Dia: 14 de Janeiro, 2009
Estarão a preparar a bomba atómica? Listas de disponíveis por escola?
1. O PS levou o país à falência. Governou Portugal dez anos nos últimos treze anos. O PSD do fugitivo deu uma boa ajuda durante quase três anos.
2. A verdade nua e crua é que não há dinheiro para pagar as reformas chorudas dos políticos e dos jovens aposentados milionários do Banco de Portugal. Dois terços dos presidentes das Câmaras Municipais são aposentados da política. Quase todos os ministros e secretários de estado também. Os deputados idem. Portugal está a ser governado e administrado por aposentados milionários da política.
3. É preciso empobrecer gradualmente a população activa para que as receitas geradas possam conservar as reformas milionárias dos políticos.
4. Os filhos e os netos dos governantes, autarcas e deputados com reformas milionárias da política já estão a salvo nas administrações dos bancos e das grandes empresas de Internet, Media, Telemóveis, Energia e Obras Públicas.
É por isso que o PS, e em menor parte o PSD, precisa tanto de dominar essas empresas, colocando nas suas direcções executivas os seus homens de mão.
Em troca, o Governo PS socorre-as quando estão em dificuldades, atirando para cima delas o dinheiro do Povo ou oferecendo-lhes negócios milionários. Veja-se o caso do Magalhães ou o caso dos avales aos bancos.
5. Os professores foram escolhidos pelo Governo PS como cobaias no processo de empobrecimento da população activa. O novo ECD e o modelo burocrático de avaliação servem esse propósito.
O regresso dos directores às escolas mais os 750 euros mensais de suplemento remuneratório e prémios destinam-se a facilitar a concretização do processo de empobrecimento em curso.
Os directores serão o braço repressivo do Governo nas escolas.
6. Mas a crise financeira e económica é maior do que se supunha. O empobrecimento dos professores tem de ser mais rápido. A arma já existe e está pronta para ser usada: chama-se lei dos disponíveis. E serão os directores que farão a escolha dos sacrificados.
Os sacrificados serão os professores que estão no 10º escalão porque são os mais caros.
É pouco provável que o PS use a bomba atómica antes de Outubro.
Mas tenciona fazê-lo na próxima legislatura caso a crise económica e financeira se agrave.
ESEN DE VISEU MANTÉM SUSPENSÃO
[através da votação de uma moção aprovada com apenas 6 abstenções e sem votos contra]
MOÇÃO
Os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu, suspenderam, por larga maioria, a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou Agrupamentos de Escolas.
O Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento que culminaram com a expressiva adesão à greve de Dezembro último, procedeu a sucessivas alterações do Modelo de Avaliação, que mais não são do que o reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da sua inaplicabilidade.
Essas alterações, por serem pontuais, em nada modificaram a filosofia e os princípios que estão subjacentes ao Modelo que, apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.
A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do mesmo.
Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
Um apelo à mobilização. Luís Afonso explica por que razão vale a pena recusar a entrega dos OI
O Melhor do Mundo
Português Suave (sem filtro)
A inenarrável directora regional de Educação do Norte, famosa pela desabrida forma como tratou um professor que terá dito uma graça sobre “o primeiro-ministro de Portugal”, entendendo, em contrapartida, que encapuzar-se e, em plena aula, apontar uma pistola de plástico à cabeça da professora já é só uma brincadeira de mau gosto, voltou à ribalta, e de novo pelas melhores razões: um ofício dirigido às “suas” escolas sobre o não menos famoso “Magalhães”, que a doutora (do latim “doctor”, aquele que ensina) redige numa língua inédita, vagamente parecida com o português.
Algumas passagens do documento são verdadeiros clássicos do português técnico, versão Ministério da Educação. Repare-se, por exemplo, neste naco de prosa: “O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023”. Mas o resto, designadamente a inovadora técnica de pontuação que é pegar em vírgulas e atirá-las ao ar a ver onde caem, não é menos esclarecedor do nível hoje exigível para se ocupar um alto cargo educativo em Portugal.
Por Manuel António Pina in J. Notícias
Actualizando a lista das escolas que aprovaram moções a confirmar a suspensão da avaliação burocrática de desempenho
Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra (dia 6 de Janeiro de 2009)
Agrupamento de Escolas de Santo Onofre – Caldas da Rainha (dia 7 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária D. Sancho I – Vila Nova de Famalicão (dia 7 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária de Vergílio Ferreira – Lisboa (dia 7 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária Sá de Miranda – Braga (dia 8 de Janeiro de 2009)
Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade – Almada (dia 10 de Janeiro de 2009)
Agrupamento de Escolas de S. Miguel – Guarda (dia 12 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária de Silves (dia 13 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária/3 de Carregal do Sal (dia 13 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária D. João II – Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária Gabriel Pereira – Évora (dia 13 de Janeiro de 2009)
Agrupamento de Escolas Luísa Todi – Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária com 3º ciclo do Entroncamento (dia 13 de Janeiro de 2009)
Escola Secundária de S. Pedro – Vila Real (13 de Janeiro de 2009)
Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar (13 de Janeiro de 2009)
Agrupamento Monsenhor Jerónimo do Amaral (13 de Janeiro de 2009)
Agradeço aos colegas que enviaram as moções e a informação. Ao longo do dia, postarei aqui as moções aprovadas nas reuniões de hoje.
Mais escolas:
Agrupamento de escolas do Real, Braga
Escola Secundária da Sé, Guarda
Actualização às 15:00:
Escola Secundária de Caneças (abaixo-assinado)
Agrupamento Vertical Clara de Resende, Porto
AS ‘REFLEXÕES’ DE SAMPAIO
O documento que Jorge Sampaio fez publicar, anteontem, no DN, sob o título de “Cinco Reflexões sobre os Desafios de uma Estratégia Nacional”, comporta uma forma de revolta delicada, uma crítica mansa, e um pouco melancólica, aos egoísmos corporativos, e o desejo de que as fracturas sociais crescentes não atinjam zonas irremediáveis. O texto possui a honestidade intelectual do autor e o sentido de um apelo que desemboca em largas inquietações.
Como se pode mobilizar um povo, convocá-lo para a causa comum, se a classe dirigente tem tripudiado sobre a cultura de relação de que se compõe a democracia avançada? Nada nesse sentido tem sido realizado, sequer tentado. O próprio Sampaio, quando Presidente, ao rejeitar Ferro Rodrigues, e abrir as portas a um intermezzo cómico, participou, activamente, no retrocesso histórico que fez aumentar a indiferença e o desencanto portugueses. As desproporções obscenas entre os sacrifícios impostos e as regalias generosamente distribuídas por uma casta de privilegiados não são de molde a entusiasmar a população. O discurso oficial desloca–se numa falsa euforia e passa para a depressão mais inquietante. Ninguém, de boa fé, acredita nestes “políticos”, cuja representação é diariamente demolida pelas evidências dos factos. E Jorge Sampaio bem o sabe.
As “Reflexões” não eliminam o sentido crucial dos problemas, mas também não indicam, ou sugerem, como seria natural, o combate ideológico contra a ideologia que intimida os governos e os intima a praticar regras unilaterais. Há, em tudo isto, uma perversão moral que condiciona o comportamento ético. O texto de Sampaio é omisso nestes aspectos, e percorre-se em generalidades. E talvez devesse ser, pelo estatuto e pelo passado do autor, nesta desordem e nesta perturbação, um aviso de que as abdicações não são o caminho para o resgate das servidões. A desmobilização cívica do País é uma das consequências da ausência da instância Estado, da falta de comparência de um ideal de libertação (sim, de libertação) que nos empolgue. E é, igualmente, a descaracterização ideológica dos partidos, essa base lógica que explica e justifica as grandes conquistas dos trabalhadores no imediato pós-guerra. Quando um estudo revela que os portugueses são o povo europeu que menos ri ou sorri, o caso pode animar solertes comentadores do óbvio – mas não deixa de ser significativamente pesaroso. Já ninguém vai “contra os canhões marchar, marchar”. Estamos marcados pelo mais atroz niilismo e identificados com o mais absoluto indiferentismo.
O documento de Jorge Sampaio é, certamente, estimável, mas o seu conteúdo não revela a originalidade exigível.
Baptista-Bastos
Escritor e jornalista In D. Notícias
Professores do Agrupamento Luisa Todi, Setúbal, aprovaram, ontem, moção a confirmar a suspensão da avaliação de desempenho

Os professores da Escola EB 2,3 de Luísa Todi, reunidos no dia 13 de Janeiro, em reunião sindical, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
E a lista continua…Guarda, Foz Côa, Setúbal, Ponte de Lima, Braga, Vila do Conde, Évora, Serpa. Os professores perderam o medo. A ADD não arranca
Post actualizado às 22:30: E a lista continua: Os professores da escola Gabriel Pereira, em Évora, aprovaram a continuação da suspensão da Avaliação de Desempenho. E os colegas da Escola Secundária de Serpa também.
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Marquês de Pombal, Lisboa
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária D. João II, de Setúbal
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Gabriel Pereira, de Évora
Os professores da Escola Secundária de Arganil aprovaram hoje moção a confirmar a suspensão efectiva da avaliação de desempenho. O mesmo fizeram os professores da Escola Secundária Severino de Faria, de Évora. E os colegas da escola de Ourique aprovaram, também, esta tarde a rejeição da avaliação burocrática de desempenho. O Sul ergue-se! Ainda bem.
Os professores da Escola Secundária de Ponte de Lima aprovaram, esta tarde, a recusa na entrega dos objectivos individuais e reafirmaram a suspensão efectiva da avaliação de desempenho.
Última actualização:
Soube há pouco que os professores da Escola EB2e3 de Real, em Braga, reafirmaram a suspensão efectiva da avaliação de desempenho. Amanhã, tenciono publicar notícias mais precisas sobre a aprovação de moções de rejeição da avaliação de desempenho em escolas de Viana do Castelo e noutras cidades do Norte do país. Irei publicando aqui as moções à medida que as for recebendo. Amanhã, estão previstas dezenas de reuniões de professores. É de prever que o movimento de resistência interna ganhe novo fôlego na quarta e na quinta. A onda volta a crescer. No dia 19 de Janeiro, as escolas de todo o país vão parar. E no dia 24/1, os professores voltarão a encher as ruas de Lisboa.
E a lista continua…Guarda, Foz Côa, Setúbal, Vila do Conde, Évora, Serpa. Os professores perderam o medo. A ADD não arranca
E a lista continua. Hoje, foi um grande dia. Amanhã, será ainda melhor. Os professores da Escola José Régio, de Vila do Conde, aprovaram a continuação da suspensão da avaliação de desempenho e a não entrega dos objectivos individuais. Na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa (finalmente, Lisboa a erguer-se! Já não era sem tempo!), os professores aprovaram, esta tarde, uma moção a rejeitar a avaliação burocrática de desempenho, com simplex e sem simplex, o completo e o simplificado. Os professores do Agrupamento de Vila Nova de Foz Côa aprovaram, também, esta tarde, a suspensão da avaliação de desempenho. E o mesmo fizeram, ontem, os professores do Agrupamento de S. Miguel, na Guarda. Vamos actualizando a lista? É o que farei ao longo da noite. Por favor, não tenham medo! É agora!Post actualizado às 22:30: E a lista continua: Os professores da escola Gabriel Pereira, em Évora, aprovaram a continuação da suspensão da Avaliação de Desempenho. E os colegas da Escola Secundária de Serpa também.
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Marquês de Pombal, Lisboa
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária D. João II, de Setúbal
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Gabriel Pereira, de Évora
Os professores da Escola Secundária de Arganil aprovaram hoje moção a confirmar a suspensão efectiva da avaliação de desempenho. O mesmo fizeram os professores da Escola Secundária Severino de Faria, de Évora. E os colegas da escola de Ourique aprovaram, também, esta tarde a rejeição da avaliação burocrática de desempenho. O Sul ergue-se! Ainda bem.
Os professores da Escola Secundária de Ponte de Lima aprovaram, esta tarde, a recusa na entrega dos objectivos individuais e reafirmaram a suspensão efectiva da avaliação de desempenho.

Estarão a preparar a bomba atómica? Listas de disponíveis por escola?




