Dia: 4 de Janeiro, 2009
Manuel Alegre responsabiliza modelo económico apoiado pelo Presidente
Manuel Alegre considera que, na origem da crise financeira nacional, está o modelo económico apoiado por Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro, e do qual o actual Presidente da República “ainda não se demarcou”. Pela segunda vez, o socialista aponta assim as baterias contra ao Chefe de Estado.
Em reacção à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Manuel Alegre considerou que Cavaco Silva não explicou as razões da crise a nível nacional e mundial. Por isso, apontou-as: “O porquê está na falência das teorias de auto–regulação dos fundamentalistas da ‘mão invisível’, que levaram ao colapso financeiro e à recessão económica. O porquê está no próprio modelo económico que Cavaco Silva apoiou enquanto primeiro-ministro e do qual, como Presidente da República, ainda não se demarcou”, escreveu o ex-candidato presidencial anteontem à noite no seu blogue.
Contactados pelo CM, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, e o vice-presidente do partido, Paulo Mota Pinto, recusaram comentar as críticas do deputado socialista.
Manuel Alegre reconheceu, contudo, que Cavaco Silva teve o “mérito de dizer o que tem de ser dito, de falar a verdade e de não alimentar ilusões”. “Sublinhou os problemas reais e as dificuldades com se debatem os portugueses”, ressalvou o deputado socialista.
Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República admitiu que “2009 vai ser um ano difícil” e disse recear “o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e de exclusão social”.
Para o ex-candidato presidencial, a solução para a grave crise económica internacional “implica um novo modelo de desenvolvimento económico e o primado da política, libertando-a de interesses ilegítimos que se têm sobreposto ao bem comum e ao interesse geral”.
Esta não foi a primeira vez que Manuel Alegre criticou o Presidente da República. Recentemente, o conflito em torno do Estatuto dos Açores também motivou as críticas do socialista, que questionou a actuação do Chefe de Estado.
“O facto de haver uma diferença de opiniões não quer dizer que haja quebra de lealdade”, afirmou Manuel Alegre, discordando da opinião de Cavaco Silva.
Mais: o deputado socialista manifestou ainda alguma estranheza pela forma como o Chefe de Estado tratou este caso. “O senhor Presidente da República exprimiu a sua opinião e eu ouvi com respeito, embora nesta matéria haja para mim um mistério: porque é que quando enviou o Estatuto dos Açores para o Tribunal Constitucional não enviou aqueles dois artigos que lhe suscitaram dúvidas?”, questionou Manuel Alegre na passada quarta-feira em declarações à TSF.
Decisão dos professores em não desenvolver os procedimentos previstos na Lei que contestam
… Mas vamos lá ver uma coisita ou outra…Primeiro que tudo, o elemento fundamental, o que é mesmo decisivo nesta fase da luta contra o modelo de avaliação do ME é a decisão dos professores em não desenvolver os procedimentos previstos na Lei que contestam, como o mostraram nas maiores acções jamais vistas no âmbito de uma classe profissional… Quando em muitas escolas, os professores começaram a assumir tais decisões, de forma pública e frontal, havia um quadro legal que, por ser Lei, deveria ser cumprido mas que, por merecer a discordância fundada dos professores, eles começaram a decidir não cumprir…
Ora, então, o que mudou?… Apenas a publicação de um novo truque simplificatório do modelo para criar um acontecimento que abrisse brechas na resistência dos professores…
Não tenhas dúvida: nesta fase não há advogado milagreiro, nem sequer o mediático Garcia Pereira, que substitua a coragem que cada um e cada uma tem de ter. O ME tudo faz para conseguir que comece a haver brechas… O próprio conteúdo da simplificação vai nesse sentido, como já te apercebeste. As maiores dificuldades políticas do ME decorrem de, ao contrário do seu discurso, a coisa estar generalizadamente parada. E é isto que é preciso continuar… aprofundar, até! Ainda há muitas escolas em que, apesar de tudo estar parado, não houve a coragem de o assumir frontalmente. Cada escola que o faz é uma cavilha no caixão que há-de levar este ME…
Portanto, neste momento não é de materiais dos advogados que a luta precisa mas, mais do que noutras alturas, da coragem e da combatividade dos professores, assumindo os riscos de uma luta que, porque a isso foram obrigados, teve de chegar a um ponto destes. Mas também com a certeza de que a nossa unidade é decisiva para atenuar medos e para reduzir e neutralizar riscos!
Por demasiadas vezes – talvez não estivéssemos onde estamos… – os professores esperaram a intervenção de alguém de fora para a resolução dos seus problemas… Esperaram pelos tribunais, esperaram por outros trabalhadores, por forças políticas, pelo Provedor de Justiça, pelo Tribunal Constitucional, pelo Presidente da República… Por vezes, deixaram demasiado sózinhas as direcções sindicais sérias com que deviam lutar em conjunto e com menos reservas… Enfim… Por demasiadas vezes, individualmente, os professores abandonaram a luta ou nela fraquejaram, esperando que os problemas se resolvessem sem que tivessem de dar algo mais da sua intervenção e, é da lei destas coisas, do seu sacrifício…
Mas quero dizer-te que na FENPROF temos os gabinetes jurídicos a trabalhar. Como já tornámos público também no âmbito da Plataforma, havendo viabilidade para isso, recorreremos até à interposição “providências cautelares” para combater a aplicação dessa coisada… Mas não penses tu e outros que é por esta via que derrotamos a dita… Se nos professores falhasse a coragem ou a determinação… Bem podia vir o Garcia Pereira ou alguns dos nossos melhores juristas… O Governo já tinha ganho e os professores já tinham perdido! Não é o Garcia Pereira ou outra estrela (sem desprimor para o causídico de que aprecio algumas intervenções públicas…) que mete isto “a ferro e fogo”… Terão de ser mesmo os professores! Sim! Tu, eu, os teus colegas da tua escola, aquele, aquela, mais muitos, muitos mil… O primeiro gesto é individual, de disponbilidade e coragem individuais. O ferro e o fogo chegam quando formos uma muralha de aço e de razão!…
A intervenção jurídica é um aspecto que não descuramos mas isto é uma batalha política e logo das mais duras!! Aliás, toma nota: o que temos em mãos não é, no fundamental, um problema de ilegalidade; é mesmo a sólida e fundamentada oposição dos professores à Lei que o Governo lhes quer impor… (É mesmo sólida e fundamentada, não é?!… Por parte dos órgãos de direcção sindical que integro é; só espero que neles não estejamos a medir mal a consciência e a disponibilidade dos nossos colegas… Por exemplo dos 120 mil que se manifestaram em Novembro; ou dos 94% que deixaram clara a sua vontade e disponibilidade para a luta na Greve de Dezembro… E, por certo, de alguns outros ainda…
Assim sendo, quando dizes que isto está murcho… Bom! serão talvez efeitos dos excessos da quadra… Porque quanto à luta, bom será que os professores regressem já amanhã às suas escolas com ímpeto e coragem para prosseguir o que até agora fizeram de melhor…
Nota finail, ainda…
Outra coisa é para te dizer que, antes de dia 19, está agendado um Dia de Reflexão e Luta em todas as escolas… É um dia muito importante que só será um êxito com o envolvimento dos professores nas suas escolas. É preciso prepará-lo desde já. Não é coisa que se faça a assobiar ou a gritar palavras de ordem criadas por terceiros… Ajuda aí na tua escola… Depois, a 19, a força é mesmo para uma GREVE que seja uma força bruta de determinação!!! Não está prevista Manifestação Nacional. É preciso gerir com cuidado o esforço numa luta que vai ter de continuar, nesta frente da avaliação e noutras frentes… Até do ponto de vista financeiro seria insustentável avançar já para nova manifestação… Mas se em diferentes escolas os professores quiserem complementar a Greve com outras acções públicas… Tanto melhor!
Isto leva-me a um comentário final: o dinheiro dos sócios dos sindicatos – sim! são eles que sustentam a actividade sindical e, portanto, a luta! – não é elástico; tem de ser gerido com muito cuidado para que a luta não acabe por falta dele… Há então uma outra tarefa que é de todos: convencer mais gente a sindicalizar-se.
Um abraço,F.
J.L.
Da entrega ou não dos Objectivos Individuais
1.A entrega dos OI não constitui condição sine qua non para se ser avaliado, tal não está escrito em nenhum normativo dos 3 que regulam a ADD;
2. leia com muita atenção os artigos 9º,10º e 11º do DR 2/2008;
3. dos 5 ítens que restam da proposta de formulação dos O.I., constata-se que:
– o c) é aleatório, ambíguo e dificílimo de quantificar e classificar, sendo que o próprio avaliado se não for kamikaze e pouco inteligente se recusará a quantificá-lo;
– o d) não é de aplicação universal a todos os professores da escola, havendo uns que participam em 2 estruturas e outros que podem participar em 7;
– o e) é abstracto e impossível de quantificar não devendo os avaliados definir objectivos para ele;
– o f) não será objecto de avaliação porque a recomposição dos CF levou à paralisação das acções de formação (a não ser que o ME repita a palhaçada que fez em Julho de 2008, hipótese a não descartar);
– o g) é impossível de quantificar e classificar porque existem projectos de diferentes complexidade, horas despendidas, nº de alunos envolvidos,etc .
A juntar a tudo isto, os professores vão definir objectivos em relação a que período temporal:
– 6 meses;
– 1 ano lectivo;
– 2 anos lectivos ???
Todas as escolas têm bem definidos os objectivos e metas fixados no PE e no PAA, e já agora nos PCT?
Os CGT aprovaram estes documentos quando tomaram posse e entraram em funções?
Argumenta o colega:
“- se o docente não entregou os OI o CE conclui que o docente não pretende ser avaliado.”
Alto e pára o baile!Aqui quem tem de concluir é o avaliado, ou seja, tem de concluir se os pressupostos que têm de estar reunidos para que esta sua” suposta avaliação simplex” se inicie estão reunidos – artigos 8º e 11º do DR 2/2008 .
Se concluir que não estão, requere por via administrativa e ao abrigo do CPA esclarecimentos sobre estas questões e conclui que enquanto os requisitos legais não estiverem garantidos não iniciará o seu processo de avaliação, por responsabilidade óbvia da tutela e do PCE/Director.
Podem os colegas, portanto, estar à vontade na não entrega dos OI.
By António In A Educação do meu Umbigo
Janis Joplin – Me and Bobby Mc Gee
Hoje estou numa de nostalgia
“Mensagem de Ano Novo do PR: 5 “verdades” e 3 “ilusões”
“Mensagem de Ano Novo do PR: 5 “verdades” e 3 “ilusões”
Pode o PS disfarçar com o cinismo patético que lembra os tempos do ministro Fernando Gomes da Silva que desceu do gabinete para participar de uma manifestação contra a sua própria política. Mas o povo percebeu na mensagem do Presidente a contestação ao Governo na política de informação, na política financeira, política económica, política de investimentos, política de emprego, política agrícola e política de assistência social.
Uma simples análise de frequência do conteúdo, como a do SEOKeyWordAnalysis, da mensagem televisiva do Presidente de 1-1-2009, dá-nos uma interessante frequência de palavras no discurso: além de 9 “portugueses”, de 7 “Portugal” e 7 “futuro”, temos 5 “crise”, 5 “verdade” (das quais 1 “verdadeiro”), 3 “ilusões/ilusão” e 2 “não escondo”. Mas, mais do que a frequência, está a crítica forte de Cavaco àquilo que tenho chamado a política da mentira de José Sócrates: “devo falar verdade”, “a verdade é essencial”; “sabendo a verdade”; “há uma verdade que deve ser dita”; “não escondo a verdade”; “sem isso não haverá verdadeiro progresso económico e social”; “e não com ilusões”, “pura ilusão”, “as ilusões pagam-se caras”; “venda dos bens e das empresas nacionais aos estrangeiros”; o “crescimento explosivo da dívida externa”; e o mais cru “oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus”…
Cavaco ainda não cortou com a perspectiva da conveniente maioria relativa do PS, mas Sócrates perdeu o guarda-chuva presidencial que o protegeu na crise do diploma, na contestação dos professores e na intervenção nos bancos. Cavaco suspende Sócrates no purgatório pré-eleitoral desta grande depressão, mas este já iniciou uma descida ao inferno político que nem o seu conforto financeiro – e a concomitante colaboração necessária com o próximo Governo – aliviará.
Publicado por António Balbino Caldeira in Do Portugal Profundo
O que fazer na segunda-feira?
O que fazer depois de segunda-feira? O decreto regulamentar nº 1-A/2009, que impõe o simplex2, tem um objectivo central: colocar o processo de avaliação de desempenho a andar nas escolas onde ele está parado. Como? Responsabilizando directamente os PCEs, através de 3 processos: ameçando-os (avaliação dos PCEs pelas DREs), atribuindo-lhes funções no processo de avaliação que cabem ao CP e ao CGT e aliciando-os através de um aumento do subsídio de chefia (decreto regulamentar 1-B/2009). Com estes 3 processos, o ME procura tirar a luta de dentro das escolas. O que devem os PCEs fazer? Julgo que chegou a altura de os PCEs pedirem a demissão. E os restantes professores? Com o processo de luta empurrado para fora das escolas, por efeito do Simplex2, só resta aos professores prolongarem as greves e as manifestações até às eleições legislativas. Têm de o fazer pela defesa da sua dignidade profissional e porque o prolongamento das greves e das manifestações ajudará a impedir que o PS tenha maioria absoluta. Sem maioria absoluta, Sócrates não poderá governar. Sem Sócrates, estará aberto o caminho para a revogação do ECD e do modelo burocrático de avaliação.
Janis Joplin – Mercedez Benz
Versão oficial
Os parâmetros de avaliação de acordo com o Simplex2 – Efectuada pelo PCE
A – NÍVEL DE ASSIDUIDADE E CUMPRIMENTO DO SERVIÇO DISTRIBUÍDO
C – PARTICIPAÇÃO NA VIDA DA ESCOLA
D – PARTICIPAÇÃO DO DOCENTE EM ACÇÕES DE FORMAÇÃO CONTÍNUA
E – RELAÇÃO COM A COMUNIDADE
Leia os outros posts sobre esta temática:
1. O Simplex2 continua Complicadex
2. Algumas certezas sobre o Simplex2
3. Ainda o fórum sobre os objectivos individuais
4. Síntese do debate sobre o Simplex2
«Educação ou Armadilha Pedagógica»: Education Round Table, o bilderberg da educação
Ainda em período de prendas e reflexões trago para aqui um livro que não li, a não ser o excerto que, já não sei por que forma me chegou em PowerPoint, o qual na altura me impressionou e que guardei sem na altura saber sequer o nome do autor. Mais tarde pesquisei na Net e julgo ter encontrado a referência do livro, o qual ainda não adquiri por mero esquecimento.
Educação ou armadilha pedagógica
Manuel Cidalino Cruz Madaleno – Papiro Editora
2006, 110 pp
Já houve uma altura em que enviei o Powerpoint por mail para algumas pessoas, mas depois ele permaneceu esquecido, guardado algures na memória do meu computador, pelo que instintivamente por economia me escuso a conservar na minha. No entanto hoje, assim que li esta notícia no Público, lembrei-me imediatamente de o colocar aqui.
Julgo que a educação continua e deve continuar no próximo ano a ser um tema quente porque a luta pela preservação da escola pública não pode nem deve esmorecer, antes pelo contrário; existem nela alguns factores que tornam a questão do ensino uma questão central para quem como nós deseja ajudar a entreabrir portas por onde a revolução há-de passar: os sindicatos dos professores conseguiram unir-se numa frente única – a plataforma sindical dos professores (esta já não se pode cingir a uma mera função corporativista, visto que se comprometeu a defender a escola pública, luta muito mais abrangente que deverá envolver os pais e os cidadãos em geral); a plataforma sindical já não age apenas de acordo com os interesses dos professores sindicalizados ou dos partidos que estão por detrás dos sindicatos, os quais já deram provas de conter a luta em vez de a usar como motor de arranque; a plataforma tem sido impelida a endurecer a luta pelos milhares de manifestantes com que se comprometeu; se essa unidade sindical foi possível (entre a FENPROF e a FNE) também poderá a exemplo ser possível entre as duas grandes centrais sindicais; estas têm a faca e o queijo na mão para poderem mobilizar os trabalhadores impelindo-os a defender os direitos do trabalho afrontados pelo código laboral e a unirem a sua luta à luta dos professores, pois é preciso não esquecer que os ataques e os objectivos são semelhantes e que a escola pública atinge todos os trabalhadores com filhos na escola pública.
Recomendo a leitura do texto, que é apenas um excerto, e a sua divulgação para que os cidadãos tomem verdadeira consciência do que está em causa quando se fala em defender a escola pública portuguesa. Por mim tenciono adquirir o livro e lê-lo na íntegra.
Calculo que não vão gostar do que lerem tanto como eu não gostei.
Aproveito para desejar que 2009 nos traga a todos renovadas energias para vencer o Capitalismo, verdadeiro obstáculo civilizacional.








In O Libertário
Mudar Portugal, Mudar Mentalidades – Um Portugal Novo e Moderno
O nosso amado País prima por ser o último em tudo.
É dramático o indíce de pobreza. É aviltante a necessidade de emigrar. É incompreensível a percentagem de pobres em Portugal.
Algo está mal.
O problema não reside nos portugueses como Povo. Temos de buscá-lo nas estruturas organizativas, temos de encontrar a razão de ser na mentalidade dos marajás que têm governado Portugal desde há vários séculos.
Portugal viveu para a epopeia ultramarina e perdeu o contacto da cultura, da organização política, social e económica das sociedades mais desenvolvidas na Europa.
Enquanto os outros Povos foram evoluindo, Portugal viveu de costas voltas para a modernidade, para a cultura e desenvolvimento das outras nações.
Portugal cristalizou na Contra-Reforma e perdeu os ventos da reforma e da História.
Portugal sedimentou as suas estruturas nos velhos pilares religiosos, no Poder de meia dúzia de senhores, no caciquismo e no imobilismo.
Com a perseguição aos judeus Portugal afastou-se ainda mais das alterações culturais, políticas e sociais que pela Europa foram crescendo.Todavia , os portugueses se tiverem bons lideres, se tiverem boa organização empresarial, boa organização política e uma mudança de mentalidade e procedimentos são IGUAIS OU MESMO MELHORES QUE OS OUTROS POVOS.
Para não se pensar que o que digo é mero nacionalismo estéril vou citar a apreciação do Marechal Massena, comandante do “Exército de Portugal” , que comandou a 3ª invasão francesa a Portugal , em 1810 e 1811 ,sobre soldado português:
“Esse belo corpo de batalha era triplicado pelo exército regular e pela milícia de Portugal.Com efeito, o primeiro elevava-se a 50 000 homens, e a segunda a 25 000. Na sua maioria, os regimentos de linha, de formação recente, continham , é certo, recrutas na proporção de quatro quintos ;mas o soldado português, inteligente, sóbrio e infatigável caminheiro, comandado por oficiais ingleses e já afeito à disciplina britânica, podia estar a par com os anglo-hanoverianos e até suplantá-los, pois em certas ocasiões é mais dado ao entusiasmo e ao sentimento de honra. Estavam a soldo de inglaterra 30 000 portugueses, armados, apetrechados, vestidos e alimentados em condições de luxo, sem tão bela apresentação, sem tão satisfatória instrução e sem tão rigorosa disciplina, os utros 20 000 não estavam , porém, menos capazes de entrar na linha.”
In. memórias de Massena, Campanha de 1810 e 1811 em Portugal, por General Kosch. Pág. 95. Livros Horizonte.Ed. Setembro/2007.
Hoje, em 2008, Portugal recebe milhões e milhões de euros da União Europeia mas tudo continua na mesma.
Nem com dinheiro a rodos se consegue erguer um Portugal Moderno, competitivo, onde os portugueses sejam felizes.
José Sócrates não tem motivo algum para rir na qualidade de estadista europeu. José Sócrates só pode rir porque consegue ter o Poder com a ajuda do Clube Bilderberg e da Maçonaria e a corrupção generalizada, o tráfico de influências generalizado , os dinheiros da União Europeia e as Remessas dos emigrantes.
O resto é só para chorar. Chorar a triste sina de um Povo sem direcção Política moderna, corroído pelas estruturas mentais arcaicas que nos mandam para o fundo da tabela.
O País perde todos os dias milhares de jovens para a emigração, indo o sangue novo ajudar a modernizar os outros países da Europa e ficando os funcionários públicos, alguns empresários que têm as suas empresas a funcionar com mão de obra africana, brasileira, da europa de leste.Precisamente como mandam os cânones do Clube Bilderberg e os interesses da Maçonaria que se vendeu a Espanha, maçonaria que é iberista, que anseia pelo colapso da nossa independência.
Tudo poderia ser diferente se o Povo tivesse coragem de se revoltar. Este pântano não pode continuar.
Mais dia menos dia haverá revoltas, quiçá guerra civil. O Povo não pode continuar a ser a besta de carga dos que o exploram até ao tutâno.
O Povo Português é inteligente, capaz, igual e às vezes melhor que os outros Povos. Falta é a superestrutura do Estado, os modelos de organização livres da carga da corrupção , da vigarice, do oportunismo e da corrupção.
Os filhos dos emigrantes que foram viver para os bairros de lata em Paris são hoje uma força enorme na política francesa. mais de 3500 políticos lusos e luso-descendentes.
Uma força enorme de gente que aproveitou o sistema democrático francês e se superou, é um exemplo, um orgulho para nós.
Outros exemplos haverá, mas o francês é o que conheço bem e pessoalmente.
José Sócrates é uma autêntica desilusão. O Partido Socialista e a Política Portuguesa estão ao nível do Zimbabwe.
O Presidente da República vive num sistema onde não tem poder. Cavaco Silva sofre dos mesmos tiques que o resto da política portuguesa.
Quando rebentou o caso “Licenciatura de José Sócrates” o que era exigível era obrigar José Sócrates a pedir a demissão.
O que teria acontecido em França ou na Alemanha, na Bélgica ou em Israel, nos EUA ou na Suécia, no Reino Unido ou em Espanha.
Em Portugal Cavaco Silva foi a almofada de José Sócrates. Faltou coragem a Cavaco Silva .
O Presidente da República afinal preocupa-se com o Estatuto da Região Autónoma dos Açores!!!
Uma questão menor, uma questão sem importância, quando se sabe que em 1943, os Açores não tinham portos e aeroportos adequados para acolher o Governo, que a todo o tempo teria de ali se refugiar porque uma invasão de Espanha daria 3 dias para o Governo fugir!!! Os açorianos viviam em situações aviltantes.
Há que mudar mentalidades, combater a corrupção, mandar formar no estrangeiro gente para preencher os quadros políticos .
É necessária uma Oposição consequente. Uma Oposição que queira mudar este estado de coisas que nos oprime, que desgraça Portugal, que é uma vergonha para o Português, aquele Português apreciado pelo Marechal Massena.
Para os portugueses que ajudaram ,decididamente, a derrotar os exércitos de Napoleão , que perseguiram as tropas francesas até Toulouse, que na milicia lutaram pela sua pátria, atacando os franceses, casa a casa, terra a terra.
O “Sistema” que vigora em Portugal é o mesmo que já vigorova no Liberalismo de 1800. Caciquista, imobilista – com algumas excepções – incapaz de arrancar Portugal da miséria, da aldeola que era na Europa.
Só nas Guerras de África , de 1961 a 1974 Portugal foi grande, combativo, mesmo quando tudo estava contra nós, desde os derrotados franceses aos derrotados ingleses, desde os derrotados belgas aos derrotados alemães.
Aí sim os militares portugueses foram grandes, enormes, esforçados, lutando contra os ventos da História, contra os EUA que não queriam que a URRS e a China dominassem o “Movimento dos Não Alinhados” e não apoiavam Portugal Colonial, até aos Chineses e aos Russos ,e seus satélites, que ajudavam os movimentos de libertação.
Se Portugal tivesse tido uma mentalidade britânica, organização britânica, se não estivesse enredado em lutas religiosas e na perseguição dos judeus, o que teria sido Portugal, quando tinha um império enorme!
É tempo de mudar de política, de mentalidades, de sistema , apostar mais na democracia material, no respeito pelo Povo, na audácia no desenvolvimento, no nosso Orgulho, Orgulho de uma Nação sublime , que tem todas as condições para ser uma ilha de desenvolvimento, de felicidade, de cultura nesta Europa e no Mundo.
Por Portugal!
Posto por José Maria Martins blogue do Advogado José Maria Martins
