Estes são os deputados do PS que são professores e votaram contra as propostas de lei de suspensão da avaliação burocrática


É preciso dizer os nomes e fazer chegar os nomes a todos os professores. Ao longo de 2009, e até ás eleições legislativas, esta lista aparecerá muitas vezes no ProfAvaliação para que os professores não se esqueçam dos nomes e dos rostos dos seus inimigos na Assembleia da República. Não sei se a lista é exaustiva. Se não for, actualizá-la-ei em breve. Eis os deputados do PS, professores, que votaram, hoje, contra as propostas de lei do PSD, do BE e dos Verdes:

Deputados do PS, professores, que votaram ontem contra os professores:
Odete João – Leiria – professora do ensino secundário, n. 1958, lic. em Mat. e mestre em Tecnologias da Informação, foi coordenadora do Centro de Área Educativa de Leiria
Fernanda Asseiceira – Santarém – professora do 2º CEB, n. 1961, lic. em Marketing
João Bernardo – Aveiro -prof. do 1º CEB, n. 1955, fez um complemento de formação em Gestão Escolar
Rosa Maria Albernaz – Aveiro – professora do 1º CEB, n. 1947, é deputada há muito tempo.
Paula Barros – Vila Real – professora do ensino secundário, n. 1966, foi presidente do CE do agrupamento de escolas Francisco Gonçalves Carneiro, em Chaves.
Jorge Fão – Viana do Castelo – lic. em educação/animação comunitária, n.1956.
Rosalina Martins – Viana do Castelo – lic. em ensino do Port./Francês, n. 1955
Ricardo Gonçalves – Braga – lic. em Filosofia, n. 1957, professor do ensino secundário
Fernando Cabral – Guarda – licenciado (não refere em que área), n. 1956, professor do ensino secundário
Bravo Nico – Évora – doutorado em ciências da educação, n. 1964, professor da Universidade de Évora
Paulo Barradas – Viseu – lic. em humanidades, mestre em história medieval, professor do ensino secundário
Isabel Coutinho – Braga – lic. em história, n. 1966, professora do ensino secundário
Cláudia Vieira Viseu – lic. em direito, n. 1967, foi professora mas agora é advogada
Miguel Ginestal – Viseu – lic. em ensino (não diz em quê; julgo que será em ensino do 2º CEB) e mestre em gestão pública, n. 1965, professor (não diz em que nível mas eu julgo que é no 2º CEB)
José Junqueiro – Viseu – lic. em humanidades, n. 1953, professor. Já está há décadas no Parlamento
Jovita Ladeira – Faro – curso do magistério primário e lic. em comunicação, n. 1957, professora do 1º CEB
Aldemira Pinho – Faro – lic. em economia, n. 1952, professora do 2º e 3º CEB
E mais estes:

Agostinho Gonçalves, Porto, Curso de Engenharia Electromecânica, Professor do Ensino Secundário
Celeste Correia, Lisboa, Licenciatura em Filologia Românica, Parte curricular dos Mestrados em Relações Inter-Culturais e Linguística Portuguesa Descritiva, não consta nível de ensino, deputada desde a VII Legislatura
Horácio Antunes, Coimbra, Pós-Graduação em Administração e Políticas Públicas, professor do Ensino Básico
Jacinto Serrão, Licenciatura em Física, Ramo Ensino, Pós-graduação em Supervisão e Orientação da Prática Profissional, Professor do 3º Ciclo e do Ensino Universitário
José Augusto de Carvalho, Lisboa, Licenciatura em Ciências Humanas e Sociais, Professor do Ensino Secundário
Manuel José Rodrigues, Faro, Licenciatura em Economia, Inspector Superior da Inspecção-Geral de Educação, não consta nível de Ensino
Maria Helena Rodrigues, Vila Real, Licenciatura, não consta a o curso nem o nível de ensino
Maria Manuel Oliveira, Setúbal, Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, professora do Ensino Secundário
Miranda Calha, Portalegre, Curso Superior de Ciências Pedagógicas, Licenciatura em Filologia Germânica, deve ser Professor do correspondente ao 2º Ciclo embora tenha dado aulas no Liceu, foi professor no Liceu de Nacional de Portalegre e Director da Escola Preparatória de Castelo de Vide
Pedro Farmhouse Simões Alberto, Lisboa, Licenciatura em Ciências da Comunicação, não consta nível de ensino

QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE ESTES DEPUTADOS E OS DE SALAZAR ?PS chumba projectos sobre avaliação

Parlamento
08.01.2009 – 18h14 Romana Borja-Santos

O PS chumbou hoje os projectos do PSD, Bloco de Esquerda e “Os Verdes” para suspender a avaliação dos professores, com os votos favoráveis de todos os partidos da oposição parlamentar. O documento social-democrata contou com a abstenção dos socialistas Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e da independente socialista Matilde Sousa Franco.

Os projectos de lei do BE e do PEV para suspender a avaliação dos professores foram esta quinta-feira chumbados no Parlamento por apenas um voto, com o apoio de toda a oposição e de quatro socialistas, somaram 113 votos favoráveis e 114 votos contra

A propósito dos deputados dos grandes partidos, que tirando, Manuel Alegre e pouco mais, não têm (não usam, por subserviência, quase canina, ao “sistema”, ao líder) liberdade de voto: “QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE ESTES DEPUTADOS E OS DE SALAZAR ?”

Reconheçamos que a pergunta é provocatória, mas, na prática, na prática daquela Assembleia, andará longe da verdade ?  E porque será que, em democracia, temos um sistema político viciado e manipulado por caciques, maiores ou menores ?! …

Os professores da Escola Secundária D. Sancho, de VN Famalicão, disseram não à avaliação burocrática


A Escola Secundária D.Sancho e os seus professores dão uma demonstração de união e não cedem a ameaças.
Os professores da Escola Secundária D. Sancho de V.N. de Famalicão disseram ontem, em uníssono, um NÃO a qualquer tipo de procedimento administrativo que se relacione com este modelo, com simplex ou sem simplex.. Os professores desta escola manifestaram todo o seu repúdio pelas afirmações inqualificáveis do Sr. Pedreira que sem mais argumentos para prosseguir com este modelo atira armas de arresso para os professores e para os Presidentes de Conselho Executivo e que um dia dá uma no cravo, e no outro, dá uma na ferradura. Porquê respeitar, não um modelo mas antes uma manta de retalhos que constantemente anda com emendas legislativas a tentar compor aquilo que está irremediavelmente sem sentido?
Os professores da Escola Secundária D. Sancho I ainda acreditam na sabedoria antiga e nas palavras sábias de Séneca: “Não há bons ventos para quem não sabe navegar”. Assim acreditamos. Estas ameaças são sinal do desespero de alguém que, prestes a naufragar, ainda tenta salvar-se a todo custo. Mas não vai ser a custo da dignidade dos professores e da sua luta.
Eugénio Oliveira

l’état ce moi – proferida por Luís XIV, o Rei -Sol

Fernando  Sobral
O Estado sou eu
fsobral@mediafin.pt

O Estado sou eu, pareceu dizer José Sócrates nas entrelinhas da sua entrevista à SIC. Para além do que disse, e do que ocultou, o primeiro-ministro demonstrou que apenas lê a cartilha de uma ideologia: a que lhe garante o poder. Sócrates não é o Blair da “terceira via”, nem o Gordon Brown que agora diz que ainda bem que acabaram os mercados livres.

Sócrates nunca definiu, até hoje, quais são para si as linhas de equilíbrio entre o Estado e o mercado. Por isso foi intransponível face ao fogo cerrado que os entrevistadores julgaram ser a melhor forma de o interrogar. Não era. Sócrates, remexido e bem preparado, suavizou as relações com Cavaco e preparou o país para o novo Orçamento que há-de vir por aí. A ideologia de Sócrates não é feita de convicções ideológicas (que não fazem parte do seu discurso), mas sim de um pragmatismo acima de qualquer ideia de esquerda ou de direita. Sócrates é o Estado. E o Estado não tem de dizer de que cor é. Por isso, a sua acção é a de gestor dos interesses do Estado e, se acreditarmos, do País. Noutros tempos Sócrates não seria primeiro-ministro: seria o feitor perpétuo da coutada do Estado. Sócrates é uma melancia nascida no jardim de Maquiavel: de todas as cores por fora, desde que o centro seja comestível. Não há idealismo nele. Há populismo puro, sem sombra de ideologia. Pode ser que António Costa lhe arranje um substrato ideológico com a sua moção, mas para defender a sua actuação como pastor do Estado não precisa disso, como se viu na segunda-feira

In J. Negócios