Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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Taxa de desemprego real superior a 11% em 2009

Os números oficiais estão longe de representar a realidade do país, uma vez que escondem milhares de situações de trabalho precário, insuficiente e mal pago. Para chegar aos números reais do desemprego seria necessário ter acesso a dados não disponibilizados, quer pelo INE como por qualquer outra fonte oficial. Mas podem ser feitas aproximações…
Artigo de Mariana Mortágua

Os últimos dados divulgados pelo INE apontam para uma taxa de desemprego em Portugal na ordem dos 9,1%. Na prática, isto significa que há 507,7 mil pessoas que, apesar de estarem dispostas a trabalhar, não conseguem encontrar emprego estando assim dependentes do sistema de protecção social (do Estado) para manter um nível digno de vida e, no limite, sobreviver.

Esta situação torna-se particularmente alarmante quando se verifica que os principais afectados pelo desemprego são jovens com idade inferior a 34 anos. A frequência do ensino superior não é mais garantia de emprego para qualquer jovem em Portugal. Ironicamente, estes serão os mesmos jovens que aos 34 anos se tornam demasiado velhos e pouco atractivos para o mercado de trabalho.

Igualmente preocupante é o facto de 46,33% dos desempregados em Portugal se encontrarem nesta situação há mais de 25 meses, ou seja, não estamos a falar meramente de uma situação “transitória” como muitas vezes nos querem “vender” mas sim de um problema sistémico e estrutural que afecta 5 em cada 10 desempregados com as devidas consequências para o seu rendimento familiar.

Mas a situação é ainda mais preocupante do que este Governo Sócrates insiste em nos fazer crer, uma vez que os critérios utilizados para o calculo da dimensão do desemprego ocultam, sistematicamente e de forma propositada, milhares de cidadãos em situação de desemprego real mas que, por não satisfazerem as “condições” necessárias, não entram para as estatísticas.

Para que qualquer indivíduo seja considerado como “empregado” basta que tenha uma idade mínima de 15 anos e: 1) tenha trabalhado pelo menos uma hora mediante um pagamento em dinheiro ou em géneros; ou 2) tenha uma ligação “formal” ao emprego mesmo que não esteja ao serviço; ou 3) tenha uma empresa mas não esteja temporariamente a trabalhar; ou 4) esteja em condição de pré-reforma mas a trabalhar.

Desta forma, um individuo que trabalhe durante uma hora por semana em troca de um quilo de pão será considerado empregado, perdendo o direito à protecção social publica e, supostamente, universal.

Por outro lado, ao contrário do que acontece com o emprego, não é assim tão fácil contar para o número oficial de desempregados no país. Segundo o INE, um desempregado é um indivíduo, com idade mínima de 15 anos, que reúna todas as seguintes condições: 1) não tenha trabalho remunerado nem qualquer outro; e 2) esteja disponível para trabalhar num trabalho remunerado ou não; e 3) tenha procurado um trabalho, remunerado ou não.

Como é fácil verificar, os números oficiais estão longe de representar a realidade do país, uma vez que escondem milhares de situações de trabalho precário, insuficiente e mal pago. Para chegar aos números reais do desemprego seria necessário ter acesso a dados não disponibilizados, quer pelo INE como por qualquer outra fonte oficial. Mas podem ser feitas aproximações1, que normalmente passam pela inclusão, no grupo dos desempregados, de dois indicadores publicados pelo INE: os Inactivos Disponíveis e o Subemprego Visível.

Os inactivos disponíveis são, segundo o INE, todos os indivíduos com idade mínima de 15 anos que não têm trabalho remunerado ou qualquer outro, mas que pretendem trabalhar (num trabalho remunerado ou não) embora não tenham feito diligências para tal. No grupo do subemprego visível encontram-se, por sua vez, os indivíduos com idade mínima de 15 anos que tenham um trabalho com duração habitual inferior à duração normal do posto de trabalho e que declararam querer trabalhar mais horas. Em ambos os casos os cidadãos incluídos nestes grupos são, claramente, desempregados.

Se refizermos os cálculos do desemprego com base nestas correcções os valores finais serão, com certeza, mais elevados e, por esse motivo, também mais representativos da situação real (embora continuam a ser apenas aproximações). Senão, vejamos:

População activa

5 583,9

População desempregada

507,70

População inactiva disponível

64,20

Subemprego visível

63,30

Total desemprego corrigido

635,2

Taxa de desemprego

9,1%

Taxa de desemprego ajustada

11,38%

Fonte: INE, 2º Trimestre de 2009. Unidade: milhares.

Ao acrescentar os inactivos disponíveis e o subemprego visível, estamos a incluir 127,5 mil pessoas no grupo do desemprego que, por não serem consideradas como tal, não tem acesso a subsídio de desemprego ou qualquer outra medida de apoio ao desemprego. A taxa de desemprego corrigida aumenta assim de 9,1% para 11,38% da população activa. No final do primeiro trimestre de 2009, 11 em cada 100 cidadãos em idade activa estavam sem trabalho, sem salário e, como tal, sem autonomia e forma de conduzir as suas vidas.

Mariana Mortágua

1 De acordo com a metodologia utilizada por Eugénio Rosa - http://resistir.info

Esquerda.net


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Ano lectivo: Professores preparam protestos

No fim de uma legislatura atravessada por forte contestação dos professores ao Governo, as federações sindicais têm ainda algumas acções previstas para divulgar posições e alertar para os problemas que afectam a classe, depositando agora esperança no futuro Executivo

Depois do Livro Negro das Políticas Educativas que faz uma análise daquilo que considera ter falhado na actual legislatura, a Federação Nacional de Professores (FENPROF) apresenta agora a Carta Reivindicativa dos Professores e Educadores Portugueses, enquanto a Federação Nacional da Educação (FNE) vai insistir nos contactos com os partidos políticos na divulgação do seu Roteiro para a Legislatura 2009-2013.

A questão do desemprego merece um alerta ainda antes das eleições por parte da FENPROF, que promete abordar com pormenor várias áreas na Carta Reivindicativa, «desde logo a questão dos recursos humanos (professores e outros trabalhadores das escolas), mas também questões gerais do sistema educativo», adiantou à agência Lusa Abel Macedo em vésperas da apresentação pública do documento.

O trabalho discrimina o que a FENPROF quer ver mudado, a começar pela revisão do estatuto de carreira dos professores.

A carta vai ser apresentada na terça-feira numa escola de Lisboa e o objectivo é que chegue a toda a população. Já não se dirige a este Governo.

As questões levantadas deverão ser «trabalhadas por um outro governo», referiu.

Através da sua revista, a FENPROF vai também divulgar um conjunto de informação, posições e opiniões, nomeadamente dos partidos que «assumiram compromissos pré-eleitorais no sentido de como vão enfrentar determinadas matérias», acrescentou.

O problema do desemprego será também objecto de iniciativas antes das eleições, por força do arranque do ano lectivo.

«É outra das questões graves, este problema do desemprego enorme que existe na classe docente. Enquanto a taxa de desemprego na população portuguesa trabalhadora anda nos 10 por cento, na Educação ultrapassa já os 20 por cento», sublinhou.

«Houve aqui durante todo este tempo uma política de poupança, uma visão economicista de encarar a Educação, a agravar-se muito o desemprego na população docente», declarou.

A suspensão do modelo de avaliação de desempenho adoptado pelo Ministério da Educação está igualmente entre as reivindicações da FENPROF, bem como a extinção da prova de ingresso na profissão.

A FNE vai continuar a contactar os partidos para divulgar as propostas contidas no roteiro que elaborou e tenciona pedir reuniões ao Governo «logo que tome posse», disse à Lusa o secretário-geral, João Dias da Silva.

Quer igualmente ver abertura para negociar as questões da carreira e de avaliação dos professores, entre outras.

Num documento em que pede «um novo tempo para a Educação», a FNE enumera prioridades: eliminação da prova ingresso e da divisão da carreira em duas categorias, diminuição do tempo para acesso ao topo da carreira, definição de um novo regime de avaliação de desempenho, sem quotas na atribuição de quaisquer menções, redefinição das regras de organização dos horários de trabalho e revisão do regime de concursos, para acabar com os efeitos da avaliação sobre a graduação profissional.

Mas «a primeira prioridade do Governo da legislatura 2009-2013 é pacificar as escolas e os seus trabalhadores, revertendo as situações injustas criadas, ganhando-os para as mudanças que são imperiosas para se conseguirem mais e melhores resultados em Educação em Portugal», lê-se no documento.

Lusa / SOL


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Pocilga de Sequestro

Este vídeo é apenas para fins educativos. Qualquer outro uso, contate: alanterradutra@gmail.com

Documentário – todo o processo de obtenção da carne de porco, até chegar a boca do ser humano, através de deliciosas iguarias.

Brazilian documentary – the process of obtaining pig meat, until it gets to the human mouth, through delicious delicacies.

This video is for educational purposes only. Any other use, contact: alanterradutra@gmail.com


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Taxa Tobin defendida por regulador financeiro britânico

Adair Turner, presidente da Financial Services Authority (FSA), a autoridade de regulação financeira da Grã-Bretanha, defendeu a criação de uma taxa global sobre as transacções financeiras como forma de reduzir o excessivo peso do sector financeiro. Uma taxa global sobre transacções financeiras, conhecida por taxa Tobin, tem sido defendida em Portugal pelo Bloco de Esquerda.

A entrevista com Adair Turner foi publicada na revista britânica “Prospect” e foi manchete no jornal “Financial Times” desta Quinta feira.

Na entrevista, o presidente da autoridade de regulação financeira da Grã-Bretanha alerta que o sector financeiro, com os seus salários excessivamente altos, se tornou demasiado grande para o mundo actual. E afirma: “Se se quer travar as remunerações excessivas num sector financeiro sobre-dimensionado, tem que se reduzir a dimensão desse sector ou aplicar impostos especiais sobre os lucros”.

Segundo Turner, a FSA tem que ser “muito, muito prudente no que se refere a encarar a competitividade da praça londrina como principal objectivo”, argumentando que o sector financeiro da capital se tornou um factor desestabilizador da economia britânica.

O jornal Financial Times considera que “este comentário pode ser interpretado por outros centros financeiros, incluindo Nova Iorque, como um sinal de que o Reino Unido está cada vez mais céptico quanto às vantagens de se ser um grande centro financeiro”.

A criação de uma taxa global sobre as transacções financeiras foi proposta em 1971 pelo economista norte-americano James Tobin, tornando-se conhecida como Taxa Tobin.

Em Portugal, o Bloco de Esquerda em Abril passado incluiu-a nas dez propostas para “uma regulação competente dos sistemas financeiros e para o combate à corrupção”.

Leia notícia no esquerda.net:

Bloco quer nova regulação para combater corrupção


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Kymatica 7-8

Ky


Ben Stewart, o jovem brilhante músico e filósofo traz nessa seqüência do documentário Esoteric Agenda um novo documentário incomparável onde ele narra desde a cimática, passando pelas práticas xamanicas, revelando a nós, humanidade, o que nos retém, aquilo que nos enferma, aquilo que está nos destruindo. o porquê do ódio, da segregação, do racismo.

um documentário não só revelador, mas enriquecedor e de vital importância para toda a humanidade

recomende a seus amigos, a todas as pessoas importantes pra vc =)

Publicado por deusmihifortis


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Bill would give president emergency control of Internet

Internet companies and civil liberties groups were alarmed this spring when a U.S. Senate bill proposed handing the White House the power to disconnect private-sector computers from the Internet.

They’re not much happier about a revised version that aides to Sen. Jay Rockefeller, a West Virginia Democrat, have spent months drafting behind closed doors. CNET News has obtained a copy of the 55-page draft (excerpt), which still appears to permit the president to seize temporary control of private-sector networks during a so-called cybersecurity emergency.

The new version would allow the president to “declare a cybersecurity emergency” relating to “non-governmental” computer networks and do what’s necessary to respond to the threat. Other sections of the proposal include a federal certification program for “cybersecurity professionals,” and a requirement that certain computer systems and networks in the private sector be managed by people who have been awarded that license.

“I think the redraft, while improved, remains troubling due to its vagueness,” said Larry Clinton, president of the Internet Security Alliance, which counts representatives of Verizon, Verisign, Nortel, and Carnegie Mellon University on its board. “It is unclear what authority Sen. Rockefeller thinks is necessary over the private sector. Unless this is clarified, we cannot properly analyze, let alone support the bill.”

Representatives of other large Internet and telecommunications companies expressed concerns about the bill in a teleconference with Rockefeller’s aides this week, but were not immediately available for interviews on Thursday.

A spokesman for Rockefeller also declined to comment on the record Thursday, saying that many people were unavailable because of the summer recess. A Senate source familiar with the bill compared the president’s power to take control of portions of the Internet to what President Bush did when grounding all aircraft on Sept. 11, 2001. The source said that one primary concern was the electrical grid, and what would happen if it were attacked from a broadband connection.

Full story here.

Prison Planet


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Estado fez muitos papéis e pouca obra para salvar a orla marítima

Luísa Pinto, Mariana Oliveira

Apesar de nos últimos anos se terem multiplicado os planos de intervenção nos 971 quilómetros de orla costeira, estes quase nunca passaram das boas intenções.

Há dez anos que o bairro da praia de Paramos, em Espinho, construído clandestinamente há décadas, está identificado como uma zona de risco da orla costeira. O plano de ordenamento da zona, aprovado em 1999, prevê a retirada dos cerca de cinco centenas de habitantes da bairro, mas até hoje pouco passou do papel. Mais de 30 barracas chegaram a ser demolidas e os seus moradores realojados num complexo da freguesia. Mas como o desalojamento total acabou por não se realizar, alguns acabaram por voltar ao velho bairro, ocupando terrenos deixados vazios pelas demolições.

Este é só um exemplo dos muitos que se multiplicarão ao longo dos 971 quilómetros da costa portuguesa. Há problemas identificados ao nível da preservação ambiental da costa e da segurança das populações que a habitam e frequentam e há inúmeras intervenções planeadas para os resolver. Mas elas tardam em ser executadas. E, por vezes, essa demora tem consequências trágicas, como o incidente que há uma semana vitimou mortalmente cinco pessoas na praia Maria Luísa, em Albufeira.

Uma das razões apontadas para esta demora é a multiplicidade de entidades com competência na gestão costeira. Fernando Seara, presidente da Câmara de Sintra, sintetizou o problema: “Em Sintra há demasiadas pessoas a mandar na costa e depois ninguém manda.” Por causa da crónica instabilidade das arribas na praia do Magoito, Seara enumera a necessidade de intervirem a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, o Parque Natural, a capitania do porto de Cascais. Este ano, a praia do Magoito não hasteou a bandeira azul: porque as arribas permanecem instáveis, apesar de a ARH do Tejo ter definido como “prioritária” uma intervenção na zona. Mas que até agora não a concretizou.

Não hastear uma bandeira azul pode ser o menor dos problemas. Noutros casos, são necessárias intervenções bem mais drásticas. Como no terreno a situação não muda, é necessário proibir por portaria o uso das praias. Foi o caso da praia da Aguda, também em Sintra, interditada pelo Governo. Na praia do Porto Dinheiro, na Lourinhã, e na ilha Berlenga, há zonas dos areais interditados por vedação.

Avisar depois do perigo

Às vezes as interdições não chegam a tempo, mas só depois dos acidentes. Em Peniche, na praia da Almagreira, morreu um cidadão alemão em 2003; dois anos depois, havia mais duas vítimas mortais, agora de nacionalidade espanhola. O motivo foi sempre o mesmo, aquele que vitimou cinco pessoas na praia Maria Luísa: o desprendimento da arriba. O uso da praia de Almagreira foi interditado em 2006, 13 meses depois do último acidente.

O perigo ainda não desapareceu da Almagreira e, por isso, o presidente da câmara prefere actuar preventivamente e garantir que os banhistas respeitam as sinalizações de perigo, muitas vezes ignoradas e vandalizadas. “Desde 2006 recorremos a trabalhadores temporários durante época balnear que estão na praia de segunda a sexta-feira, entre as oito da manhã e as oito da noite a dissuadir as pessoas de se instalarem nos locais mais problemáticos da falésia e a monotorizar as arribas”, explica o autarca.

Planos atrasados

Mas a demora em resolver os problemas incomoda. Também em Peniche está identificado há anos o risco de derrocada na praia de São Bernardino, mas o projecto de execução só agora ficou concluído. Segundo o autarca, neste momento está em curso a preparação do concurso público de empreitada, com um investimento estimado de 1,7 milhões de euros. “A execução da obra está prevista para 2010 e tem uma duração prevista de nove meses”, precisa António Correia. Nunca antes de 2011 os veraneantes poderão frequentar a praia sem terem de respeitar as placas a assinalar o perigo nas arribas. “Em situações como estas, que põem em causa a segurança, não deveria haver condições especiais de contratação?”, pergunta.

O risco, porém, não inibe muitos. Os moradores de Paramos, em Espinho, habituaram-se a conviver com a fúria do mar, que às vezes lhes entra pelas casas dentro. E preferem pedir às autoridades que os protejam com enrocamentos do que a agilizar os planos de realojamento na proximidade. Mas não são só as teimosias dos habitantes que contrariam as disposições dos planos. Também as autarquias, pressionadas para resolver outros problemas, como o do tratamento de águas residuais, vão conseguindo a ampliação de uma ETAR, que está localizada na mesma zona de risco. Foram investidos 9,9 milhões de euros para criar uma estrutura que possa servir, no horizonte de 2030, uma população de quase 200 mil pessoas. Mas ninguém sabe se até lá o mar não lhe ganha terreno. “Aqui não há um risco humano. Há, apenas, o risco de se perder o investimento”, reconhece o vice-presidente da Câmara de Espinho, Rolando Sousa.

Não será por acaso que dez anos passados sobre a aprovação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Caminha-Espinho parte deste ainda está por concretizar. Dos nove POOC aprovados este era o que apresentava um orçamento mais pesado, que rondava os 35 milhões de euros. A maior fatia era atribuída ao realojamento das famílias do bairro da praia de Paramos. E a falta de verbas terá contribuído para que este, e muitos outros projectos, sejam consecutivamente adiados.

Publico


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Crise: a ilusão do fim da recessão

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Começa a crise

Por Michel Husson, Regards, Setembro de 2009

Era previsível: o menor estremecimento da conjuntura ia ser interpretado como o sinal do início do fim da crise. Um trimestre de crescimento não-negativo foi suficiente para que os corretores e os bónus recomeçassem, como nos anos 40. Cada um procura tranquilizar-se como pode. Assim, o instituto patronal Rexecode sublinha que “o ajustamento em baixa dos efectivos na fase recessiva actual foi mais fraco que aquele que foi observado nas precedentes fases recessivas”.

Supor que a recessão possa ser apagada por uma mini-retoma é não ver mais longe que a ponta do nariz. É possível que o ajustamento sobre o emprego tenha sido (relativamente) moderado tendo em conta a amplitude do choque. Mas a contrapartida é um recuo brutal da produtividade que o Rexecode situa em 2,2%. Isto quer dizer que os resultados das empresas se degradam ao mesmo nível, assim como as finanças públicas, devido à parte do desemprego parcial [lay-off] que elas assumem os encargos. Quem pode acreditar que as empresas não vão procurar restabelecer os seus lucros, bloqueando os salários ou ajustando os seus efectivos? Todos os dispositivos, como o desemprego parcial [lay-off] que desempenha um papel considerável na Alemanha, têm uma duração de utilização limitada. E, logo que se esgotarem, será a vez dos despedimentos puros e duros. O governo sabe-o bem, e manteve um perfil baixo quanto ao “recuo” recente do desemprego conseguido à custa de artifícios, e que não vai impedir o seu aumento ulterior (excepto se lançar mão de novos “tratamentos estatísticos”).

A hipótese de uma retomada significativa é pouco provável devido aos próprios ajustes face à crise. Nos Estados Unidos, a taxa de poupança das famílias aumentou sensivelmente, o que quer dizer que o sobreconsumo fundado no sobre-endividamento não vai reassumir o seu papel de motor do crescimento. A China rearranca, mas a procura interna desempenha um papel mais importante que as exportações, o que implica também em menores importações, e portanto saídas menos dinâmicas para os Estados Unidos e a Europa. O Japão está catatónico, o Reino Unido em quase falência, e a Alemanha só conta com as exportações, contribuindo assim para deprimir o crescimento em toda a Europa. Um sector que exerce o papel de motor, como o automobilístico, vai entrar em panne logo que os prémios ao abate sejam suprimidos. E as empresas não recebem qualquer incentivo para investir além da manutenção das capacidades de produção nalguns sectores. E nem falemos do imobiliário.

Assim, os próximos meses vão ver instalar-se um novo escudo recessivo alimentado por dois mecanismos que ainda não estão em acção. Em primeiro lugar, o consumo dos assalariados vai acabar por estagnar devido à queda do emprego e do bloqueamento dos salários. Depois, as medidas destinadas a reabsorver os défices orçamentais vão progressivamente eliminar o efeito de impulso das despesas públicas e sociais na actividade económica.

Por isso, faríamos mal de nos deixarmos impressionar pelo sentimento geral de alívio: “afinal, não era tão grave!” Pelo contrário, temos pela frente vários anos de crescimento deprimido e de medidas de austeridade destinadas a enxugar os planos de relançamento. Por trás dos discursos tranquilizantes, interpreta-se na verdade uma sinistra comédia: o que se passa hoje é a reconstituição discreta dos lucros e das rendas, das quais o escândalo dos mil milhões de bónus é apenas um pequeno símbolo. E há perigosos golpes em preparação contra a Segurança Social e as reformas.

No fim de contas, tudo isto é compreensível: os interesses sociais dominantes só têm um objectivo, o de restabelecer o funcionamento do capitalismo anterior à explosão da crise.

É lógico, mas ao mesmo tempo absurdo. Lógico, porque não não existe alternativa: o capitalismo pôde sair da última grande recessão (a de 1974-1975) ao preço da grande viragem neoliberal do início dos anos 80. Mas o capitalismo só tem, no fundo, duas formas de funcionar: “à Keynes”, como durante os “Trinta Gloriosos”, ou à “liberal”. Como as pressões sociais são insuficientes para regressar à primeira fórmula, não sobra outra alternativa senão ir mais longe na via neoliberal. Mas é absurdo: esta via está duravelmente obstruída porque as suas condições de viabilidade foram destruídas pela crise financeira. Tal é a contradição principal do período que se abre.

Tradução de Luis Leiria

Esquerda.net


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A ideologia Peter Pan

A escolha da mandatária para a Juventude de um partido diz muito sobre o que este pensa sobre o que devem ser os jovens do seu país. Isto é: é uma mensagem para a sociedade sobre o que quer para o futuro. O PS escolheu como mandatária uma jovem que, aparentemente, não se destacou na área política, na da cultura, na da educação, na do voluntariado, na da ciência ou na do desporto. Destacou-se, apenas e tão só, por ser uma celebridade da televisão. Isto é, a mandatária do PS é célebre por ser célebre. Não se lhe conhece uma ideia ou um gesto para além de ter apresentado o “Disney Kids” e, mais recentemente, o programa de agitação corporal “TGV”. Aparentemente a mandatária ajusta-se à nova visão do PS sobre os jovens: devem ser giros, muito tecnológicos e nada filosóficos. Resta saber se o PS se ajusta ao universo ético da mandatária, para quem o que é preciso é vencer, nem que seja com batota. Se assim for, o PS está a dar um excelente sinal para a juventude sobre a forma como se deve comportar na sociedade e nas suas relações pessoais e profissionais. António Sérgio deve estar a revolver-se na tumba. Pelos vistos, o PS pretende, com esta escolha, promover a infantilização da nossa sociedade. Nela, as pessoas não devem crescer. Devem, pelo contrário, tornar-se cada vez mais infantis. O PS absorveu a ideologia Peter Pan. Enfim, para que é que os jovens precisam de conteúdo, se têm imagem? O PS está a transformar-se, como partido, num “reality-show”. É uma pena que deseje isso para o Portugal do futuro.

Fernando Sobral in J.Neg.


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A hipotenusa de Maria de Lurdes

veneno_na_educação copyPlatão via a matemática como o único exemplo infalível neste mundo falível. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues vê nas estatísticas o único valor eterno no etéreo mundo da educação. Só que Platão referia que os círculos e os quadrados podem provar muita coisa, mas são apenas um pálido reflexo da realidade a que devemos aspirar. A redução do insucesso escolar, que animou a ministra, mostra que a sua política se reduz a um “noves fora nada”. Quando vê um número favorável, Maria de Lurdes descobre-se infalível. Para ela Portugal é uma tabuada. E a educação é um caderno quadriculado, onde se vão acrescentando números muito perfeitos. Há menos alunos que chumbam. Ainda bem, se isso corresponder a que sabem mais. A questão é que, desde há muito tempo, a educação tem cada vez menos consistência em Portugal. De reforma em reforma avançámos para um modelo que emite fragilidades por todos os poros. Ao fazer das estatísticas a sua divindade, Maria de Lurdes transformou a escola numa crente de uma religião irreal. Em prol das estatísticas deu-se um pontapé no trabalho e no esforço. A ideia de Maria de Lurdes é fazer de Portugal um paraíso de Forrest Gump. Maria de Lurdes vive fechada dentro de um triângulo sem hipotenusa. Não percebe que dar uma negativa a um aluno hoje é, para um professor, um trabalho digno de Hércules. Não entende porque os filhos de emigrantes do Leste ou da China são, cada vez mais, os melhores alunos nas escolas portuguesas. Maria de Lurdes sabe de estatísticas. Não entende a educação.

Fernando  Sobral in J. Neg.


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“Diferença e desigualdade. Aí está o programa do PSD”, diz Francisco Louçã

Centenas de pessoas estiveram em Tavira para ouvir as ideias do Bloco
Francisco Louçã criticou ontem os partidos da direita por só apresentarem os seus programas eleitorais a um mês das eleições legislativas marcadas para 27 de Setembro. “Só por falta de respeito para com as pessoas, num país com grandes dificuldades, é que o PSD vem agora apresentar o seu programa eleitoral”, afirmou o deputado do Bloco de Esquerda, insistindo na maior dificuldade do PSD: “nada têm para apresentar”. Ver aqui as fotos do comício e da arruada.

Para o coordenador do Bloco de Esquerda, contudo, a forma como Cavaco Silva tem vetado todas as leis que defendem o alargamento dos direitos, sobretudo das mulheres, é representativa do que será o programa eleitoral do PSD. “O Presidente da República não esteve de acordo com a lei da paridade e o PSD disse que sim. Quando se aprovou a lei do divórcio para as pessoas não se arrastarem em tribunal, e terem o respeito que merecem quando não querem viver juntos, o PSD concordou com o veto. E agora, com as uniões de facto, o Presidente da República não concordou e o PSD apoiou”, afirmou Louçã. “Diferença e desigualdade. Aí está o programa eleitoral do PSD”.

A mesma insensibilidade social pode ser encontrada no PP, considera o dirigente do Bloco. Quando o país vive a maior crise dos últimos anos e injecta milhares de milhões de euros na banca, o PP já fez as “contas certas” para combater a crise. “As contas certas de Paulo Portas são cortar 125 milhões de euros aos 150 mil pobres que recebem um apoio de 80 euros por mês. Se há um problema, tiramos o dinheiros aos mais pobres”.

Francisco Louçã falava no último comício de Verão do Bloco, que decorreu em Tavira, uma iniciativa que levou o partido a percorrer o país em mais de 40 sessões que juntaram várias dezenas de milhar de pessoas do Portimão a Vila Real, de Penedono a Amares.

Criticando as diferenças e semelhanças da “política do negócio” que tem alternado o poder nos últimos 18 anos, Louçã criticou o Governo de José Sócrates pela forma como tem sobreposto o interesse público aos interesses privados, insistindo nas “ruinosas” parcerias público-privadas. Apresentando a área da saúde como exemplo, com a gestão dos novos hospitais e a Saúde 24, o deputado do Bloco criticou “esta política do negócio, da concessão, do acordo ou do contrato” normalmente ligada a “pessoas que estiveram ligadas ao poder têm peso nas decisões económicas do Governo”.

O crescimento do Bloco, que tem hoje “uma força que nunca teve” e “irá eleger pela primeira vez um deputado pelo Algarve”, é a convicção de quem não cede a estes “negócios de véu levantado”, defendendo uma política socialista que traga justiça à economia, defendendo para todos aquilo que é de todos”, disse Francisco Louçã naquele que foi o último dos comícios de Verão do Bloco de Esquerda.

Esquerda.net


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Authorities Prepare To Seize Kids During Swine Flu Pandemic

International swine flu summit trains responders to enforce quarantines, mass vaccinations, deal with riots & unrest

Paul Joseph Watson
Prison Planet.com

Authorities are preparing to seize children from schools, set up quarantines and morgues, conduct mass vaccinations, and deal with riots and unrest, according to an international swine flu summit recently held in Washington DC which was attended by distinguished scientists, industry leaders and top health officials from all over the globe.

A conference first discussed by this website three weeks ago has now taken place, with health authorities meeting at the end of last week to finalize response plans to a swine flu pandemic that has been all but guaranteed to occur this coming fall.

According to a PDF information leaflet released before the meeting, attendees were briefed on how to “conduct morgue operations,” manage an interruption in food supplies and “manage panic caused by sudden disruption of services & interruptions in essential goods & services”.

During a swine flu pandemic, their duties would also include dealing with civil disturbances, controlling and diffusing social unrest and public disorder, carrying out mass vaccination programs and enforcing quarantines, according to the conference documentation.

One of the most shocking modules of the conference deals with “School/University Pandemic Planning” and strongly implies that authorities will usurp parental rights over children in the event of a swine flu pandemic.

“Concurrent Breakout Session #10″ outlines plans to “train teachers to screen for symptoms & know what
to do when students / teachers fall ill,” before then transporting ill students, which presumably means transporting them to quarantine zones with or without the consent of parents. The use of schools as “shelters” or quarantine centers is also mentioned.

As we have documented, authorities have been training to raid and remove children from schools during times of emergency for over a decade, mainly under the auspices of preparing for school shootings or during drug sweeps.

In October 2001, authorities swooped in to kidnap and remove 115 children from Heartland Christian Academy without a warrant. Children were forcibly loaded onto buses like criminals as they screamed for help in shocking scenes featured in Alex Jones’ Road To Tyranny documentary.

Earlier this month we reported on how a Maine high school was taken over by the National Guard in a drill focused around riots during a mass vaccination program. In this scenario, the rioters were begging for the vaccine, but obviously the opposite is likely to be the case if a mandatory vaccination program is announced, if there are riots then they will consist of people refusing to take the shot.

A You Tube user posted the following video which covers some of the issues raised by the swine flu conference.

Prision Planet


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Estado do Sítio: Empates técnicos

“A um mês da eleições Legislativas é perfeitamente legítimo começar a desconfiar do que aí vem em matéria de sondagens.”

A um mês das eleições os partidos já têm as máquinas afinadas e preparadas para ir em força para a estrada na habitual e normal caça ao voto. A um mês das eleições ficaram para trás as polémicas sobre as listas de candidatos a deputados, velhas querelas de mercearia que normalmente animam as hostes antes da batalha final.

A um mês das eleições começam a conhecer-se os programas dos partidos, textos inúteis que só uma minoria tem a pachorra de ler, cheios de promessas e frases eloquentes sobre o sítio, que vão direitinhos para o lixo mal acabam os espectáculos de apresentação. A um mês das eleições já de disparam insultos a torto e a direito, com figuras e figurinhas a pôr-se em bicos de pés para justificar as suas candidaturas e agradar aos respectivos chefes. A um mês das eleições o senhor presidente do Conselho e líder do PS desmultiplica-se em lançamentos de primeiras pedras de hospitais, fontanários, túneis, estradas e auto-estradas. A um mês das eleições o senhor presidente do Conselho até perdeu o medo e foi à Madeira dizer que adorava os madeirenses numa festinha que os seus camaradas organizam com o engraçado nome de Festa da Liberdade. A um mês das eleições tudo isto acontece.

Mas a um mês das eleições é natural que surjam também muitas sondagens em todos os jornais, rádios e televisões. E como as eleições são daqui a um mês é bom que não se esqueça a vergonha das sondagens que antecederam as eleições europeias de 7 de Junho. A um mês das eleições importa lembrar que os indígenas deste sítio pobre, deprimido, manhoso, cheio de larápios, povoado de mentirosos e obviamente cada vez mais mal frequentado merecem algum respeitinho da parte das empresas responsáveis pelos estudos de opinião.

A um mês das eleições é importante repetir que as sondagens custam muito dinheiro às empresas de Comunicação Social que não podem andar por aí a vender gato por lebre aos seus clientes. A um mês das eleições não vale a pena começarem por aí a inventar isto e aquilo, indecisos para trás e para a frente, altos níveis de abstenção e outras coisas mais para justificarem erros crassos e resultados verdadeiramente enganadores. A um mês das eleições só faltava mesmo que as sondagens começassem a repetir empates técnicos a torto e a direito entre o PS e o PSD. A um mês das eleições Legislativas é perfeitamente legítimo começar, desde já, a desconfiar do que aí vem em matéria de sondagens.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter


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Grande vitória do Governo – MAIS 400 DESEMPREGADOS !

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Mais 400 desempregados na Ground Force!

José Sócrates passeia agora pelo Portugal , demagogo ao extremo, a dizer que afinal Portugal é um exemplo e um paraíso!

Aqui D´El Rei que a economia portuguesa está a crescer!!!

Mas não é verdade. É um embuste enorme, uma manipulação de números, de dados, qual ilusionista d efeira.

Bom, a Ground Force , uma empresa que trabalha para a TAP tem estado a despedir trabalhadores e agora vão mais 400 trabalhadores para o desemprego!

Por certo Sócrates ou não conhece isto, que todos os portugueses conhecem porque foi noticidao nos telejornais de ontem, em todas as televisões, ou então finge não conhecer; não quer conhecer.!
José Sócrates vive num outro País.
Sócrates não domina a economia, destroçou durante 4 anos Portugal , com políticas económicas e socais erradas.
Sócrates no início do mandato de Primeiro Ministro apostou no cavalo errado. Qual aprendiz de economia apostou em conseguir um défice de 3%, ou menos. Não olhou a meios.
Só que paralisou o Páis, deixou-o sem capacidade de competir com os outros.
A reforma da Admnistração Pública para José Sócrates consistiu em despedir, retirar garantias e direitos, prejudicar os trabalhadores.
José Sócrates ao mesmo tempo que aumentava – de forma até vergonhosa – impostos, não fez investimento público, prejudicou as empresas e sobretudo as PMEs.
O Governo andou a brincar aos computadores – o Magalhães é um embuste e eu digo-o porque conheço-o, já que tive de comprar um para o meu filho , de forma a ele não ficar prejudicado face aos outros alunos do ensino público – e à Quimonda!!!
Enquanto Sócrates paralisou o Pais não investindo o Estado, com a obsessão o défice, a França e a Alemanha tinham um défice superior a 3%, porque entenderam que era necessário estimular a economia com uma política de investimento público.
Portugal nada investiu, secando o Governo a economia, estagnando-a e impedindo o crescimento económico.
Agora, a um mês de eleições Sócrates anda a louvar-se a si próprio pelo investimento público, que é em escolas!!! Uma mera manobra eleitoralista, mais uma vez sem apoio à economia real, à produção para a exportação. Um paliativo para tentar empregar algumas pessoas, umas miseras centenas de trabalhadores, ao longo de vários anos!
Este investimento aparece mais com uma mera manobra demagógica eleitoralista, que o resultado de políticas consistentes de investimento público sustentado, em sectores industriais, na agricultura, nos serviços, no comércio.
O Governo de José Sócrates está gasto, é incompetente, estagnou a Justiça, dominou os bancos através do Processo Operação Furacão, e não conduziu a nenhuma condenação seja no processo Casa Pia, seja nos processos das fraudes bancárias, desde o BPN, ao Portucale, à Operação Furacão, à Cova da Beira, ao Freeport.
Um manto de demagogia, de incompetência, de baixa política cobre Portugal.

Por tudo isto ser inteligente é não votar PS.
Ser inteligente é votar contra o PS de José Sócrates, cheio de ex-comunistas e dominado pelos sociólogos do ISCTE e pelo Lobby Espanhol, que desenvolveu uma política do bota-abaixo da nossa economia, dos nossos valores culturais .
Aliás Sócrates teve a pretensão de ser “moderno” dizendo que não gosta de fado!
Só falta dizer que não gosta de D. Afonso Henriques. Que não gosta de Nuno Álvares Pereira, que não gosta da Marisa, do Benfica, do Sporting, do Porto, que o que gosta é do Real Madrid.
Ventos sopram a favor de Espanha, quando na televisão quando falam em castelhano já nem há tradução para português!

Por isso em 27 de Setembro os portugueses têm uma oportunidade enorme de derrotar este PS Socratino/neo-comunista/maçónico/espanholado/ultradireitista.

Derrotar o PS é renovar Portugal.

Posto por José Maria Martins


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Infelicidade

Receita da Infelicidade:

Rodeiem-se de coisas que não gostam. É mais fácil estar infeliz quando nada em nosso redor nos agrada.

Não usem o vosso tempo com coisas que gostem de fazer. Se isso vos pode animar, então é melhor evitar.

Estejam com as pessoas que não vos fazem bem. Mesmo que elas não consigam à primeira, hão-de conseguir vos estragar alguma parte do dia (nem que seja a longo prazo).

Não percam tempo com optimismos. Vão directo para os pessimismos e assim, mesmo que a situação acabe por se tornar agradável, sempre conseguiram estar infelizes até esse momento.

posted by Paulo Trindade in Escrita Tribal