tomada de posição Secundária D. João II – Setúbal

13-janei1A maioria dos professores da Escola Secundária D. João II suspendeu a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu na grande maioria das escolas ou agrupamentos de escolas.
A necessidade sentida pelo ME, na sequência das enormes manifestações de descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de alterações sucessivas do Modelo de Avaliação mais não é que um reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e inaplicabilidade.
As alterações pontuais que foram introduzidas não mudam a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, minimizando a importância da componente científica e pedagógica na aferição do mérito docente, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
As alterações agora produzidas pelo ME e consubstanciadas pelo Decreto Regulamentar 1-A/2009 mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
Outras alterações como as relacionadas com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, estando previsto que esses aspectos sejam retomados no próximo ciclo de avaliação.
A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo ME significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária D. João II abaixo-assinados, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reiteram a sua decisão em manter suspensa a sua participação no mesmo, manifestando a sua determinação em não entregar os Objectivos Individuais.
Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
Setúbal, 13 de Janeiro de 2009
Escola Secundária D. João II

Não tenham medo! Assembleia Geral de Professores da Escola Secundária do Entroncamento reafirmou hoje rejeição da avaliação de desempenho

Foi esta tarde. A reunião geral de professores da Escola Secundária do Entroncamento começou às 18:00 e terminou às 20:00. Estiveram presentes 130 professores. 124 votaram a favor da moção de rejeição da avaliação de desempenho, 2 votaram contra, 3 votaram em branco. Houve um voto nulo. A moção foi aprovada com 95,4% de votos favoráveis. Mais logo, tenciono postar a moção.
O caminho a seguir é este: aprovar moções de rejeição em assembleia geral de professores.  É necessário que os delegados sindicais e os professores que integram os movimentos independentes liderem o processo. Tomem a palavra nas reuniões, expliquem o que está em jogo e dêem a cara. Por favor, não tenham medo!
Publicada por Ramiro Marques em ProfAvaliação

O Demente!

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Maioria absoluta PS evita que país fique «ingovernável»

O antigo Presidente da República Mário Soares defendeu hoje que a crise pode tornar o país «ingovernável» em 2009, mas admitiu que uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições legislativas pode evitar que tal aconteça

Nova aparição do “Nosso Senhor Só ares”.

Estão mesmo com a corda na garganta.


Os professores que estão a optar pelo Simplex2 vão ter surpresa desagradável

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1. Tenho dito aqui que os professores incapazes de recusarem a avaliação de desempenho, deverão optar pelo mais simples, ou seja, a recusa em serem avaliados na componente científica e pedagógica. Tenho recebido informações de que há muitos professores a optarem pelo Simplex2 completo. É um tremendo erro. Vou explicar porquê:
1. O pedido para serem avaliados na componente científica e pedagógica lança o trabalho, os procedimentos e a responsabilidade para cima dos coordenadores de departamento e/ou os avaliadores em comissão de serviço, libertando os PCEs de grande parte da carga burocratica e das responsabilidades. Ora, isso é o que convém aos PCEs. Se os PCEs se tivessem portado bem ao ogo deste processo, eu ainda entenderia essa atitude. Mas, infelizmente, a maioria dos PCEs portou-se muito mal ao longo destes 2 anos de luta.
2. A melhor forma de dificultar o processo de ADD é atirar para cima dos PCEs a responsabilidade pela avaliação de desempenho de todos os professores. Sentirão na própria pele o excesso de burocracia e de trabalho que o processo de ADD impõe. Ao optarem por serem avaliados na compoente científica e pedagógica os avaliados libertam os PCEs do castigo merecido.
3. Os professores que estão a pedir para serem avaliados na componente científica e pedagógica julgam que, dessa forma, têm o MB e o EXC garantidos. Não têm. Esquecem-se das quotas. Dois terços ou um pouco mais apanharão uma grande desilusão. Uma desilusão merecida.
4. Se houver muitos professores a optarem peloo Simplex2 completo, darão argumentos ao ME para, no próximo ano lectivo, impor a aplicação do decreto regulamentar 2/2008 em toda a sua dimensão.
5. Pensem bem, antes de optarem. A ambição, por vezes, mata.