Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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Os obscuros conceitos de uma seita- Kryon

Paulo Henrique Figueiredo

Você pode fazer o download e imprimir o jornal mensagem.

As suspeitas levantadas sobre essa obra nos motivaram a investigar mais profundamente seus autores, a origem, as finalidades de sua publicação, e quem está divulgando seus conceitos no país em que surgiu, os Estados Unidos. O que encontramos é grave e é preciso esclarecer os fatos.

Desde 2006, pesquisadores espíritas, como Rita Foelker, Dora Incontri, Heloísa Pires, e a Revista Universo Espírita vêm alertando para as inúmeras contradições entre a Doutrina Espírita e o best-seller Crianças Índigo, publicado nos Estados Unidos em 1999, e no Brasil em 2005.

Algumas das características das crianças índigo são alarmantes:

“Nascem, sentem-se e agem com realeza. (…) Conseguem inverter as situações, manipulando ao invés de serem manipulados, especialmente seus pais. (…) Não se relacionam bem com pessoa alguma que não seja igual a elas. (…) Alguns têm propensão ao vício, especialmente drogas durante a adolescência”.

Citada em Crianças Índigo como a primeira a supostamente reconhecer a aura azul dessas crianças, diz a vidente Nancy Ann Tappe:

“Todas as crianças que mataram colegas de escola ou os próprios pais, com as quais pude ter contato, eram índigos. Eles tinham uma visão clara de sua missão, mas algo entrou em seu caminho e elas quiseram se livrar do que imaginavam ser o obstáculo. Trata-se de um novo conceito de sobrevivência. Todos nós possuíamos esse tipo de pensamento macabro quando crianças, mas tínhamos medo de colocá- lo em prática. Já os índigos não têm esse tipo de medo”.

Esse é o novo conceito de sobrevivência das crianças índigo? Matar os pais e colegas de escola? O que isso tem a ver com o Espiritismo?

A pedra angular é a fraternidade

Os Espíritos da Codificação realmente anunciaram uma nova geração, mas nos seguintes termos: “Cabendo a eles fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por uma precoce inteligência e razão, juntas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, constituindo um sinal indiscutível de um adiantamento anterior”, explicaram em A Gênese.

Os Espíritos estão falando de progresso moral e de uma geração com o sentimento inato do bem. Isso pressupõe a habilidade de resolver conflitos, paciência, solidariedade e tolerância. Segundo o Espiritismo, “a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social”. Já as crianças índigo descritas são revoltadas, agressivas e prepotentes. A chegada de uma nova geração anunciada na Doutrina Espírita nada tem a ver com o conceito de Crianças Índigo pertencente à seita estrangeira criada por Lee Carroll.

As suspeitas levantadas sobre essa obra nos motivaram a investigar mais profundamente seus autores, a origem, as finalidades de sua publicação, e quem está divulgando seus conceitos no país em que surgiu, os Estados Unidos. O que encontramos é grave e é preciso esclarecer os fatos.

O Grupo Iluminação Kryon

Um dos autores de Crianças Índigo é Lee Carroll, formado em Economia pela Universidade da Carolina do Norte. Durante 30 anos trabalhou em sua empresa de engenharia de som, em Del Mar, San Diego, onde vive até hoje.

O ano em que tudo começou foi1989, quando um sensitivo disse ter visto ao lado de Lee Carroll uma entidade extraterrestre que se identificou pelo nome “Kryon”.

Intrigado, Lee começou a “canalizar” (esse é o nome que ele dá para as psicografias) textos da entidade extraterrestre Kryon num grupo esotérico de sua cidade.

A co-autora do livro Crianças Índigo é a cantora Jan Tober, ex-mulher de Lee Carroll. Ela o ajudou a criar uma seita própria, o Grupo Iluminação Kryon, em 1991.

Durante 10 anos, as mensagens renderam a publicação de 12 livros, As edições, traduzidas para 23 línguas, venderam mais de um milhão de exemplares.

Os encontros do Grupo Iluminação Kryon, onde é possível consultar-se pessoalmente com Kryon por meio de Lee Carroll, reúnem platéias pagantes de 3 mil pessoas. Elas lotam caríssimos salões e teatros da Europa e Estados Unidos. Lá também são vendidos livros, filmes, souvenires e bijuterias. As mensagens do extraterrestre Kryon na internet recebem cerca de 20 mil visitas por dia.

Uma tese panteísta

Quem é esse ser que se diz extraterrestre e que revelou as crianças índigo?

O site oficial da seita dá sua versão:

“Kryon é o mais evoluído ser de luz a que a Terra jamais teve acesso. Proveniente do ‘Sol Central’, com a função primordialmente técnica ligada ao ‘serviço eletromagnético’. Foi enviado por um grupo de ‘Mestres Extrafísicos’, chamado ‘A Irmandade’. Veio dessa vez para reordenar a ‘rede magnética planetária’, visando uma série de mudanças magnéticas no eixo da Terra, que se encerrará no ano de 2012”.

Em O Livro dos Espíritos, “Jesus foi o ser mais puro que já apareceu na Terra”.

Ainda há muito mais. De acordo com Kryon, Deus não existe. Ele propõe o panteísmo, ou seja, segundo ele, “todos os seres do Universo são parte de um todo e as individualidades são apenas ilusões”.

Esse pensamento panteísta se opõe claramente aos ensinamentos do Espiritismo. Basta ler a o seguinte diálogo em O Livro dos Espíritos: “Que pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os seres, todos os globos do Universo, seriam partes da Divindade e constituiriam, pelo seu conjunto, a própria Divindade; ou seja, que pensar da doutrina panteísta?”, perguntou Allan Kardec. E os Espíritos responderam: “Não podendo ser Deus, o homem quer pelo menos ser uma parte de Deus.”.

Quem são as crianças índigo

A doutrina do Grupo Iluminação Kryon vai ainda mais longe. Damos aqui apenas um resumo das palavras de Krion:

“Os seres humanos que vivem na Terra eram anjos muito evoluídos que assinaram um contrato para vivenciar uma experiência humana no planeta Terra, motivo pelo qual seríamos honrados e celebrados em todo o Universo.”

De acordo com o “extraterrestre”, “a humanidade atingiu a ‘Convergência Harmônica’ necessária. Essa experiência é a de vivermos com um nível vibracional rebaixado para a terceira dimensão, sem as memórias ou lembranças de nossa origem divina”.

O que seria “Convergência Harmônica”? Nos livros psicografados por Lee Carroll, informações pseudocientíficas como essa estão por todo o texto, sem explicação alguma.

Segundo Kryon, desde 1987 estariam nascendo crianças com o DNA alterado, que seriam as tão comentadas “crianças índigo”. Há também referências às crianças cristal.

Todavia, de acordo com a Doutrina Espírita a moral é um atributo do Espírito e não do corpo. Nenhuma alteração do DNA transformaria moralmente indivíduo algum.

E quais as conseqüências dessa suposta mutação das crianças? Segundo o extraterrestre Kryon, “elas se tornarão uma nova raça que irá habitar uma galáxia que está sendo criada a 12 bilhões de anos-luz da Terra”. A astrofísica está bastante avançada e podemos afirmar que a idéia da criação tardia de uma galáxia não tem embasamento científico algum.

Mais uma vez, é Kardec quem alerta: “Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, aponta a fraude, desde que o Espírito se dê por ser um Espírito esclarecido”, em O Livro dos Médiuns.

Idéias estranhas

As mensagens publicadas no site da seita criada por Lee Carroll falam do novo acontecimento programado, segundo ele, para 2012: “Celebremos o fim do teste! As estrelas são nossas. Agora é chegado o momento de uma parte da família ir para casa, precisamente em 2012. E ele, Kryon, estará lá quando chegarmos”.

Sobre questões como essa, disse Kardec: “Os bons Espíritos nunca determinam datas. A previsão de qualquer acontecimento para uma época determinada é indício de mistificação”, em O Livro dos Médiuns.

Nos encontros do grupo, Kryon responde indagações do público que paga para ser atendido. Um adepto perguntou: “Querido Kryon, na Califórnia você nos falou que segurar pílulas na mão pode curar. Isso eliminará os efeitos colaterais? É seguro ficar segurando Prozac?”. A resposta foi:

“Seu corpo sabe que substância vocês estão segurando. Portanto, é possível impregnar as propriedades da intenção de usar a substância em suas células. Assim não há o efeito colateral de uma droga, por exemplo. Apenas pensem… um frasco de aspirina ou antiácidos durará anos!”.

Kardec alertou: “Jamais os bons Espíritos aconselham senão o que seja perfeitamente racional. Qualquer recomendação que se afaste da linha reta do bom-senso, ou das leis imutáveis da Natureza, denuncia um Espírito atrasado e, portanto, pouco merecedor de confiança”, em O Livro dos Médiuns.

A fragmentação de um meteoro

Outra questão intrigante proposta por um seguidor da seita é sobre o fim do mundo: “Algum planeta irá se chocar com a Terra? Irá haver extinção da raça humana?”. E Kryon respondeu:

“Depende do que os Humanos fizerem. Já revelamos que, antes de começar a canalizar, em 1989, o primeiro trabalho conjunto de Kryon e Lee Carroll foi fragmentar um meteoro (Myrva) que vinha, realmente, em rota de colisão com a Terra. Era um dos instrumentos das catástrofes previstas para o fim do século”.

O Espiritismo afirma com clareza que o mundo não será destruído fisicamente: “Não é racional se suponha que Deus destrua o mundo precisamente quando ele entre no caminho do progresso moral, pela prática dos ensinos evangélicos”, em A Gênese.

Além dos milhares de dólares arrecadados pela venda de produtos, nos encontros da seita, há outra fonte de renda: os tratamentos patenteados por Peggy Phoenix Dubro, parceira de Lee Carroll.

Segundo as idéias da seita, as pessoas que nasceram antes de 1987 não são índigo, mas para ganhar o direito de habitar a nova “galáxia” poderiam ter seu DNA alterado por meio do tratamento proposto por Peggy Dubro.Eles criaram uma empresa, A Energy Extension Incorporation (Empresa de Ampliação Energética) que detém os direitos da Universal Calibration Lattice® (Malha de Calibração Universal), e também da EMF Balancing Technique® (Técnica de Equilíbrio). São tratamentos pagos aplicados nas sedes espalhadas pelo mundo (inclusive no Brasil).

Acreditamos que as informações listadas são suficientes para dar uma idéia do que está por trás da obra Crianças Índigo. Quem ainda desejar conferir os volumosos livros e mensagens “canalizadas” por Lee Carrol e tudo mais sobre a seita Grupo Iluminação Kryon basta digitar “Kryon” nos sites de busca da internet.

A maquiagem na edição brasileira

As obras de Lee Carroll adoptam o panteísmo, doutrina negada pelo Espiritismo. Mas na edição brasileira os trechos panteístas foram alterados

Lee Carroll, que com Jan Tober escreveu Crianças Índigo, publicou outros 11 livros. Dez deles são psicografados, com a autoria creditada ao “extraterrestre” Kryon.Esses volumosos livros trazem muitos conceitos conflituosos com a Doutrina Espírita.

Já no primeiro, Os Tempos Finais, publicado em 1990, Kryon descreve seu ensinamento panteísta: “Todos nós estamos vinculados. Eu assino Kryon, mas pertenço à totalidade. Você é uma parte de Deus. Todos somos coletivos em espírito, mesmo enquanto vocês estão encarnados na Terra”.

Allan Kardec explicou essa doutrina em O Céu e o Inferno: “O panteísmo propriamente dito considera o principio universal de vida e de inteligência como constituindo a Divindade. Todos os seres, todos os corpos da Natureza compõem a Divindade (…). Esse sistema não satisfaz nem a razão nem a aspiração humanas”.

Constatamos, porém, um fato intrigante: todos os livros de Lee Carroll trazerem afirmações panteístas, mas na edição brasileira não há uma só frase. Assim, consultamos a edição original em inglês, The Indigo Children, de 1999. Estava lá, no depoimento da psicóloga Doreen Virtue, a seguinte frase, que traduzimos: “Todas as crianças de Deus são iguais, porque todos são um só ser”. A mesma frase na edição brasileira, na página 153, foi alterada para: “Todas as crianças de Deus são iguais, pois somos todos iguais”.

Encontramos outra alteração na página anterior, na qual lemos a seguinte frase: “Não existem indivíduos, apenas uma ilusão de que somos diferentes”. Mas a tradução da versã original é mais extensa: “Não existem indivíduos separados, apenas a ilusão de que os outros estão separados de nós mesmos”. Esta reproduz o panteísmo do extraterrestre Kryon, mentor de Lee Carrol.

A constatação desse fato nos levou a folhear o livro para conferir o restante da tradução. No depoimento da reverenda Laurie Joy, na página 164 do livro brasileiro, lemos a seguinte frase: “Kathryn Elizabeth, fala sempre de seu anjo da guarda. Depois vai brincar com as outras crianças”. Mas a tradução da obra original é diferente: “Kathryn Elizabeth fala sempre de seu anjo da guarda.

Depois sorri, dá a mão ao anjo, e os dois vão cavar túneis na areia”.

Há uma menção em Crianças Índigo sobre os livros psicografados do “extraterreste” Kryon por Lee Carroll. Mas na tradução brasileira há uma alteração que modifica o sentido, e faz parecer que Kryon é um médium, e que nada tem a ver com Lee Carroll.

Veja: “I sent him all the Kryon books by Lee Carroll…” (Versão original, p. 147).

“Enviei todos os livros de Kryon por Lee Carroll…” (Tradução correta).

“Enviei todos os do médium Kryon e Lee Carroll…” (Trecho alterado da edição brasileira, p. 162).

Peggy Dubro é uma integrante da seita “Grupo Iluminação Kryon”, onde actua como médium. Os seres que dirigem o grupo teriam transmitido a ela o “tratamento magnético para alterar o DNA”, denominada EMF Balancing Technique. Na versão brasileira, o facto foi alterado:

“She also channeled the Phoenix Factor information, which contained the EMF Balancing Technique…”. (Versão original, p. 226)

“Ela também recebeu mediunicamente a informação Phoenix Factor, que inclui a EMF Balancing Technique…”. (Tradução correta).

“Desenvolveu, igualmente, a informação Phoenix Factor, que inclui a EMF Balancing Technique…”. (Trecho alterado da edição brasileira, p. 243)

Na descrição do comportamento do rapaz Mark, ele demonstra o comportamento esquizofrénico de não distinguir o certo do errado. Na versão brasileira do livro Mark se torna apenas irresponsável.

“… could never see the consequences of his intended actions. He literally just did not get it. After the fact, his face would always be so blank, as if he couldn’t believe he hadn’t realized that what he was doing would get him into trouble…” (Versão original, p. 145).

“… O problema é que não entendia as consequências de seus actos. Ele literalmente não compreendia. Depois do ocorrido, ficava com o rosto sem expressão, como se não acreditasse que tivesse feito algo que lhe trouxesse problemas…” (Tradução correta).

“… O problema é que não entendia as conseqüências de seus atos. Cometia erros, mas não percebia que teria que pagar por eles…” (Trecho alterado da edição brasileira, p. 161).

Paulo Henrique Figueiredo é editor da revista Universo Espírita, que preparou o especial mensagem, sobre as crianças índigo. Você pode fazer o download e imprimir o jornal mensagem.

Leia os textos do especial:

Os obscuros conceitos de uma seita
As crianças índigo e o movimento espírita
A verdade sobre a seita que inventou as “crianças índigo”

Fonte: novaera.org.br


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Irresponsabilidade

ATÉ EM FÉRIAS SE PRODUZ PORCARIA

Durante anos se criticou a acção pedagógica de premiar materialmente os educandos se transitavam de ano na escola e agora vem o ME fazer o mesmo?!

Segue extracto da notícia do Público:

As escolas devem pagar aos alunos que tiram boas notas?

Natália Faria
[...]
Acenar com dinheiro pode ajudar a tirar boas notas? Talvez, respondem os especialistas, mas isso é assumir o total falhanço da EscolaO máximo a que se chegou foi à criação dos prémios de mérito, mediante os quais o Ministério da Educação prevê a atribuição de um prémio de 500 euros aos melhores alunos do ensino secundário, já no próximo dia 12 de Setembro. Esta tendência, porém, está a preocupar os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, que se mostram receosos quanto aos efeitos que esta importação do modelo empresarial para as escolas poderá ter no desenvolvimento dos alunos.”Tudo isto é uma deturpação dos valores que a escola deve passar e que devem ir no sentido de criar cidadãos conscientes e intervenientes na sociedade porque querem ser felizes. E isto não se faz pondo as crianças a cumprir tarefas a troco de dinheiro”, considera a psicóloga Rita Xarepe, para quem “é errado pensar-se que os miúdos não são melhores alunos porque não querem e que passarão a sê-lo a troco de dinheiro”. A partir da experiência que decorre em Nova Iorque e que abrange crianças dos oito aos 11 anos de idade, muitas das quais provenientes de meios marcados por fenómenos como o abandono escolar e a exclusão social, Rita Xarepe diz temer também os efeitos que tal prática terá na relação das crianças com a família. “Imagine a pressão de uma família sobre uma criança que deve ir à escola e ganhar dinheiro: já não lhe basta sentir que não é boa aluna e ainda tem que sentir que não está a levar dinheiro para casa e que a responsabilidade é dela.”
[...]

Na mesma lógica de raciocínio, Rui Trindade, professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, diz que “não é através de prémios financeiros que se resolve o problema da falta de sentido da escola”. “Não me admiraria se os meninos começassem a viver na competição e se metessem a fazer batota ou a tomar drunfos para aguentar”
Noutra perspectiva, este “abrir da caixa de Pandora”, como qualifica Rui Trindade, poderá deixar para trás os que têm mais dificuldade em obter boas notas. “Se os bons alunos são bons alunos, por que é que precisam de receber dinheiro? Não conseguimos que eles tirem prazer do facto de serem bons alunos sem ser pagando–lhes? Por outro lado, já tive crianças que nunca tinham tido uma positiva e que, por via do esforço e investimento, tiveram um dia um dez. Eu quero saber se essa gente não tem que ser valorizada pelo esforço que fez.”
“Na Finlândia, não há exames e os alunos progridem automaticamente, porque lá, em vez de se gastar brutalidades com alunos a repetir anos inteiros, o dinheiro é aplicado em professores auxiliares e assistentes que se vão encarregando dentro das salas de aula de não deixar atrasar os alunos.”
Olhando para a realidade portuguesa, o pedagogo lamenta que se tenha enveredado pelo caminho da competição dentro das escolas, antes de apontar o que considera ter sido um erro crasso da actual ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, “que resolveu tornar públicos os resultados das provas aferidas, independentemente de dizer que não reprova as crianças”. “Os professores começaram a reter os alunos no segundo e terceiro anos para não chegarem ao quarto e sentirem vergonha por ver maus resultados dos seus alunos expostos perante todos.”


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Mudança nos quadros e nos concursos de professores

O ME apresentou aos sindicatos uma proposta que irá introduzir profundas alterações nos quadros e nos concursos de professores. As principais alterações são as seguintes:

1. Tipos de concursos:

1.1.Para as necessidades dos quadros: a) concurso de quadros (junta quadros de escola e quadros de zona pedagógica); b) concurso de ingresso em quadros.

1.2.Para as necessidades transitórias: criação de uma bolsa de recrutamento.

A serem aprovadas estas alterações, são de esperar as seguintes consequências:

1.Para os docentes que pertençam a um QE no momento da transição:

No caso de pertencer a um QE de uma escola que está integrada em Agrupamento, transita de imediato para o Quadro desse Agrupamento;

• Os docentes colocados numa escola por força da extinção/fusão de escola(s) ou reestruturação de rede de estabelecimentos de educação e ensino são integrados nos Quadros de Agrupamento ou de Escola Não Agrupada em que se encontram (esta será uma medida transitória que só se aplicará este ano).

2.Para os docentes que pertençam ao Quadro de Zona Pedagógica:

• São obrigados a concorrer ao Concurso de Quadros de Agrupamento ou de Escolas Não Agrupadas;

NOTA: A obrigatoriedade é de concorrerem a um mínimo de 4 das actuais Zonas Pedagógicas, o que levará a que muitos docentes só consigam integrar um quadro muito distante da actual área possível para a sua colocação voluntária.

• Se não forem colocados em QA ou QE, mantêm-se como QZP e integram a Bolsa de Recrutamento;

NOTA: Poderá haver docentes com melhor graduação a obterem uma colocação em QA muito mais distante do que aquela que poderão obter os docentes menos graduados na bolsa de recrutamento, mas com os mesmo direitos profissionais.

3.Periodicidade das colocações: 4 anos.

4.Condições para a renovação do contrato:

• Desde que não haja, em Bolsa de Recrutamento, docentes do QE/QA ou QZP, do mesmo grupo de recrutamento e que tenham manifestado preferência por esse agrupamento ou escola não agrupada;

• Colocação em horário completo, com efeito a 1 de Setembro;

• Manutenção de horário lectivo completo;

• Última Avaliação do Desempenho, no mínimo, de Bom;

• Parecer positivo do órgão de gestão.

5.Critérios de graduação:

[O Ministério da Educação introduz uma nova variável nos critérios de graduação e que está directamente relacionada com a avaliação do desempenho, apesar de no ECD (imposto pelo ME) não estar previsto este efeito]

• Classificação profissional

• Tempo de serviço

• Última avaliação do desempenho:

- Excelente: + 5 valores

- Muito Bom: + 3 valores

- Bom: + 2 valores

- Outras situações: + 0 valores


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DGRHE: LEGISLAÇÃO A CONSULTAR


Estão disponíveis na DGRHE as listas de manutenção e não manutenção de DCE e DD, para o ano escolar de 2008/2009 e respectivas Notas Informativas.

Apresentamos aqui as ligações mais importantes:

DOCUMENTAÇÃO GERAL
. Nota Informativa – Manutenção do Destacamento por Condições Específicas (D.C.E.) - 04/07/2008

Listas de escolas de validação – 07/04/2008


OUTRA LEGISLAÇÃO DE APOIO
. Estatuto da carreira docente – 07/04/2008


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Sócratinice aos Sobredotados- de Portimão para Espanha

Imagem eloquente da Socratinada


Projecto, previsto para Portimão, arrisca-se a ser transferido para Espanha

Demora no licenciamento trava abertura da primeira escola para sobredotados do país

A criação da primeira escola para sobredotados do país, em Portimão, está a ser travada pela demora das autoridades em licenciar o projecto, que corre o risco de ser transferido para Espanha, dizem os mentores.

O projecto foi entregue à Direcção Regional de Educação do Algarve em Fevereiro, mas até agora não houve resposta.

07.07.2008 – 10h57 Lusa

Comentário breve:

Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates estão mais preocupados em transformar os jovens portugueses em alunos medíocres do que em criar gerações de excelência.
A excelência incomoda os medíocres.


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“Foi um descalabro, mas não nos surpreende”

Edviges Ferreira – Estes resultados são um descalabro mas não surpreendem a Associação de Professores de Português (APP). Logo na altura da prova apontámos algumas coisas que podiam levar a uma queda de resultados, nomeadamente a formulação pouco clara da pergunta 2 do I Grupo e o facto de no III grupo, no tema para desenvolvimento, ter sido escolhido um texto do Padre António Vieira, que era do programa do 11.º, provocando confusão e levando muitos alunos a falar só do Padre António Vieira.

– Houve de facto um convite mas não quisemos entrar nessa revisão de prova. Sabíamos que mesmo que contestássemos o exame dificilmente seríamos ouvidos.

In Correio da Manhã


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Sobre o Projecto quase oculto

O REI E A RAINHA VÃO NUS

Desde que foi desmascarado, o Estudo sobre a Reorganização da Carreira Docente do Ministério da Educação, coordenado por João Freire, tem vindo a ser objecto de algumas reflexões e comentários nos blogs de educação.

. Solicita-se uma ampla divulgação deste estudo e das reflexões sobre ele, para que todos os professores (e todos os cidadãos em geral) possam, definitivamente, perceber as trampolinices dos nossos responsáveis ministeriais e afins que, através do seu enfezamento, vão tornando o País mais mesquinho e vil.

. Parte deste estudo pode consultá-lo neste blog em ESTUDO QUASE SECRETO.

. Reflexões e comentários:

. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente – 1, da APEDE.

. Estudo sobre a Reorganizão da Carreira Docente: a Origem de Todos os Males, de Ramiro Marques

De Paulo Guinote:

. Margarita e o Mestre

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-2

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-3

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-4

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-5

. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-6


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David e Maria : A mesma política


Portugal continua a precisar de reformas profundas no sector da Educação e de estabilidade e continuidade de políticas, defende David Justino, ex-ministro com esta pasta, no livro “Quatro Décadas de Educação” que será apresentado esta tarde.
“O estado a que se chegou [na Educação] não se compadece com uma política de pequenos passos”, escreve David Justino, ministro da Educação no XV Governo Constitucional (Abril de 2002 a Julho de 2004), de Durão Barroso.

O livro reúne depoimentos de vários titulares da pasta, incluindo Inocêncio Galvão Telles (1962-1968), Manuela Ferreira Leite, Marçal Grilo e Maria de Lurdes Rodrigues.

“A experiência ensinou-nos que ‘mais educação’ nem sempre é compatível com ‘melhor educação’”, escreve David Justino, actual conselheiro do Presidente da República para os Assuntos Sociais, lamentando que “a qualidade da educação não acompanhou o enorme esforço de financiamento que foi realizado”. Leia mais no Público Online

Comentário
David Justino foi um dos ministros da educação mais destastrados do pós-25 de Abril. Como ministro da educação de Durão Barroso deixou um legado de completa confusão no concurso nacional de professores que acabou por rebentar nas mãos de Santana Lopes. Não há divergências de fundo entre David Justino e MLR. Ambos defendem uma política educativa que levará ao desastre da escola pública. Uma política que menoriza os professores, lhes retira liberdade e autonomia e os silencia.


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FNE continuará a lutar para que o ME atribua um número de horas máximo para os docentes

Após a reunião de hoje com o Ministério da Educação, com vista à negociação do projecto de diploma sobre organização dos horários dos docentes, a FNE não aceita os moldes com o que aqueles horários estão a ser organizados, sob pena de continuar a existir a marcação excessiva de reuniões, ultrapassando largamente o número limite de horas de trabalho de cada professor.

O ME, ao não acolher as propostas desta Federação, acaba por não determinar um número máximo de horas para reuniões, o que se traduz para os docentes em semanas com um horário de presença na escola e em trabalho de estabelecimento, largamente superior às 35 horas, incluindo a actividade lectiva.

Também o tempo relacionado com a avaliação de desempenho mereceu nesta reunião, por parte da FNE, particular atenção. Isto, tendo em conta o reduzido tempo que está neste momento destinado aos avaliadores para procederem à avaliação dos professores.

Para o ME, qualquer ultrapassagem dos limites do tempo de trabalho do professor fica sem consequência, nem para quem determina a realização dessas tarefas, nem de compensação para o profissional que é chamado à sua concretização.

A FNE continuará a tudo fazer no sentido de levar o Ministério da Educação a atribuir um número de horas máximo para os docentes, para que dessa forma o ano lectivo de 2008/2009 não seja mais uma vez palco de injustiças e atropelos face à necessidade, cada vez maior, de um “tempo para ser professor”. Aliás, essa continuará a ser uma das grandes campanhas da FNE ao longo do próximo ano lectivo.


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Calendário da Formação em Avaliação do Desempenho Docente

Datas  da Formação da Avaliação do Desempenho dos Docentes que no final do ano lectivo são desajustadas e irreais.

Por estes dias, as escolas andam a receber “propostas”, mais ou menos compulsivas, de acções de formação sobre avaliação. São acções destinadas aos “avaliadores” (membros de conselhos executivos e das comissões de avaliação e coordenadores de departamento) e a alguns (poucos) “avaliados”, estes últimos talvez destinados à triste função de cobaias – por antecipação, pois todos nós iremos ser ser “testados” neste sistema.

Não é difícil antever o que estas acções significam: um imenso trabalho de doutrinação – ou de lavagem do cérebro – que visa “evangelizar” o modelo de avaliação do desempenho que o Ministério pretende impor, convertendo-o numa “boa nova” que os professores deverão, depois, aplicar acriticamente. É mais um passo no esforço de arrebanhamento com que a equipa ministerial procura “pacificar” o próximo ano lectivo. Perante este quadro, a APEDE vem apelar a todos os professores, e em particular aos que irão participar (à força) nas referidas acções de formação, para que não descurem a atitude vigilante e para que mantenham o olhar crítico face a esta nova onda de propaganda. Contra a retórica com que os professores irão, certamente, ser inundados, convém recordar alguns dados elementares


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Mais uma agressão!

Mais um caso de agressão a professores!



Imagem recolhida no blogue Abnoxio (Ademar Santos) em E sobre alunos agredidos por professores… não há também números?…

Senhora Ministra, não nos venha contar mais histórias … Estamos fartinhos! Caros colegas, pensem bem no que está a acontecer porque … ainda pode piorar.

“Aconteceu tudo no último dia de aulas, a 13 de Junho. Uma professora (que quer manter o nome sob reserva) saía da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, já depois do toque de saída, pelas 18h, quando foi interpelada por duas mulheres, que a agrediram e insultaram ainda no interior do recinto escolar. A assistir estava um funcionário da escola, que não reagiu. (…)”

Nota: aos cov/bardes que infelizmente pululam nas escolas um voto especial de que rapidamente provem do seu veneno. É que, não acontece só aos outros e as pessoas começam a ficar cansadas de ver parasitas, graxistas, etc et al.


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Pensamento único: Oportunismo político

Ministra acusa críticos dos exames de oportunismo político

Lurdes Rodrigues garante nada saber sobre o que sai nas provas nacionaisGoverno atribui melhores resultados ao trabalho feito nas escolas

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, classificou ontem as críticas aos exames nacionais que têm partido de algumas associações científicas de professores, em particular da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), como o “grau zero do oportunismo político”, defendendo que as melhorias já comprovadas – e eventualmente a verificar – nas notas dos exames resultam do “trabalho” feito nas escolas ao longo do ano.

Numa audiência na Comissão de Educação, no Parlamento, cujo tema era a violência escolar, a discussão sobre alegadas facilidades nas provas de Português e Físico-Química do secundário e Matemática do 6.º, 9.º e 12.º anos acabaram por preencher a maioria das quase quatro horas de reunião.

Pedro Duarte, do PSD, deu o mote, acusando o Governo de “obsessão facilitista”, dando como exemplos, além dos “exames muito fáceis”, o fim das provas globais do 9.º ano ou as alterações ao Estatuto do Aluno que substituiram a exclusão por faltas por testes de recuperação. Sobre as provas, considerou serem “um convite ao desleixo”, acusando ainda o Ministério de “reagir com agressividade para quem faz críticas”.

José Paulo Carvalho, do CDS, repetiu algumas das críticas feitas ao início da tarde por Paulo Portas, que, em conferência de imprensa, acusara a ministra de só se preocupar “em criar estatísticas felizes, que nada têm a ver com a preparação dos jovens”, desafiando a governante a aceitar uma proposta dos populares para que as provas passem a ser feitas com base num banco de questões predefinido. “Ou o desempenho dos alunos mudou completamente ou alguma outra coisa mudou”, disse José Paulo Carvalho.

O PCP e o Bloco de Esquerda mantiveram-se mais à margem da discussão mas, ainda assim, Ana Drago, do Bloco, disse à ministra que a suspeição se ficava a dever a “uma grande falta de credibilidade” da sua equipa.

Maria de Lurdes Rodrigues respondeu, considerando que a discussão sobre os exames “é uma questão de oportunismo político e não de facilitismo”, dirigindo as críticas mais duras ao deputado Pedro Duarte: “Para si, as estatísticas só são boas quando confirmam os seus preconceitos”, acusou. “É uma argumentação preguiçosa”.

A ministra voltou a afirmar nada ter a ver com o processo de elaboração das provas;”Nem me sei pronunicar sobre o nível de complexidade das prova”, disse. “São raras as pessoas, até podem ter um prémio Nobel, que o conseguem fazer”.

Contactados pelo DN, os sindicatos do sector reconheceram alguma razão aos argumentos da ministra, ao afirmarem que ainda não é possível fazer apreciações sobre as provas. Ao contrário das criticas de algumas associações de professores, João Dias da Silva, da Federação Nacional dos da Educação, destacou o facto de “os exames serem feitos por especialistas das várias áreas de saber, pelo que não cabe aos sindicatos pronunciarem-se sobre a qualidade das provas”. Ainda assim, João Dias da Silva espera que não tenham havido facilitismo, que deturpa a comparação entre vários anos.In Diário de Notícias


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Seja um Engenheiro em 12 aulas

Retirado do Blog “O Andarilho“-Graças ao sucesso da política educativa do actual governo, em particular do ministério do faz de conta de Maria de Lurdes Rodrigues, em 2015 Portugal não só terá subido no ranking como possivelmente liderará as estatisticas a nível europeu, talvez mesmo mundial.

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Aviso – Destacamentos por Doença


Imagem: PrtSc daqui (moldura minha)

[clique em cada uma para ampliar ou efectuar download]

Fonte: Nota Informativa – Destacamento por Doença (DD) – 23/06/2008

Nota: Apesar de me ter des-sindicalizado tive apoio de sindicalistas para obter informação necessária à minha nova situação. Tenha sido, ou não, a nível pessoal, agradeço e reconheço o valor.

A todos os colegas que como eu se encontram nestas circunstâncias, o meu melhor voto de melhoras e um bem-haja solidário por dias mais sorridentes, ok?


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Decreto-Lei n.º 104/2008 – Constituição do Juri da prova de acesso à carreira

Júri da prova
1 — O júri da prova é, em função do número de candidatos, constituído por três ou cinco elementos, a designar por despacho do director regional de educação respectivo e integra:
a) O director do centro de formação da associação de escolas a que o agrupamento ou escola não agrupada se encontra associado, que preside;
b) Um ou dois professores titulares do grupo/área de especialização do candidato da área da respectiva direcção regional de educação, preferencialmente do quadro do
agrupamento de escolas ou escola não agrupada envolvidas, consoante o júri seja constituído, respectivamente, por três ou cinco elementos;
c) Uma ou duas personalidades de reconhecido mérito no domínio da educação, preferencialmente com grau de doutor, consoante o júri seja constituído, respectivamente,por três ou cinco elementos.


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QUE ESCOLA PARA O SÉCULO XXI

cronica_lm.pngOlhar para a Educação como mera despesa é conservador, anti – social e anti – progresso

Em Portugal, o diagnóstico da ESCOLA que temos fica quase, exclusivamente, pelas estatísticas, pelos números e pelos resultados.

O diagnóstico das políticas nunca é formulado.

Nos últimos anos, as alterações têm sido produzidas porque são precisos orçamentos mais restritivos e não têm tido como objectivo o aumento da qualidade, o que tem como consequência, a inoportunidade e a inadequação.

Se avaliarmos, com distanciamento, algumas alterações, entretanto produzidas, concluiremos que não eram necessárias às ESCOLAS e ao País na perspectiva de uma melhor Educação.

Bastará para isso avaliar a recente produção legislativa em algumas áreas como a Educação para a Infância, o Estatuto dos Docentes, a Gestão e Administração das Escolas ou a Educação Especial.

Não passam de instrumentos de redução financeira, com implicações gravosas na diminuição da qualidade.

Entretanto, as medidas que poderiam, sem grandes convulsões, porque resultariam do cumprimento legislativo existente, melhorar a qualidade não foram concretizadas por razões também orçamentais.

Olhar para a Educação como mera despesa é conservador, anti-social e anti-progresso.

Independentemente da globalização das políticas, este facto não é sinónimo que o único modelo que interessa ao país é a cópia, tal como a descreve qualquer Manual de Pintura e Caligrafia.

A história global não anula a história dos povos, cruza-a, articula-a e retoma-a de forma mais enriquecida.

A cultura dos povos, diversifica a cultura global e consolida-a, porque aposta nas diferenças e na heterogeneidade do viver, do pensar e do sentir.

As instituições absorvem estas duas vertentes e daí não se poderem reproduzir modelos tipo, como simples produto económico em diferentes países, mesmo quando eles se situam todos nesta Europa alargada.

Se olharmos para os mais diferentes aspectos da nossa vida em sociedade, repararemos que ao mesmo tempo que as fronteiras se diluem e permitem e facilitam as trocas, surgem gradativamente modelos diversificados de organização, quer na sociedade civil, quer na organização do Estado.

Hoje, o conhecimento tem um valor crescente para o desenvolvimento sustentável das sociedades.

É por isso que tem um papel tão estratégico.

Portugal tem nesta área o diagnóstico que todos conhecemos e lamentamos:

  • Problemas graves de abandono e insucesso ainda ao nível da escolaridade obrigatória.
  • Insuficiente formação qualificada média e superior.

Naturalmente que investir nestes dois sectores, não dispensa um modelo económico adequado e capaz de absorver socialmente os resultados resultantes deste investimento.

Se isso não acontecer, as expectativas criadas serão despojadas da sua razão de ser e constituirão “bombas sociais” prestes a explodir em qualquer inusitado momento.

As famílias, as crianças e os jovens têm que acreditar que ir à escola, frequentar as aulas, aprender, aprender a fazer serão mais valias indispensáveis ao seu quotidiano, ao seu futuro e que com elas a construção da vida é mais facilitada e a cidadania mais assegurada.

Então o que fazer? …

Em primeiro lugar transformar a ESCOLA e quando falo de ESCOLA, é desde a Infância ao Superior.

Considero que são cinco as áreas matrizes desta transformação:

  • O processo de ensino-aprendizagem
  • Os conteúdos programáticos
  • A escola – o espaço – o tempo
  • A gestão e administração
  • A formação dos professores

A ESCOLA do século XXI, tem ainda a arquitectura de há 50 anos.

A distância da realidade é, em si mesma, motivo de desinteresse.

Considero, por isso, que a primeira grande transformação no interior da ESCOLA, é ao nível do processo de ensino – aprendizagem.

O isolamento da função social do professor, sistematicamente posto em causa pelas decisões políticas é, hoje, de uma enorme fragilidade.

A história futura lerá este momento, e não deixará de condenar o autismo e a arrogância políticas perante o conhecimento, porque o professor é exactamente um dos veículos do saber, apesar de não ser o único.

A escola tem que se mobilizar para o conhecimento em equipa, em rede, que integre técnicos educativos, pedagogos, técnicos de saúde e docentes.

A estrutura de ensino – um professor – uma disciplina é retrógrada e anacrónica.

Nenhum jovem, nenhuma criança se identifica com esta escola uni(disciplinar).

O espaço educativo não é hoje um espaço de prazer, mas de obrigação e perturbador da sua formação no exterior, porque conflitua com ela.

A segunda urgente transformação passa pelos conteúdos, pelos programas.

Mais uma vez predomina a escola dos saberes individualizados, compartimentados e de banda muito estreita.

Esta sociedade também já não existe.

A escola tem que disponibilizar, em simultâneo, valores que enquadrem a vida de cada criança, cada jovem na diversidade dos espaços que a sociedade vai criando e recriando, e conhecimento em banda larga, motivadores da pesquisa, da criatividade e do espírito crítico.

As crianças e os jovens de hoje estão em excelentes condições de seleccionar, ao longo da vida, os conteúdos que pretendem aprofundar, reduzindo a banda inicial do saber que lhes foi disponibilizada.

A terceira urgente transformação prende-se com a definição de ESCOLA.

Actualmente o espaço escolar é um, entre tantos outros, que formam e socializam, mas que actualmente não pode, nem deve responder a todos os problemas do modelo social que o país escolheu.

A vida de uma criança e de um jovem não se reduz ao armazenamento em espaço escolar, com melhores ou piores condições.

Esta obsessão política da escola a tempo inteiro está a transformar o espaço educativo em reclusão para todos os que nela trabalham, do mais jovem ao menos jovem.

É contraprocedente a presença em qualquer espaço, tantas horas por dia, sem que aconteçam processos de rejeição.

O crescimento psicogenético precisa, mais uma vez, de diversidade espacial e de diferentes interlocutores.

A ESCOLA não é onde os encarregados de educação colocam as crianças o maior número de horas possível, para poderem trabalhar com tranquilidade.

A ESCOLA é para a criança e para o jovem, não para facilitar a vida ao adulto, seja ele qual for.

Para além da ESCOLA é preciso brincar, jogar, correr, abraçar, confidenciar, namorar, viver, aprendendo também mas sem nenhuma avaliação.

E esta felicidade está a ser roubada às nossas crianças e aos nossos jovens.

E é este viver para além da ESCOLA que deve merecer a intervenção e as múltiplas respostas das autarquias, de toda a sociedade, ouvindo os encarregados de educação e os especialistas, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação.

Confundir tudo isto, implica criar crianças e jovens infelizes e condicionar e contrariar as vivências destes pequenos, e ainda em formação, seres humanos, mas a quem obrigamos a absorver todos os erros que se cometem, falaciosamente, em seu nome.

É preciso pôr fim à mistificação.

Mais tempo na ESCOLA, não é sinónimo de melhor ESCOLA.

É preciso explicar isto às famílias que são as primeiras interessadas numa formação integral dos seus filhos.

A quarta transformação resulta desta ESCOLA NOVA porque é uma NOVA ESCOLA.

Este território diferente e diversificado não pode ser gerido de forma unipessoal.

Não há nenhum cidadão que saiba o suficiente sobre crescimento, desenvolvimento, aprendizagem, formação integral, administração e gestão.

Só equipas pluridisciplinares, com técnicos de educação, de saúde, de gestão, de administração e professores, poderão atingir os objectivos desta ESCOLA que é outra.

Uma ESCOLA que se adeque à sociedade do século XXI e não se assuma como excrescência dispensável.

A quinta transformação é também imprescindível à nova ESCOLA.

A formação actual dos professores não os equipa para esta nova função social.

E todas as medidas tomadas, mais ou menos recentemente, foram, exclusivamente, no âmbito dos recursos financeiros e não da qualidade e da modernidade.

É do conhecimento público o feroz ataque à dignidade dos docentes, aos mais diferentes níveis, atingindo com total insensatez os milhares de quadros qualificados que ao longo dos séculos ajudam a construir e a evoluir as sociedades.

É cedo ainda para avaliar as consequências nefastas desta leviandade, mas a história dará delas notícia.

Um outro modelo de formação urge.

Tal como os novos conteúdos que vão ensinar às crianças e aos jovens, também o seu próprio processo de aprendizagem tem que optar por uma banda menos estreita, menos contida no aprofundamento de uma área disciplinar e mais integradora de outros saberes, capazes de ler e ajudar a ler o mundo a todos e a cada um.

In “Escola Informação


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A pobreza de espírito…

E assim se hipoteca o futuro

Que tristeza! E o pior é ter de assistir a tudo isto e não poder fazer nada!
Não é surpresa nenhuma esta onda de facilitismo e esta ânsia de resultados estatísticos à custa do bem maior que é realmente cumprir a missão que cabe à escola: dar às gerações futuras os conhecimentos de que vão precisar na sua vida profissional e pessoal. Iludir esta missão é uma fraude. As vítimas são os alunos e os pais.
Era suposto a escola dar aos estudantes uma formação e que o diploma atestasse que tinham essa formação. Afinal a escola passou a ser só um lugar de passagem. Ter o diploma não significa que tivessem adquirido essa formação.
Como se pode ler aqui, a prova de Português do 4º ano está feita para alunos do 2º, e a do 6º poderia ser respondida por alunos do 4º.

Posted by Homoclinica In “Nós -Sela


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Sócrates e a adoração pelos professores!

O engenheiro Sócrates dá-se mesmo mal com os profes, exceptuado talvez um, José António Morais, um génio da docência, amigalhaço do PS, que o aprovou em 4 das cinco cadeiras que lhe ofereceram na Universidade Independente.

Depois de fechar os hospitais e as maternidades, só lhe falta mesmo encerrar as universidades e criar umas Novas Oportunidades que forneçam diplomas de licenciatura.

É que andar 3 anos na universidade bolonhesa para tirar uma licenciatura é um exagero inaceitável…

Uns cursos de 3 semanas, podendo enviar-se as provas por fax ou pela Net, será certamente o futuro simplex universitatis socratinensis.

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) denunciou hoje a “grave situação financeira das universidades”, que se traduz em défice real de tesouraria e impossibilidade de cumprir compromissos.

Segundo o CRUP, “se não houver um reforço de 100 milhões de euros ainda para os orçamentos de 2008, as universidades ficam em grandes dificuldades financeiras que colocam em causa o pagamento de salários”. Um comunicado do conselho indica que foram retirados do orçamento das universidades este ano, por via da aplicação da Lei do Orçamento, “mais de 13 por cento da massa salarial global”, onze por cento referentes ao aumento das transferências para a Caixa Geral de Aposentações e 2,1 por cento correspondente aos aumentos salariais.

Público
21/06/2008

I


1 Comentário

Esta entrevista é uma Pérola…

Nuno Crato versus Maria de Lurdes Rodrigues

...as Provas de Aferição têm tido dois problemas. Em primeiro lugar, os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares. Mesmo com estas questões, os resultados têm sido maus. Imagina-se que poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem mais exigentes. Em segundo lugar, os enunciados têm pecado por um vício pedagógico: não se centram em questões relacionadas com os algoritmos e os conceitos básicos que os alunos deveriam dominar, mas sim em aplicações diversas, com questões em que a interpretação e a conjectura sobre os pressupostos assumem um papel excessivo.

Sociedade Portuguesa de Matemática in Parecer sobre as provas de aferição do primeiro e segundo ciclos – Matemática
20 de Maio de 2008


Nuno Crato é o Presidente da Associação Portuguesa de Matemática. O que se segue é uma entrevista da Ministra da Educação dada à SIC no dia 18 de Junho. (AF)


SIC

Pergunto-lhe, Sra Ministra, se o Ministério anda a fazer exames mais fáceis ou se os alunos andam a estudar muito?

Maria de Lurdes RodriguesSabe, eu não me consigo pronunciar dessa forma tão superficial. Como também considero superficial dizer que o exame de hoje ou de ontem foi a sério e que as provas de aferição não são a sério. Sabe que é muito desmobilizador para os professores e para as escolas dizer que aquilo que é um trabalho em que eles investem, só porque ele tem resultados positivos não é a sério.

SICTenho muita pena mas, neste contexto, tenho que me socorrer de autoridades como o Professor Nuno Crato que diz que há exames de preparação que são ridiculamente simples – e a expressão é dele -; tenho que me socorrer da Associação Nacional de Pais que vai ao encontro também desta expressão; tenho que me socorrer de um alerta lançado pelo Professor Paulo Heytor Pinto, da Associação Nacional de Professores de Português que diz que os professores só estão a ensinar para os exemes…

Maria de Lurdes RodriguesBom! Cada um socorre-se do que quer, cada um faz as suas escolhas…

SIC

Estou a socorrer-me de fontes credíveis!

Maria de Lurdes RodriguesConcerteza, são as fontes credíveis para si. Para mim, fonte credível é o Ministério da Educação e o instituto que promove a realização dos exames e que o faz com todo o rigor e com todas as exigências. É muito fácil…

SIC

Não são fáceis demais…?

Maria de Lurdes RodriguesEu não me consigo pronunciar, sabe? O Sr consegue pronunciar-se, essas pessoas também. Eu não consigo pronunciar-me. Sabe porquê?

SIC

Eu não me lembro de os meus exames serem fáceis demais…

Sabe porquê?

Maria de Lurdes Rodrigues

SIC

… E acredito que quem a está a ouvir e a ver em casa também não tenha essa ideia.

Maria de Lurdes RodriguesNão… Eu gostava que me desse a oportunidade de responder. Já me fez três ou quatro perguntas e não me deu oportunidade de responder a nenhuma. Mas gostava de ter a oportunidade de responder, com toda a traquilidade, dizer-lhe o seguinte. O nível de complexidade de uma prova não se avalia assim pela opinião, pela sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O nível de complexidade…

SIC

Por muito boas que essas pessoas sejam, no domínio das suas competências…

Maria de Lurdes RodriguesSe me permitir falar eu volto à SIC com toda a boa vontade. Mas se o Sr me interromper, não me deixar falar, não é possível esta entrevista.

SIC

Faça o favor.

Maria de Lurdes RodriguesBom! Que é que eu gostava de lhe dizer? Que o nível de complexidade de uma prova tem técnicas para ser avaliada. Não é a sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O que conta, um dos principais indicadores que se usa, usam-se técnicas estatísticas para avaliar o nível de complexidade e uma das medidas mais simples é a curva de distribuição dos resultados. E quando apenas 5% dos alunos conseguem completar a totalidade de uma prova com êxito, isso diz tudo – ou diz alguma coisa – sobre a complexidade de uma prova. Foi o que aconteceu com todas estas que estão a ser feitas. As provas são calibradas e ajustadas ao nível de exigência daquilo que é o programa. Não é o nível de exigência que o Sr tem na cabeça ou que algum desses peritos tem na cabeça. É o nível de exigência do programa e isso é que é feito. Com todo o rigor e com toda a exigência.

SICEntão a Sra Ministra considera que estes especialistas estão a exigir demais?

Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. Se não me deixa acabar, eu não consigo. O que eu considero é que

SICPermita-me lembrar-lhe, Sra Ministra isto não é um monólogo…

Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar.

SIC…E por isso eu pergunto-lhe, Sra Ministra, se na sua opinião estes especialistas estão a exigir demais?

Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. O Sr já me fez essa pergunta e ainda não me deixou acabar a minha resposta. Primeiro…

SICPorque ainda não me respondeu.

Maria de Lurdes RodriguesPrimeiro ponto, o nível de complexidade de uma prova tem técnicas, não é uma questão de opinião, é uma questão de validação técnica, com recurso a técnicas estatísticas também. E essas pessoas, com a precipitação com que se pronunciaram, de certeza absoluta que não tiveram o rigor e exigência que pretendem para os outros. Depois…

SICEu diria que o Professor Nuno Crato é um reputadíssimo dominador do assunto.

Maria de Lurdes RodriguesDepois, eu gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país. Muito pessimista.

SICÉ o caso destas pessoas?

Maria de Lurdes RodriguesO que acontece é o país tem que estar sempre mal, e os alunos têm que ser empre maus. Quando os resultados são por si maus e revelam fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova que o país está mal.

SICOs pais também estão pessimistas, Sra Ministra?

Maria de Lurdes RodriguesQuando melhora, como o país não pode melhorar, são as provas que estão erradas. Mas isso faz parte…

SICInclui os pais nesse pessimismo, Sra Ministra?

Maria de Lurdes RodriguesNão incluo nada, estou-lhe a responder a si.

SICÉ que eu tenho aqui uma situação da Confederação Nacional das Associações de Pais a dizer assim, o seu Presidente a dizer assim: Está tudo bem com os alunos até chegarem ao primeiro ano da faculdade e ser o descalabro, porque não têm competências nem aprenderam a estudar sozinhos. São os pais que dizem.

Maria de Lurdes RodriguesConcerteza. Mas sabe, eu não me pronuncio, eu tenho obrigação de ser exigente. Eu não me pronuncio sobre opiniões. Eu pronuncio-me sobre testes técnicos que são feitos às provas, sobre documentação que é necessário exigir quando se faz uma prova de aferição. O Sr terá oportunidade, se quiser, de convidar o director do GAVE e ele explica-lhe o que é preciso, do ponto de vista técnico, para fazer uma técn… hum… uma prova e para avaliar o nível da sua complexidade. E portanto, isto não é uma questão de opinião. E devíamos ser mais cautelosos e mais respeitadores do trabalho que os professores e as escolas fazem. Porque essas pessoas, não as vi pronunciarem-se sobre: Plano Nacional de Laitura e mais horas de trabalho na área da leitura em todas as escolas; Plano de Acção da Matemática e mais horas de trabalho para a Matemática em todas as escolas; orientações claras sobre o tempo de trabalho tanto na Matemática como na Laitura em todas as escolas; formação contínua para milhares de professores, do 1º e do 2º ciclo, em Português e Matemática. Eu gostava que o Sr e essas suas fontes, se pronunciassem sobre factos concretos: sobre as horas de trabalho, que escolas e professores tiveram, neste ano para melhorar…

SICNeste caso, Sra Ministra, as pessoas pronunciam-se sobre aquilo que pode ser corrigido.

Maria de Lurdes RodriguesNão são fontes fidedignas, são opiniões.

SICSra Ministra, gostava de

Maria de Lurdes RodriguesGostava ainda de dizer-lhe uma coisa. O facto de muitos jovens àcerca do teste: que se sentem confortáveis, aliviados por terem passado um momento em relação ao qual

SICNão é só isso, eles disseram que é fácil.

Maria de Lurdes RodriguesO facto de eles dizerem que é fácil não significa que a prova seja fácil. Como lhe disse, a simplicidade ou a complexidade de uma prova tem técnicas específicas…

In “Ferrão.org


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Houveram ou não houveram?


O regreço da maça

Imagem daqui

“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”
MLR, (sic) in entrevista à SIC.

Será que Professora doutora Ministra da educação não sabe que não se diz houveram, mas houve??? Estavam a falar de quê? De exigência? Em português???

Se a virem por aí, deixem-lhe esta dica…
“O Verbo Haver
O verbo haver não tem somente o sentido de existir. Tem também o de ocorrer (caso em que também é impessoal): “Houve três acidentes em Camaçari”; o de obter, conseguir: “Ele espera haver o perdão do filho”; o de considerar, julgar, entender: “O árbitro houve por bem suspender a partida”; o de sair-se, comportar-se: “Ele se houve bem no concurso para juiz”. Pode ainda funcionar como auxiliar, na formação de tempos compostos: “Ela não havia feito o trabalho”.A forma houveram surge quando se emprega haver com qualquer sentido que não seja o de existir, ocorrer ou fazer (na indicação de fatos ligados ao tempo, fenômenos da natureza etc.): “Os sem-terras houveram do juiz a liminar”, / “Os funcionários houveram-se por bem encerrar a greve”, / “Os devedores houveram de me pagar”. Quando tem o sentido de existir, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e fica sempre na terceira pessoa do singular, em qualquer tempo ou modo. Assim, se dissermos: “Houve muitos festejos em louvar a São João”, houve é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Note que o correto é: “Houve muitos festejos juninos”. (continua in http://hilltop.my1blog.com/o-verbo-haver/ )


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Professor que nunca foi avaliado dispara ….

Interessante é ver como, em Portugal, um Professor que NUNCA FOI AVALIADO chega ao topo da Carreira Docente (Ministra da Educação!) e se põe a disparar contra os profs não avaliados…

Vejamos:

A Drª Maria de Lurdes Rodrigues tirou o antigo 5º (5º! – actual 9º) ano e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso).

Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5ºano + 2 anos de Mag. Primário!).

Ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno, sai com um DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas (?!) no ISCTE, por acaso onde o sr. Engenheiro fez a pós-graduação (mestrado?) a seguir à ‘licenciatura’ da UNI.


Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA!

Do outro lado da barricada, também era CONTRA a avaliação dos Professores, não era Drª Maria de Lurdes?

Pelo menos o seu ex-Professor Iturra diz que sim…e ainda nenhum ex-aluno veio aqui para os fóruns gabar-lhe os dotes docentes!

Não teremos mesmo melhor?

Os professores poderão lidar com os alunos como a Srª lida com os professores?

Exigir-lhes tudo ensinando pouco e com tão parco exemplo?

Teresa Soares
Centro Integrado de Formação de Professores
Universidade de Aveiro

Publicado por JoaoTilly


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Candidaturas aos planos de formação em Matemática, Português e Ciências

Abriram a 12 de Junho e fecham a 23 de Junho as candidaturas aos programas de formação de Português, Matemática e Ciências. Os agrupamentos de escolas interessados em particparem nestes programas de formação deverão candidatar-se na plataforma disponível na Página Web da DGIDC. Estes três programas de formação de professoers destinam-se a docentes dos 1º e 2º CEB e foram desenhados pelo ME e impostos às escolas, estando a ser desenvolvidos, desde 2006, com a colaboração de escolas superiores de educação e departamentos de educação de universidades. Os programas têm sido contestados devido ao seu carácter centralista, impondo um modelo, conteúdos e metodologias idênticos para todas as escolas do país. Uma grande parte da formação é feita aos sábados de manhã e de tarde e tem havido professores envolvidos nos programas de formação por imposição dos conselhos executivos.

O agrupamento de escolas pode candidatar-se aos três programas mas cada docente só pode candidatar-se a dois programas. Veja o edital da candidatura. E o regulamento do concurso. Pode fazer a sua candidatura aqui.

Leia mais na Página Web da DGIDC.
In “Ramiro Marques”


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Esclareciemnto da DGRHE sobre destacamentos e requisições

Na Página Web da DGRHE foi cololcado o seguinte esclarecimento sobre a mobilidade para o ano escolar de 2008 / 2009
1. O limite de 4 anos, em regime de mobilidade, no ano escolar de 2006/2007, nos termos de Decreto-Lei nº 314/2007, de 17 de Setembro, apenas se aplica aos docentes que pretendam ser requisitados para os serviços, organismos centrais e regionais do Ministério da Educação, bem como para os órgãos e instituições sob a sua tutela (artigo 67.º nº 1) ou para qualquer serviço da administração central, regional ou local(artigo 67.º nº 2 al) a).
2. Nos termos do nº I – 2 do Despacho nº 8774/2008, de 26 de Março, os docentes que se encontram “colocados em mobilidade, ou afectos administrativamente, desde que esta se concretize no exercício de funções lectivas em estabelecimentos de educação ou ensino não superiores públicos” mantêm a colocação de modo a garantir a continuidade pedagógica. Deste modo, entende-se que estes docentes não precisam de vir à aplicação de mobilidade. Encontram-se nesta situação todos os docentes colocados em mobilidade por despacho do Sr. Secretário de Estado da Educação nos grupos da Educação Especial, na Intervenção Precoce, em Escolas TEIP, PETI, etc.
3. Alteração de calendarização :
Docentes
Dias 2 a 15 de Junho passará para Dias 2 a 17 de Junho
• Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir código de acesso;
• Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à situação
profissional.
4. Entidade proponente
Dias 2 a 17 de Junho passará a Dias 2 a 18 de Junho.
Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir
código de acesso e preenchimento dos campos relativos aos dados de identificação da mesma; Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à proposta
de mobilidade.