Greve dos professores: DREAlg fala em 74% de adesão

A Direcção Regional de Educação do Algarve disse hoje que nas primeiras horas da manhã registou-se uma adesão à greve de 74,7 por cento relativamente aos professores que deveriam estar em funções. greve_professores.jpg

Em declarações à Lusa, o responsável pela Direcção Regional de Educação do Algarve (DREAlg), Luís Correia, referiu que “até às 10h30” de hoje 74 por cento dos docentes que “deveriam estar em funções nas escolas faltaram”.

Num universo de “67 escolas, há sete escolas espalhadas pelos vários concelhos do Algarve que não tiveram qualquer actividade lectiva”, ou seja, 100 por cento de adesão à greve, referiu a mesma fonte.

Comparando com os dados do Ministério da Educação relativos à última paralisação nacional de professores, realizada a 03 de Dezembro, a adesão à greve de hoje no Algarve parece ser maior.

Segundo os números definitivos do Ministério da Educação, no dia 03 de Dezembro 64,2 por cento dos professores do Algarve fizeram greve.

Os professores realizam hoje uma greve nacional, em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho e o Estatuto da Carreira Docente, estimando os sindicatos uma adesão superior a 90 por cento em toso o País, à semelhança da registada a 03 de Dezembro.

Fonte do sindicato de Professores da Zona Sul calculou que a adesão à greve de hoje se situa acima dos 90 por cento no Algarve, podendo os números ser superiores aos registados na última paralisação.

Na última paralisação nacional de docentes, os sindicatos apontaram uma adesão nacional na ordem dos 94 por cento, enquanto segundo os números avançados pelo Ministério da Educação não foi além dos 66,7 por cento.

In observatoriodoalgarve

A proposta de lei do CDS para suspender o decreto regulamentar 2/2008 e criar um modelo simplificado para este ano

A proposta de lei do CDS que vai ser votada no dia 23 de Janeiro

i. Artigo 1º – Suspensão da vigência

1.    É suspensa a vigência dos artigos 40.º a 49.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003, de 17 de Fevereiro, 121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29 de Dezembro, 224/2006, de 13 de Novembro, e 15/2007, de 16 de Janeiro.

2.    É suspensa a vigência dos Decretos Regulamentares n.ºs 2/2008 de 10 de Janeiro, 11/2008 de 23 de Maio e 1-A/2009, de 5 de Janeiro.”

ii. O Governo aprovará, até ao final do ano lectivo, um modelo alternativo de ADD para vigorar a partir de Setembro de 2009.

iii. Artigo 6.º – Avaliação – A avaliação do desempenho concretiza-se nas seguintes dimensões: a) vertente profissional e ética; b) participação na escola e relação com a comunidade escolar; c) desenvolvimento e formação profissional

iv. Artigo 7.º – Sujeitos – 1) o o processo de avaliação inicia-se pela apresentação perante o CP dos objectivos individuais; 2) a avaliação final é da responsabilidade do CP, que a realiza com base na auto-avaliação do docente; 3) o CE avalia a componente da participação na escola e relação com a comunidade, bem como o desenvolvimento e formação profissional

v. Artigo 9º – São avaliadores – o CE e o CP. O CP pode delegar em professores da mesma área curricular do avaliado que façam parte do CP

vi. Artigo 10º – Calendarização – Entrega dos O.I. até finais de Fevereiro. Entrega da ficha de auto-avaliação, até finais de Junho.

vii . Artigo 12º – Avaliação realizada pelo CE – Os indicadores de avaliação ponderam a) assiduidade; b) cumprimento do serviço distribuído; c) formação realizada; d) participação nas relações com a comunidade; e) dinamização de projectos; f) grau d cumprimentos dos O.I.; g) participação do docente no desenvolvimento do projecto educativo

viii . Artigo 15º – Isenção da avaliação – estão isentos da avaliação a) todos os professores que, no presente ano lectivo, não tiverem condições para progredir na carreira; b) os professores que tencionaram reformar-se nos próximos 3 anos; c) os contratados que leccionem disciplinas artísticas, vocacionais, profissionais e tecnológicas.

Se esta proposta  obtiver a maioria dos votos na Assembleia , serão avaliados perto de 10% dos docentes

In ProfAvaliação

Mas A Adesão Não Foi Muito Baixa?

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Quando o PS e o ME sacam do presidente da Confap para defenderem as suas posições e os seus interesses, a opinião pública fica a perceber o desespero em que andam.

Porque um ataque, nos termos habituais em Albino Almeida, mesmo com microfone aberto,  é um elogio enorme para qualquer visado:

Greve: pais ameaçam recorrer aos tribunais

Confap defende que sejam assegurados serviços mínimos em futuras paralisações

Em declarações à Lusa, Albino Almeida frisou não existir nenhuma razão para justificar o fecho de estabelecimentos de ensino, uma vez que o funcionamento das escolas não é apenas assegurado por docentes, mas também por funcionários e auxiliares, que não estão em greve.

«A Confap tomará medidas para que serviços como o refeitório e a guarda das crianças continuem a funcionar em futuras greves de professores, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Constitucional», afirmou, considerando que é preciso definir, do ponto de vista legal, quais os serviços mínimos que devem ser assegurados no sector da Educação.

Não sabia que eram (ainda) os professores a fazer funcionar os refeitórios, mas…

Mas eu acho que todo o bom adesivo se deveria oferecer para prestar os ditos serviços mínimos.

O que estranho – repito-o – é que se, segundo o Ministério, só houve 27% de escolas encerradas, o papá Albino esteja assim de melena tão exaltada.

Sem rancores, claro, se não ele ameaça-me logo com novo processo, isto sem contar com o Inferno e outras coisas terríveis como ouvi-lo num próximo programa feito a partir do Monte da Virgem.

In A Educação do meu Umbigo

Os Gurus que não previram a crise nem sabem quando acaba.

19.01.2009 – 11h06
Por Eduardo Melo
João Cortesão (arquivo)
A quebra acentuada do investimento será a principal causa para a contracção do PIB português

A economia portuguesa vai contrair-se 1,6 por cento este ano, o défice será de 4,6 por cento do PIB (produto interno bruto) e o desemprego irá aumentar para 8,8 por cento este ano e 9,1 por cento no próximo, estima a Comissão Europeia. Estes números são mais negros do que antecipou o Governo há poucos dias.

No Orçamento rectificativo, que é hoje entregue pelo Governo no Parlamento, o executivo aponta para uma contracção do PIB de 0,8 por cento (metade do que estima a Comissão Europeia), prevê um défice público de 3,9 por cento (menos seis décimas do que os 4,6 por cento de Bruxelas) e uma taxa de desemprego que irá subir até aos 8,5 por cento, um pouco menos do que os 8,8 por cento sugeridos pelos números intercalares divulgados hoje pela direcção-geral para os Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia.

Este nível de contracção da economia portuguesa é, ainda assim, ligeiramente inferior ao impacto previsto da recessão internacional nos 27 países que compõem a União Europeia, cujo PIB deverá cair 1,8 por cento segundo as previsões de Bruxelas.

“A dificuldade de acesso ao crédito, a deterioração da confiança dos consumidores e das empresas e o abrandamento da procura externa” são factores centrais na degradação da economia portuguesa, e que se reflectem na contracção fortíssima do investimento, que deverá cair 5,5 por cento este ano.

Este cenário de pessimismo pode ser generalizado a quase todos os países da União Europeia, uns reflectindo de forma mais gravosa o ambiente internacional, outros a suportar menos mal o impacto das dificuldades de acesso ao crédito e de quedas das exportações, das importações e do investimento.

O consumo irá recuar 0,2 por cento em Portugal, também segundo as previsões de Bruxelas, e reflectir-se numa taxa de inflação que neste cenário será de um por cento, um valor que coincide com a previsão do Governo. No ano seguinte, a inflação irá duplicar, ao mesmo tempo que se antecipa uma melhoria das condições económicas gerais, reflectidas num valor da evolução do PIB que será ainda negativa, mas de apenas menos 0,2 por cento, escreve o Eurostat.

Comentário

Estes Gurus da economia sempres com os seus dados estatísticos e as suas previsões, não viram, melhor não foram capazes de se aperceber da Crise. Quando já instalada continuaram na afirnação de que não havia…Crise!

Neste momento, estes Gurus prevêm o fim da crise para 2010? baseados em quê? Navegação à vista?

Belos Gurus da economia!!!!

Esta Crise veio para durar mais tempo. Leiam os especialistas e Prémios Nóbeis da economia e deixem-se de profecias.

Greve dos professores: Região algarvia a 90 por cento

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19-01-2009 11:22:00

Valores no Algarve rondam os da última greve, em Dezembro, mas não chegam aos 100 por cento. Uma escola em Lagos baixa a média. Saiba qual.

“Os valores são sensivelmente semelhantes aos da última greve, que chegou aos 92 por cento. Hoje, os dados apontam para os 90 por cento em toda a região algarvia”, adianta ao Observatório do Algarve Rui Sousa, do Sindicato dos Professores da Zona Sul.

Esta greve, a primeira do ano de 2009, tem a particularidade de ter mais escolas com greve a 100 por cento, nomeadamente a EB, 2,3 de Montenegro e nos concelhos de Monchique e Vila do Bispo. É mesmo no barlavento algarvio – a partir de Lagos – que a greve está a ter mais impacto, “particularmente nos conjuntos de escolas do pré-escolar e 1º ciclo”.

As escolas secundárias de Olhão e Silves apresentam os valores mais altos, com 95 por cento.

“Em cada 40 professores, 1 ou 2 estão a trabalhar”, reforça Rui Sousa, mas assevera que “as escolas não estão encerradas, porque continuam com os serviços internos a funcionar”.

Apesar dos valores da greve serem “altos”, a escola com menos adesão é a secundária Júlio Dantas, de Lagos, que está a rondar os 58 por cento: “É uma escola que não tem tradição em fazer greves”, lembra Rui Sousa.

In observatoriodoalgarve

A avaliação está oficialmente suspensa nos Açores

Avaliação simplificada este ano passa pela avaliação apenas de um relatório.

A Secretária Regional da Educação e Formação mostrou-se sensível aos argumentos do SPRA publicados no Correio dos Açores e no Diário Insular de 08 de Janeiro no sentido de se proceder a uma avaliação simplificada este ano, que passará pela elaboração de apenas um relatório, a realizar pelos docentes

In SPRA

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