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Dia: 16 de Janeiro, 2009
PCE optarão pelos prazos mais alargados; não pedirão aos professores que entreguem os objectivos
Foram quatro horas de reunião para, afinal, ficar tudo como estava. Ou quase. Rosário Gama, uma das representantes dos 139 presidentes dos Conselhos Executivos (PCE) que, no sábado, se reuniram em Santarém para reclamar a suspensão da avaliação, diz que saiu do longo encontro com a ministra da Educação, ontem, com uma certeza: “Está tudo na mão dos professores. Terão de ser eles a travar o processo, não entregando os objectivos, e nós só podemos apoiá-los.”
Foi um corrupio. Ao final da manhã de anteontem Rosário Gama, da secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, enviou o pedido de audiência à ministra; ao cair da noite do mesmo dia recebeu resposta positiva; e às 13h30 de ontem, 14 dos PCE contestatários entravam no ministério, para reclamar, pessoalmente, a suspensão da avaliação. Foram recebidos por uma ministra “tremendamente cordial”, nas palavras de Eduardo Ferreira, do Agrupamento de Escolas do Sátão. “Mas irredutível”, como completou Rosário Gama.
“Não quis que lêssemos o manifesto. Estivemos quatro horas a conversar, a explicar as razões da nossa preocupação e do nosso descontentamento, e a ministra ouviu atentamente, foi tirando notas e, no final, disse que não iria suspender a aplicação do modelo”, descreveu Eduardo Ferreira.
Demissão adiada
E assim ficaram. Da parte da ministra e do secretário de Estado Valter Lemos – que não prestaram declarações aos jornalistas – não surgiram quaisquer ameaças de processos disciplinares; e os PCE também não abordaram a possibilidade de demissão, que fora longamente debatida na reunião de sábado passado. Se essa é ou não uma possibilidade é o que se verá no segundo encontro de PCE, marcado para 7 de Fevereiro, em Coimbra. “Mas o importante, agora, é que os professores não entreguem os objectivos”, defendeu Rosário Gama, que acredita que a demissão “serviria o Governo, que assim se livrava” dos contestatários.
Tal como impõe a lei e foi decidido em Santarém, os PCE vão mesmo determinar e afixar o calendário das várias fases da aplicação do modelo de avaliação. No entanto, voltou ontem a frisar Rosário Gama, “os professores sabem que podem contar” com o seu apoio. Significa isto, na prática, que pelo menos aqueles 139 PCE optarão pelos prazos mais alargados; não pedirão aos professores que entreguem os objectivos; e, entretanto, a 7 de Fevereiro, voltam a reunir-se para decidir novas medidas a adoptar. Com uma certeza, diz Rosário Gama: “Nessa altura, seremos mais do que 139 e a nossa capacidade de reivindicação estará reforçada.”
Este protelar do processo, no entanto, admite a docente, só será eficaz “se um número significativo de professores não entregar os objectivos”. Um cenário que, ao longo dos últimos dias, foi entusiasmando os responsáveis pelos variadíssimos blogues de docentes que contestam a avaliação, alguns dos quais de movimentos de professores independentes de sindicatos.
O ProfAvaliação (www.profblog.org), por exemplo, continuava ontem a actualizar uma lista que já ia em mais de 70 escolas ou agrupamentos que, já após a simplificação do modelo de avaliação, terão aprovado moções em que o rejeitam e se recusam a aplicá-lo. Outros blogues publicam textos das moções, como o atribuído à escola Secundária de Camões, de Lisboa, em que os docentes acusam o ministério de institucionalizar “uma avaliação de faz de conta”.
Os 3 Reis Magos da Economia: Navegação Astronómica!
O défice orçamental português deverá ultrapassar este ano o limite de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), e deve atingir os 3,9%.
Esta é a nova previsão do Governo, inscrita na actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento, que será apresentada no Parlamento na próxima segunda-feira.
O anúncio foi feito pelo ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros extraordinário, onde foi ainda aprovado o orçamento suplementar para o corrente ano, incluindo as medidas de combate à crise.
Apesar de na proposta de Orçamento do Estado o executivo apontar para um défice de 2,2%, o primeiro-ministro admitira já, na altura em que apresentou o pacote de medidas de estímulo à economia, que o mesmo deveria afinal ficar nos 3%.
O Governo prevê ainda um agravamento da dívida pública para 69,7% este ano, em vez dos anteriores 65,9%.
Comentário:
Primeiro Fax entre os melhores vestidos de Armani, Teixeira dos Santos entre os piores vinte Ministros Europeus…Presidente do Banco de Portugal uma lástima.
Navegação à vista pela estrela Polar.
Que belos políticos e economistas temos em Portugal. Foram todos avaliados com a classificação de excelente no Modelo de Avaliação 2/2008 de professores pela competência demonstrada.
Com este tipo de Políticos da Propaganda Nacional Socialista, Portugal está irremediavelmente no pelotão do terceiro Mundo.
Ary dos Santos ou a voz indomada e indomável
Ele morava na Rua da Saudade, na encosta do Castelo de São Jorge, rés-do-chão de um prédio onde, em épocas distintas, havia sido residência de José Rodrigues Miguéis, o imenso romancista deploravelmente esquecido; de Alexandre O’Neill e de Fernando Tordo. Eu habitava mais abaixo, na Rua Norberto de Araújo, húmida e estreita, encostada à antiga muralha fernandina. Até lá, quase noventa degraus, que deitavam abaixo o coração mais empedernido – quanto mais o meu, estremecido e acelerado quase sempre.
Ocasionalmente, encontrávamo-nos, nas tascas, nos modestos restaurantes da zona, ele brincava com os meus três filhos, contava episódios mirabolantes à minha mulher, ríamo-nos com os seus desaforos, admirávamos a sua coragem tanto física como moral. Um ser tonitruante, narcísico, venenoso como uma cascavel, generoso, atento, cordial e afectuoso como o último dos cavalheiros. E um trabalhador infatigável. O Ary dos Santos possuía a moral proletária do trabalho; e a marca da sua aristocracia provinha, directamente, da grandeza de alma e da displicência com que esbanjava um talento tão magnífico como sumptuoso. Grande bebedor, grande pecador, grande blasfemo, grande destruidor de mitos e de aldrabices.
Conheci-o na redacção da revista “Eva”, dirigida por uma mulher distintíssima, Carolina Homem Christo, e onde trabalhava gente da estirpe de Carlos de Oliveira, Maria Judite de Carvalho, Rogério de Freitas e José Cardoso Pires. Ele fez umas entrevistas curtas e bizarras; eu, uns textos estranhíssimos sobre bruxas e ruas sem nome. Éramos uns miúdos, eu um pouco mais velho do que ele, e logo assim saíamos da revista avançávamos para A Brasileira do Chiado, centro do mundo e ponto de encontro de tudo o que era gente importante no jornalismo, nas artes, no teatro e na literatura.
Deixei de o ver porque, entretanto, eu encontrara colocação num jornal semanal, “Cartaz”, cujo chefe de redacção, Armindo Blanco, tinha tanto de talentoso como de mau feitio. Mais tarde, com ele voltei a trabalhar, n’”O Século Ilustrado”, um ou dois anos antes de Blanco viajar para o Brasil, onde morreu, nos anos de 90. O Ary dos Santos, entretanto, enveredara nos meios da publicidade, e reencontrei-o, algumas vezes, nos escritórios da agência “Êxito”, dirigida por Fernando d’Almeida, um craque naquela profissão. Eu escrevia pequenos textos, para arredondar a conta, ao fim do mês, e participei numa equipa constituída por Alves Redol, Daniel Filipe, Álvaro Guerra, Cardoso Pires, que mantinha uma rubrica, “Pequena Crónica do Banal”, diariamente apresentada na Rádio Renascença, como rubrica de um programa de duas horas, “Êxito”, que era patrocinado pelos anunciantes da agência. Parte dessas crónicas deram origem a um belo livro do Redol, “Histórias Afluentes”, e, remanejadas e reescritas, as minhas republiquei-as, em jornais, revistas e livros.
O Ary não era, apenas, um génio na publicidade (como, aliás, o O’Neill), foi o autor de letras extraordinárias, para fados e canções. As parcerias com Fernando Tordo (outro formidável autor e letras e de músicas, além de originalíssimo cantor) e com Carlos do Carmo deram resultados incomparáveis. E pertencem à selecta mais rigorosa da música popular portuguesa. Um dia, o Tordo, com a coragem e a dignidade ética que se lhe reconhecem, disse: “Os poemas do José Carlos têm uma importância muito maior, pela qualidade e pela profunda originalidade, do que os do Vinicius de Moraes.” E eu estou de acordo. Devíamos, cada um de nós, debruçarmo-nos, mais atentamente, sobre a natureza lírica e a efabulação poética dos poemas de Ary, e não somente nas daqueles expressamente escritos para ser cantados. E corarmos de vergonha por sermos cúmplices da conspiração de silêncio, ou pelo desdém atrevido e ignorante com que alguns medíocres preopinantes se referem ao grande poeta.
Quando morreu, a 18 de Janeiro de 1984, uma multidão comovida aguardava o esquife no Alto de São João. Ouviram-se gritos: “Viva Ary dos Santos!”, e uma floresta de punhos erguidos saudava o homem que escreva sobre o povo, as ruas e os bairros com o sentimento e a emoção de Cesário Verde. Matamos duas e três vezes aqueles de nós que se alevantaram sobre a média.
Chegamos, até, a cercá-los de infâmia. Não chega, porém, para os naufragar no oceano do esquecimento. Mais tarde ou mais cedo alguém fará a sua recuperação. No caso de José Carlos Ary dos Santos ele pagou bem caro o facto de ser militante comunista e de assumir bem alto a sua homossexualidade. Porém, as suas canções ainda se cantam e ainda se ouvem: falam de coisas simples e modestas como o amor, a grandeza do trabalho, a luta incansável por dias melhores, a natureza cívica dos bairros, a beleza dos amanheceres e o mistério insondável das noites de Lisboa.
Ele pertencia a essa estirpe de portugueses que, como diz Fernando Tordo, “era gente importante que desdenhava da sua importância”. Vinte e cinco anos depois, falta-nos o seu grito, a sua voz indomável, a sua presença livre e sem dono.
Baptista Bastos in J. Negócios
Soneto
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
Os cinco pecados do deputado Manuel Alegre ou a síndrome do “agarra-me senão eu mato-o!”
Os cinco pecados do deputado Manuel Alegre ou a síndrome do “agarra-me senão eu mato-o!”
O Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o PSD
O ataque ao Estado Social de Direito , materializado nas políticas de afronta ao Sistema Nacional de Saúde, ao sector do ensino, no apoio às grandes fortunas e no ataque aos que menos têm, aos mais pobres, são provas inequívocas de que José Sócrates e o PS não corresponderam à confiança dos que nele votaram.
O Governo gastou milhões e milhões de euros no apoio ao BPN, quando o deveria ter deixado falir.
O Governo gasta milhões de euros no apoio ao BPP – banco que vivia da especulação e que é detido por gente que tem fortunas – é um sintoma grave da dependência do Partido Socialista e do Governo em relação ao grande capital e a políticas erráticas e deveria ter deixado falir o BPP, onde têm dinheiro o Pinto Balsemão, o José Miguel Judice, entre outros.
Os dinheiros usados para apoiar estes bancos são públicos, oriundos dos impostos pagos pelos portugueses, com esforço.
O Partido Socialista e o seu Governo, de José Sócrates, é responsável pelo maior êxodo da população jovem portuguesa desde os anos 1960.
Milhares e milhares de pessoas têm ao longo dos últimos 3 anos emigrado, desesperados pela falta de condições de vida em Portugal.
José Sócrates é um bom orador, mas tal como a cigarra só canta!
O Bloco de Esquerda tem feito um bom trabalho na Oposição. Nos debates no Parlamento tem encurralado José Sócrates, pondo o dedo na ferida.
Daí a deriva de Manuel Alegre e o fingimento de que há no PS uma “esquerda” que luta pela alteração de rumo.
Trata-se de mera retórica, um fogo fátuo, tendente a manter o eleitorado que votou no PS mobilizado.
Nem Manuel Alegre alguma vez sairá do PS, nem os “arrufos” de Manuel Alegre devem ser lidos de forma diferente de meras manobras de diversão.
Manuel Alegre é a arma do PS para manter a esperança dos socialistas que não se podem rever nas políticas de José Sócrates, mas que vão tendo Manuel Alegre para os “animar”.
Os homens e mulheres de esquerda do PS devem votar no Bloco de Esquerda, ou no PSD , não se deixando enganar pelas manobras de Manuel Alegre e do PS, que não passam de areia para os olhos dos eleitores, devidamente concertadas para enganar o “Zé Povinho”.
O PSD precisa de mais organização, mas creio que na data das eleições estará em condições de fazer frente ao PS, de o afastar do Poder.
Há, na minha opinião, um dado adquirido: É imperioso correr com o Governo do PS.
José Sócrates não está à altura do desafio que a crise faz a Portugal.
Mais até, tudo o que José Sócrates faz em Portugal é imposto pela União Europeia, pelo que a situação seria ainda mais catastrófica se não fosse a orientação da União Europeia.
Há sinais preocupantes na democracia portuguesa. Nomeadamente o avassalador domínio que o PS tem na comunicação social.
O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias estão irreconhecíveis. Nota-se o dedo do PS.
O Correio da Manhã também não esconde o dedo do PS.
É a vontade da COFINA ter um canal de televisão…
O Expresso está incaracterístico. Não tem sequer informação política que era o seu timbre.É um jornal muito distante dos seus similares na Europa e no Mundo.
A SIC está dominada pelo PS.
A RTP ainda mantém uma margem de independência.
A TVI é a lufada de ar puro na comunicação social.
Temos de ler os sinais e reagir.
Portugal corre grave perigo.
Tem de haver uma mudança política forte e firme para redireccionar Portugal.
Posto por José Maria Martins
O estado a que isto chegou – Constantino Piçarra
Constantino Piçarra: “És professor de educação física, toma lá um arquitecto para te avaliar que a bola também faz arcos e a ginástica é pura estética em movimento. Achas isto mal? Não percebes a coisa? Então deixa-te de avaliações e contenta-te com um “Bom” ou um “Suficiente” que a tua mente é de horizontes curtos. Ainda refilas? Então requer lá um professor de educação física para te avaliar”.
Depois da contestação ao modelo de avaliação dos professores, o Ministério da Educação no passado dia 5 de Janeiro fez publicar em “Diário da Repúblic” um Decreto Regulamentar (nº1-A/2009) que, segundo os responsáveis da 5 de Outubro, simplifica o modelo de avaliação primitivamente concebido, na medida em que – e isto é assumido pela Ministra – lhe foram retirados os aspectos mais criticáveis. No entanto, logo se acrescenta que no próximo ano lectivo de 2009/2010 se mantêm em vigor os aspectos que agora se retiram nesta simplificação, justamente por serem criticáveis.
Quem me explica esta conversa? Há aqui alguém que, decididamente, pensa que os professores e o povo em geral são parvos. E o pior é que quem assim pensa são os responsáveis pelo Ministério da Educação. Abençoado país que possui governantes deste quilate.
Após análise do citado Decreto Regulamentar cujo objectivo é simplificar, a primeira conclusão a retirar é que complica. Vejamos alguns exemplos transportados para o mundo conhecido por todos para que, efectivamente, todos percebam do que se está a falar.
Imagine o leitor que é médico e que trabalha num centro de saúde dirigido por uma advogado e onde você é o único profissional de saúde, por sinal, reconhecido pela comunidade como excelente. Imagine, ainda, que o governo decidiu que você devia ser avaliado enquanto médico – (se receitava os medicamentos apropriados, se auscultava correctamente os doentes, etc.) – pelo advogado, director do centro de saúde. Perante esta coisa tresloucada seria de esperar que você ficasse quieto e calado? Claro que não. Pois bem, foi o que a classe docente fez quando se apercebeu que um professor de história ia avaliar um professor de educação física e que este avaliaria um de educação visual e assim por diante. E nesta conformidade se manifestaram na rua exigindo uma outra avaliação, no mínimo séria e honesta.
Agora imagine o leitor que o governo, perante a sua crítica, na qualidade de médico, simplificava a avaliação dizendo-lhe: Bem, nós percebemos a sua crítica e, por isso, resolvemos o assunto da seguinte maneira: Desde logo o senhor pode prescindir de ser avaliado na vertente “acto médico”. No entanto, se optar por tal caminho nunca poderá ser classificado com “Muito Bom” ou “Excelente”. Se quiser ter essas altas classificações das duas uma: Ou aceita ser avaliado pelo Advogado, director do centro de saúde, ou requer ser avaliado por um médico, só que, neste caso, não lhe dizemos qual será o médico que o irá avaliar. Pode ser um acabado de entrar na profissão, sem experiência, ou até pode não haver qualquer médico e neste caso a gente não lhe sabe dizer que classificação é que terá.
Convenhamos que para simplificação não está mau de todo. No entanto a questão central é esta: estaria o leitor disponível para aceitar esta opacidade de procedimentos totalmente aberta ao arbítrio? Penso que não. E um professor de educação visual, arquitecto, tem que estar disponível a tudo isto só para não ser avaliado por um colega de educação física?
Agora imagine o leitor que tem uma empresa de construção civil e que concorre a um concurso aberto pelo Ministério da Educação destinado a construir uma escola em Mértola. São três os concorrentes. A empresa do leitor e mais duas. Agora imagine que o Ministério da Educação delega o poder de avaliar as propostas e de, portanto, decidir quem ganha o concurso, numa empresa sua concorrente no referido concurso? Como reagiria o leitor? Provavelmente clamando que isto era um caso de polícia ou que se estava numa república das bananas. Pois bem, então que dizer dum sistema de avaliação imposto pelo Ministério da Educação onde um professor irá avaliar outro, mas que depois os dois irão ser opositores ao mesmo concurso e à mesma vaga? Pode-se dizer tudo. Que os professores não querem é ser avaliados é que não.
E é este o estado da república em matéria de avaliação de professores. És professor de educação física, toma lá um arquitecto para te avaliar que a bola também faz arcos e a ginástica é pura estética em movimento. Achas isto mal? Não percebes a coisa? Então deixa-te de avaliações e contenta-te com um “Bom” ou um “Suficiente” que a tua mente é de horizontes curtos. Ainda refilas? Então requer lá um professor de educação física para te avaliar que a gente logo vê o que consegue. Pobres e mal agradecidos. Andam todos com a mania que são Ronaldos.
E viva Portugal!
Primeira avaliação prejudicou docentes
Primeira avaliação prejudicou docentes
RITA CARVALHO
Educação. Docentes avaliados no ano passado estão indignados com injustiças detectadas no processo e denunciam a aplicação de critérios diferentes a quem concorre aos mesmos concursos.
Contratados já avaliados falam de injustiças na nota
Reclamações, recursos, processos nos tribunais. É este o resultado da primeira aplicação do sistema de avaliação de desempenho que decorreu no passado ano lectivo, de forma simplificada, e abrangeu 17 mil professores, na maioria contratados. Numa altura em que o Governo insiste em avançar com o modelo, já alvo de nova simplificação, centenas de docentes ainda contestam a nota do ano passado, alegando injustiças e ilegalidades na sua atribuição.Professores que tiveram nota mais baixa porque faltaram para ir ao médico ou assistir a família, grávidas penalizadas porque deram menos aulas, docentes prejudicados por acompanharem visitas de estudo, não dando todas as aulas previstas. São alguns dos casos denunciados à Fenprof que recebeu mais de 600 reclamações por e- -mail. Apesar de o Governo ter justificado o avanço da avaliação – mesmo só no terceiro período – com a necessidade de os contratados se apresentarem a novo concurso, a realidade demonstra que a nota da avaliação nem foi contabilizada nesse concurso. Aliás, há ainda professores que não sabem a nota e já estão a dar aulas. Na base de muitas reclamações está a atribuição de quotas às classificações de Excelente e Muito Bom. Como a legislação que definiu a quantidade de notas elevadas que cada escola podia atribuir só foi publicada no final de Julho, muitas escolas tentaram “gerir” o problema à sua maneira. Umas resolveram atribuir Bom a todos os avaliados, enquanto que outras classificaram alguns docentes com as notas mais elevadas, mesmo antes de as quotas saírem. A revisão de notas na sequência de queixas de “injustiças” chegou até a virar-se contra os queixosos, que viram a classificação diminuída.É esta a base da maioria das reclamações, disse ao DN, Mário Nogueira, da Fenprof. “A lei diz que devem ser dados Excelente e Muito Bom. Houve pessoas descontentes porque na sua escola só houve Bom. Outros reclamaram pelo motivo contrário”, acrescenta, sublinhando esta “enorme injustiça”. O pior, diz, é que professores avaliados segundo critérios diferentes candidatam-se aos mesmos concursos. Apesar do descontentamento ser “generalizado”, muitos não avançaram com queixas com medo de represálias ou de confronto com os colegas.
E qual é o espanto? Nós avisámos, não foi? E o mesmo vai acontecer a todos estes nossos colegas que andam tão medrosa ou oportunisticamente a entregar um bocado de papel a fingir que contém uma espécie de objectivos para um coisa que de avaliação só tem o nome…
Educação. Docentes avaliados no ano passado estão indignados com injustiças detectadas no processo e denunciam a aplicação de critérios diferentes a quem concorre aos mesmos concursos.
Louçã vs. Sócrates: “Para este governo, viver mais é um castigo”
Louçã vs. Sócrates: “O seu governo detesta os concursos públicos”
PS mais longe da maioria da absoluta
Sondagem SIC/Expresso/RR PS mais longe da maioria da absoluta Se as eleições legislativas fossem hoje, o PS ganharia mas sem maioria absoluta. A constatação é feita pelo mais recente estudo da Eurosondagem, feito para a SIC, Expresso e Rádio Renascença.
Raquel Alexandra Jornalista
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O PS começa o ano um pouco mais longe da maioria absoluta. No último mês, caiu quase um e meio por cento nas intenções de voto dos portugueses. |
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Esoteric Agenda 7/8 – LEGENDADO
ADVERTÊNCIA
Este documentário contém informações muito polémicas sobre toda a nossa realidade, tudo que você acreditou até agora. se você acha que não está preparado para descobrir os segredos da Matrix, recomendamos que não assista a esse vídeo.
Existe uma Agenda Esotérica atrás de cada faceta de nossa vida que até então acreditávamos estar desconexa.
Há uma facção da elite conduzindo a política social, economia, a política, as corporações, algumas ongs, e inclusiva as organizaçoes contra o stablishment.
esse vídeo expoe essa agenda…
Enfim, um documentário IMPRESCINDÍVEL para aqueles que buscam a verdade.
Publicado por deusmihifortis









