Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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APETRO em aperto?


Como prova que a possibilidade do boicote está a assustar algumas pessoas, José Horta da APETRO, já veio fazer declarações ( ver aqui ). O pânico do homem é tal que chama de ignorantes aqueles que defendem/apelam ao boicote e falam dos pequenos lucros das gasolineiras. Estes senhores pensam que lá por serem secretários gerais de uma qualquer associação monopolista já podem chamar os outros de nomes. Ele chamou as pessoas de IGNORANTES!! Pessoas que são consumidores das empresas petrolíferas! Esta é a verdade: estes tipos acham que nós ( que lhes enchemos os bolsos ) somos uma cambada de ignorantes. Será que é desta que os “ignorantes” vão abrir os olhos?! Será que é desta que os portugueses vão dar uma lição a estes secretários feitos à pressa?

Vamos lutar, começando pela GALP! Se não fizer nada depois não se queixe de ser apenas uma MULA em quem todos dão pancada!


publicado por Sá Morais In “Ideias Fixas 2


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Crescimento do ‘Não’ na Irlanda põe Tratado de Lisboa em perigo

O referendo para ratificação do Tratado de Lisboa, que a Irlanda organiza a 12 de Junho, está a preocupar os partidários do ‘Sim’, que vêem o número de votantes no ‘Não’ a crescer de sondagem para sondagem.

Os últimos números continuam a dar vantagem ao ‘Sim’, com 41%, e os apoiantes do Tratado de Lisboa até cresceram 3% em relação a uma anterior sondagem. No entanto, o ‘Não’ cresceu 5%, para os 33%, e começa a preocupar o Governo irlandês.

Além disso, existem ainda 47% de indecisos, que poderão fazer pender o voto para um lado ou para outro. Fontes diplomáticas de Bruxelas, citadas pelo El País, estimam até que apenas 51% daqueles que já decidiram completamente o seu voto estejam a favor do Tratado de Lisboa.

O Tratado de Lisboa, assinado a 13 de dezembro do ano passado pelos 27 Estados membros da UE, substitui o projeto de Constituição europeia, rejeitado em referendo por França e Holanda em 2005. Já foi ratificado pela maioria dos países que o assinaram, incluindo Portugal, em Abril.

SOL


1 Comentário

Pior é impossível!

A crise que o país atravessa também já chegou a S. Bento, estando a afectar a Assembleia da República. O défice de classe dos debates no hemiciclo já desceu ao nível do insulto e da ofensa entre os deputados. “Animal” e “Mentiroso” foram mimos trocados entre deputados, ontem, no parlamento. O execrável líder da bancada do PS, Alberto Martins, incentivou ainda os seus camaradas de bancada a uivarem, quando Francisco Louçã falava dirigindo-se a Sócrates.
É melhor começarem a pensar em instalar um ringue de boxe na A.R. para a eventualidade de um dia passarem a “vias de facto”. Só falta mesmo isso para estarem em pé de igualdade com aqueles parlamentos de países terceiro-mundistas! Mas a culpa é nossa. Fomos nós que elegemos estes “cavalheiros”.


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Quotas de excelente e vagas para titular

A propósito das quotas de excelente e de muito bom e das vagas para professor titular, convém precisar o seguinte:

1. as percentagens de quotas não dependem de cabimento orçamental, antes são estabelecidas em função dos resultados da avaliação externa da IGE às escolas;

2. os professores que já estavam no 10º escalão no momento do concurso para titulares não OCUPARAM vagas, sendo as poucas vagas disponíveis ocupadas por professores do 8º e do 9º escalões que tinham a pontuação mínima exigida;

3. quando os professores do 10º escalão se reformarem aos 65 ou antes, as chamadas “vagas” que eles ocupam extinguem-se automaticamente.

Parafraseando o colega que escreveu o post “As Contas das Quotas e a Desmontagem de um Embuste”, mais depressa nos “extinguimos” todos nós com este modelo esquizofrénico de avaliação….


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Édipo e Quimera


 Édipo e Quimera

Vi esta imagem e não sei porquê apeteceu-me fazê-la. Édipos, Quimeras e Esfinges, podem nada dizer nem nada representar nada. Pode não passar de uma imagem que me apeteceu fazer, mas se me apeteceu deve ter alguma razão. Está feita.
Já agora aproveito o “vazio” deste post para colocar este mail que recebi.

O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: ‘ Você não tem idade nem curriculum …’.
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:

*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:

Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; ‘referee’ para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi
desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre ‘The Years of High Econometrics’ que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:

Ensaios políticos

Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia

Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global – Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados! Quanto à idade devem ter diferença de meses…

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17


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Sindicatos rejeitam quotas e preparam modelo de avaliação alternativo

Os sindicatos rejeitaram a proposta de despacho que fixa as quotas para atribuição das menções de excelente e de muito bom. Essas quotas dependem, essencialmente, da classificação atribuída às escolas no âmbito das avaliações externas. Para que uma escola tenha a quota máxima de excelente e de muito bom é necessário ter tido a classificação máxima em todos os domínios da avaliação externa. São essas as principais razões invocadas para a rejeição do despacho.

A FENPROF afirma, na sua Página Web, que “a existência de “quotas” para controlo administrativo e político da atribuição das classificações mais elevadas, no caso “Excelente” e “Muito Bom”, nega um discurso que, hipocritamente, tem procurado fazer crer que a preocupação do Governo, com a avaliação de desempenho, seria a distinção do mérito. Não é, pois se assim fosse seria respeitado o princípio do mérito absoluto. É, aliás, lamentável que responsáveis do ME aleguem o interesse dos professores para justificarem o regime de “quotas”.

Se a existência das “quotas” na avaliação, por si só, já significaria uma tremenda injustiça, a sua aplicação de forma desigual, tendo como referência a avaliação externa das escolas, torna-se ainda mais injusta e destaca, de novo, o pensamento negativo que o ME tem dos professores, quando reduz ao seu desempenho as razões das melhores ou piores classificações obtidas pelas escolas”, conclui a FENPROF.

Registe-se que o Secretariado Nacional da FENPROF, reunido nos dias 29 e 30 de Maio, decidiu iniciar um processo de construção, com os professores, de um modelo alternativo e não burocrático nem punitivo de avaliação de desempenho, tendo em vista a sua apresentação ao ME no final do próximo ano lectivo.

Um dos aspectos mais gravosos introduzidos pelo despacho de fixação das quotas é o facto de as escolas, que ainda não se submeteram à avaliação externa, se sujeitarem às quotas mais baixas. Como habitualmente, o ME culpa os professores pelos fracassos das políticas do Governo. Como é evidente, a IGE não teve recursos humanos suficientes para avaliar todas as escolas. Não tendo a IGE tido a possibilidade de avaliar todas as escolas, é injusto culpar os professores por uma coisa que é da inteira responsabilidade do ME.


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Tribunal Constitucional chumba lei orgânica da PJ




30-Mai-2008

Sócrates queria tirar aos deputados o poder de fiscalizar a distribuição das competências na PJA distribuição das competências das unidades internas da PJ deve ser um acto legislativo e não apenas regulamentar. Foi este o entendimento da maioria dos juízes do Tribunal Constitucional, que chumbaram a lei, dando assim razão às reservas da oposição e do presidente da República.

“Integrando essa matéria o núcleo essencial do regime duma força que tem por missão garantir o direito à segurança dos cidadãos, está sujeita à reserva do acto legislativo” imposta pela Constituição da República”, explica uma nota do Tribunal Constitucional (TC).

Na proposta do Governo, aprovada apenas com os votos do PS, aquelas decisões deixavam de estar sujeitas a fiscalização parlamentar e podiam avançar através de portaria do governo. Uma intenção contestada na Assembleia, apesar de aprovada pela maioria PS e que Cavaco enviou para que os juízes apreciassem.

“Esta decisão do TC vem ao encontro do que o Bloco sempre disse. Votámos contra a lei e alertámos que o Governo apresentou uma lei vazia, remetendo para portarias a regulamentação de questões fundamentais”, disse a deputada Helena Pinto. “Mais uma vez se prova que o Governo e o PS fizeram ‘orelhas moucas’ a todos os alertas, inclusivamente do Bloco”, disse a parlamentar bloquista.

Também a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) tinha alertado o PS para a eventualidade do chumbo. “Infelizmente tivemos razão”, disse Carlos Anjos, que teme que a PJ vá “perder mais dois ou três meses” com o regresso da lei ao parlamento. O diploma foi aprovado em Conselho de Ministros há mais de um ano.


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A RESPEITO DA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

A utilização de parcela crescente das terras agriculturáveis do mundo para o plantio de matéria prima de biocombustíveis levanta questão sobre os problemas da fome e da falta d’água que atingem cerca de um bilhão de pessoas.

Texto de Verena Glass – Carta Maior

O etanol, combustível muito em voga depois da recente divulgação das perspectivas sombrias do aquecimento global, há tempos tem jogado um papel importante no cenário agrícola mundial, uma vez que se trata de energia produzida, basicamente, a partir da cana de açúcar, do milho e de madeira.
Para o mercado internacional, é fato que o etanol é muito mais uma alternativa aos altos preços do petróleo do que uma preocupação ambiental, o que alimenta todo tipo de especulações sobre o seu potencial de crescimento. Segundo o pesquisador Luis Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mercado mundial produz atualmente algo como 40 bilhões de litros de etanol; para se substituir 10% da gasolina no mundo, será preciso aumentar este volume para cerca de 150 bilhões de litros.
No Brasil, responsável hoje pela produção de cerca de 16 bilhões de litros de álcool combustível, a cana ocupa uma área agrícola de cerca de 5,5 milhões de hectares. Num exercício de futurismo, Luiz Cortez avalia que, se se planejasse atingir no país a marca de 110 bilhões de litros anuais – meta proposta ano passado por Jeb Bush, irmão do presidente dos EUA, para todo o continente americano -, os canaviais teriam que ocupar 75 milhões de hectares, o que ultrapassaria os 55 milhões que perfazem toda a área usada hoje pela agricultura nacional. Portanto, para o mercado o grande desafio agora é detectar os potenciais campos de biocombustível para atender a crescente demanda.
Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID, cujo presidente, Luis Alberto Moreno, lançou recentemente, junto com o ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o mesmo Jeb Bush, a Comissão Interamericana do Etanol), a União Européia estaria fora do jogo, já que teria que utilizar 70% de sua área agriculturável para atingir a meta de 10% de substituição dos fósseis por etanol. Já os EUA, que querem trocar 20% da gasolina por etanol até 2017, mesmo utilizando o potencial máximo de sua agricultura para a produção de milho(matéria prima usada no país), chegariam apenas aos 15%.
Já a América Latina, afirma o BID, apresenta as condições ideais de clima e espaço para a produção de matéria prima (cana e milho). “Com o Brasil na liderança da produção de etanol, uma densidade demográfica baixa, no geral com clima úmido, e o potencial de melhorar a eficiência da agricultura, a América Latina apresenta grandes vantagens no sentido de se tornar um grande produtor de biocombustível”, avalia o banco, apostando também em inovações tecnológicas que permitirão produzir com maior eficiência etanol de madeira e celulose.
As vantagens para os países latinos, diz o BID, são geração de postos de trabalho nos diferentes estágios de produção do combustível, e fortalecimento das economias nacionais. O banco reconhece, no entanto, que haverá impactos negativos, como “concentração de terra, redução de empregos [no campo] por conta da mecanização, e aumento dos preços dos insumos agrícolas”. Por outro lado, “o agronegócio terá seu lucro assegurado”, bem como os grandes monocultivos e distribuidores de combustível.
Por fim, África e Ásia fecham, ainda com menor peso, as apostas para o mercado de etanol. Pioneira na África do Sul, a empresa Ethanol África, uma holding composta de várias multinacionais, traça um esboço do que espera da região. “Os africanos têm o potencial de se tornar os Árabes da indústria de biocombustíveis. Temos um potencial para utilizar vastas áreas deste continente massivo para produção destes combustíveis, só precisamos de água e fornecimento de energia”, diz Johan Hoffman, diretor executivo da empresa, que já programou a construção de oito usinas na África do Sul.

Em um mundo onde, de acordo com as Nações Unidas, 1 bilhão de pessoas sofre de fome crônica e má nutrição, e 24 mil morrem diariamente de causas relacionadas a esses problemas – entre estes, 18 mil são crianças -, faz-se necessário questionar se as terras do planeta se destinarão preferencialmente a atender aos cerca de 800 milhões de proprietários de automóveis, ou à garantia da segurança alimentar mundial. E mais, se o Sul continuará a desempenhar o papel de fornecedor da matéria prima necessária para possibilitar ao Norte manter seu padrão de consumo.

O caso mais conhecido de impactos da demanda por etanol sobre a segurança alimentar vem ocorrendo no México, atualmente grande fornecedor de milho para fabricação de biocombustível para os EUA. Nos últimos anos, a exportação do grão levou a um aumento exponencial (em algumas regiões chegou a 100%) do preço da tortilla de milho, base da alimentação de mais de 50% da população mexicana. Em proporção parecida, também houve aumento da ração animal (gado, aves, suínos e outros) e das sementes para plantio.
O questionamento a se fazer então, segundo o jornalista econômico americano Ronald Cook, é: “se os preços do milho vem crescendo até 55% ao ano, isso não aumentará o preço da carne, do frango, do peixe, do leite e dos ovos? Ou do cornflakes, do óleo de milho, e demilhares de outros alimentos que usam o grão como base? [Nos EUA], desde 2000 o preço da carne subiu 31%, do ovo 50%, do adoçante de milho, 33% e do cornflakes, 10%”.

“Distúrbios” na produção, oferta e preços de alimentos são um fenômeno comum onde os investimentos em biocombustíveis têm aumentado. Kelly Naforte, membro da coordenação do MST em Ribeirão Preto (SP), o maior pólo canavieiro do país, constata que, há muito,a maior parte dos alimentos consumidos no município vem de fora. Nos últimos anos, até frutas e legumes não são mais produção própria, afirma. “Ainda temos alguns pequenos agricultores [produtores de alimentos] na região, mas a cana e o eucalipto estão fechando o cerco sobre eles também”, comenta Kelly.

A observação do diretor executivo da Ethanol África, Johan Hoffman, de que “só precisamos de água e fornecimento de energia” para transformar o continente africano em um gigante bioenergético, contém um elemento interessante: a produção de matéria prima para o etanol, e a fabricação do próprio combustível, é dependente de uma grande oferta de água.
Segundo o consultor ambiental e editor da revista inglesa New Scientist, Fred Pearce, “a cana é uma das culturas mais sedentas do planeta. Na maior parte do mundo, utiliza-se caros sistemas de irrigação que têm atingido grandes rios e lençóis freáticos. A medida de consumo da cana é de 600 toneladas de água para uma tonelada de produto”. Atualmente, adenda, 1 bilhão de pessoas não tem acesso à água potável.

Segundo o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, José Maria Ferraz, os gastos de água embutidos tanto na produção de cana quanto na do próprio etanol – na produção de um litro de álcool gasta-se 13 litros de água, e ainda sobram 12 litros de vinhoto, sub-produto extremamente poluente normalmente utilizado na adubação dos canaviais – não é considerada no preço de venda, o que, do ponto de vista econômico, é uma grande desvantagem para o produtor, uma vez que a água está se tornando um bem altamente valorizado.

Em que medida os governos e o mercado têm direito de transformar a agricultura de produtora de alimentos em produtora de combustível é um debate ético urgente. Ou, mais que ética, quando esta em jogo a sobrevivência mais básica da população mundial e seu direito fundamental à comida e à água, a questão se torna política. Perante as ameaças do aquecimento global, potencializado por um doentio e insustentável padrão de consumo principalmente dos países ricos, não se pode deixar de acessar todo e qualquer instrumento que se contraponha à catástrofe ambiental. Mas há que se pesar quais são realmente as mudanças mais necessárias: se o hábito de comer e beber dos mais pobres, ou a insanidade consumista dos mais ricos.


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Profissionais externos nas escolas?

Educação: Escolas precisam de profissionais externos para lidar com questões da diversidade – presidente do CNE

Lisboa, 29 Mai (Lusa) – Os professores não são suficientes para lidar com as questões da diversidade sócio-económica e cultural nas escolas, sendo necessário um trabalho articulado com outros profissionais, defendeu hoje o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Júlio Pedrosa.

“Toda a gente sabe que não [que os professores não são suficientes para resolver o problema da diversidade]. A diversidade é a diversidade das pessoas e dos seus contextos. Muito frequentemente a escola precisa de outros profissionais a trabalhar fora da escola nesses contextos”, afirmou Júlio Pedrosa, na abertura do seminário “A escola face à diversidade: percepções, práticas e perspectivas”, que decorre no CNE, em Lisboa.

“[As escolas precisam] de assistentes sociais a trabalharem com as famílias, de sistemas de saúde articulados com a escola, da segurança social a dialogar com a escola sistematicamente. Quando falo em outros profissionais é dentro da escola, seguramente, mas também fora, a trabalhar com as crianças, com as suas famílias e os seus contextos familiares, para que na escola possam ter melhores desempenhos”, acrescentou.

Para o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, presente na sessão de abertura do seminário, o que é preciso mudar nas escolas portuguesas “é a organização e a responsabilização pelo percurso de todos os alunos”.

“Não é aceitável que haja mecanismos simples a seleccionar ou a deixar para trás aqueles que revelam maior dificuldade no seu percurso escolar”, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de a diminuição de reprovações poder influenciar a política de excelência do ensino que o Ministério pretende implementar, o secretário de Estado Jorge Pedreira disse que “a questão não é fazer desaparecer os chumbos de forma administrativa”, mas sim fazer com que as escolas e os professores assumam a responsabilidade de tratar os casos mais difíceis, os problemas de aprendizagem, e através de mais trabalho e apoio, fazerem com que os alunos adquiram as competências e os conhecimentos necessários à transição”.

“Como a senhora ministra disse várias vezes, o que é fácil é reprovar”, afirmou Jorge Pedreira, realçando que “no último ano lectivo houve mais de trinta mil jovens que estavam claramente condenados ao abandono e que foram recuperados num esforço notável dos professores e das escolas através do alargamento dos cursos de educação e formação ao nível básico”.

O secretário de Estado destacou ainda o facto de no ensino secundário se ter registado, pela primeira vez em muitos anos, um aumento do número de alunos.

Ainda assim, Jorge Pedreira admitiu que não é realista esperar que todos os alunos do país possam ter como meta seguir um curso do ensino superior nas melhores universidades e com os melhores resultados.

“Isso não é possível, o que temos de garantir é que todos adquirem as competências e conhecimentos necessários à sua plena integração como cidadãos. Esse é o principal objectivo que devemos ter com respostas diversas que possam adequar-se também à diversidade dos alunos e das suas condições”, afirmou.

Entretanto, o presidente do CNE considerou que o problema da diversidade é o “grande desafio que a escola tem há muitos anos e é porventura aquele que precisa de maior atenção” e acrescentou que “se pusermos este problema como uma grande prioridade da agenda política, das práticas educativas, com certeza vamos fazer progressos”.

Júlio Pedrosa defendeu que existem em Portugal boas práticas na forma como se lida com a diversidade e apontou a heterogeneidade de contextos sócio-económicos dos alunos numa única turma como uma delas.

O presidente do CNE considerou ainda que é necessária “a adequação dos sistemas políticos, das práticas, das escolhas e das estratégias para responder aos alunos reais que a escola tem”.

Notícia da Lusa:


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Tanta parra para tão pouca uva: a propósito das quotas de excelente e muito bom

De todas as leituras que já fiz da legislação já publicada (Decreto Lei 15/2007) não encontro razões para que nos preocupemos com excelentes e muito bons.
Se lerem bem os artigos do ECD que se referem à avaliação de desempenho, está bem expresso que estas classificações só servem para chegar mais depressa aonde?
À prova pública para concorrer a titular.
O que está lá escrito é que reduz em quatro, três ou dois anos o tempo mínimo de serviço docente exigido para efeitos de acesso à categoria de professor titular.
Ou seja, em vez de concorrer a titular com 18 anos de serviço, poderão concorrer com 14, 15 ou 16 anos.
Mas, não garante vaga!!!!!
Logo, só interessa aos mais novos e se, …
Por isso, para quê guerras?
Por vaidade?
Porque achamos que já agora deixa-me mostrar que sou melhor que o outro?
Isso é dar trunfos a quem nos governa e tanta importância dá a isto.
O prémio de desempenho será igual ao do Pessoal não docente?
Um salário?
Será que vale a pena tanta guerra?
A minha preocupação é a de garantir que os intrumentos de registo e os indicadores de medida aprovados na minha escola garantam que todo o professor “normal” tenha BOM.

In “Ramiro Marques”


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Perto de você

Como uma flor a um beija flor assim próximo quero estar de seu coração,
Como as estrelas da noite e o dia da luz nunca estarmos separados.

Quero que você seja a única coisa que eu vejo porque eu creio que é o destino
Só para estar próximo, é a única coisa que eu quero fazer.
Estar apenas próximo, próximo de você, estar apenas próximo.
A noite é tão solitária sem você para me abraçar forte, quero ter você mais próxima eu preciso de você
Minha vida não seria nada sem a alegria que você me dá, você sabe, nunca haverá mais nada para mim
você é como um sonho que se tornou realidade e por algum motivo se foi.
Eu te daria todo o meu amor, só para ficar perto de você..
Perto de você

(Weudes S. M.)


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Ainda as putativas vantagens dos dois excelentes e a questão das quotas para titular

O ME sabe que essas classificações não servem a quase ninguém. Sabe que nós temos faltas a tempo lectivo e que é 99 % improvável que haja excelentes que cubram as quotas propostas – quem é que durante 2 anos, não tem uma gripe, uma diarreia, um atraso, um filho com uma daquelas febres repentinas… (Ainda que mal “acomparado”, como diz o povo: – Até porque isto vai funcionar como as auto-estradas que cercam as grandes cidades. Mesmo que se “avance” um pouco mais depressa no percurso, a única coisa que se consegue é chegar mais depressa “à bicha”. O problema está em se conseguir entrar e arranjar lugar para estacionar… e quanto a isso nada é feito.) O ME sabe disso tudo, mas não se coíbe de vir para os media criar invejas, invocando novos (mais?) privilégios, novas situações de diferenciação relativamente a outros serviços. É preciso que o funcionalismo público, em particular, e os cidadãos, em geral, continuem a pensar que os professores são uns privilegiados para que possamos continuar a ser desprestigiados e achincalhados, mantendo-nos disponíveis para novas “pancadas” se tal for necessário.

Maria Lisboa

Comentário:

Em breve, hão-de regulamentar, também, o artigo 63º, prémio de desempenho, com o objectivo de criar mais um pouco de inveja, competição e diferenciação. Artigo 63º Prémio de desempenho 1—O docente do quadro em efectividade de serviço docente tem direito a um prémio pecuniário de desempenho, a abonar numa única prestação, por cada duas avaliações de desempenho consecutivas com menção qualitativa igual ou superior a Muito bom, de montante a fixar por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação. 2—O prémio de desempenho a que se refere o número anterior é processado e pago numa única prestação no final do ano em que se verifique a aquisição deste direito. 3—A concessão do prémio é promovida oficiosamente pela respectiva escola ou agrupamento nos 30 dias após o termo do período de atribuição da avaliação.


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Alimentos irão encarecer, alerta ONU

Da Folha de S.Paulo

A FAO (Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicaram ontem, em Paris, um relatório conjunto sobre as Perspectivas Agrícolas Mundiais para os próximos dez anos. Segundo o documento, os preços dos alimentos vão cair em relação aos níveis recordes atuais, mas, apesar disso, continuarão mais altos do que os registrados na última década.
Em relação à média observada entre 1998 e 2007, as projeções agrícolas da OCDE e da FAO indicam aumentos que variam de 20%, para a carne bovina e suína, de 40% a 60%, para cereais como milho e trigo, a mais de 80%, para os óleos vegetais. “Apesar de prevermos uma queda nos preços, eles vão continuar claramente superiores aos dos últimos dez anos. E há o risco de que a inflação de alimentos, que hoje é bastante elevada, possa aumentar ainda mais a curto prazo. Segundo nossas estimativas, os estoques mundiais devem continuar baixos, o que quer dizer que, no futuro, qualquer choque na oferta vai gerar o risco de fortes e novas altas de preços”, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, ao apresentar o estudo.
Apesar da pressão nos preços dos alimentos, o relatório trabalha com um cenário otimista para a inflação dos países da OCDE nos próximos dez anos. Segundo o texto, a inflação deve ficar pouco acima dos 2% ao ano. O aumento dos preços será, entretanto, maior nos países emergentes, onde a inflação global é mais sensível à alta dos preços dos alimentos. O relatório cita a Rússia e a China, que devem registrar índices médios anuais superiores a 5%.


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Eu choro

by tolook.

Lágrimas rolam do meu olhar,
Saudade dos dias em que você sorria pra mim.
Saudade dos momentos bons que fortaleciam toda fé.
Em todas as canções de amor,
Parece que eu ouço o seu nome tocando ao fundo.
Eu choro,
Por lembrar que hoje você não virá até aqui
para sorrir pra mim.
Como dói dentro do peito,
Lembrar que tudo passou,
e você não quer mais voltar.
Parece um punhal entrando no coração.
Eu choro,
Você não tem idéia de como são amargas essas lágrimas,
De como são tristes as minhas noites.
Eu me sinto tão só.
Eu choro,
Pois te amo


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Leituras: Epicuro – Carta sobre a felicidade


Em 341 a.C. nasceu Epicuro, na ilha grega de Samos, e mais tarde nasce consigo a filosofia Epicurista, em causas e consequências de crises culturais dessa época.

Durante séculos duradouros tais filosofias se tornariam numa besta do cristianismo, e as difamações rapidamente se espalharam em cantos e recantos niilistas obcecados com dores e sofrimentos, com mortes e expurgações de males, necessária assim foi a criação de males divinos a combater, a própria Natureza Humana, inexistindo tais afrontas intelectuais e físicas rapidamente os deuses se prostrariam aos pés Humanos. Os “porcos de Epicuro”, assim se construiu um rótulo de importante referência cristã às filosofias libertárias, aos pensamentos humanistas, e seus seguidores e mentores, o Epicurismo serviu então de balde do lixo ao cristianismo, cómodo e facilmente demonizado em climas obscurantistas e de excelsa ignorância divina, do poço profundo onde residiu o Epicurismo se eleva a filosofia às luzes, e se descobrem hedonismos sublimes anteriores às catástrofes cristãs.

Construções de ateísmo moral e comportamentos de ateísmo prático, a elevação dos prazeres e das felicidades, a fuga aos sofrimentos e às tristezas, eis as mais simples bases de uma filosofia do Homem para o Homem.

Epicuro não nega os deuses, afirma-os, “os deuses existem e não se ocupam com os Homens“, deuses que não criaram o Universo, que não intervêm na vida dos Homens, que não lhes fornecem imortalidades, então deuses formais, despreocupados com as vidas terrenas e construtores dos seus próprios prazeres e felicidades.

Sem recompensas ou castigos, de nada servem ao Homem as bajulações divinas, as rezas, as buscas pelo sofrimento, de tudo quanto é perceptível em vidas se reveste a busca de prazer no Epicurismo pela busca de felicidade através da racionalidade, a vivência nos verdadeiros prazeres terrenos que apenas o conhecimento consegue conferir.

A salvação do Homem das garras da religião, assim resume Lucrécio a filosofia epicurista:

Enquanto aos olhos de todos a Humanidade arrastava na terra uma vida abjecta, esmagada sob o peso de uma religião cujo aspecto, mostrando-se do alto das regiões celestes, ameaçava os mortais de forma horrível, houve um primeiro Homem na Grécia que ousou erguer os seus olhos mortais contra ela e contra ela se levantar. Longe de o deterem, as histórias divinas, o raio, os estrondos ameaçadores do céu, não fizeram mais do que excitar o ardor da sua coragem e o seu desejo de ser o primeiro a forçar as portas pesadamente fechadas da Natureza. [...] E por aí a religião foi por sua vez substituída e esmagada aos pés e nós com essa vitória nos elevamos até aos céus.

Em “Carta da Felicidade”, ou a conduta Humana para a saúde do espírito, Epicuro promove a felicidade do Homem, durante todo o percurso da sua existência. A morte é o maior e mais aterrador dos males, e eis as filosofias de vida vencem tais medos, é a mais importante a qualidade de vida que a sua duração, vida e morte não coexistem, não se cruzam sequer, quando uma existe não existe a outra. De tudo aquilo que realmente importa e conduz os Homens no caminho da felicidade, se identificam tão somente as vontades e liberdades Humanas. E são estes e outros conselhos sábios de um génio, de um Homem que merece inteiramente tal definição. E se regozijam os Homens livres e felizes com tais filosofias com mais de dois mil anos de idade.

A morte não deve ser motivo de temor. Quando ela está presente, nós não estamos, quando estamos presentes, ela não está.

É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho.

O sábio, assim como não procura os alimentos mais abundantes e sim os melhores para o seu corpo, também em relação ao tempo aprecia não o mais longo, mas o mais doce.

A propósito de cada desejo deve-se colocar a questão: Que vantagem resultará se eu não o satisfizer?

Publicado Bruno Miguel Resende em http://liverdades.wordpress.com