.





































