OS CONFLITOS DE INTERESSES NO SIMPLEX 2

O Simplex 2 vai dar ainda muito que falar, que accionar e vai, sobretudo, contribuir ainda mais para os conflitos internos nas escolas.


HÁ RAZÕES PARA NÃO VACILAR. NÃO SE RENDAM!

Vejam as dúvidas pertinentes levantadas pelo advogado Mário de Sousa Mendes.

Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:

1. Há conflito(s) de interesses entre os professores todos de uma escola e alguém que sendo seu/sua actual avaliador/a – Presidente do Conselho Executivo – seja candidato/a a Director/a para um próximo mandato.

2. Há ainda outro conflito (da mesma natureza) entre o/a candidato/a a Director/a Executivo/a, na condição de avaliador, e os membros do Conselho Geral de Escola que terão que o/a eleger, sabendo que estão/vão ser avaliados por esse/a candidato/a.

3. Há mais um conflito que deriva do facto de o/a candidato/a a Director/a ser o/a avaliador/a dos “futuros/as escolhidos/as” da sua Equipa e dos/as Coordenadores/as, etc.

Mas, na hipótese de não se verificarem os anteriores conflitos, há este problema:

4. Em algumas escolas, no final do ano, os PCE’s não serão os Directores eleitos para o próximo mandato. Nesses casos, o Director apanhará o processo de avaliação na fase final e terá de avaliar professores que ele ou ela não acompanhou ou nem sequer conhece o que torna este processo inoperacional.

Mário Sousa Mendes (não sou professor, sou advogado)

rikngai-mandala

Zeitgeist Addendum (Legendado) 3-4/12

α

Ω

Publicado por lucask8nunes

Site Oficial do documentario:
http://www.zeitgeistmovie.com/

Site Oficial do Projeto Venus:
http://www.thevenusproject.com/

Site do Zeitgeist Moviment:
http://thezeitgeistmovement.com/

A Revolução é Agora

Prémio Dardos

Octávio Lima, autor do blogue – Ondas 3 (http://ondas3.blogs.sapo.pt o (RE)Flexões e o Kafe Kultura) achou por bem atribuir-me o prémio Dardos. Com o Prémio Dardos se reconhece o valor que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que em suma demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web. Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve:


– Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos;


– Linkar o blog pelo qual recebeu;


– Exibir a distinta imagem.


Aqui ficam os meus premiados, por ordem alfabética:

Cantigueiro http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/

Bulimunda´shttp://bulimunda.wordpress.com/

Educaçãosahttp://educacaosa.blogspot.com/

Ferrão http://ferrao.org/

Kosmografiashttp://kosmografias.com/

Kaoshttp://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

primeiroFAXhttp://primeirofax.wordpress.com/

O Libertáriohttp://libertario08.wordpress.com/

Bandeira Negrahttp://bandeiranegra1.wordpress.com/

porquemedizem –  http://porquemedizem.blogspot.com/

Realidade Ocultahttp://r-oculta.blogspot.com

Gata Escondidahttp://gataescondida.wordpress.com/

O Pafunciohttp://opafuncio.blogspot.com/

Senales de los Tiemposhttp://senalesdelostiempos.blogspot.com

projecto Grifohttp://www.grifo.com.pt/

Muitos mais blogues  mereciam aqui estar.


Entrevista de Mário Nogueira

“Tão importante como manter a luta é manter e reforçar a unidade dos professores”
Mais uma vez, a possibilidade de suspender a avaliação foi rejeitada pela maioria absoluta que apoia o Governo; nas escolas, são dezenas de milhar os que entram na luta e recusam entregar objectivos individuais; a luta dos professores está forte, como se confirmou pela adesão à greve de 19 de Janeiro, e para continuar, devendo manter este importante traço de grande unidade; entretanto, na semana que agora começa, deverá ter início um novo processo de revisão do ECD… É face a tudo isto que decidimos colocar nove questões a Mário Nogueira, Secretário–Geral da FENPROF, que responde na primeira pessoa.

P: A não aprovação, pela Assembleia da República, da suspensão da avaliação que consequências terá para os professores e para as escolas?

MN: Era uma nova oportunidade para devolver alguma tranquilidade às escolas, mas o grupo parlamentar do PS não a quis aproveitar. De facto, a teimosia do Governo em manter esta avaliação está a perturbar fortemente a vida das escolas e a interferir negativamente no desempenho dos professores. O interesse da Escola Pública foi, mais uma vez, remetido para segundo plano, elevando-se, como prioritários, os interesses político-partidários.

P: Há quem diga que os professores não querem ser avaliados e que, por exemplo, este ano temem ser avaliados negativamente. Daí a sua forte reacção. Que tens a dizer a isto?

MN: Que não há nenhum fundamento nessas afirmações. Haver ou não avaliação é um debate que está há muito ultrapassado. A discussão é sobre o modelo que deverá ser adoptado, sendo que os professores não aceitam o actual. Em relação ao ano em curso, os professores sabem que os efeitos negativos de uma avaliação negativa não se produzirão, pois isso está legalmente salvaguardado. O problema é que os momentos mais trabalhosos, mais conflituosos, que mais perturbarão a vida das escolas e desviarão os professores da actividade com os alunos coincidem com os momentos mais sensíveis e também mais exigentes do ano lectivo, precisamente o seu final. É curioso como há quem tanto se preocupe com os prejuízos que as lutas dos professores poderão acarretar para as escolas mas, sobre isto, que é verdadeiramente grave, ainda não tenham dito uma palavra.

P: Que devem os professores fazer para continuarem a combater esta avaliação?

MN: Manter e reforçar a luta. Neste momento, a principal luta é a que se desenvolve escola a escola, suspendendo a avaliação, e professor a professor, não entregando os objectivos individuais. O Governo está perante um problema que não pode ignorar, tendo de encontrar uma saída negociada para o resolver. Esta é, no momento presente, a mais importante forma de luta que os professores, com o apoio dos seus Sindicatos, deverão levar por diante.

P: Poderão os professores ser penalizados disciplinarmente por não entregarem os objectivos individuais?

MN: Claro que não. Não está prevista qualquer penalização por esse facto, nem disciplinar nem de outro tipo. O que se exige aos professores, e só isso é obrigatório, é que façam a sua auto-avaliação, o que apenas tem lugar no final do ano lectivo. Já quanto aos objectivos individuais, tal como sempre afirmámos e a DGRHE confirma nas respostas que dá às escolas, não existe qualquer vazio, pois a não entrega corresponde à falta de acordo entre avaliados e avaliador e essa situação está devidamente acautelada no quadro legal que vigora. Agora, claro, os responsáveis do ME falam de penalizações para pressionarem, para intimidarem… é lamentável, embora não seja nova, essa sua postura.

P: Que solução poderia ser ainda encontrada este ano, em relação à avaliação dos docentes, para que se tranquilize a vida nas escolas?

MN: Não querendo o Governo aceitar a solução proposta pela Plataforma Sindical dos Professores, nem as que os partidos políticos propuseram e a maioria absoluta rejeitou… por outro lado, não aceitando os professores a solução que o Governo lhes impôs, só vejo uma possibilidade: ser adoptada, para este ano, no continente, a solução transitória que o Governo Regional dos Açores, também ele do PS, adoptou para a região. Parece-me que seria uma saída coerente, acertada e responsável, tendo em conta a situação de grande conflitualidade que está instalada nas escolas. E não acredito que, para o PS, o que é bom para os Açores, seja mau para o resto do país…

P: Perante tantas situações a merecerem contestação, não seria a via judicial a mais adequada para continuar a luta contra este ECD?

MN: As frentes jurídica e judicial são sempre importantes, só que complementares da principal frente que é a acção e a luta reivindicativa dos professores. A FENPROF tem muitos juristas e todos os diplomas legais são conferidos no que respeita à sua legalidade. Mas, pela via judicial o que se pode corrigir são as ilegalidades e não as soluções legais negativas. Podemos encontrar alguma matéria de legalidade duvidosa, por exemplo, nos decretos regulamentares da avaliação, mas o problema mais grave é o modelo em si e esse não é ilegal, pois faz parte da lei que contém o ECD. Além disso, é uma opção extremamente morosa que pode durar três ou quatro anos até haver uma decisão. De que interessará aos professores saberem, daqui a quatro anos, que foram sujeitos a um procedimento que era ilegal se, entretanto, já tiveram de o aplicar? Claro que tem importância esta frente. Usamo-la no momento certo, mas ela não substitui a luta reivindicativa, pois essa é que combate as soluções negativas e obriga a que mudem.
Bem gostaria o ME que, em vez de lutarmos contra esta avaliação, suspendendo-a, optássemos, apenas, pelo recurso aos tribunais… mas não terá tal sorte!
Quando houvesse uma decisão já eles cá não estariam e, até lá, os professores seriam obrigados a aplicar todos os procedimentos… no imediato, seria a vitória do Governo e não é por acaso que tantas vezes os governantes afirmam que, se temos dúvidas, recorramos aos tribunais… a luta é que não, isso é que eles temem mais…

P: Se a FENPROF tem recorrido a essa via, quais os processos mais importantes que, neste momento, estão em curso?

MN: Neste momento temos em curso, no tribunal, uma grande acção contra o roubo de 2,5 anos de tempo de serviço, temos inúmeros processos decorrentes do concurso de acesso a titular, temos outros, de colegas contratados, por causa da avaliação do ano passado, solicitámos um parecer ao um Juiz Conselheiro jubilado do Tribunal Constitucional, Dr. Guilherme da Fonseca, sobre o novo modelo de gestão e temo-lo usado em diversas instâncias, continuamos com processos relativos aos concursos, outros que ainda correm a propósito do não pagamento de horas extraordinárias pelo serviço de substituição, entre outros… enfim, são muitas centenas de processos e muitos pareceres que até já levaram o secretário de estado adjunto, um dia, a afirmar que a FENPROF passa o tempo a ameaçar com recurso aos tribunais… pois é, a ameaçar e a concretizar… este é um importante apoio que os Sindicatos prestam aos seus associados, e são eles que, através da sua quotização, permitem o pagamento dos salários aos advogados. E, já agora, foram também interpostos dois processos contra o senhor Emídio Rangel pelas atoardas e insultos que dirigiu aos professores devido às suas lutas.

P: Falando de lutas, temos ouvido quem defenda que a luta deverá ser de “tudo ou nada” e que só uma greve por tempo indeterminado resolveria os problemas que hoje se abatem sobre professores e a Escola Pública. É essa a posição da FENPROF?

MN: Não pode haver lutas de tudo ou nada, sob pena de os professores, na luta contra esta tão prepotente maioria absoluta, poderem perder tudo e não ganharem nada. As lutas, para serem eficazes, deverão unir os professores, o maior número de professores possível, e têm-no conseguido, como se confirmou nas últimas greves realizadas e pela participação nas manifestações promovidas pela Plataforma Sindical. O Governo, apesar da sua arrogância, teve de recuar em alguns aspectos: nunca conseguiu aplicar integralmente o seu modelo de avaliação, teve de ceder em aspectos muito importantes dos concursos, teve de abandonar a ideia de transferir o pessoal docente para os municípios… é claro que há questões muito importantes, designadamente do âmbito da gestão e do ECD, que continuam por resolver, mas é por isso, também, que continua a ser necessário continuar a lutar… mas com cabeça. Por exemplo, uma greve por tempo indeterminado e, portanto, em que os professores, por tempo indeterminado, deixariam de receber salário, teria uma adesão de quantos professores? De dez mil? Admitindo que sim, isso significaria que cerca de 93% dos docentes estaria fora da luta… isso inverteria tudo o que tem acontecido e o que é necessário que aconteça… Não empurramos os professores para becos, para lutas que os desunam, pois não é dessa forma que os problemas se resolverão… Tal como a vida não é só preto e branco, também as lutas não se esgotam no tudo ou nada.

P: Quando se aproxima um novo processo de revisão do ECD, com que expectativas parte a FENPROF?

MN: Foram os Sindicatos que, com a força dos professores, obrigaram à abertura deste processo de revisão do ECD. Para o ME, a revisão estava feita e correu-lhes bem, pois impuseram tudo… Quando exigimos e partimos para este processo de revisão fizemo-lo com objectivos bem definidos: eliminar a fractura da carreira, substituir a avaliação e acabar com as quotas, revogar a prova de ingresso, aprovar regras para a elaboração dos horários dos docentes que sejam pedagogicamente adequadas, definir novas regras para a aposentação dos docentes, tendo em conta o elevado desgaste que provoca o exercício continuado da profissão… se não forem estes os objectivos a atingir, então não valerá a pena entrar neste processo, por isso, espero que o ME tenha compreendido ao que vamos e tenha, igualmente, compreendido que vamos fortes (as últimas greves não enganam) e que, caso se mantenham as actuais soluções de carreira, a luta tenderá a tornar-se, também ela, mais forte…

In fenprof

Yes we cão

Cão Obama

KAOS

Apesar do silêncio ciumento que os meios de comunicação internacionais lançaram sobre o assunto, a notícia mais importante da actualidade não escapou aos nossos jornalistas: em princípio, existe a possibilidade de, se calhar, Obama vir a ter talvez um cão quiçá português. Há reportagens sobre criadores, entrevistas com veterinários, perfis de exemplares da raça. E é quase certo que se está a preparar uma investigação de fundo sobre a displasia da anca e carraças em geral.Que Obama teve a capacidade de mobilizar os americanos toda a gente sabia; que seria capaz de mobilizar os portugueses era mais difícil de prever. Aos americanos, prometeu livrá-los da pior crise de que há memória; a nós, disse que ia arranjar um cão. Para uns, houve oratória empolgante, patriotismo místico, um projecto histórico comum; para outros, tomem lá um bicho. Bicho esse que é nosso compatriota mas que, ainda assim, continua sendo um bicho. Não se pode dizer que sejamos um povo ao qual é difícil agradar.

No entanto, a manobra, apesar de engenhosa, pode sair cara a Obama. É verdade que conquistou o povo português usando a estratégia com que os pais conquistam filhos de seis anos. Mas, uma vez adquirido o animal, o nosso herói deixará de ser Obama. Depois do Manchester de Cristiano Ronaldo e do Inter de Mourinho, também os Estados Unidos serão doravante designados como a América de Bobi. Continuará a haver cimeiras, mas os chefes de Estado reunir-se-ão na Casa Branca de Piloto.
E os encontros decorrerão, de certeza, na Sala Oval de Pantufa. Qualquer vitória de Obama será também nossa, por via canina. Atrás de um grande homem há sempre um grande canídeo, como diz o ditado.

A sorte de Obama é não ter tomado uma decisão definitiva sobre o bicho antes da cerimónia de investidura como novo Presidente. Se, por esta altura, o cão de origem portuguesa já fosse o animal de estimação da família Obama, boa parte dos nossos jornais exibiriam uma fotografia da tomada de posse e a legenda: «Preto jura a constituição sob o olhar do Bolinhas.» Bom, talvez não esteja a ser rigoroso. Para efeitos de comédia, distorci a tendência subtil dos jornais nacionais para celebrar tudo o que é português no estrangeiro. O mais provável é que a legenda dissesse «sob o olhar inteligente e meigo do Bolinhas».

Ficaria triste, contudo, se o leitor concluísse daqui que alguma coisa me move contra o putativo cão português de Barack Obama. Nada disso. Será mais um a prestigiar o País no estrangeiro, a levar o nome de Portugal mais longe – e, tenho a certeza, com uma dignidade de que poucos se podem gabar. É certo que será mais um português a quem o Presidente americano dará ordens e ensinará a rebolar quando quiser. Nisso, o cão não se distinguirá especialmente de Durão Barroso. Mas, por uma vez, será o Presidente americano a andar atrás de um português para lhe limpar o cocó, em vez do contrário. Nisso, o cão distinguir-se-á bastante de Durão Barroso. Sim, tenho as maiores esperanças no bom desempenho do cachorro. Por mim, Cavaco pode começar a preparar uma comenda de pôr na coleira. Aqui para nós, sempre tem melhor destinatário do que muitas que ele tem atribuído.

Opinião  Ricardo Araújo Pereira in Visão

Manual de Tácticas da Acção Docente

Os professores perderam apoio em todos os fóruns políticos.
Não podem recorrer ao Governo, seu carrasco.
Nem ao Presidente da República, completamente surdo.
Nem ao Parlamento, totalmente arrebanhado.

Parece que estão isolados, mas não estão.
Parece que perderam a guerra, mas ainda não a perderam.
Perderam alguma artilharia, é certo, mas mantêm intacta a razão.

Onde podem ir buscar apoios para continuarem a lutar pela revogação do actual modelo de avaliação?
Que caminhos devem ser seguidos nesta fase de maior descrença?
Que armas e que tácticas devem ser utilizadas para vencer o inimigo e arrancar a erva ruim que se tenta semear nas escolas?

O Manual de Tácticas da acção Docente tenta responder a estas questões:

MANUAL DE TÁCTICAS DA ACÇÃO DOCENTE


Parte Um – O inimigo

O inimigo a abater é o modelo de avaliação de professores criado pelo decreto regulamentar 2/2008
É o Estatuto da Carreira Docente
É o Governo, o Ministério e toda a Administração Central e Regional da Educação.
São também inimigos os Presidentes e Directores de Escolas mais papistas que o papa
Inginheiro José “FreePort” Sócrates..
E os deputados-professores socialistas que votaram contra a suspensão.

Parte Dois – O campo de batalha

A batalha desenvolve-se em todas as escolas do país, na rua e na comunicação social, sempre dentro dos limites legais

Parte Três – As armas

São armas admissíveis nesta guerrilha a palavra, o texto, a imagem, o voto e, em casos particularissímos, alguns ovos

Parte Quatro – Acções tácticas a desenvolver

1 – Acções jurídicas
Contestar legalmente o Governo, o ME, e os decretos que criaram os monstros. A este respeito, ouvir TSF e ler General Guinot

2 – Acções musculadas
a) Os Presidentes de Conselho Executivo, especialmente aqueles que e reuniram em Santarém ainda podem fazer mossa. Serão sempre um real foco de contestação ao governo e a esta política.
b) Pedido de demissão de umas boas dezenas de Presidentes de CE. Se muitos dos actuais presidentes se demitissem criariam um engulho ao Governo e, independentemente, da “resposta” preparada para este cenário, seria um sério problema para o Ingº. Note-se que o pedido de demissão dos PCE está previsto na lei. Ou seja, é uma acção real, legal e que causaria danos importantes no processo.
c) Os professores não devem entregar os OI. Nada na lei os obriga a tal acção. Deixem que sejam os avaliadores a definir os OI
d) Não permitir nenhuma aula observada: ou porque ninguém as requer ou porque, alguém as requerendo, elas não se realizam por greve, doença, ou qualquer outra indisposição que impeça a observação das aulas. Esta medida táctica fará mossa e será fácil de suprir: estamos quase no Carnaval e as aulas observadas são marcadas pelo avaliador…
e) Mais greves em momentos cirurgicamente escolhidos que não faltarão com o decorrer do FreePort. (Não às greves por tempo indeterminado)
f) Esperas. Sempre que se realize um acontecimento público em que estejam membros do Governo, o povo docente deve ir para a rua. Com cartazes alusivos à luta.

3 – Propaganda
a) Como já aqui escrevi: para esta guerra, deve-se utilizar as armas do inimigo. Comprar publicidade e fazer propaganda na televisão que descredibilize o Governo e as políticas educativas.
b) Abrir uma conta bancária e recolher fundos (5 euros/prof, por exemplo) para contratar os Gatos Fedorentos e outros entertainers para bater no Governo e na avaliação dos professores.
c) Colocar outdoors com publicidade que ridicularize o modelo de avaliação dos professores
d) Associar os seus argumentos utilizados pelo ingº e pela sinistra à mentira, à desonestidade intelectual, ao embuste. Sublinhar as suas facetas de impostores.

4– Representação
a) Os professores devem representar. Fazer de conta que se avalia, representar que se é avaliado e avaliador, disfarçar que a avaliação é exequível, representar que a avaliação é justa e rigorosa.
b) No primeiro acto desta peça, os professores não entregam objectivos individuais. Desta forma mostram tanta segurança na sua competência e tanta confiança no avaliador que até deixam ao seu critério a definição dos seus objectivos.
c) O segundo acto é a definição dos objectivos pelo PCE (dizem-me que constam do projecto educativo, do regulamento interno e do plano de actividades, o que não me admira pois está lá “tudo”). Um bom PCE define objectivos tão vagos, imprecisos e incomensuráveis que, chegados a Julho, oh! Olha! Não é possível delimitar, nem isolar nem, muito menos, medir estes objectivos. Que diabo? E agora? Não se pode prejudicar nenhum colega…
d) O terceiro acto é a ficha de auto-avaliação. Os professores devem seguir a máxima socialista: Todos Diferentes, Todos Iguais.
e) O quarto acto é a ficha de avaliação. Os avaliadores devem seguir o princípio socialista da igualdade: tira daqui põe ali e, bem somadas as notinhas dos parâmetros, olha, olha… Todos os 150 professores avaliados têm BOM. Como é isto possível?
ATENÇÃO: não se pode fazer como fez este Conselho Pedagógico. Nem pensar em aprovar ou deliberar ou decidir que todos os professores têm BOM. Para além de ser ilegal, dá processo disciplinar e o povo não perceberia. Os avaliadores não declaram nada, não decidem nada, Estão caladinhos como mochos. No final do ano, após recolha dos dados, fazem uma avaliação rigorosa e ponderada do desempenho dos seus avaliados e dão notas. Claro que nem todos os professores podem ter a mesma nota em cada parâmetro. Seria muita coincidência. Já seria menos coincidência se todos tivessem notas diferenciadas mas não ultrapassassem o BOM. Perceberam ou querem uma explicaçãozita mais detalhada?
f) O quarto acto é da responsabilidade da comissão de avaliação. É que pode mesmo haver alguns professores que, inadvertidamente, cheguem ao muito bon e até ao excelente. Aí entra a comissão para “validar” essas “excepcionais” classificações.
g) Termina a peça com todos os professores avaliados, por mero acaso, com nota BOM. Já sei, já sei. Os Bons são diferentes uns dos outros pois distribuem-se por toda a escala quantitativa (de 6,5 a 7,9 pontos).

E assim será aplicada uma medida política emblemática desta Governo. Os professores serão avaliados como sempre foram antes destes senhores inventarem este modelo de avaliação, a diferenciação ocorrerá dentro da mesma classificação e pode ser que já nos tenhamos visto livres deles.

A questão política do processo Freeport

Formule-se a hipótese política incontornável:

  • O que sucederia em termos políticos se o primeiro-ministro de Portugal, depois de concedidas todas as garantias de defesa, nas quais se inclui o direito a ser ouvido, for acusado pela justiça britânica no processo, paralelo ao português, de alegada corrupção do Freeport?

Ainda que convenha esclarecer a questão jurídicaJosé na sua Porta da Loja possa tratar em abstracto o caso hipotético, até desligado deste processo, de um primeiro-ministro português objecto da justiça inglesa e ainda da justiça portuguesa. E repito que não consta, até agora, que seja. – talvez o

Porém, a questão magna é política. É por causa da política e do Estado que a questão tem de ser respondida e acutelada ainda que não ainda no plano das consequências da inevitável análise da Lei de Gresham que o dr. José Maria Martins relembra.

A situação financeira gravíssima do Estado português – que, como alertou um comentador DPP, levou o Prof. Willem Buiter, ex-economista-chefe do BERD (do regressado eng.º Cravinho), em 20-1-2009 no sítio do Financial Times, a falar em Portugal como um dos candidatos principais a uma “crise de solvência” – justifica ainda maior preocupação nesta altura. E não é apenas o rating (notação de risco) do crédito soberano da República Portuguesa que está em causa com estas notícias, que a atingem, é o rating moral do Estado, a sua credibilidade interna perante os cidadãos e face a entidades estrangeiras. Isto é, ainda mais neste momento, este assunto diz respeito a todo o Estado e a todos os cidadãos, pois somos atingidos, no prestígio e no bolso, pela avaliação internacional que disto se faz.

José Sócrates admitiu implicitamente ontem, 22-1-2009, à tarde, no final da cimeira luso-espanhola de Zamora, que será ele próprio o alvo das referências ao alegado ex-ministro de Guterres sobre o qual recaiem referências do caso Freeport, ao vitimizar-se da coincidência das diligências dirigidas pelo procurador Vítor Guimarães do DCIAP, validadas pelo juiz Carlos Alexandre, sobre o caso Freeport (buscas à casa e empresa de seu tio materno e buscas ao escritório de advogados do Freeport dr. Vasco Vieira de Almeida) com o facto de ser ano eleitoral, como em 2005. Sócrates alude ao caso desvelado no Independente de 18-2-2005 da primeira fase deste processo, cuja avaliação mediática apressada terá agora de ser revista, face a estes novos elementos.

Em 23-1-2008, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público reagiu com indignação a essa relação estabelecida pelo primeiro-ministro entre a investigação e as eleições próximas. E o procurador-geral Pinto Monteiro esclareceu no Público, cerca da meia-noite de 23-1-2009, depois do comunicado do primeiro-ministro, que o processo “estava completamente parado” (sic) e “está agora a ser investigado“, afirmando não distinguir o destinatário da investigação: “com a mesma tranquilidade com que se investiga um pedreiro, um médico ou um professor, assim se investigará qualquer ministro ou político“.

Amanhã, 24-1-2009, o semanário Sol promete revelar a transcrição (e imagem?) do misterioso video referido pelo Sol de 17-1-2009 ( p. 4-5) em que alegadamente o eng.º Charles Smith, da consultora Smith e Pedro, informa o novo administrador inglês do Freeport, após a compra do Freeport pelo grupo Carlyle, do alegado destino de “um milhão de euros” que teria servido “para pagar as comissões de toda a gente”. E aí se verá quem é o alegadamente referido pelo consultor, ainda segundo o Sol de 17-1-2009, ministro “de topo” do 2.º Governo Guterres que o consultor, alegadamente, “durante a conversa sempre tratou pelo segundo nome”. Esse video que o Sol prometeu terá prometido publicar a transcrição não consta estar em segredo de justiça: o comunicado do DCIAP indica que não o recebeu e, portanto não estará nos autos do processo português, sujeito ao segredo de justiça.

Todavia, sublinho, e reclamo, que a referência alegada, no Sol de 17-1-2009, do consultor Charles Smith ao referido ministro só significa a indicação do autor e não a responsabilidade do referido, além de que qualquer entidade goza do direito à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de sentença condenatória e não consta que impenda sobre nenhum ex-ministro de Guterres qualquer suspeita oficial ou tenha sido constituído arguido.

Sócrates é, como lembra um comentador DPP, o ex-ministro do Ambiente, co-autor do polémico Decreto-Lei n.º 140/2002 de 20 de Maio (aprovado em Conselho de Ministros de 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições legislativas que retirou o PS do poder, e mais tarde revogado pelo governo de Durão Barroso por pressão da União Europeia e os protestos dos ambientalistas) que reduziu a Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo e assim viabilizou a construção do Freeport em Alcochete. A questão do licenciamento nunca lhe foi atribuída e não é aceitável que responda, como em Zamora ontem, 22-1-2009, com o licenciamento quando lhe perguntam pela redução da ZPE do Estuário do Tejo, sem a qual a questão do licenciamento nem sequer se punha, pois o empreendimento não podia ali ter sido edificado. Mas esses factos não fazem dele suspeito, muito menos arguido.

Por fim, importa marcar que ninguém deve ser prejudicado pessoalmente pela sua condição, pois somos todos iguais perante a lei e também o devemos ser perante os media e o público. Ninguém deve merecer um tratamento mais duro, e em rigor nem mais benévolo, dos media só por causa da condição política, económica, social ou familiar. O tio de José Sócrates não deve ser tratado de forma diferente do sobrinho de Isaltino Morais.

Pós-Texto 1 (20:50 e 22:18 de 23-1-2009): Manuela Moura Guedes noticiou há pouco, no Jornal da Noite da TVI que o ministro referido no video do Freeport é José Sócrates, conforme noticiará amanhã, o semanário Sol. Além de mais alegados excertos da transcrição do já famoso video, desvelou-se a alegada explicação do engenheiro Charles Smith sobre o motivo da transferência: pagamentos corruptos“! Passou aí também uma inolvidável entrevista telefónica de Felícia Cabrita do Sol a Júlio Carvalho Monteiro, tio de José Sócrates, que também aparecerá no Sol de amanhã, onde este afirma ter sido intermediário de uma alegada entrevista de Charles Smith com Sócrates: “Tio (…) mande vir esse fulano falar comigo” – terá dito ao tio o então ministro do Ambiente, segundo declaração do próprio Júlio Monteiro ao Sol. E ainda se mostrou um e-mail, alegadamente enviado da empresa de Júlio Carvalho Monteiro para o Freeport com a menção em letra garrafal e parágrafos: “RECOMPENSA”; “LICENÇAS”; “DESBLOQUEADAS”. A TVI fez ainda referência nesta peça a Nuno Carvalho Monteiro, primo de José Sócrates e filho, e sócio, do tio Júlio.
Ainda no Jornal da Noite de 23-1-2009, a TVI trouxe uma entrevista com o ex-inspector da Polícia Judiciária José Elias Torrão (entretanto, na reforma), sacrificado como bode expiatório do processo Freeport (Parte I, 2005 na qual o envolvimento de José Sócrates foi negado pela PJ e MP). Com estes elementos não seria de reabilitar o inspector que até fez um favor ao País na investigação, e alegada publicitação, do caso e que sofreu pelo juízo de oportunidade (político, político…) do estado de graça? Além disso, seria útil averiguar a evolução da carreira de outros intervenientes neste caso político.

Pós-Texto 2 (22:47 de 23-1-2009): Veja-se ainda a excepcional reportagem de José António Cerejo no Público de hoje, 23-1-2009, sobre “Os Tios de Sócrates no sector imobiliário”: Júlio Eduardo Carvalho Monteiro e Celestino Monteiro. Aliás, meios-tios maternos, segundo explica o jornalista do Público, resolvendo um enigma apontado por um comentador DPP que se tinha queixado da árvore genealógica incompleta do primeiro-ministro. Os dois tios, detalha Cerejo, terão sido accionistas de referência da Grão-Pará, de Abel Pinheiro do ex-tesoureiro do CDS-PP: o tio Celestino ainda se manterá nessa empresa (com 9% do capital), enquanto o tio Júlio terá saído da empresa em 1989.
Entretanto, segundo o Público de 22-1-2009, que ante-titula “Documentos apreendidos pela PJ indiciam corrupção e branqueamento” (!), a carta rogatória inglesa, que terá chegado das ilhas britânicas na semana passada, conterá o pedido de outras diligências às autoridades portuguesas. Porém, de acordo com a Lusa, citada pelo Público de hoje, 23-1-2009, uma fonte do DCIAP que sublinha não haver “até agora” arguidos no processo português (além do inspector Torrão que, coitado, até já foi julgado e condenado por fuga de informação sensível…) que começou em 2005, esclareceu que a carta rogatória da justiça britânica não está na origem das buscas efectuadas ontem, 22-1-2009.

Pós-Texto 3 (23:42 de 23-1-2009): O primeiro-ministro José Sócrates emitiu há pouco, nesta noite de 23-1-2009, um comunicado sobre as suas referências ao caso Freeport, que recomendo que os leitores leiam para confrontar com as notícias publicadas. Essencialmente, confirma a reunião com “promotores” do Freeport que o seu tio revelou na entrevista telefónica com Felícia Cabrita passada na TVI hoje mesmo, na qual estariam outras entidades, mas diz que foi a solicitação da Câmara Municipal de Alcochete, embora admita que também o tio lhe possa ter pedido que recebesse os promotores do empreendimento que todavia, afirma: “não conheço pessoalmente qualquer deles” (promotores do Freeport ou os seus representantes, com quem admite que este reunido). Reafirma a legalidade do licenciamento e a lisura dos seus procedimentos, nomeadamente do licenciamento e repudia as notícias do Sol e da TVI. Continua a não responder à questão da co-autoria da redução da ZPE do Estuário do Tejo do Decreto-Lei n.º 140/2002 de 20 de Maio, aprovado em 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições, que viabilizou a construção do Freeport, cujo licenciamento pelo secretário de Estado Rui Nobre Gonçalves terá sido despachado “nesse mesmo dia 14 de Março“.

Pós-Texto 4 (0:17 de 24-1-2009): Na sequência do comunicado do primeiro-ministro o ex-presidente Inocêncio da Câmara Municipal de Alcochete divulgou à Lusa, nesta vertiginosa madrugada de 24-1-2009, que foi ele a pedir a reunião com o ministro do Ambiente Sócrates sobre o Freeport na qual participaram os promotores do empreendimento. Mas diz que o eng.º Charles Smith não esteve presente, desmentindo assim o tio Júlio de Sócrates.

Pós-Texto 5 (0:25 de 24-1-2009) O Expresso de 23-1-2009, e edição semanal de 24-1-2009 – que dá mínimo destaque na capa ao escândalo… -, encontrou o segundo auto-bode-expiatório. Depois do tio Júlio, o primo Nuno. Nuno Carvalho Monteiro admite a autoria do mail da “empresa de publicidade detida pela família” (sic) a pedir recompensa aos promotores do Freeport pela facilitação do encontro com o ministro e primo José Sócrates. Porém, segundo o Expresso, o primo Nuno “existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport de Alcochete e o então ministro do Ambiente“, José Sócrates… Cada cabeça, sua sentença.

Pós-Texto 6 (4:39, 16:42 e 17:04 de 24-1-2009): Extraordinário controlo sistémico dos prejuízos no CM de hoje, 24-1-2009. Como não se consegue desmentir a evidência e apagar o que foi publicado, tenta-se controlar os danos. Quando, Do Portugal Profundo, vemos um bom trabalho, preparado com tempo, esforçado (dias e dias sem descanso), meticuloso, revisto, inteligente, uma cortina de fumo para ofuscar o Sol, tiramos o chapéu: os meus cumprimentos. Já assim tinha sido no Dossiê com a entrevista do correlegionário colega. O CM foi apenas o veículo do trabalho profissional, e das desculpas usuais de quem trai o sistema para tentar (tentar…) continuar… nele, sob outro chefe, jamais cortando totalmente com o anterior. Não se castigue. Já basta o penoso aggiornamento que terá de ser feito em tempo – e já não falta muito para correr para lugar seguro. Por agora, ainda o serviço de veículo de defesa, contradito pela própria capa (feita depois do trabalho preparado) que já significa a inclinação para o tempo pós-Sócrates, como também nota o dr. Pacheco Pereira (como agora noto).

Argumentos filtrados pelo CM de 24-1-2009:

Daqui, nem sequer comento cada um dos argumentos filtrados. Não é necessário – o que tínhamos dito foi premonitório. Compreende-se agora o prévio silêncio de morte, verifica-se que foram transpostas algumas linhas de defesa, regista-se a neutralidade não esperada de forças aliadas conjuradas, viu-se a debandada das forças que parecem não aceitar o papel destinado de bodes expiatórios (a família, o escritório de advogados) e, então, surge a necessidade de recuar à pressa para trincheiras entendidas como inexpugnáveis e opacas: o financiamento partidário. Onde isto já vai! – e ainda tão cedo… Mas a retirada, como quase todas as retiradas, é feita em desordem: abandonam-se tropas à sua sorte, perde-se material valioso, deixam-se pontas. Nesta aflição, percebe-se que seria muito difícil fazer melhor.
Mas fica a saber-se no artigo do CM, numa informação muito importante da peça: “Charles Smith, já arguido em Inglaterra“. Portanto, a colaboração de Smith está a ser com as autoridades britânicas, não sendo fácil conseguir o seu silêncio, que desmentisse a evidência pública da sua confissão, nem parece possível subjugar o processo inglês ao português, podendo haver acusações e ilibações diferentes, nem juntar os dois processos, por desconfiança mútua inultrapassável. Mas esse é o plano jurídico que interessa para os tribunais, o qual aqui, observando o direito à presunção de inocência de todos, não tratamos, nem sequer as contradições que o dr. José Maria Martins aborda.
No plano político não há volta a dar: o Outono está próximo.
Pós-Texto 7 (14:03 de 24-1-2009): Na sequência do seu comunicado escrito de ontem à noite, José Sócrates fez uma declaração formal ao País, na Alfândega do Porto, param as televisões e rádios, hoje, 24-1-2009, cerca do meio-dia e meia, sobre o seu envolvimento no caso Freeport e respondeu a 4 (quatro) questões de jornalistas – o primeiro-ministro abriu uma excepção relativamente às três questões apenas que os jornalistas avisaram o público que responderia. Notem-se os dez factos mais relevantes da declaração de 24-1-2009 do primeiro-ministro, que dispensam o meu comentário:
    1. José Sócrates apareceu visivelmente abatido e notava-se a sua comoção.
    2. Sócrates pronunciou sempre “Freepor” (sic), com uma excepção de uma vez em que pronunciou “Freeport” – uma distracção que foi prontamente emendada para… “Freepor”. 3. Sócrates não nega que o tio lhe tenha pedido para reunir com os “promotores do Freepor”, mas afirma que não se lembra. Porém, recorda que a reunião foi a pedido da Câmara Municipal de Alcochete, conforme o comunicado de ontem, 23-1-2009, à noite do ex-presidente Inocêncio.
    4. José Sócrates disse que reuniu com “promotores do Freepor”, que não identificou, mas negou que tivesse reunido com Charles Smith ou que o conhecesse. 5. Sócrates aliena a família do tio, pelas “actividades” da qual não se responsabiliza (nomeadamente, o e-mail a pedir recompensa ao Freeport), ainda que lembre que na sua família cada um deve assumir as suas responsabilidades… Mais ainda, não é por acaso, que o primeiro-ministro com informação jurídica como terá, designa o que a família terá dito e feito, alegadamente em seu nome, nomeadamente o tio e primo, expressamente, de “difamação” e “abuso de confiança”, palavras que têm a qualificação jurídica de crimes. Porém, faltou dizer se iria apresentar imediatamente queixa-crime às autoridades sobre esses alegados crimes, por si, expressa e enfaticamente, referidos.
    6. Sócrates manifestou-se disponível para prestar todos os esclarecimentos às autoridades, mas relembrou que o Ministério Público ainda não tinha arguidos ou suspeitos. Sócrates não disse que iria, por sua iniciativa, testemunhar imediatamente perante as autoridades portuguesas, relativamente ao inquérito português e inquérito britânico.
    7. Sócrates continuou sem explicar de forma cabal e detalhada a relação, que apenas desmentiu, e simultaneidade da redução da ZPE do Estuário do Tejo (que assinou) e o licenciamento, viabilização e pressa de todo (todo, todo, todo!) o projecto do Freepor (como ontem, 23-1-2009, José Manuel Mestre explicou no Expresso da Meia-Noite da Sic-Notícias e que o noticiário da Sic-Notícias das 16:00 de 24-1-2009, esclarece ainda melhor). Aliás, afirma que o seu envolvimento no processo se resumiu à tal reunião, para esclarecer os promotores das condicionantes ambientais a respeitar, efectuada a pedido da Câmara Municipal de Alcochete com “promotores do Freepor”.
    8. O primeiro-ministro não admitiu que tivesse cometido qualquer ilegalidade ou irregularidade, ou sequer qualquer erro. Pelo contrário, reafirmou a completa regularidade, normalidade e rigor, da sua conduta e da tramitação do projecto.
    9. Sócrates retomou a tese socialista da cabala (já usada por outros no escândalo da Casa Pia e por si, no Dossiê), mas disse, desta vez, que em Zamora se referia à comunicação social. Ora, a comunicação social só noticia o que existe, por exemplo, e o que faz, e não consta que tenha perseguido o primeiro-ministro nestes três anos com a informação de que o processo… estava parado, como o Procurador-Geral da República ontem, 23-1-2009, revelou. Mais além, o primeiro-ministro prometeu combate contra as forças que o querem derrubar, num aviso indirecto aos movimentos internos meta-sistémicos de João Cravinho (pai) e companheiros.
    10. José Sócrates não se referiu ao inquérito judicial britânico. Nem se referiu aos efeitos políticos do escândalo, e destes processos, português e britânico, para as condições de exercício do cargo de primeiro-ministro.
Pós-Texto 8 (14:23 e 14:34 de 24-1-2009): Sobre a alegada normalidade da viabilização – de todo, de todo o empreendimento – e licenciamento do projecto, veja-se “Reflexões sobre o Freeportgate” de Pedro Almeida Vieira, de hoje, 24-1-2009, no Estrago da Nação, de que fui avisado pelo meu amigo Luís Bonifácio da Nova Floresta. Além do detalhe e clareza da explicação, Pedro Almeida Vieira escreve: “há uma relação causal directa entre a alteração da ZPE e a aprovação do EIA” – e discrimina porquê. O primeiro-ministro na sua declaração de hoje, 24-1-2009, desmente essa relação, dizendo que não existe nenhuma, mas também não refere a viabilização de todo o empreendimento. Com a análise deste post de Pedro Almeida Vieira, que as autoridades judiciais nacionais e britânicas não podem deixar de registar, é que têm de ser confrontada a argumentação do primeiro-ministro.

Pós-Texto 9 (16:41 de 24-1-2009): O ex-presidente Inocêncio da Câmara Municipal de Alcochete deu uma entrevista à Sic-Notícias, que apareceu no seu noticiário, desvaloriza o papel de Charles Smith (que, segundo o CM de 24-1-2009, já será arguido do processo britânico) na promoção do Freeport e no processo de licenciamento e diz que o mesmo não participou na tal reunião que Sócrates se lembra ter sido a pedido da Câmara Municipal. Segundo, Inocêncio quem participou na reunião foi o sócio de Smith, o dr. Manuel Pedro. O dr. Manuel Pedro não é, que se saiba, arguido do inquérito britânico, enquanto Charles Smith é.

Pós-Texto 10 (23:31 de 24-1-2009): Parece que, numa manobra temerária, típica de quem se sente perdido, houve um reagrupamento da guarda pretoriana, com o objectivo de recuperar a trincheira abandonada, saindo da protecção prevista do só-se-foi-para-financiamento-partidário, admitido como hipótese no trabalho veiculado pelo CM de 24-1-2209, para a segunda linha da negação das declarações anteriores.
No Jornal 2 da RTP-2 desta noite de 24-1-2009, a
contra-informação filtrada: o tio disse agora que o e-mail era do seu filho mais velho, que está na China, e que o pedido era por causa de uma proposta de “estudo de marketing” e, portanto, não se deveu à cobrança da intermediação da entrevista entre o ministro do Ambiente e os promotores do Freeport; revela-se, com base em fonte que não se indica, que Charles Smith já foi ouvido no inquérito português e que negou o que ele próprio terá dito no video gravado em DVD, que afinal já consta dos autos do processo ainda que, cita-se, não valha como prova (quem disse isto tudo não estava também obrigado ao segredo de justiça?…) e que também negou o que disse no video no inquérito britânico, onde será suspeito. Mais se acrescentou, nesse telejornal da RTP-2, que o DCIAP aguarda agora a resposta a uma carta rogatória que foi enviada para o Reino Unido, pedindo informação sobre o testemunho de Smith às autoridades inglesas.
A palavra de ordem parece ser negar tudo, mesmo o que já se disse publicamente ou está registado. E o comentário oficioso pelas antenas é de que aquilo que se nega não aconteceu e, assim, tem de ser aceite, não podendo o assunto ser perseguido. E, portanto, se Sócrates não admite qualquer conduta incorrecta, isso basta para provar que não a teve, não havendo assim qualquer consequência jurídica, muito menos política.
Afinal, parece que
fugas de informação há várias: e as do CM de hoje, 24-1-2009, e do Jornal 2 da RTP-2 desta noite de 24-1-2009 não farão parte da “divulgação dessas informações” que, disse, têm por objectivo “fragilizar-me politicamente“. Aliás, no deve e haver das fugas de informação parece que o lado de José Sócrates está a ganhar de forma clara, com apoio em perigosas filtragens que arriscam o futuro dos autores no tempo seguinte.
A decisão do combate evolui a cada hora e está ainda muito confuso, com avanços e recuos, hesitações e complacência dos árbitros, golpes de mão, ataques e contra-ataques, contra-informação e desinformação, ameaças e pressões. Por exemplo, Felícia Cabrita, no jornal da Noite da TVI de 24-1-2009, manifestou estranheza por a família do tio Júlio Carvalho Monteiro estar a assumir a responsabilidade por tudo, o que não poderá deixar de lhe acarretar consequências jurídicas. Felícia queixou-se ainda na mesma entrevista deste telejornal da TVI de
pressões exercidas sobre o semanário Sol, que prometeu revelar mais tarde.
Mas o desfecho do combate é inevitável, mesmo se o desespero actual leva à ilusão do êxito fugaz da temeridade.

Pós-Texto 11 (0:45 de 24-1-2009): Parte da reportagem do Sol de 24-1-2009 (cuja edição em papel recomendo que comprem para compreensão e arquivo histórico) já pode ser lida em linha: “Ingleses investigam contactos entre Sócrates e representantes do Freeport“.

Pós-Texto 12 (0:55 de 24-1-2009): O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), segundo revela a TSF (link próprio ainda não disponível), publicou ontem, 24-1-2009, uma firme e corajosa posição de independência sobre o desenvolvimento do caso Freeport que, neste ambiente de pressão política sobre os demais poderes, merece destaque:

“deve ser ponderado o recurso às modernas técnicas e estratégias de cooperação judiciária internacional ou o auxílio directo de entidades estrangeiras, tal como sucedeu, recentemente, noutros casos igualmente relevantes, mas socialmente menos relevantes».
Dada a «importância e gravidade das consequências deste caso» e a «necessidade por todos sentida de agilização das investigações», a direcção do SMMP espera assim poder ver disponibilizados, «em tempo útil, todos os meios considerados necessários pelos magistrados titulares».
[A direcção do Sindicato] «se manterá atenta» à evolução das investigações e, caso seja necessário, denunciará «quaisquer intervenções» que possam ser entendidas «como visando obstaculizar ou perturbar insidiosamente a acção dos magistrados ou do elementos da PJ encarregados da investigação».” [grosso meu]

Pós-Texto 13 (3:52 de 25-1-2009): O JN de hoje, 25-1-2009, indica que conseguiu falar com Júlio Carvalho Monteiro, e que o “tio do primeiro-ministro sente-se incomodado com a polémica, mas não desmente as declarações que lançaram a suspeita“…

Actualizações: este post foi emendado às 0:17 de 24-1-2009 e 3:00 e 12:27 de 25-1-2009; e foi actualizado às 20:50, 22:47 e 23:42 de 23-1-2009 e 0:25, 1:57, 4:39 e 5:15, 14:03, 14:23, 14:34, 16:42, 17:04 e 23:31 de 24-1-2009 e 0:55 e 3:52 de 25-1-2009.

Limitação de responsabilidade (disclaimer): (em actualização) As entidades mencionadas nas referências e notícias dos media, que aqui comento, do inquérito português não são, que se saiba, suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade e, mesmo se forem, gozam do direito à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de sentença condenatória. Salvo a referência indirecta indiscreta de 24-1-2009 no Jornal 2 da RTP-2, cuja veracidade não se podem confirmar, não é conhecido o estado do inquérito britânico ao caso Freeport e também aí vigora o mesmo direito de presunção dos eventuais suspeitos.


Não, O Que Está Em Causa Não São Apenas Questões Políticas

pub25jan09Ao contrário do que se escreve na última página do Público de hoje, o que está em causa neste conflito em torno da Educação não é apenas uma questão de opções políticas. São questões de ordem jurídica e de legalidade, pois não podemos aceitar que se façam leis incongruentes ou contraditórias entre si, ou que se desrespeitem princípios básicos de um Estado de Direito.

Desde logo, foi o próprio SE Pedreira quem colocou as questões da legalidade no centro desta disputa ao afirmar que nem passava pela cabeça do ME que as escolas não cumprissem a Lei, declarações transcritas numa peça do próprio jornal Público.

Portanto há que ir em busca do verdadeiro cumprimento da Lei, nomeadamente em aspectos como a conformidade dos simplexes avaliativos com o Estatuto da Carreira Docente ou, por exemplo, do decreto-lei 75/2008 com a Lei de Bases do Sistema Educativo.

Como aqui já escrevi bastante sobre isso, limito-me a sintetizar duas, entre muitas, questões de legalidade:

  • É legal ameaçar, como já acontece em algumas escolas, com procedimentos disciplinares os docentes que não entregaram os Objectivos Individuais quando essa fase não está contemplada nas etapas do processo de avaliação explicitado no Estatuto da Carreira Docente? Pode um decreto regulamentar alterar o que está estatuído do decreto-lei 15/2007 que pode ser de má memória, mas ainda é lei?
  • É legal o processo de escolha dos Directores Executivos através de um processo que mistura de forma estranha uma análise curricular com uma eleição em que participam elementos que estão omissos na Lei de Bases do Sistema Educativo? É possível em decreto-lei alterar um método de escolha e o colégio eleitoral que estão definidos na LBSE?
  • É legal, já agora, que os elementos dos órgãos de gestão das escolas, professores de uma carreira com um estatuto próprio, serem avaliados por outro tipo de regulamentação, apenas para poderem ser mais facilmente punidos caso não cumpram as leis que não sabemos bem se são verdadeiramente “legais”?

Podemos dizer que as leis foram feitas para ser violadas e adulteradas. É a visão cínica das coisas, de quem despacha por despachar. Mas não pode ser a visão de quem recentrou a discussão na legalidade dos actos dos professores e das escolas. E quem fez isso foi o SE Pedreira.

Logo, todos devemos ajudá-lo a ter a certeza sobre que leis se devem cumprir e qual a arquitectura que deve segurir a ordem legislativa.

E já agora, como do lado dos sindicatos houve um apelo para que sejam as escolas e os professores a tomar nas suas mãos a condução da resistência às políticas do ME, esperamos que não os incomode que sigamos o seu conselho, ou pedido, ou exortação, ou o que seja que foi que quiseram dizer.

Mas estas são apenas algumas das muitas questões que gostaríamos de ver aclaradas por um parecer técnico e especializados e não por pareceres militantes.

Gentilmente sonegado no Blogue A Educação do meu Umbigo

Dedicado aos Resistentes, Homens e Mulheres de coragem : Lenine & Julieta Venegas – Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo… que dá medo do medo que dá
Medo… que dá medo do medo que dá

José Sócrates está a ser investigado em Inglaterra por corrupção?!

Segundo a notícia do jornal “Correio da Manhã ” José Sócrates estará a ser investigado, criminalmente, no Reino Unido por corrupção, no âmbito do processo Freeport.

Veja-se aqui:http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=02CDFBDA-4A49-4CED-8E6D-87500E627D2D

Bom, não sei onde está a verdade.

Mas já me parece própria de antes do 25 de Abril um tio pedir ao sobrinho ministro que receba investidores.

Seria normal no Regedor da Freguesia antes do 25 de Abril.

Mais preocupante é que o PM diga que nada tem a ver com licenciamento do Freeport num dia, em Espanha, mas depois o tio e o primo digam o contrário, indo o primo ao ponto de , segundo noticia do jornal “Expresso”, ter dito que houve afinal uma reunião entre o representante do investidor britânico e José Sócrates .

O que não poderá ser a reunião no Ministério, porque a CM de Alcochete disse que esse representante não esteve na reunião no Ministério!

De súbito , depois da investigação do jornal “O Sol”, José Sócrates já se lembra que esteve numa reunião no Ministerio do Ambiente.

Depois o secretário de Estado não tem poderes próprios, mas apenas delegados, podendo a todo o tempo o Ministro, como delegante, decidir as questões delegadas, como se sabe que é princípio fundamental do Direito público político e adminsitrativo, precisamente os ramos do Direito que regem a Administração Pública e logo o Governo, qualquer Governo.

Ainda mais preocupante é que o primo de José Sócrates diga que pediu à Freeport a recompensa pela “cunha” metida ao primo Ministro, a José Sócrates.

As coisas nos Ministérios Portgueses passam-se desta forma?

Os familiares intercedem juntos dos ministros para receber privados a fim de tratarem de assuntos de Estado?

Bom, as coisas começam a clarificar-se, sendo os desmentidos isso mesmo e só isso: desmentidos.

Mas doi saber que na Justiça do Reino Unido pode estar sob suspeita o PM de Portugal por … corrupção!

Todavia José Sócrates não falou sobre esse facto, na conferência de imprensa que hoje deu. Sócrates passou por essa questão como a raposa da fábula de Lafontaine passou pela vinha vindimada.

O Presidente da República deve dissolver a Assembleia da República e convocar eleições, por uma questão de higiene política portuguesa.

A questão é agora sobretudo política. Não é só jurídica. É de Dignidade do Estado Português.

José Sócrates não diga que o caso voltou à ribalta por motivos de calendário eleitoral. É uma desculpa esfarrapada , tendente a ser “vendida” aos correligionários do PS.

Isto porque as informações apontam no srntido de que a investigação foi relançada pelos ingleses,que não concorrem em Portugal e o Gordon Brown, PM Britânico, até é da mesma família política do PS português.

Os ingleses não vão concorrer com o PS nas eleições em Portugal.

E não me venham com histórias de que o PSD e o CDS estão por detrás destas notícias.

Já sou crescido e exijo que respeitem a minha inteligência!!!

Por tudo isto, mais uma vez, quero sensibilizar os portugueses para que tenham coragem e intervenham no Processo Freeeport como assistentes, como já apelei.

Este é um assunto grave demais para ficar sem participação popular.

Contém comigo para a intervenção civica, em defesa da democracia, da liberdade, da moralização da política, para lutar contra todo e qualquer corrupto.

Por Portugal! Posto por José Maria Martins In Blogue de José Maria Martins

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Os Sionistas Nazis: Porque estás a fazer aos outros o que não gostaste que te tivessem feito?

Descobre as Diferenças!

THE GRANDCHILDREN OF HOLOCAUST SURVIVORS FROM WORLD WAR II ARE DOING TO THE PALESTINIANS EXACTLY WHAT WAS DONE TO THEM BY NAZIGERMANY.

BUILDING WALLS & FENCES TO KEEP PEOPLE IN PRISONS

CHECK POINTS NOT TO ALLOW PEOPLE BASIC FREEDOM OF MOVEMENT

ARRESTS & HARASSMENTS

DESTROYING HOMES & LIVELIHOODS

GIFTS (WITH LOVE) FROM THE CHILDREN OF PEACE-LOVING & CIVILIZED COUNTRIES

THE CLASSIC PROPAGANDA MACHINE – YOU WILL FIND THE PICTURE INBLACK&WHITEIN ALL AMERICAN AND SOME OTHER WESTERN COUNTRIES HISTORY BOOKS, ENCYCLOPAEDIAS, LIBRARIES, MUSEUMS. THAT DEPICTS A YOUNG JEWISH BOY WITH HIS HANDS UP WHILE NAZI TROOPS POINT THEIR GUNS AT HIM AND HIS FAMILY IN ORDER TO EXPEL THEM FROM THEIR HOMES. (IT’S SUPPOSED TO MAKE YOU SYMPATHIZE WITH THE VICTIMS & TO SUPPORT THEIR CAUSE FOR JUSTICE & A HOMELAND)

THE ISRAELIS PRACTICE THE SAME TACTICS