Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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Trabalhamos mais do que espanhóis ou alemães

Só os mexicanos e os japoneses estão à nossa frente. Portugal é a terceira nação onde mais se trabalha no conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, se tivermos em conta as funções pagas e não pagas. É o que mostra a última edição do «Society at Glance», que apresenta uma visão geral das tendências sociais e desenvolvimentos políticos nos países da OCDE.

Trabalhamos, em média, 9 horas e 20 minutos por dia, mais do que os espanhóis ou os alemães: os primeiros têm uma jornada de trabalho de oito horas e meia; os segundos ficam-se pelas 7 horas e quarenta minutos.

Os belgas estão no extremo oposto: trabalham 7 horas, menos uma hora do que a média da OCDE.

Trabalhamos muito, mas de borla

Pior é que os portugueses até trabalham muito, mas quase quatro horas e meia de borla. É uma realidade aparentemente paradoxal. É que os economistas alertam para a falta de competitividade e o próprio FMI chega a Portugal com mais do que um problema por resolver: não só a questão das contas públicas,mas também o crescimento da economia. Será que trabalhamos muito, mas mal?

Note-se ainda que, se o valor do trabalho não remunerado equivale a cerca de um terço do Produto Interno Bruto no conjunto dos países da OCDE, em Portugal dispara para 53%. Ou seja, mais de metade da riqueza criada. Este é mesmo o valor mais alto entre 25 países daquela organização.

E são as mulheres aquelas que fazem mais trabalho não remunerado. «Em todos os países, as mulheres fazem mais trabalho não remunerado do que os homens», embora a diferença entre géneros varie bastante de país para país.

Segundo a OCDE, a diferença é em média de 2,5 horas de trabalho não remunerado por dia, mas em países como a Índia, México e Turquia, as mulheres fazem entre 4,3 e cinco horas de trabalho não pago todos os dias em comparação com o sexo oposto.

Portugal está, a par da Turquia, México, Itália e Espanha, entre os países onde é mais elevado o tempo médio diário de trabalho não remunerado dos homens (cerca de 2 horas).

A OCDE veio hoje dizer também que a pobreza tem vindo a recuar nas duas últimas décadas, mas que o país mantém indicadores negativos noutras áreas.

No que toca ao desemprego, no conjunto da OCDE caiu para 8,2% em Fevereiro, sendo que Portugal está entre os cinco países com taxas mais elevadas (11,1%).


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Luís Amado “mata” entrada do PS numa aliança de esquerda

Luís Amado, defendeu esta terça-feira, no Luxemburgo, que um Governo estável que garanta a governabilidade de Portugal só pode ser encontrado à direita do PS e nunca com uma aliança de esquerda.

“É absolutamente impossível pensar em qualquer plataforma de governabilidade para o país com uma aliança à esquerda, como se viu na última legislatura( verdade? não notei nada.)”, disse Luís Amado à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Com esta declaração, Luís Amado excluiu o PS de um consenso entre os paridos de esquerda, avançado por Bloco de Esquerda e PCP e que já levou a um encontro entre os dois partidos.

O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que “naturalmente que um Governo estável que garanta a governabilidade do país para os próximos anos só pode ser pensada à direita do PS”.

Luís Amado denomina esta opção como sendo uma “grande coligação reformista” que afirma ter sempre defendido no passado.

Para Luís Amado os partidos à esquerda do PS “têm de pensar seriamente que sem se aproximarem dessa esfera de governabilidade também o seu político é considerado irrelevante”.

O responsável governamental revelou não ter “nenhuma decisão tomada” sobre a possibilidade de integrar as listas do PS às próximas eleições.

“Isso não é nada importante neste momento. Há coisas mais importantes a decidir nas próximas semanas”, afirmou.