Não há carcanhol para pagar a fornecedores: A fortuna dos gestores …deve bastar

Hospitais sem dinheiro para pagar a fornecedores

A dívida aos fornecedores tem vindo a aumentar e os hospitais têm já 724 milhões de euros em falta. O hospital de Setúbal lidera a tabela dos hospitais que mais demoram a pagar, com uma média de três anos e dois meses

Um relatório da indústria farmacêutica dá conta de uma tendência geral de incapacidade dos hospitais para pagarem as suas dívidas aos fornecedores, escreve hoje o Diário Económico.

No primeiro semestre deste ano a dívida dos hospitais aumentou mais de 13%. Deste volume, quase 470 milhões estão acumulados há mais de três meses.

Ouvidas pelo Diário Económico, as administrações hospitalares garantem que o problema não está nas transferências do Orçamento de Estado, mas sim nos atrasos de outros recebimentos provenientes de outros sistemas de saúde estatais (como ADSE) ou privados (seguradoras).

In SOL

Comentário:

Desde que os Hospitais passaram a S.A., que tem havido um crescendo de dívidas a fornecedores. O Estado que promoveu esta maravilhosa campanha dos Hospitais S.A., deveria pagar a pronto…mas não paga e os únicos que são obrigados são exactamente os que trabalham.

O Estado paga fortunas a gestores de empresas Públicas e Semi-Públicas, mais as suas mordomias e benesses, que são os novos Oligarcas desta Nova Sociedade cada vez mais injusta e mais desigual, onde a classe média irá desaparecer. Para mascarar a sua política Neoliberal selvagem, esbanja os dinheiros públicos não a ajudar quem trabalha, mas quem realmente não trabalha e a quem foge ao fisco declarando salário mínimo, como todos nós sabemos.

Quem paga é sempre o mesmo, e neste momento a classe média é o alvo a ser empobrecido por este grupo do Clube de Bilderberg.

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BBC NEWS | Europe | Georgian president runs for cover

O Presidente Mikhail foge de um ataque russo

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Populações que fogem depois dos ataques e da destruição, mas o culpado desta situação, MiKhAiL, deveria ser o primeiro a dar o seu corpo ao manifesto. Ninguém deveria verter o seu sangue em nome e pelos ideais de um presidente.

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Entrada de tropas Russas na Georgia

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Dedicado a Mikhail Saakashvili…verte o teu sangue

Le déserteur
Paroles: Boris Vian. Musique: Boris Vian & Harold Berg 1954


Monsieur le Président/Je vous fais une lettre/Que vous lirez peut-être/Si vous avez le temps/Je viens de recevoir/Mes papiers militaires/Pour partir à la guerre/Avant mercredi soir/Monsieur le Président/Je ne veux pas la faire/Je ne suis pas sur terre/Pour tuer des pauvres gens/C’est pas pour vous fâcher/Il faut que je vous dise/Ma décision est prise/Je m’en vais déserter

Depuis que je suis né/J’ai vu mourir mon père/J’ai vu partir mes frères/Et pleurer mes enfants/Ma mère a tant souffert/Elle est dedans sa tombe/Et se moque des bombes/Et se moque des vers/Quand j’étais prisonnier/On m’a volé ma femme/On m’a volé mon âme/Et tout mon cher passé/Demain de bon matin/Je fermerai ma porte/Au nez des années mortes/J’irai sur les chemins

Je mendierai ma vie/Sur les routes de France/De Bretagne en Provence/Et je dirai aux gens:/Refusez d’obéir/Refusez de la faire/N’allez pas à la guerre/Refusez de partir/

S’il faut donner son sang/Allez donner le vôtre/Vous êtes bon apôtre/Monsieur le Président/Si vous me poursuivez/Prévenez vos gendarmes/Que je n’aurai pas d’armes/Et qu’ils pourront tirer

Tradução:

Boris Vian (1920-1959)

Boris Vian (1920-1959)

Ó Senhor Presidente
Esta carta eu vos mando
Que o senhor lerá quando
Tiver tempo excedente
Eu acabo de abrir
Minha convocação
Ir à guerra em missão
Já na quarta partir
Ó Senhor Presidente
Eu não irei cumprir
Eu não quero servir
A matar pobre gente
Não vos quero irritar
Não vos falo por mal
É palavra final
Eu irei desertar

Desde meu nascimento
Já vi meu pai morrer
Meu irmão se perder
Meu filho em sofrimento
Mamãe tanto sofreu
E hoje está em sua tumba
Gargalhando da bomba
Do verme que a comeu
Ao ser aprisionado
Minha mulher levaram
Minha alma roubaram
E meu caro passado
Acordando amanhã
Eu vou fechar as portas
Para essa vida morta
E ganhar a manhã

E então mendigarei
Nas estradas da França
Da Bretanha à Provença
E às pessoas direi
Para não vos seguir
E pôr tudo por terra
Dizer não a esta guerra
Recusar-se a partir
Quereis sangue de gente
Seja o vosso sangrado
Que sois tão devotado
Ó Senhor Presidente
Se fores me buscar
Previna seus soldados
Que jamais ando armado
E que podem atirar.

(tradução do francês de Robertson Frizero Barros)

Rússia estabelece segunda frente de combate…

Cáucaso
Tropas russas entram em território georgiano e estabelecem nova frente de combate 
11.08.2008 – 17h27 Agências

Tropas russas entraram hoje em território georgiano, na região oeste, ocupando a cidade de Senaki, já para lá das linhas de segurança definidas, em território da Abcásia. Esta é a segunda frente de tropas russas, depois de Kodori, desde o início do conflito.Segundo o Ministro da Defesa russo, o avanço para Senaki prende-se com a tentativa de evitar novos ataques na região separatista da Ossétia do Sul por parte da artilharia da Geórgia.Senaki fica a cerca de 40 quilómetros da fronteira da Abcásia onde as forças russas se estabeleceram, na chamada linha de segurança estabelecida desde a década de 1990.Ao todo são cerca de nove mil efectivos e mais de 350 peças de artilharia instaladas na nesta região separatista.

Este novo desenvolvimento no conflito que opõe a Rússia e a Geórgia vem agravar as preocupações internacionais sobre a estabilidade na região, depois dos intensos ataques dos últimos dias entre forças russas e georgianas na Ossétia, o outro território separatista.

A Geórgia invoca que já cessou fogo na Ossétia, depois dos ataques na capital Tskhinvali. Mas a Rússia desmente e segundo a agência russa Interfax as forças de paz russas estabelecidas na Abcásia terão lançado um ultimato às forças georgianas para que desarmem ou se preparem para o combate. Mas a Geórgia recusa-se a entregar armas à Rússia.

In Público

Comentário:

O erro foi totalmente idealizado e protagonizado pelo Mikhail ao pensar que a Europa, a NATO e os USA os apoiariam em caso de retaliação por parte da Rússia.

Erro crasso, pois quem vai ter de ajoelhar será o Mikhail, e será uma sorte a Georgia continuar independente, isto porque nem a UE nema Nato e muito menos o Bushinho e a senhora da morte (Condoleza Rice) estão em condições de o ajudar.  Ouviremos discussões na ONU, pedidos da União Europeia, mas nenhuma intervenção.

O Mikhail está sózinho nesta luta, assim como os conselheiros militares Israelitas.

Liberdade para o Chinês Ye Guozhu

China: Ye Guozhu deve ser imediatamente libertado

ImageA Amnistia Internacional volta  a exigir a libertação imediata do activista pelos direitos humanos chinês Ye Guozhu, que deveria ser libertado no próximo sábado, dia 26 de Julho, tendo as autoridades informado a família que o pretendem manter preso até 1 de Outubro, altura em que os Jogos Olímpicos de 2008 já terão terminado.

Segundo a família, a decisão foi-lhes comunicada telefonicamente pelas autoridades da prisão de Chaobai na passada terça-feira, dia 22. No telefonema, informaram que Ye Guozhu tinha sido levado pela polícia distrital de Xuanwu (distrito a que pertence Pequim). Ao contactarem as autoridades distritais, foi-lhes comunicado que o detido iria ser bem tratado, mas que não regressaria a casa até ao final dos Jogos Olímpicos, para seu próprio bem. O seu paradeiro não foi entretanto revelado, nem sequer à família.

In Amnistia Internacional

América: De la Libertad al Fascismo 1

Publicado por deusmihifortis

El productor Aaron Russo se embarca en un viaje a traves de su pai­s en busca de la legislacion especi­fica que obliga a los ciudadanos de EEUU a pagar el impuesto sobre la renta. Esta película, que no es ni de izquierdas ni de derechas es en realidad un examen exahustivo al gobierno. Expone la erosion de las libertades civiles en EEUU que comenzo en 1913 con la creacion del fraudulento sistema de la Reserva Federal, y lo hace mediante entrevistas a Congresistas, antiguos comisionados del IRS (fisco), ex-agentes del IRS y FBI, asesores de impuestos y escritores. Russo ata los cabos existentes entre la creacion del dinero, el impuesto sobre la renta federal, y la tarjeta nacional de identidad, que se convierte el ley en mayo del 2008 (DNI digital). Este documental demuestra con gran detalle el inegable hecho de que EEUU esta convirtiendose en un estado policial.


Créditos del Subtitulo:
Concienciame Subtitulos

A Rússia rejeita o cessar-fogo

Putin acusa EUA de tentarem perturbar as suas operações
11.08.2008 – 12h23 PÚBLICO, Agências

A Rússia rejeitou hoje a última proposta de cessar-fogo apresentada pela Geórgia, dizendo que nunca consideraria de momento um documento de cessação de hostilidades.

“De acordo com informação das forças de manutenção da paz na Ossétia do Sul, a Geórgia continua a usar a força militar e por isso não podemos considerar este documento”, disse um porta-voz do Kremlin aos jornalistas.

Esta declaração segue-se a uma proposta assinada na capital da Géorgia, Tbilisi, pelo Presidente Mikhail Saakashvili, oferecendo um cessar-fogo.

Os russos anunciaram entretanto terem prendido dez agentes dos serviços secretos georgianos em território russo, a quem acusam de espiarem bases militares e prepararem ataques terroristas.

In Público

Comentário:

Como seria d esperar, a Rússia terá como objectivo anular a capacidade militares georgiana, e humilhar um dos aliados de Bush. Não foi por mero acaso que o ataque lançado contra a Ossétia pela Georgia aconteceu após a saida de Condoleza Rice, que visitou a Georgia.

Neste momento é a Rússia que está a dominar  e imporá as condições para a rendição ou cessar fogo neste conflito.

A Hipócrisia Europeia e Americana

Hipocrisia internacional – IV

-Eclodiu um conflito na zona do mar Cáspio, em minha opinião de contornos semelhantes a outro ocorrido há poucos anos nos Balcãs, embora muitos procurem encontrar diferenças, talvez por serem outros os protagonistas. Uma provincia, a Ossétia do Sul, aliás tal como a Abkhasia, cuja população é na maioria Russa, pretende separar-se da Georgia. No conflito anterior, uma provincia Servia, o Kosovo, cuja maioria da população era Albanesa, pretendia separar-se da Sérvia. No actual conflito, o presidente da Georgia, Mikhail Saakashvili defende-se afirmando que enviou o seu exercito, para uma provincia parte integrante do seu território, no conflito anterior, essa era exactamente a argumentação de Slobodan Milosevic, o então presidente da Servia, no conflito actual, a Rússia interveio militarmente, exige a retirada das tropas georgianas, e bombardeou alvos em Tbilissi, no conflito anterior, a NATO interveio militarmente, exigiu a retirada das tropas Servias, e bombardeou alvos em Belgrado, no conflito actual foram atingidas vítimas civis inocentes, os chamados danos colaterais, no conflito anterior idem, inclusivé a embaixada da China, que à época levantou polémica internacional. No conflito anterior, veio a verificar-se que nunca existiu qualquer tentativa de genocídio, mas os EUA ganharam uma base militar, incentivaram a proclamação unilateral da independência do território, e o presidente Servio acabou derrubado, no conflito actual é ainda um pouco cedo para avançar previsões, mas acredito que a Russia irá procurar forçar a independência do território, esquecendo que também estará abrindo um precedente que se poderá virar contra si na questão da Tchechenia, e o presidente da Georgia dificilmente se conseguirá aguentar no cargo, nem lhe valendo os amigos americanos, que não terão problemas em sacrificar um simples peão, num complexo jogo de xadrez.



publicado por António de Almeida em Direito de Opinião

Os Interesses económicos e políticos

Barril de pólvora no Cáucaso (3)

A Guerra na Geórgia pode incendiar, uma vez mais, esta região. A situação geográfica, geopolítica, os antecedentes históricos e, o facto de ser um factor muito importante para a segurança energética justificam a preocupação. A história da expansão russa foi marcada pela determinação em aceder ao mar. A um mar que oferecesse garantias de navegabilidade ao longo de todo o ano. Potência continental por excelência, a sua grande fraqueza residia precisamente no acesso ao mar. Por isso, a Rússia, se empenhou desde cedo em colonizar e dominar a região. Algumas dos mais marcantes e sangrentos episódios da história russa (abundante como se sabe, neste tipo de episódios) passam-se precisamente, no Cáucaso. A Geórgia integrou a antiga União Soviética e a exemplo do que se passou em outras repúblicas, os georgianos foram tratados como hóspedes na sua própria terra (este conflito além de tudo é um conflito de pessoas). A sua língua e tradições foram relegadas para segundo plano e para as fotografias oficiais. Por isso, não é de estranhar que finda a irmandade, a Geórgia quisesse a sua independência mas, os antigos “colonos” russos ficaram em maioria em algumas regiões (porque expulsaram os residentes georgianos/ossetas). Tornaram-se no “cavalo de batalha” da região, declarando a sua independência e envolvendo, sempre que possível, o “grande-irmão”.

Se a capacidade do Kosovo para ser um estado viável, em termos económicos, é questionável, a capacidade da Osséssia do Sul e, da Abecásia ( ou daTransnistria na Moldova) , ainda são mais questionáveis já que se trata de pequenos enclaves mas, à Rússia para além da questão humanitária interessa a criação de estados tampão contra as influências da EU e da NATO. Da mesma foram, que à EU e NATO interessam estados como a Geórgia (candiata à EU e NATO) entendidos como tampão relativamente à Rússia.

Não esqueçamos que o factor “petróleo ” é chave na região. Prevê-se que em 2009 um milhão de barris de petróleo (além do gás) passem diariamente pelo oleoduto* que passa por Tbilisi, isto é, a dois passos da Osséssia do Sul (este oleoduto é parte de um consórcio entre companhias petrolíferas da Grã-Bretanha, EUA, Turquia, Noruega, Azerbeijão, França, Japão, Itália). A Geórgia, sente-se confiante na sua importância vital como garante da segurança energética, resta saber até que ponto é negociável.

Ambos os lados se queixam de agressão. Não saberia, com justiça, estabelecer o culpado. Não posso excluir que a agressão tenha partido, efectivamente, da Geórgia pois, no contexto de irracionalidade/emotividade que o “território” gera, tudo é possível. O que me espanta é que se as hostilidades partiram da Geórgia, esta não tenha antecipado que a Rússia só precisava de um pretexto para intervir, realizando o seu próprio “anschluβ”. A Rússia, é o único possível beneficiado com esta guerra uma vez que poderá servir para esmagar militarmente a Geórgia (vide, A Arte da Guerra), ver reconhecida a soberania de dois “estados-satélites” na região ao mesmo tempo que mostrarará que a aceitação da Geórgia na NATO tem os seus riscos. Neste cenário, o reconhecimento da independência do Kosovo seria, ainda assim, favorável à Rússia. • Que poderá ser um dos atractivos económicos desta guerra.

A Depressão :Pior que 1929 (2ª parte)

por Alejandro Nadal [*]

. A actual crise na economia dos Estados Unidos será pior que a de 1929. Vejamos três parâmetros de comparação.

Primeiro, a dimensão financeira. O ajuste no mercado hipotecário está longe de chegar ao fundo. O stock de residências não vendidas deprimirá mais os preços dos bens imobiliários (até em mais 30 por cento). Isso tem profundas ramificações em todo o sistema financeiro, bancário e não bancário. O ajuste em contas de bancos já atinge os US$300 mil milhões mas terá que ultrapassar o US$1,5 milhão de milhões. A redução de preços de casas implicará perdas patrimoniais de cerca de US$6,5 milhões de milhões, o que aumenta o risco de uma crise sistémica no sector bancário estado-unidense. Tudo isto será acompanhado de uma forte contracção no crédito para novos investimentos e consumo, o que aprofundará a recessão.

Se a recessão for profunda e longa, as perdas na bolsa de valores atingirão dimensões astronómicas. Tipicamente, as perdas na Wall Street para uma recessão de 12 meses implicarão uma queda de 30 por cento no valor das acções: em números absolutos, isso corresponde a apagar do mapa financeiro outros US$7 milhões de milhões. Para uma economia com um PIB de US$14 milhões de milhões, tudo isto é catastrófico. Esse castigo não havia sido suportado pela economia estado-unidense desde 1929.

O segundo parâmetro refere-se à economia real. Como a crise financeira afecta a economia real? Do total de 51 milhões de famílias com uma residência, 8 milhões estão atrasadas nos seus pagamentos hipotecários e estão a perder as suas casas. Mas uma redução de preços de 30 por cento nos seus activos residenciais elevará para 21 milhões o número de proprietários que cairão em insolvência (o valor das suas casas será inferior ao da sua hipoteca!). Quarenta por cento dos proprietários nesse país estarão com problemas, algo inédito numa economia na qual 65 por cento das famílias são donas da sua casa.

Nos Estados Unidos o consumo privado ultrapassa em 73 por cento a procura total de bens e serviços. Os preços altos das casas mantiveram o consumo durante os últimos 10 anos enquanto a poupança esteve no chão. Hoje, a queda nos preços de activos residenciais cortará a procura agregada e conduzirá a um maior desemprego (que já atinge níveis muito altos). O ajuste já começou e está a ser doloroso: neste ano a indústria da construção já acusa uma queda de 50 por cento. Estes números são suficientes para recordar a Grande Depressão com suas sequelas de quebras, desemprego e destruição patrimonial numa escala gigantesca.

Um problema grave é que a margem de manobra é cada vez mais estreita. A Reserva Federal relaxou a política monetária, cortando a taxa de juros líder (de 5,5 por cento para 2,5 por cento) e tudo indica que esta postura de grande flexibilidade se vá manter. A oferta monetária (incluindo o agregado M3) continua a crescer porque os bancos requerem liquidez. Mas manter a oferta monetária nos níveis actuais equivale a aplicar como remédio o que originalmente fez com que o paciente adoecesse. O frenesim da política monetária flexível dos anos de Greenspan não pode continuar nas condições actuais.

Por sua vez, a política fiscal terá que respirar fundo para conceber um mecanismo de ajuda directa aos proprietários de casa que estão em dificuldades. Mas para umas finanças pública que acusam um défice (real) próximo aos US$600 milhões, o novo pacote que implicaria absorver o custo de quitações significativa no valor nominal das hipotecas poderia tornar-se difícil de engolir.

O terceiro parâmetro de comparação com a crise de 1929 tem a ver com as relações económicas internacionais. Tudo está a suceder numa economia lastrada pelos dois gigantescos défices, no fiscal e na conta corrente. A política cambial conduziu a uma perda no valor do dólar, o que ajuda o ajuste externo dos EUA mas afecta negativamente as exportações do resto do mundo para os Estados Unidos. Isto no contexto de um sobre-investimento em quase todos os ramos das manufacturas à escala mundial, desde electrodomésticos até automóveis, não anuncia nada de bom.

A tendência para utilizar outras divisas como unidade de reserva intensificou-se, o que explica a apreciação do euro, do yen e outras moedas. Não há dúvida, quando passar a recessão que já afecta os Estados Unidos o papel do dólar na economia global terá mudado para sempre. A derrocada do dólar não é algo que se possa evitar nesta altura e as repercussões globais serão profundas. Só será preciso ver se o processo de des-dolarização relativa será feito com um mínimo de estabilidade, o se verificará no âmbito de comportamentos de pânico e de manada. Definitivamente, a actual crise não tem paralelo na história económica dos Estados Unidos.

[*] Economista

A primeira parte deste artigo encontra-se em http://resistir.info/crise/nadal_30jul08.html

O original encontra-se em http://www.jornada.unam.mx/2008/08/06/index.php?section=opinion&article=026a1eco

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .