O presidente do Sindicato de Jornalistas disse hoje no Parlamento que a liberdade de expressão sofre “um conjunto significativo de ameaças” como a precariedade dos vínculos de trabalho dos jornalistas ou a concentração dos media.
“A liberdade de expressão é uma espécie de doente com a respiração contida”, disse Alfredo Maia, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre liberdade de expressão e um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.
“Há um conjunto significativo de ameaças, que não são de hoje, como o desemprego – no ano passado houve um aumento muito significativo no setor e só no grupo Controlinveste foram cerca de 6 dezenas – ou a composição de salários (no ano passado os jornalistas do Público viram os seus salários reduzidos)”, referiu o presidente do Sindicato de Jornalistas.
“No fundo somos todos precários”, adiantou, sublinhando que isto “gera mecanismos de censura económica e de censura no seio das próprias redações, como a participação nos conselhos de redação, e envolve muitas vezes a renúncia a direitos fundamentais das pessoas”.
Por outro lado, existe um problema da concentração da propriedade dos meios de comunicação social, afirmou Alfredo Maia.
“Hoje, se um jornalista se der mal [num órgão de informação] tem as possibilidades anuladas [de trabalhar] em pelo menos um quinto dos meios, tal é a concentração da propriedade”, concluiu.




































