Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


Deixe o seu comentário

Grandes competências, um esbanjar descomunal (déficit maior que 6%), uns engordam com os nossos impostos e nós…escravos do mercado , lambe botas da nazi Merckel

Reunião tensa entre Gaspar e deputados dos partidos do Governo

A nova austeridade de Vítor Gaspar

Vítor Gaspar

João Almeida fez esta manhã uma intervenção muito dura na reunião com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar. O porta-voz do CDS-PP mostrou-se totalmente contra as alterações à Taxa Social Única bem como em relação às alterações das taxas de IRS, ontem anunciadas pelo Governo.

A notícia é avançada pelo jornal Expresso que escreve que o porta-voz do Partido Popular arrasou com o ministro das Finanças. O deputado falava na reunião de grupos parlamentares, onde questionou a razão por que o Governo anunciou medidas que representam um aumento de receita de cinco mil milhões de euros, quando esse valor não corresponde com a flexibilização da troika.

O jornal apurou ainda que Vítor Gaspar respondeu à altura, com uma declaração igualmente dura. Gaspar disse mesmo que a declaração de Almeida era “um disparate”.

À saída da reunião, João Almeida não quis fazer comentários – como também não quiseram outros deputados presentes – e disse apenas que Vítor Gaspar “não disse” que o seu discurso tinha sido um disparate, tal como avança o Expresso.

O deputado do PSD, Guilherme Silva avançou que a reunião serviu para que os deputados partilhassem aspectos que os inquietam, nomeadamente as novas medidas de austeridade.

 

As críticas ao Governo também se ouviram da bancada do PSD, com Miguel Frasquilho a pôr em causa as contas levando o ministro a assumir que o défice ? que devia ficar nos 4.5% – é afinal muito superior aos 6%.


Deixe o seu comentário

‘Valores socialistas foram totalmente renegados por José Sócrates’, acusa Pureza

O líder da bancada parlamentar do BE, José Manuel Pureza, afirmou hoje que os «valores socialistas foram totalmente renegados pela direcção política de Sócrates» e que «Passos Coelho cada vez que fala do programa do PSD pede imediatamente desculpa».

Na sua primeira aparição na campanha nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, cabeça de lista por Coimbra, condenou a «campanha de nevoeiro» dos grandes partidos, «que acima de tudo procura envolver em névoa a falta de referência aos programas dos partidos».

«Passos Coelho, de cada vez que fala do programa do PSD, pede imediatamente desculpa. Tem sido assim invariavelmente», condenou, referindo-se às prestações sociais para «malandros» e à questão do aborto.

Segundo Pureza, que falava num comício em Santarém, o «Eng. José Sócrates a única coisa que sabe dizer sobre as propostas do Partido Socialista é que está chocado com as propostas do PSD».

«O nevoeiro vai abrir mas sabemos que o que vem a seguir é uma enorme tempestade», disse.

Considerando que «esta campanha eleitoral é sobre calotes e credores», o líder da bancada parlamentar do BE defendeu que o «BPN é o grande calote que nós temos diante de nós».

«Temos que falar com todos os socialistas que estão profundamente desapontados e indignados com um Partido Socialista que está mais à direita do que nunca na sua história, para quem a cultura socialista, os valores socialistas foram totalmente renegados pela direcção política de José Sócrates», enfatizou.

Também o cabeça de lista por Santarém, José Gusmão, afirmou que pedir um empréstimo sabendo que não se pode pagar, «isso sim é comportamento de caloteiro, aquele que tem PS, PSD e CDS».

No almoço no Entroncamento, José Gusmão tinha deixado uma crítica ao facto de Fábio Coentrão ter estado hoje em campanha com José Sócrates, nas Caxinas.

«O PS, a única forma que tem de introduzir alguma coisa de esquerda nesta campanha, é chamando Fábio Coentrão», disse, com tom irónico já que o jogador do Benfica é lateral esquerdo.


Deixe o seu comentário

Luís Amado “mata” entrada do PS numa aliança de esquerda

Luís Amado, defendeu esta terça-feira, no Luxemburgo, que um Governo estável que garanta a governabilidade de Portugal só pode ser encontrado à direita do PS e nunca com uma aliança de esquerda.

“É absolutamente impossível pensar em qualquer plataforma de governabilidade para o país com uma aliança à esquerda, como se viu na última legislatura( verdade? não notei nada.)”, disse Luís Amado à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Com esta declaração, Luís Amado excluiu o PS de um consenso entre os paridos de esquerda, avançado por Bloco de Esquerda e PCP e que já levou a um encontro entre os dois partidos.

O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que “naturalmente que um Governo estável que garanta a governabilidade do país para os próximos anos só pode ser pensada à direita do PS”.

Luís Amado denomina esta opção como sendo uma “grande coligação reformista” que afirma ter sempre defendido no passado.

Para Luís Amado os partidos à esquerda do PS “têm de pensar seriamente que sem se aproximarem dessa esfera de governabilidade também o seu político é considerado irrelevante”.

O responsável governamental revelou não ter “nenhuma decisão tomada” sobre a possibilidade de integrar as listas do PS às próximas eleições.

“Isso não é nada importante neste momento. Há coisas mais importantes a decidir nas próximas semanas”, afirmou.


Deixe o seu comentário

Sobre o presente a “Múmia” nada comenta!

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, escusou-se hoje a fazer qualquer declaração sobre a actual situação política, não respondendo às perguntas dos jornalistas sobre a possibilidade de uma crise política.

Questionado se está preocupado com a actual situação política, Cavaco Silva limitou-se a responder aos jornalistas “muito boa tarde, meus senhores”.

Instado ainda a fazer um comentário “para tranquilizar os portugueses quanto à eminência de uma crise política”, o chefe de Estado voltou a não responder.

“Hoje é o dia em que homenageamos os mortos da guerra de África”, afirmou Cavaco Silva, que falava à saída da cerimónia de homenagem aos combatentes, que decorreu no Forte do Bom Sucesso, em Lisboa.


Deixe o seu comentário

Dois discursos: a grandeza de quem sabe; e a soberba de quem é apenas Presidente – Baptista Bastos

O discurso do Presidente da República não teve importância nenhuma. Nem novidades nem brilho. O costume. O dr. Cavaco repetiu o que já tem dito, e as advertências que faz são as mesmas que outros economistas e preopinantes têm feito. Gostava, de uma vez por todas, esclarecer que de nada de pessoal tenho contra o senhor. Mas ele não dá azo a que mude de opinião. Quer que todos pensem como ele. E, como se sabe, é um homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas [Cavaco dixit].

O discurso reflecte essa arrogância, essa soberba e essa notável falta de humildade e de senso. Largou umas zurzidelas menores ao Governo e a Sócrates, num português medíocre, muito apreciado pelos seus prosélitos. Dizem que é bom economista. Parece que os bons economistas não estão nada de acordo. Usa frases insípidas e ríspidas, mas não imparciais, independentes ou neutrais. Um Presidente nunca dispõe dessas virtudes. Um Presidente, neste caso o dr. Cavaco, reserva-se o direito de omitir, ser pouco claro, e de ter com a verdade relações nem sempre translúcidas.

O texto é obscuro, sinuoso, baço, desmotivador porque o conteúdo é mais tenebroso do que as críticas de Medina Carreira. Este, pelo menos sustentava as suas opiniões; além de falar um idioma de lei. Digam-me, em consciência e com toda a franqueza: que português é atraído por aquelas frases e corre, desabrido e ofegante, para salvar a pátria? Nem um. A não ser, acaso, o dr. Miguel Macedo, o único que viu um escondido fulgor, um resplandecente apelo à acção, uma cintilante chamamento no cabisbaixo documento.

Paulo Portas, esse, foi a desilusão estatelada. Interrogado por febris jornalistas, declamou, sério e assertivo: “Um discurso duro e verdadeiro.” Tenho saudades do tempo em que Paulo Portas, n’ “O Independente”, reduzia Cavaco e sua corte a subnitrato. A prosa do então jornalista, era do melhor que a Imprensa produzia. Aliás, era o que de mais vivo, mais combativo e jovem o semanário publicava. Agora, parece um senhor que, para abater as banhas, tem de ir frequentemente ao ginásio.

E as decorrências do discurso foram penosas. Os habituais comentadores do óbvio procederam, obviamente, ao que deles se esperava. Não percebem que este temor reverencial pelos vencedores e pelos candidatos a tal acabará por engoli-los. A mediocridade puxa à mediocridade, e como a mediocridade já por aí assentou fundos arraiais, a coisa está cada vez mais perigosa.


Deixe o seu comentário

As múltiplas incertezas

Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt

“Não vou deixar o País sem Orçamento!” Esta proclamação, feita na primeira pessoa e desprovida de o mais escasso pingo de vergonha, pertence, claro!, ao dr. Paulo Portas. Independentemente de ignorar os seus colaboradores imediatos, a…

“Não vou deixar o País sem Orçamento!” Esta proclamação, feita na primeira pessoa e desprovida de o mais escasso pingo de vergonha, pertence, claro!, ao dr. Paulo Portas. Independentemente de ignorar os seus colaboradores imediatos, a majestática afirmação pretende lançar um véu de poeira na verdade dos factos. Foi o PSD, e não o CDS, neste caso um mero sobressalente, que permitiu, com a abstenção, que o Orçamento passasse no Parlamento.

Portas deseja, com modos e declarações esquizofrénicos, rasteirar o PSD, numa altura em que as fragilidades, derivas e confusões deste partido permitem todas as jogadas. Portas é vaidoso, intempestivo e imprevisível, mas a tolice não está inscrita no seu ADN. Sabe, muitíssimo bem, que o inusitado crescimento do seu partido constitui um epifenómeno, insuflado pela decadência do PSD. Em termos sociológicos, o PSD é uma organização política mais poderosa do que o CDS. Tem sofrido o desgaste da impreparação dos seus dirigentes, dos malabarismos das facções e da emergência de interesses mais ou menos camuflados. Não só a inconcebível estratégia da dr.ª Manuela Ferreira Leite atirou o partido para os fojos: as anteriores direcções de Durão Barroso e de Santana Lopes, à parte o ridículo que as adornou, acumulou no imaginário da Direita a descrença e o desamparo.

O CDS de Paulo Portas nasceu do conceito de que poderia ser o substituto de um partido notoriamente dependente do ideário do dirigente de plantão. Uma vezes era uma coisa; outras vezes não se sabia muito bem o que era e o que queria. Social-democrata é que nunca foi. O CDS actual é a imagem devolvida de Paulo Portas. Até a sigla se confunde com o acrónimo. Enquanto o PSD não decifrar os sinais do tempo, e não encarar a questão da ideologia, perderá o tempo – porque o modo já o abandonou há muito.

Pessoalmente, repugna-me a “presença” política de Portas. Ele é o “momento”, a “improvisação”, e, amiudadas vezes, o chamamento do pior que poderá haver: nacionalismo exacerbado, xenofobia, racismo dissimulado, recurso às formas mais elementares de revanchismo, desprezo absoluto pelas mais ténues manifestações de progressismo. Portas não possui uma ideia de seu. Socorre-se das mais anacrónicas sinopses que edificaram o pensamento de Charles Maurras, e tem-se movido no terreno deixado vazio pela Esquerda e por certas franjas da Direita. O CDS de Paulo Portas deixará de existir, ou ficará reduzido às suas exactas dimensões sociológicas, quando o PSD conseguir (conseguirá?) recuperar o seu ímpeto.

Independentemente da grande rábula encenada para as televisões, neste caso do Orçamento a força do CDS é irrelevante. Mas a verdade é que, fazendo uma “abstenção construtiva” (que raio será este conceito?), colocou-se junto do PSD (do que resta do PSD) e integrou o PS numa frente de Direita. Porque, não o esqueçamos, a vitória da Direita, na admissão do Orçamento, é mais do que evidente. Foi o PS quem escolheu os parceiros. E, ao ignorar a Esquerda, tornou-se refém do PSD e do CDS.

A quem serve este Orçamento? Por aquilo que vamos sabendo, trata-se de um documento que, mais tarde ou mais cedo ajudará o PS no acelerar do suicídio, para o qual caminha, com desenvolta leviandade. A Direita, está bem de ver, não cedeu, nem capitulou. Trabalhou para restabelecer a escala antiga dos seus interesses. Creio que, quando o pó assentar e as coisas públicas se tornarem claras, verificar-se-á que o PS cumpriu a sua indesmentível vocação histórica: mas uma vez traiu os anseios da sua base social de apoio. E se a Direita, recomposta da sua eliminação momentânea, tiver líderes e doutrina que correspondam às suas raízes e saiba adaptar-se às imposições do tempo, o Partido Socialista será removido do poder, e pelo limbo permanecerá.

José Sócrates teve a possibilidade de colaborar numa transformação significativa da sociedade portuguesa. Desperdiçou-a. As “reformas” apregoadas foram deformações aberrantes. Uma poderosa máquina de manipulação foi posta ao serviço de um projecto que de “socialista” nada continha. Estávamos perante a trágica alternativa de tolerar Sócrates ou admitir Ferreira Leite. A segunda etapa deste PS emergiu dessa contradição de que a História, por vezes, se serve para nos infernizar. Assim estamos. E assim vamos, todos os dias desembocando em múltiplas incertezas.

b.bastos@netcabo.pt


Deixe o seu comentário

A intervenção divina

Fernando  Sobral
fsobral@negocios.pt

pintura orçamento

Quando os grandes dramaturgos da Grécia clássica não conseguiam resolver uma tragédia, recorriam à intervenção divina. Um deus qualquer vinha resolver o problema. A classe política portuguesa também recorre ciclicamente à intervenção divina para resolver os problemas que não consegue ultrapassar. No caso, os deuses não se chamam Zeus ou Dionísio mas sim FMI ou agências de “rating”. Como outrora se chamavam Barings ou Rothschild. O OE está entregue às mãos divinas através dos seus mensageiros: os líderes do PS, PSD e PP. Não é um drama clássico: é quanto muito uma comédia do Parque Mayer. Mas também não há Plano B: ou se coloca a despesa pública na ordem ou, em vez de irmos visitar a Grécia clássica, somos transportados para a moderna Atenas. O problema é que desde há muito, em momentos difíceis como este, os líderes estão menos incomodados com a recuperação económica e mais preocupados com os votos. O País precisa desesperadamente de um período de bom e honesto governo. Mas é isso que tem sido sonegado aos portugueses. As complicadas negociações sobre o OE, que terminará com um acordo entre o PS e o PSD e o álibi do PSD, cumprem apenas o destino. Tapa-se o buraco com cola instantânea e atira-se o problema maior para o futuro. Mas cumpre-se o destino: o FMI pediu e o País, de cócoras, cumpriu. No fundo a questão do OE é a outra face da moeda das escutas que foram parar ao Youtube: as reformas apressadas da Justiça serviram para que a sociedade procurasse libertar–se das erupções internas por outros meios. O resultado (e os que virão a seguir) estão à vista.


J.N.


Deixe o seu comentário

rescaldo das eleições

No rescaldo das eleições que deram a vitória ao PSD, socialistas pedem reflexão, mas recusam mudanças na política do Governo. Presidente da República diz que o importante agora é que Durão Barroso seja reeleito como presidente da Comissão Europeia.No rescaldo das eleições que deram a vitória ao PSD, socialistas pedem reflexão, mas recusam mudanças na política do Governo. Presidente da República diz que o importante agora é que Durão Barroso seja reeleito como presidente da Comissão Europeia.

Silêncio absoluto sobre o resultado das europeias. Mas, pelo meio, uma crítica implícita a Vital Moreira e a todos os que, como Mário Soares, não queriam que lhe fosse renovado o mandato de presidente da Comissão Europeia. O Presidente da República foi ontem interpelado sobre as eleições de domingo e assim se pode sintetizar o seu comentário.

“O Presidente da República não comenta resultados de eleições, isso é matéria que compete aos analistas e eu não direi uma única palavra sobre os resultados”, afirmou Cavaco Silva. Mas acrescentando logo de seguida que “o mais importante para o interesse de Portugal é que o doutor Durão Barroso seja eleito como presidente da Comissão Europeia”. Porque fez “um excelente trabalho no seu primeiro mandato” e porque “só quem não conhece as competências da Comissão Europeia é que pode subestimar o que significa para Portugal, para os nosso interesses, ter um português como presidente da Comissão Europeia”. “Espero que, na sequência dos resultados que já são conhecidos nos 27 Estados membros, Durão Barroso seja escolhido para um novo mandato. Acho que será algo muito, muito valioso para Portugal.”

Cavaco não comentou, portanto, nem os resultados partidários nem a abstenção (62,9%) nem a explosão do número de votos brancos e nulos (passou de 134 mil em 2004 para 235 mil no domingo passado, ou seja, 6,6% dos votos expressos).

 4 anos de merda

O PS está a olhar com atenção para este números e ontem, em declarações ao DN, dois dirigentes, Edite Estrela e Augusto Santos Silva, concordaram em considerar que são votos que resultam de descontentamento com o Governo.

Sublinham, contudo, que é um voto que nas próximas legislativas tanto se pode manter onde está (nos brancos e nulos) como transferir-se para a oposição como até regressar ao PS, de onde pensam que vem a maior parte.

Se os socialistas viram crescer a direita (PSD e CDS juntos representam 40% dos votos, mais 7% do que obtiveram em 2004, então em coligação) não devem estar menos preocupados com o que aconteceu à sua esquerda. CDU e BE conseguiram, em conjunto, 21,4% dos votos. U m crescimento muito significativo face aos 14% que os dois partidos tiveram há quatro anos.

A leitura dos dados em cada distrito mostra que quer a CDU, quer o BE tiveram uma tendência generalizada de crescimento. A coligação entre PCP e PEV obteve a vitória em três distritos (Setúbal, Évora e Beja), o que é mais do que o PS pode dizer: os socialistas venceram apenas dois distritos (Portalegre e Lisboa).

A diferença está, no entanto, nos valores – onde a CDU cresceu dois ou três pontos percentuais, o BE duplicou e triplicou votações. Alguns exemplos. Em Portalegre, a CDU subiu de 15,5 para 17,9; o BE de 2,6 para 9,6. Em Coimbra, a CDU subiu de 5 para 7%, o Bloco de três para 9,8.

No Norte e Centro do País, bem como no Algarve (onde os bloquistas conseguem os melhores resultados), o BE ultrapassa a CDU na generalidade dos distritos. No Alentejo, os comunistas mantêm votações dez a vinte pontos acima do partido de Francisco Louçã. E também ganharam em Lisboa.

Os resultados, ao colocarem o PSD à frente, mas com o CDS-PP conseguindo um score dentro dos seus níveis habituais (8,3%), fazem também ressuscitar a ideia de “Aliança Democrática”, ou seja, de uma aliança de Governo entre o PSD e o CDS, como a do finais da década de 70 do século passado e como a de 2002 a 2005.

O PSD venceu mas com um resultado percentual muito distante da maioria absoluta. Dito de outra forma: colocou-se numa plataforma ascendente para regressar ao Governo, mas num quadro de maioria relativa. Nem Manuela Ferreira Leite nem Paulo Portas alguma vez negaram esta hipótese. Trabalharam juntos no Governo de Durão.

Fonte: D.N.


1 Comentário

DISCURSOS OCOS OUVIDOS MOUCOS

18jan-t5Na semana que passou eles estiveram em congressos, conclaves, magnos encontros. Que nos revelaram? Só estiveram a falar, não disseram rigorosamente nada. Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, em defesa e ilustração de um “sistema” que tem limitado a influência da política na vida das pessoas, estão absolutamente ausentes das numerosas dimensões da realidade. Ouvimo-los com a complacência e o desgosto de quem deixou de acreditar no poder da palavra. E, também, com a sensação de que as construções teóricas deles obedecem a um pequeno teatro mimético. Quando Manuela Ferreira Gomes acusa Sócrates de “ser o coveiro da pátria” estamos perante uma forma intrinsecamente instável de politicar. Quando Paulo Portas declama que não fará alianças com ninguém; e quando José Sócrates se recomenda como o principal fautor do “equilíbrio” português – todas estas afirmações são manifestações de fragilidade, degradadas e degradantes. A base, digamos empírica, dos pressupostos contidos nestes discursos está irremediavelmente ultrapassada. O afastamento das pessoas da política e do acto cívico resulta do facto de os dirigentes não se distinguirem uns dos outros – a não ser no modo de vestir. Acreditou-se, ingenuamente, num código universal de conduta do capitalismo. Ora, o capitalismo, como se está a ver, não está para aí virado. O “mercado” é alérgico ao Estado, o qual, em condições normais, reduz o perímetro do lucro e afecta a ganância. Um pouco por toda a parte o desassossego alastra como endemia. São escassas as diferenças entre as acções praticadas ou propugnadas pelos dirigentes políticos “com vocação de poder”, e as que se registam por todo o mundo. A escandalosa desigualdade de rendimentos, as injustiças generalizadas, o crescente aumento do desemprego, da fome, da miséria, da agitação nas periferias revela-nos que a hierarquia normal de valores foi pulverizada. O poder económico deve subordinar-se à democracia, e não o oposto, como acontece, aliás, de um modo absolutamente desabusado. Os discursos de José Sócrates, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas nem sequer ao de leve se inclinaram nestes temas – afinal, a razão de ser dos nossos maiores problemas. As últimas intervenções de D. Manuel Clemente e de D. Carlos Azevedo não só demonstram a preocupação da Igreja Católica como são mais profundas, mais veementes e mais corajosas. Somente as formas em movimento crítico são susceptíveis de reforçar a democracia. Nenhum daqueles três, que desenharam o retrato político da semana, adopta critérios alternativos ao lodaçal em que vivemos – exactamente porque não sabem criar a persistência das diferenças.

Enfim: haja Obama!

Baptista Bastos in D. Notícias


1 Comentário

A proposta de lei do CDS para suspender o decreto regulamentar 2/2008 e criar um modelo simplificado para este ano

A proposta de lei do CDS que vai ser votada no dia 23 de Janeiro

i. Artigo 1º – Suspensão da vigência

1.    É suspensa a vigência dos artigos 40.º a 49.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003, de 17 de Fevereiro, 121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29 de Dezembro, 224/2006, de 13 de Novembro, e 15/2007, de 16 de Janeiro.

2.    É suspensa a vigência dos Decretos Regulamentares n.ºs 2/2008 de 10 de Janeiro, 11/2008 de 23 de Maio e 1-A/2009, de 5 de Janeiro.”

ii. O Governo aprovará, até ao final do ano lectivo, um modelo alternativo de ADD para vigorar a partir de Setembro de 2009.

iii. Artigo 6.º - Avaliação – A avaliação do desempenho concretiza-se nas seguintes dimensões: a) vertente profissional e ética; b) participação na escola e relação com a comunidade escolar; c) desenvolvimento e formação profissional

iv. Artigo 7.º – Sujeitos – 1) o o processo de avaliação inicia-se pela apresentação perante o CP dos objectivos individuais; 2) a avaliação final é da responsabilidade do CP, que a realiza com base na auto-avaliação do docente; 3) o CE avalia a componente da participação na escola e relação com a comunidade, bem como o desenvolvimento e formação profissional

v. Artigo 9º – São avaliadores - o CE e o CP. O CP pode delegar em professores da mesma área curricular do avaliado que façam parte do CP

vi. Artigo 10º – Calendarização – Entrega dos O.I. até finais de Fevereiro. Entrega da ficha de auto-avaliação, até finais de Junho.

vii . Artigo 12º – Avaliação realizada pelo CE - Os indicadores de avaliação ponderam a) assiduidade; b) cumprimento do serviço distribuído; c) formação realizada; d) participação nas relações com a comunidade; e) dinamização de projectos; f) grau d cumprimentos dos O.I.; g) participação do docente no desenvolvimento do projecto educativo

viii . Artigo 15º – Isenção da avaliação – estão isentos da avaliação a) todos os professores que, no presente ano lectivo, não tiverem condições para progredir na carreira; b) os professores que tencionaram reformar-se nos próximos 3 anos; c) os contratados que leccionem disciplinas artísticas, vocacionais, profissionais e tecnológicas.

Se esta proposta  obtiver a maioria dos votos na Assembleia , serão avaliados perto de 10% dos docentes

In ProfAvaliação


Deixe o seu comentário

STOP

Basta

Não voto PS nem PSD

Recebi do amigo “Protesto Gráfico” (a quem agradeço a simpatia e a qualidade do trabalho) esta imagem acompanhada pelo seguinte mail.

“Confesso que fui um dos que contribuiu para eleger o engenheiro Socrates como primeiro ministro. Pelo facto peço encarecidamente desculpa a todos os portugueses… É evidente que não tenciono repetir o erro. No entanto espanta-me a existência daqueles indivíduos que, com memória extremamente curta, se esquecem do mal que os desgovernantes oriundos do PS e PSD tem feito aos portugueses nestas últimas duas décadas; a sua arrogância, a sua completa displicência em dispôr do erário público para realizar investimentos elefantinos, o compadrio com os grandes interesses económicos, a imoralidade e falta de integridade, as políticas desastrosas ou, no mínimo, ineficazes… no fundo, e para resumir, a total falta de craveira governativa, sentido de estado e estatura moral. Este sistema perpetua-se a si mesmo com a alternância entre os dois partidos principais que se transformaram em agências de defesa dos interesses dos seus correligionários.
MERECEMOS MELHOR
Circula por aí uma campanha que diz: “Sou professor e não voto PS”. Eu pretendo mais… Digo. “Sou professor e não voto PS nem PSD”. E nos outros, logo se verá…”

Eu acrescentaria também o CDS que se tem amantizado com um ou com o outro só para se ir aproveitando das mordomias do poder.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17


7 Comentários

The Illuminati (Legendado) 10-11/11 – Os Iluminados

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.

Publicado por lucask8nunes


1 Comentário

Estes não mamam do meu voto

Eu voto, mas não voto nesta gente

Não voto nessa gente

Tenho recebido algumas “críticas” por perder tempo com o supérfluo, como é o caso da Manuela Ferreira Leite, quando o importante é atacar o Engenheiro e os seus socretinos. Compreendo que haja quem esteja muito zangado com o “menino doiro” e o queira ver perder as eleições, que o queira ver morder a poeira do chão nas próximas eleições, compreendo porque também eu o quero. Mas, isso é só um prazer de vingança pessoal, porque o que eu realmente quero é que seja o sistema onde se instalou que caia. Não quero deixar de ver a cara dele para ver a da Manuela ou a do Portas ou de outro do mesmo género. O que eu quero é ver perder o Balsemão e os seus Bilderbergs. Quero ver derrotada esta comunicação social que nos engana todos os dias, quero ver uma escola pública onde se ensine, um sistema de saúde que sirva as populações, um país que não seja o Inatel da Europa. Quero ver o Sr. Silva aflito a balbuciar disparates sem saber o que fazer, o João Jardim a dizer que vai invadir o “Contenente”. É por isso que, ao criticar toda esta corja que por aí anda, quero criticar o sistema que os segura e que defendem. Quero fazer tremer a Europa dos Sarkozis e dos Berlusconis, quero deixar de ser governado pelas suas leis e directrizes, quero voltar a ter esperança no meu país. Quero ver o nosso “Zé Povinho” voltar a fazer-lhes um manguito.
Por tudo isto irei votar quando chegar a hora e fiz esta imagem, (que coloquei também na coluna da direita) para apelar ao voto contra esta gente. A abstenção não é solução porque lhes garante o poleiro, só mesmo o voto contra os pode derrotar.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI


Deixe o seu comentário

The Illuminati (Legendado) 9/11

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.

Publicado por lucask8nunes


1 Comentário

O País onde tudo era indiferente

O País onde tudo era indiferente

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Há uma análise de Laura “Bouche” que é recorrente, nos jantares em que estamos em comum. É a imagem da Feira da Ladra, lugar que raramente frequento, mas que ele, “Laura”, adora.
Parece ser sistemático, todos os Sábados, um estendal de vendas ilegais: chega a Polícia, enrolam tudo nos cobertores, põem-se a disfarçar, e, mal a Polícia vira costas, volta tudo ao mesmo. Pelo que me foi dito, isto não acontece uma, mas todas as vezes necessárias, até que a Polícia se canse, e o ciclo volte a ter lugar no fim de semana seguinte. Isto dura há muitos anos, mais propriamente, se tomarmos 1143 como referência, dura há 865 anos, embora, se relembrarmos Sertório, César e Plutarco, a coisa seja substancialmente mais antiga.
Portugal é o país do faz de conta que nada aconteceu.
Houve um mar de incêndios, e puseram-se todos a assobiar para o ar; saíram para a rua 100 000 Professores, e, no dia seguinte, estava tudo na mesma; houve o “Casa Pia” e toda a gente acha agora natural ir pagar cento e tal mil euros a um gajo praticamente desconhecido, até ser preso; um Primeiro-Ministro estrangeiro insinua que o Tratado de Lisboa só será assinado se ignorarmos a “Maddie”, e… e… por que não?… Aumentam as idades de reforma e diminuem os salários, e os Portugueses não perecebem que isso lhes diz respeito; Sampaio deu um Golpe de Estado Constitucional e toda a gente achou que era porque o Primeiro-Ministro só andava em festas com gajas, e puseram lá um que falsificou um percurso académico, acto no qual a maioria da população se reviu: tínhamos, finalmente, um “Prime” com olho, e podemos, e vamos recuando, até quando os Fundos Estruturais foram desviados, e toda a gente enrolou o cobertor mental; houve o 25 de Abril, e os juízes não perceberam e os Portugueses ainda perceberam menos que os juízes não tinham percebido; houve o Salazar, e ninguém se deu conta de que esse tipo de Regime já só sobrevivia na Ibéria; mataram um Rei e toda a gente achou que era porque a mulher era lésbica; vieram os Franceses, e fomos para o Rio, para poder fingir que não era nada connosco; a Inquisição queimava uns gajos, mas desde que não fôssemos nós, era mais ou menos indiferente, e poderíamos retroceder até Neanderthal, quando um dia chegaram os Cro-Magnon, e os Neanderthal pensaram que não era nada com eles, enrolaram os cobertores, como na Feira da Ladra, e esperaram que passassem.
A “Rentrée” Política, este ano, correu ao nível do estado do País. Pessoalmente, embora não queira que se aflijam, ando com uma premonição muito semelhante à que antecedeu o 11 de Setembro: sinto que qualquer coisa está para acontecer, embora não consiga precisar o quê, nem quando. No dia em que os aviões atiraram as Torres abaixo, a primeira coisa que senti, dentro de mim, foi a sensação do “ah, afinal, era isto…”, mas não vamos por aí. O P.S reentrou com o Escândalo do Pedroso; o Aníbal reentrou enrolando o cobertor dele, e fingindo que não tinham passado, sobre o seu mofo Presidencial, quase 40 anos de Democracia; a Ferreira Leite arrastou o P.S.D. para um marasmo tal que parecia a Gertrudes Thomaz, a inaugurar um chá de caridade da Acção Nacional Popular; Louçã berra, até que dêem ao Rosas a Pasta da Cultura e à Ana Drago a do Ambiente; a 4ª Classe de Jerónimo não lhe permite ver que o cenário mudou, ao ponto do seu discurso ter a força de um número de teatro de revista, muito batido. Sobra Portas, e Portas veio com a ilusão de que ainda estávamos a querer fazer Política a sério.
Respeito em Portas o tipo que fez a vida negra ao Saloio de Boliqueime, na fase em que ele, e os dele, fizeram desaparecer os Fundos Estruturais, que nos teriam tornado num Estado Europeu, discreto e médio, em vez da presente Cauda da Europa. Após isso, enveredou pela pior coisa que um pensador e orador pode ambicionar, que é o “demi-monde” da Política, onde se cruzam “Majores”, gajos que fazem telefonemas a tentar influenciar os amigalhaços da Justiça para não provocar estragos Políticos, onde Bastonários abrem restaurantes no Alto do Parque de Levar no Cu, com rendas de velhas da Almirante Reis, onde Pintos da Costa gozam com os Tribunais, os processos caducam por promiscuidades jurídico-partidárias, onde há jornalistas de meia-tijela a fingirem que são eternas namoradinhas de Primeiros-Ministros paneleiros, onde se manda matar um gajo que é incómodo, mas também se pode beneficiar de um Jorge Coelho nos ir buscar à esquadra, às quatro da manhã, por causa de um valente broche apanhado com um holofote numa moita…
O discurso de Portas foi alinhado com as Causas Fracturantes do nosso presente desastre, mas esqueceu-se de que os Portugueses, mal ele começasse a falar de Violência, Desemprego, Mentira Tecnológica, irremediável atraso em aplicação de Fundos Comunitários, Inflação, cartelização dos preços, desastre educativo, famílias falidas em estranguladoras hipotecas de casa, enfim, todos os confortos que nos rodeiam, imediatamente os Portugueses enrolariam os seus cobertores da Feira da Ladra, e ficariam à espera de que passasse.
Acontece que não vai passar, vai agravar-se, e todos nós vamos ser enrolados num vórtice cuja profundidade desconheço, mas me anda a despertar as mesmas sensações de premonição e desconforto que antecederam o 11 de Setembro, mas, volto a dizer, prefiro não ir por aí.
Há um monstro à solta, e era previsível: já tínhamos antes escrito que, num país onde não se faz sangue, mas se prefere assobiar para o ar e enrolar o cobertor, a tensão social e a miséria financeira iriam explodir em focos de violência, alastrando, em mancha de óleo, por todos os recantos do País. Fizeram um Código Penal à medida de que a Pedofilia fosse considerada Acto Único, e não crime repetido, e não se voltasse a pôr em prisão preventiva gente respeitável. Muito gostaria eu de que as pessoas se questionassem sobre a pressa de Pedroso se ir, de novo, refugiar na Imunidade Parlamentar… Sabe ele bem por quê, e eu sei que ele sabe que eu também sei…, mas, regressando à Violência, houve um momento em que isso foi, descaradamente, aproveitado politicamente, dado que fazer todos os anos arder Portugal já não pegava: o fogo era sempre longe, nunca dentro das nossas casas, e podíamos enrolar o cobertor, até que passasse, e passava sempre, mal chovesse, sobre hectares de verde pintados, durante décadas, de negro. A solução era, pois, importar para o café da esquina, o balcão do banco da nossa reformazinha, a bomba de gasolina, o jipe da amiga, a porta da MINHA discoteca, o MEDO, para que não se enrolasse o cobertor, e se percebesse que aquilo, afinal, era mesmo para desencadear reacções.
Felizmente, somos um povo prevenido: conseguimos transformar a Morte em Directo em debates dos caciques do costume, e comentários de bancada, ao nível do café e do tasco. O Matriarcado ergueu-se, e já houve umas matronas que resolveram o assunto com o cabo da vassoura, mal lhes apontaram armas de plástico. Etnicamente, também resolvemos o assunto, com “essa porcaria dos ciganos, dos monhés, dos pretos e dos brasileiros…”
Fantástico.
Sucede que a Violência veio para ficar, e, depois de ter servido Herodes e Pilatos, tornou-se autónoma, e já não serve ninguém, e tornou-se nociva a todos os discursos que a invoquem. Até nisso Portas perdeu. Não vale a pena dizer a um Português que ele está a ser assaltado, à mão armada, na estação de serviço, à porta de casa, pelas Finanças, nos Tribunais, nas histerias do Governo e das Oposições: ele imediatamente enrolará o cobertor, soltará a sua discreta eructação, e esperará que passe.
É a sua saloia maneira de recriar a célebre imagem do Quarteto do “Titanic”: felizmente que há Fátima e Futebol, e, de quando em vez, até luar.


Deixe o seu comentário

The Illuminati (Legendado) 7/11

publicado por lucask8nunes

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.


Deixe o seu comentário

Fábricas de ociosos inúteis

Dificilmente acreditamos no discurso político. Esvaziados de ideologia (com excepção do PCP), desprovidos de convicções, reeditando o rotativismo suicida do século XIX, o PSD e o PS não são carne, nem peixe, nem arenque vermelho: apenas uma teia reticular de interesses e de cumplicidades. Conduziram-nos até ao nojo da política. Secaram as mais módicas assunções de civismo.

Serviram de péssimo exemplo aos mais novos. Aqueles sinistros agrupamentos de “jotas” mais não são do que máquinas de produzir inutilidades. Repare-se nos trajectos de antigos dirigentes “juvenis” de ambos os partidos. A canseira que acumulámos é proporcional ao exercício do ócio praticado por aquela gente.

É natural que desconfiemos de tudo e de todos, no que se refere a política. Os exemplos são propícios a duvidar da virtude. O recente caso de Paulo Portas, que ocultou, durante um ano, o pedido de demissão do seu vice, Luís Nobre Guedes, e o silêncio deste sobre o assunto, é significativo. Aliás, parece que o silêncio se tornou a regra da arte. Sócrates emudece quando se trata de esclarecer as origens da onda de violência que varre o País. Manuela Ferreira Leite reserva, para o próximo domingo, dia do encerramento, em Castelo de Vide, da Universidade de Verão do PSD a revelação da excelsa grandeza das suas ideias. A pátria, expectante e a arquejar, está de joelhos. Até lá, até se chegar a esse domingo luminoso, em que a verdade fundamental será dita como um sacramento, os cem jovens inscritos nos “cursos”, terão de se contentar com aqueles graves senhores que lhes falam das venturas do porvir, consubstanciadas na admirável “social-democracia” do estimável partido. Na falta do gracioso intermezzo que lhes seria certamente proporcionado pelo alto sentido de humor do prof. Marcelo, escutarão, com embevecido assombro, o verbo eloquente do imenso socialista António Vitorino, que não está ali por engano.

O panorama permite-nos admitir que estamos perante uma cegada. A própria “estratégia do silêncio”, da dr.ª Manuela Ferreira Leite, configura uma situação mais próxima do folclore que se censura do que da reflexão que se reclama. Naturalmente, há casos de escrúpulo e de pudor. Não os encontro na política. Mas conheço alguns em literatura, embora raríssimos, seja dito. A verdade, no caso vertente, é que a mudez da chefe do PSD devia ser correspondida pelo seu “staff.” Sucede, rigorosamente, o contrário: os que têm falado só têm dito disparates e tolejos. A ideia de que o pensamento recatado é uma demonstração de seriedade, não conduz a parte alguma. A política, enquanto tal, é o exercício da relação com o outro, e, em princípio, a prática de um diálogo só interrompido pela arrogância – ou pela fragilidade, aliás, o esconderijo da arrogância.

 O Pacote

Imagem do Kaos

A chamada “reentrada” nada traz de novo. Exactamente porque os partidos de poder deixaram de se comprometer com os problemas do nosso tempo. Os outros, retomam a interpretação partidária, por vezes engraçada e maliciosa, outras, repetitivas sobre o problema da relação entre fins e meios na política. Não há debate, não há polémica, não há empenhamento no uso de uma doutrina, de um projecto, de uma dinâmica. O mundo mudou e as chamadas “sociedades modernas” ainda não encontraram resposta. O neoliberalismo não encontra resistência, nem crítica, nem sistema de ideias que, pelo menos, o conteste com seriedade e lucidez. As reacções são meramente emocionais, quando não provocam o mais sonoro dos bocejos.

O aparecimento de uns vagos preopinantes de Direita pareceu, inicialmente, possibilitar uma interessante agitação. Tudo se resume a uma espécie de comentário jocoso, pouco original, inspirado no estilo de Vasco Pulido Valente, com pequenas e grotescas citações de autores anglosaxónicos. A diferença é que Pulido leu e lê, está atento à lazeira da pátria, e as suas grandes referências intelectuais encontram-se no chão cultural do século XIX português. O homem é um chato, um enfadado, há quarenta e tal anos que assim é. Porém, é um prosador de recorte, sobretudo quando é injusto na apreciação, o que, curiosamente, o torna mais atractivo, por mordaz. Todavia, até ele, neste momento, me parece um pouco fatigante, pela não oculta tendência em defender o indefensável: a dr.ª Manuela Ferreira Leite.

Nada nos encaminha para o júbilo. Tudo nos empurra para o desencanto. E, no entanto, é preciso acreditar que as coisas não podem permanecer, eternamente, nesta estrebaria moral. Depois do 25 de Abril, um grande poeta, Pedro Tamen, escreveu um poema lindíssimo, que continha este verso: “Agora, estar.” A festa não durou muito. Não tivemos força para impedir o regresso do “reino cadaveroso.” O que por aí se vê não é o resultado de uma vitória sobre a anarquia. É um monte de escombros, sob o qual ficou soterrado o mais exíguo sonho de felicidade.

APOSTILA – Lemos as listas dos “best sellers” (o Alexandre O’Neill chamava-lhes as “bestas céleres”), e já não nos surpreendemos com o rol de futilidades, de estropícios literários, de imbecilidades programadas que suscita o interessa (e a compra) do português. Não há uma, escassamente uma, minimamente uma só obra daquelas que marcam pela qualidade. Contudo, há-as. São devoradas pela onda de criminalidade literária. Desejo, somente, referir: “Portugal na Espanha Árabe”, de António Borges Coelho, Editorial Caminho. É a terceira edição de um monumental trabalho de investigação e de amor, composto de quatro volumes e, agora, reunido num só tomo. Borges Coelho é um dos maiores historiadores portugueses de sempre. Como o seu escrúpulo e o seu rigor nada têm a ver com a feira de vaidades em que se transformou o nosso meio cultural; e a ignorância e o descaso adquiriram carta de alforria nos media – o nome de António Borges Coelho raramente é referido. Porém, é um intelectual de alto coturno, um português raro, um professor que a Universidade aclamou. Este “Portugal na Espanha Árabe” ensina-nos muito daquilo que somos, e da importância da cultura muçulmana no desenvolvimento da nossa própria compleição cultural. Depois, é escrito num idioma de lei. Tudo a concorrer para que os meus Dilectos adquiram este extraordinário texto. E se os jovens da Universidade de Verão do PSD frequentassem as páginas deste volume aprenderiam, certamente, muitíssimo mais do que com aquilo que ouviram e vão ouvir.

Baptista Bastos in Jornal de Negócios


Deixe o seu comentário

A Senhora da Morte chegou!

A Visita da vibora

Play War

Vem a Portugal para se encontrar com os Sócretinos e os Silvas. Este país vai cheirar pior durante uns dias e certamente o pivete vai-se manter durante muito tempo. Afinal o nosso país a continuar a receber terroristas.Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN


1 Comentário

The Illuminati (Legendado) 6/11

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.


3 Comentários

Basta de Mentiras e Hipócrisias da Nato e seus aliados

Independência da Ossétia e da Abkházia: NATO pede a Moscovo que reveja a sua decisão

A NATO apelou hoje à Rússia que “reveja a sua decisão” de reconhecer a independência da Abkházia e da Ossétia do Sul, de acordo com um comunicado da Aliança Atlântica hoje tornado público.

In Público

Como sempre, os senhores da Nova Ordem Mundial, pensam que todos têm de se ajoelhar perante Bush e a Nato.

Gostaria que me explicassem o que faziam os Conselheiros Militares da Nato, Israelitas e Norte Americanos na Geórgia quando se deu o ataque à Ossétia do Sul?

Esta Invasão e limpeza étnica por parte da Geórgia e dos seus aliados, USA, NATO e Europa foi planeada, só não contavam com a resposta Russa.

Com a Independência do Kosovo abriu-se um precedente, que Putin bem avisou o Ocidente. No entanto este Ocidente só tem olhos para a sua ambição militar, estratégica e Geopolítica de domínio, alastrando-se como uma praga pelo mundo.

Se Kosovo é Independente, a mesma LEI que permitiu deve-se por uma questão de igualdade e de Honra aplicar-se à Ossétia do Sul e à Abkhazia.

A Rússia por seu lado afirma que não tem medo de uma nova Guerra Fria.

Os Barões deste Mundo não podem viver sem Guerras, sem pessoas a viver com fome, com doenças, desde que esses Barões continuem a Tentar Governar o Mundo. Eles só governam se nós os deixarmos, pois somos nós que temos o poder para dizer: BASTA.

A Nato é um pau mandado dos Estados Unidos

O deputado russo considera que os Estados Unidos cometem um “erro terrível” ao reconhecer a independência do Kosovo. “No fundo, Tahci (líder do Kosovo) não é muito diferente de Bin Laden. Os americanos alimentaram esse terrorista e agora ele faz explodir as suas casas. Tahci será mais um Bin Laden” – concluiu Markov.

In Da Rússia

O G7 e o G8 são dominados pelos Estados Unidos. Não admira a tomada de posição, Afinal os restantes Países deste grupo são dominados e “escravos” das decisões do governo americano.


Deixe o seu comentário

Quem ganha com este negócio?

Em 2015 haverá mais mortes que nascimentos na UE

Um em cada quatro portugueses terá mais de 65 anos em 2035, segundo um estudo do Eurostat divulgado hoje, que refere que 25,4 por cento dos europeus serão idosos dentro de 27 anos.

In Público

Preste atenção no banqueiro sionista, Paul Warburg:

“Nós teremos um governo mundial caso você goste ou não. A única questão é se esse governo será alcançado pela conquista ou pelo consenso.” (17 de Fevereiro de 1950, conforme ele declarou diante do Senado norte-americano).

Sua intenção é efectuar completo e total controle sobre todo ser humano no planeta e reduzir drasticamente a população mundial em dois terços. Enquanto o nome Nova Ordem Mundial seja o termo mais frequentemente usado hoje para imprecisamente se referir a qualquer um envolvido nessa conspiração, o estudo de exactamente quem constitui esse grupo é algo complexo e embaraçado.

Em 1992, o Dr John Coleman publicou Conspirators Hierarchy: The Story of the Committee of 300. Com louvável sabedoria e pesquisa meticulosa, o Dr Coleman identifica os actores e detalha cuidadosamente a agenda da Nova Ordem Mundial da dominação e controle mundial. Na página 161 de Conspirators Hierarchy, o Dr Coleman resume primorosamente a intenção e propósito do Comitê dos 300, como se segue:

“Um Governo Mundial e um sistema monetário unificado, sob permanente não eleitos oligarcas hereditários que se auto-seleccionam na forma de um sistema feudal como era na Idade Média. Nessa entidade de um Mundo Unificado, a população será limitada por restrições no número de crianças por família, doenças, guerras, fome, até 1 bilião de pessoas que sejam úteis para a classe governante, em áreas que serão estritamente e claramente definidas, permanecendo como a população mundial total.

Não haverá classe média, apenas governantes e servos. Todas as leis serão uniformes sob um sistema legal de cortes mundiais praticando o mesmo código de leis, apoiados por uma força policial e um exército do Governo Mundial Unificado para reforçar as leis em todos os países onde nenhum limite nacional deverá existir. O sistema será na forma de um estado de bem-estar; aqueles que forem obedientes e subservientes ao Governo Mundial Unificado serão recompensados com os meios de subsistência; aqueles que forem rebeldes simplesmente serão escravizados até a morte ou serão declarados fora-da-lei, e dessa forma um alvo para qualquer um que desejar matá-los. A propriedade privativa de armas de fogo de qualquer espécie será proibida.”

In Sinais dos Tempos


1 Comentário

The Illuminati (Legendado) 2-3/11

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.

Publicado por lucask8nunes


Deixe o seu comentário

The Illuminati (Legendado) 1/11

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.

Publicado por lucask8nunes