Como se defende a democracia?
O controverso projecto de reforma foi formalizado pouco depois do escândalo da chamada “yidispolítica” que trouxe à tona casos de corrupção que teriam permitido a aprovação do projecto para a primeira reeleição de Uribe em 2006. Em Julho, a parlamentar Yidis Medina (condenada a 47 meses de prisão pela Corte Suprema), admitiu ter vendido seu voto em troca de “favores” a “altos funcionários do governo”, o que teria sido determinante para aprovação do projecto de reeleição.»
Nos últimos tempos sempre que se fala do Chavez e da Venezuela vejo-o tratado como um ditador. A única justificação que pode haver para isso parece-me ser o facto de não se vergar à vontade dos Bushes. Tem cumprido sempre com os preceitos constitucionais democráticos do seu país e é actualmente o líder democraticamente eleito pelo seu povo. Como o Uribe deseja fazer agora, também ele fez um referendo que lhe possibilitasse ter um terceiro mandato. Foi recusado pela população e até hoje sempre disse que o iria respeitar. Uribe já mostrou que é corrupto e que deseja manter-se no poder. Será que só por falar do Bush como “o meu amigo Americano” lhe vai permitir continuar a ser chamado de democrata enquanto outros, bem mais honestos, são chamados de ditadores? Será que não ser fundamentalista no cumprimento da Bíblia do capitalismo faz de um dirigente um ditador instantâneo? Será que esta América, sempre tão diligente no apoio aos sangrentos ditadores que a América do Sul já produziu, não continua a utilizar todas as estratégias, contra-informação e sabotagem para derrubar governos democraticamente eleitos só para colocar no seu lugar os seus lacaios que lhes obedecem e lhes permitem explorar as matérias primas enquanto os povos vivem na pobreza e na miséria? Não estaremos muitos de nós a deixar-nos manipular por uma comunicação vendida aos Senhores do poder, aos Bilderbergs deste mundo que são tudo menos democratas?
Já agora deixo aqui algumas perguntas aos democratas que tanto criticam os regimes menos capitalistas deste mundo. Como se pode lutar paritariamente contra esse mesmo capitalismo se ele utiliza o seu poder e o seu dinheiro para financiar, e ajudar as oposições ao regime? Será livre uma comunicação social que obedece ao poder do dinheiro? Onde começa e onde acaba a democracia e a liberdade? A ingerência externa na política de um país compromete a democracia?
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN







