Louçã: “Ou há Bloco Central ou Bloco de Esquerda”

Francisco Louçã defende que as notícias recentes sobre o Bloco Central têm que ver com a força crescente do Bloco de Esquerda.

O líder do BE concluí que “ou há Bloco Central ou Bloco de Esquerda”.

O deputado e dirigente do BE encerrou o comício de arranque da campanha do BE para as eleições europeias, marcadas para 7 de Junho, que levou algumas centenas de simpatizantes bloquistas ao Cinema Batalha, no Porto.

Francisco Louçã afirmou que, “nas últimas semanas”, começou a falar-se do Bloco Central por se recear que surja “uma resposta da esquerda e que haja mais força e convicção da esquerda”.

Por trás deste facto, segundo Louçã, encontra-se o Bloco de Esquerda.

“É tempo de justiça na economia e de uma fiscalidade certa e responsável”, defendeu também, dando assim o tom para o que vai ser campanha bloquista.

O deputado declarou-se convicto de que as eleições europeias vão ser “a primeira contagem para o final da maioria absoluta” do Partido Socialista.

A crise, a corrupção, a fuga aos impostos e as desigualdades sociais estarão no centro das atenções do BE, que pretende “acabar com estes abusos e pedir responsabilidades” aos poderosos, entre eles os banqueiros.

O Bloco quer ser “a oposição que lhes dá luta”, resumiu Louçã, numa intervenção que se estendeu por cerca de meia hora.

O dirigente atacou também o PS e o PSD e destacou que, apesar dos desacordos entre estes dois partidos, “ambos querem votar em Durão Barroso”, para garantir a sua recondução no cargo de presidente da Comissão Europeia.

“A Europa de Durão Barroso é o resumo da mediocridade e dos interesses que ele representa”, atacou.

Louçã considerou que “a campanha para o Parlamento Europeu é a mais difícil de todas”, argumentando que “quem manda não quer que se fale de Europa”.

No mesmo sentido se pronunciou o porta-voz do Novo Partido Anticapitalista de França, convidado de honra deste comício inaugural do BE.

Olivier Besancenot, um licenciado em História que trabalha como carteiro, afirmou que “há forças que tudo fazem para que esta campanha seja invisível, virtual e fantasmagórica”, desviando as atenções para casos como o divórcio do primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi.

Besancenot declarou-se “apostado em que se fale, nesta campanha, da crise económica do capitalismo” e apelou à “convergência” entre as forças políticas unidas por esta causa.

Com um discurso sintonizado com o BE, o militante francês afirmou que “esta Europa foi feita geneticamente para e por banqueiros”, dizendo que é altura de criar “uma nova Europa para e pela população, com um salário mínimo europeu”.

Fonte: J.N.

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