Air Space in Kaos

Boliqueime air space

 Anti-aérea

«Por cima da região de Albufeira não há aviões. A ordem foi dada pelo Presidente da República, que se encontra de férias na praia de S. Rafael. A ordem de limitação de voos na região foi emitida para todo o mês de Agosto, numa interdição inédita. O responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, Leonel Carvalho, disse que, “em consequência do próprio cargo, representa um grau de ameaça permanente, daí que tenha segurança pessoal. E tem também legitimidade para solicitar outras medidas de segurança que considere necessárias“. O responsável admitiu ainda que a privacidade do Chefe de Estado e a limitação de paparazi poderá estar na origem da medida. “As férias dos famosos atraem muito helicópteros carregados de fotógrafos», disse. «Naqueles aviões que passam por cima das cabeça das pessoas pode ir muita gente. É natural que o PR, com a sua família, deseje reserva em tempo de descanso“.O nosso reizinho de Boliqueime já faz parte dos “famosos” que tem de fugir dos paparazi. Deviam fechar a praia para que ninguém se meta com a privacidade do Sr. Silva. Nada de aviõezinhos a tapar-lhes o sol pois nunca se sabe se não vai lá alguém com uma máquina que tire umas fotografias à celulite da Maria ou às ossadas da múmia.
Mas, não é só por cá, também o tenebroso Sarkosy mandou fechar o espaço aéreo sobre o Cabo Negro na Riviera Francesa para dar mais privacidade à sua Bruni. Gentinha fina que se considera melhor que os outros, gentinha reles que teme os próprios cidadãos que os elegeram. Raio que os parta a todos.Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

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Ovo de Colombo

Medidas avulsas

“Ser bom aluno vai passar a dar dinheiro. O Ministério da Educação decidiu distinguir em cada escola o melhor estudante do ensino secundário, tanto nos cursos científico-humanísticos como nos cursos profissionais ou tecnológicos. Os 500 euros serão atribuídos aos alunos que tenham concluído o ensino secundário no ano lectivo 2007/2008 ou que venham a concluir nos próximos anos.
[…]
A decisão, que já tinha sido avançada pelo ministério e noticiada pelo PÚBLICO, foi agora publicada em Diário da República.”Finalmente, encontrado o “ovo de Colombo”!

Os Jogos …

Os jogos da (falta de) vergonha

Numa declaração sintomática sobre o clima político que rodeia os Jogos Olímpicos, os quatro ciclistas norte-americanos que chegaram a Pequim com uma máscara anti-poluição pediram desculpa pelo seu acto. Não queriam embaraçar ninguém, estavam apenas preocupados com os  efeitos da poluição. Compreende-se. A dois dias do início dos Jogos, a qualidade do ar em Pequim registava um valor de 88, a meros 12 pontos dos valores que as autoridades chinesas consideram perigosos para a saúde. Mas isso pouco importa quando valores mais altos se levantam. Segundo o responsável pela delegação norte-americana, “não queremos ir a casa dos outros e embaraçá-los, e acho que foi isso que eles fizeram”. Como o respeitinho é muito bonito, sempre foi adiantando que os desejos dos atletas têm que levar em conta a forma como as suas atitudes são percepcionadas pelas autoridades locais. Pois…costuma ser assim nas ditaduras.


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publicado por Pedro Sales In 0 de Conduta

Bases para uma avaliação de desempenho justa e não burocrática: o debate necessário

A avaliação burocrática do desempenho visa apenas punir e humihar os professores.

O Blog educacaosa tem vindo a dialogar com o ProfAvaliação sobre a criação de uma alternativa à avaliação burocrática de desempenho. Porque esse debate é necessário e porque os professores têm de chegar a consensos sobre a alternativa que irão construir ao longo de 2009, o ProfAvaliação continua a dar espaço a esse debate e convida outros bloggers, nomeadamente o Paulo Guinote, para aderirem à discussão.

Respondendo à minha proposta, o Reitor pergunta:

Porque é que discordo de algumas teses de Ramiro Marques?
1 – Independentemente do caldo político/funcional em que se desenvolve a acção educativa, não será possível implementar um modelo de avaliação do desempenho dos professores “a sério” se se negar ao principal responsável pela escola (diria até, único responsável) – Director – a função de avaliar o desempenho de todo o pessoal, docente e não docente, do estabelecimento de ensino. Por conseguinte, é errado (e burocrático) dar preponderância na avaliação do desempenho dos professores à Inspecção, ao ME, ao Conselho Pedagógico e a quaisquer outros indivíduos ou instituições. Podem um papel específico na matéria, um papel de consulta, de aconselhamento e até de co-decisão. No entanto, deveria ficar claro, desde já, que a última palavra institucional em termos de avaliação de desempenho dos professores (salvo se houver recurso) caberá ao director.
2 – Considero que a “justiça/injustiça” na avaliação do desempenho dos professores é uma variável independente do processo e que pode ser alegada em qualquer circunstância pelo avaliado, pelo que a considero uma questão irrelevante na avaliação (irrelevante na avaliação mas, note-se, potencialmente relevante em sede de recurso a essa avaliação).
3 – Concordo que haverá, no futuro, uma maior politização da gestão escolar; concordo que vivemos num país demasiado partidarizado, demasiado corrupto e quase democrático. Mas, caro Ramiro, não será por colocar mais pessoas a avaliar: inspectores, especialistas, personalidades e painéis, que sararemos as feridas do sistema. Nem me parece que possa haver uma relação de proporcionalidade directa entre o número de avaliadores ou intervenientes na avaliação e a justeza dessa mesma avaliação.
4 – A avaliação externa das escolas é, ela própria, injusta e iníqua. Por duas razões. A primeira salta à vista pela leitura dos relatórios de avaliação: escolas que conhecemos por terem fracos resultados, mau ambiente escolar e fracos dirigentes (ou seja, escolas onde não poríamos os nossos filhos nem netos) foram classificadas com notas de Bom e Muito Bom em vários itens. A segunda razão foi-nos dada pelo ME que, ao contrário das recomendações do CNE, premiou as escolas melhor avaliadas com quotas mais elevadas de MB e Excelente, sem ter assegurado previamente uma instância de recurso a essa avaliação externa, nos termos do CPA, aliás.
5 – Ou seja e resumindo: sem ter havido ainda descentralização de competências para as autarquias nem “politização” da gestão, já existe um ME injusto, parcial e cego na sua acção junto das escolas.

E eu acrescento:

1. Em teoria, o director é a pessoa melhor colocada para avaliar os professores da sua escola. É assim no Reino Unido, nos EUA e na maior parte das democracias maduras. O problema é que Portugal não é uma democracia madura. Existe um Pê Ésse modernaço e trauliteiro que herdou a cultura das chapeladas da 1ª República e o autoritarismo de um leninismo só aparentemente abandonado e que continua a enformar os quadros mentais de muitos modernaços.

2. Reconheço que será difícil colocar um painel de avaliadores externos a avaliarem, por exemplo, 100 professores de uma escola. Mas o papel desse painel será reduzido, se pensarmos que, de acordo com a minha proposta, só haverá lugar à assistência a aulas a pedido do avaliado ou quando haja a intenção de atribuir nota inferior ou superior a Bom. Por outro lado, se a avaliação de desempenho for feita de quatro em quatro anos, a questão temporal perde importância. Não conheço nenhum país que avalie todos os seus professores de dois em dois anos. Em Portugal a periodicidade é de dois em dois anos porque houve uma clara intenção de punir e humilhar os professores.

3. Reconheço que a avaliação externa das escolas assenta em critérios pouco objectivos e que premiar as escolas melhor avaliados com quotas mais elevadas de excelentes e de muitos bons é injusto e ineficaz. Todos sabemos que há escolas com péssimos ambientes que foram classificadas com Muito Bom, e outras, com um ambiente ordeiro e disciplinado, professores competentes mas que não “andam ao teatro”, foram classificadas com Suficiente. Por isso, admito que a minha proposta de integrar a avaliação de desempenho dos professores na avaliação externa das escolas tenha pontos fracos a necessitarem de correcção.

4. Admito que o director, não sendo um par, pode e deve intregrar o painel de avaliadores no que diz respeito à avaliação do desempenho dos docentes que leccionam na sua escola.

5. Do que eu discordo frontalmente é do conceito de avaliação feita por pares. Esse conceito foi introduzido com dois objectivos: i. dividir ainda mais os professores, aumentando a competição entre eles e criando mal-estar nas escolas, perseguições e intrigas; ii. justificar a divisão da carreira em duas categorias. A avaliação feita por pares destrói, a médio prazo, a ideia de comunidade profissional, aumenta a atomização dos indivíduos e é incompatível com as noções de justiça e de amizade no local de trabalho. O conceito de avaliação feita por pares é altamente tóxico. Os teóricos que têm feito a defesa da avaliação por pares têm justificado a aceitação de novos papéis (funções sociais e terapêuticos, sobretudo) pelos professores, desviando-os da missão essencial: ensinar. Leiam os textos desses tontos e reparem que raramente empregam o verbo ensinar. Em vez disso, optam por “facilitar”, “animar”, “ajudar a construir”, “formar”, “construir o conhecimento” “aprender a aprender” e outras leviandades sem sentido.

Se O Puritanismo pagasse imposto…

Pecados Originais

 O Pecado Original

O comando marítimo do sul, Reis Águas, decidiu proibir as massagens nas praias algarvias. A justificação para esta proibição está relacionada com o receio de eventuais fins mais quentes de massagens que até podem começar inocentes. Agora, o mesmo comandante decidiu proibir a distribuição de maçãs nas praias algarvias, umaa iniciativa da Fundação Portuguesa de Cardiologia e da Associação de Produtores de Alcobaça alegando tratar-se de publicidade que sujaria as praias.

Puritanismo, preconceito e parvoíce no primeiro caso, falta de sensibilidade, cegueira e uma vez mais parvoíce deste militar. Não sei se busca protagonismo e dar nas vistas, se foi possuído pelo “espírito” da ASAE ou se simplesmente é parvo. Massagens, maças, tudo isto parece demasiado bíblico, demasiado “pecado original”, demasiado moralista. Assim se vai transformando esta nossa sociedade, a nossa forma de vida, a vivencia deste país, com regras e mais regras, se vai habituando as populações ao proibido, a uma moral bacoca e ridícula. Tanto que há para fazer, tanto que há controlar na destruição do nosso ambiente, com tantos a pensar no lucro e em nada mais e preocupam-se com parvoíces. Preocupem-se em saber que justiça há em bloquear o acesso a praias, que por lei não podem ser privadas, com a construção de condomínios privados que nos impedem a passagem, como acontece agora em Tróia. Preocupem-se em salvar a costa Alentejana que está a ser atacada pelos interesses imobiliários. Preocupem-se em deixar que os portugueses também possam usufruir das maravilhas do seu país e não se transformem em simples criados dos senhores que nos visitam. Preocupem-se em defender os direitos de todos e não só de meia dúzia de galifões

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A educação Mccain republicana do Governo de Sócrates

Dois dois candiadtos à presidência dos EUA, Obama e Mccain, a política educativa de MLR está mais próxima do último. Não acredita que a política educativa de MLR é semelhante às propostas que Mccain tem para resolver os problemas da educação, caso ganhe as eleições presidenciais nos EUA? Ora leia.


Escolha e competição são as chaves para o sucesso na educação. Isso significa premiar os melhores professores e despedir os maus“.

Declarações de Mccain, o candidato do Partido Republicano e preferido de Bush (US News and World Report, 15 de Maio 2008 – citado no Umbigo)

Não lhe parece que é precisamente isso que o novo estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação burocrática de desempenho pretendem fazer? Tal como Mccain propõe, MLR criou um sistema de avaliação punitivo que visa forçar ao abandono da profissão os docentes que não se encaixarem na ortodoxia pedagógica dominante. Uma ortodoxia que vê nas progressões automáticas, nos quadros interactivos, calculadoras gráficas e cumprimento de planos concebidos pelos ilminados que enxameiam os gabinetes da 5 de Outubro, da 24 de Julho e das DREs a panaceia para os problemas da educação. Se você não se encaixa e não se revê na ortodoxia dominante, tenha cuidado. Eles andam à sua procura.