Autoridades inglesas consideram Sócrates suspeito e querem ver contas bancárias do primeiro-ministro

254317

Polícia inglesa suspeita de José Sócrates

A polícia inglesa considera que José Sócrates é suspeito de ter «solicitado, recebido, ou facilitado pagamentos» no âmbito do licenciamento do Freeport. Conheça os detalhes de um processo escaldante na VISÃO desta semana

O pequeno envelope continha uma grande bomba. No passado dia 19 de Janeiro, chegou a um gabinete do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), na Avenida Alexandre Herculano, em Lisboa, uma carta rogatória enviada pela polícia inglesa. Nesse documento, diz-se, explicitamente, que o primeiro-ministro José Sócrates é suspeito de ter «solicitado, recebido ou facilitado pagamentos» no âmbito do processo relativo ao licenciamento do empreendimento Freeport, em Alcochete.

A carta foi enviada pelo Serious Fraud Office – a unidade da Justiça inglesa que averigua o crime económico mais complexo e que, desde 2007, investiga alegados desvios de dinheiro relacionados com a aprovação da construção daquele outlet. Os investigadores também apontam o dedo a Manuel Pedro e Charles Smith – consultores contratados pela Freeport PLC para ajudarem a concretizar as diligências conducentes ao licenciamento do projecto – e, ainda, a quatro responsáveis ingleses ligados à empresa promotora, e a dois outros portugueses envolvidos na operação, que a VISÃO apurou tratar-se de um outro funcionário da Smith&Pedro e de um técnico de uma organização da área do Ambiente. No que respeita a todos estes protagonistas, a polícia inglesa diz ter «motivos razoáveis» para acreditar em «alegações de suborno e de corrupção», prática que, remata a carta, entra «em contravenção com as leis de Inglaterra e do País de Gales». Contactado pela VISÃO, o gabinete do primeiro-ministro escusou-se a comentar a existência desta carta, que ficará para sempre anexa ao processo. O que demonstra um desejo claro, da parte da polícia britânica, de que as suas suspeitas fiquem devidamente registadas nos autos que já levam 12 volumes e mais de cem apensos.

Os magistrados que leram o documento, e que conduzem a investigação desde Setembro de 2008, ficaram estupefactos com a informação chegada de terras de Sua Majestade. Esta não era a primeira vez que as autoridades inglesas implicavam José Sócrates. A 17 de Novembro, Cândida Almeida, directora do DCIAP, viajou para Haia, acompanhada por Pedro do Carmo, subdirector da Polícia Judiciária (PJ) e Moreira da Silva, responsável pela unidade da PJ que investiga o crime económico. À sua espera estavam alguns elementos da polícia inglesa para uma reunião com vista a concertar estratégias relativamente ao caso do outlet.

Foi nesta altura que as autoridades portuguesas foram confrontadas com o teor de um DVD, que contém um registo áudio de uma conversa entre um administrador da Freeport e o intermediário Charles Smith. Nesse diálogo, Smith terá confessado pagamentos corruptos, durante a fase de licenciamento do empreendimento, em 2002, tendo o nome de José Sócrates – que, na altura, era ministro do Ambiente – sido mencionado. Cândida Almeida torceu de imediato o nariz perante esta exposição, alegando que, à luz da lei portuguesa, aquele material nunca seria admitido no processo. Para isso, a gravação da conversa deveria ter sido autorizada por um juiz. A directora do DCIAP recusou, também, a criação de uma equipa mista, com o propósito de investigar a conduta do primeiro-ministro português. Indignada, terá mesmo afirmado que jamais admitiria a interferência de uma polícia estrangeira numa investigação a um chefe de Governo.

In Visão

José Sócrates suspeito – O Procurador Geral da República deve substituir Cândida de Almeida

socratespinoquiotratadodu1

A TVI acaba de noticiar que José Sócrates é suspeito no Reino Unido. Veja também já na comunicação social britânica aqui: http://www.independent.co.uk/news/world/europe/portugal-pm-vows-to-defend-honour-over-mall-1517567.html
Cândida de Almeida disse hoje que não havia suspeitos no caso Freeport.
Bom, isto é inadmissível.
Se há uma rogatória e Sócrates é suspeito no Reino Unido, porque não é cá em Portugal?
Penso que a Drª Cândida de Almeida está muito cansada e necessita de ser afastada de grandes responsabilidades.
É imperioso que o PGR substitua a Drª Cândida de Almeida no DCIAP.
Por outro lado, a Drª Cândida de Almeida é simpatizante do Partido Socialista e parece que foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Mário Soares, bem como o seu defunto marido foi.
Este processo Freeport não deixar de ser encarado como muito grave.
É importante que seja nomeado outro Procurador-Geral Adjunto para o DCIAP. E já.
Está em causa a credibilidade internacional do Estado Português.
É necessário uma firme conduta contra a influência da Maçonaria no processo, pois o PS domina a maioria das lojas maçónicas portuguesas e por sua vez estas controlam o PS , via Grande Oriente Lusitano.
Só uma colaboração entre as polícias britânicas e portuguesas é adequada à investigação da verdade.
Parece que Cândida de Almeida foi contra.
Nao pode ser.
Esperamos uma atitude do Presidente da República.
Por fim, vamos imaginar , como hipótese académica , que eu era Presidente da República . E que o meu irmão estava suspeito no caso BPN! O que faria?
Mesmo assim eu teria de cumprir e fazer cumprir a constituição! Linear. Ou demitir-me!

Por Portugal. Posto por José Maria Martins

Freitas do Amaral by kaosinthegarden.

José Sócrates fez avançar os seus amigos para lhe darem cobertura no caso Freeport.
Os portugueses viram manobras plásticas no últimos dias.
O tio a fazer um comunicado a ajudar Sócrates e a mandar tudo para cima do filho.
Morais Sarmento também ajudou.
Luis Filipe Menezes , que fugiu do PSD como o rato do gato e foi uma decepção pura e dura. Um flop político como nunca tinha visto desde o 25 de Abril.
Agora veio o Prof. Doutor Freitas do Amaral.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=E0E98E41-3C84-4089-92AF-6C2BE721ED7A&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021
É bom lembrar que Freitas do Amaral foi PM interino, cerca de um mês depois da morte de Sá Carneiro.
Freitas do Amaral , têm noticiado os jornais, tinha no CDS como guarda-costas um individuo que já confessou que esteve no plano para assassinar Soares Carneiro, o actual “vidente” “Sô Zé”, o Esteves.
Armas na sede do CDS a rodos!
Freitas do Amaral é um homem do anterior regime político. Muito próximo de Caetano.
Abandonou o CDS depois de ter feito um governo com o PS.
Freitas do Amaral veio agora defender José Sócrates, por causa do caso Freeport.
Está no seu direito, porque foi ministro de José Sócrates.Por mais nada.
Já não tem o direito, seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista social, seja do ponto de vista jurídico, de lançar areia para os olhos dos portugueses e servir de ariete de diversão, para tentar fazer o que tem sido feito no caso Casa Pia: lançar nomes, para no meio da confusão alguns saírem airosos.
Esta estratégia é conhecida de sobejo por ser usada pelos políticos para manietarem os outros. Todos sabem dos podres uns dos outros e então lá vai o aviso:

Olha que isso ainda te atinge, eu sei que tu sabes que eu sei o que sei –
como diria uma amiga de Freitas do Amaral, a Maria José Nogueira Pinto
.


Freitas do Amaral veio dizer que se Durão Barroso referendou o DL 141/2002 e 142/2002 foi porque ou era legal ou recebeu luvas.

Ora, Freitas do Amaral tem a obrigação de saber que TODOS os Decretos-leis têm de ser referendados pelo Governo, sob pena de serem inexistentes. (artº 140º nº 1 e 2 da Constituição da República Portuguesa).

Aqueles Decretos-Leis haviam sido aprovados em Conselho de Ministros, pelo Governo anterior, de António Guterres e José Sócrates.

Não haviam sido sujeitos a fiscalização pelo Tribunal Constitucional.

Quando Durão Barroso tomou posse , os diplomas estavam promulgados pelo Presidente da República.

Assim, era, quase impossível ao Governo de Durão Barroso não os referendar, desde que estivessem aprovados pelo anterior Governo e promulgados pelo Presidente da República.

A referenda é apenas e só um mero certificado da existência do acto legislativo – do Decreto-Lei – feito pelo Governo, como ensina o Prof. Jorge Miranda.

Freitas do Amaral veio agora manipular os factos e passar para a opinião pública uma ideia errada, falsa, de forma a defender Sócrates e a prejudicar a investigação judicial, o Poder Judicial e subverter todos os factos e a verdade.

O facto de o Governo de Durão Barroso ter referendado os diplomas em causa no assunto Freeport nada tem a ver com a legalidade deles, porque já estavam aprovados em Conselho de Ministros no governo de Guterres. Promulgados pelo Presidente da República.

Na data – 2002 – Durão Barroso não tinha possibilidades de saber que na génese dos decretos-Lei estavam , eventualmente, actos de corrupção.

É que um acto pode ser legal, do ponto de vista formal, mas ter sido motivado por actos determinados por corrupção. Neste caso o acto sofre do vício de desvio de poder.

Freitas do Amaral sabe que assim é.

Seria bom que Freitas do Amaral passasse o resto dos seus dias a lutar para que os culpados da morte de Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro sejam punidos. Esse é o grande dever de Freitas do Amaral.

Digo-o apesar de nunca ter sido do CDS ou do PSD, mas é aquilo que é racionalmente exigível a quem era amigo deles e tem responsabilidades em Portugal.

Defender José Sócrates, subvertendo a correcta análise dos institutos constitucionais , é próprio de uma certa classe política do país mais atrasado da União Europeia.

Por fim, Freitas do Amaral nunca deveria ser convidado a falar na televisão sem ter ao mesmo tempo alguém para o poder contraditar.

Ou seja, deveria estar alguém que tenha conhecimento de direito constitucional para poder esclarecer as pessoas, de forma a que não passe a ideia – como poderá ter passado – que se Durão Barrosos referendou é porque tudo é legal , porque concordou.

O que é falso.

Posto por José Maria Martins In Blogue de José Maria Martins

Sócrates, Freeport e escândalo Internacional!

pinoquio_3

As autoridades inglesas consideram o primeiro-ministro José Sócrates suspeito no caso Freeport, de acordo com a próxima edição da revista “Visão” que sairá para as bancas amanhã. Por seu lado, a revista “Sábado” afirma que “os investigadores ingleses querem ver as contas bancárias do primeiro-ministro”.


Ainda de acordo com a “Sábado”, “as autoridades portuguesas estão a investigar um email que terá sido enviado pela empresa Smith & Pedro [intermediária no processo de licenciamento do “outlet”] para um alegado domínio pessoal de Sócrates”.

In Publico

Polícia inglesa suspeita de José Sócrates
A polícia inglesa suspeita que José Sócrates facilitou, pediu ou recebeu dinheiro para o licenciamento do Freeport. Segundo a TVI, a carta rogatória das autoridades inglesas refere que o então ministro do Ambiente participou numa reunião com o fundador do outlet e o dinheiro terá sido pago a um primo de Sócrates
In SOL

Portugal’s prime minister, Jose Socrates, is embroiled in an alleged corruption scandal over permission granted for a British development on protected land outside Lisbon.

Police searched the home of Mr Socrates’s uncle this week in connection with the affair, which is said to have taken place when Mr Socrates was environment minister in a previous socialist government. Britain’s Serious Fraud Office is said to be investigating the unexplained transfer of some 4m euros to bank accounts in Portugal at the time of the deal, press reports say.

Mr Socrates is alleged to have waived environmental restrictions in 2002, following intervention by his uncle and cousin, to grant the British company Freeport a licence to build the Alcochete mall or “village outlet”, a gigantic emporium of designer shops south of the Portuguese capital.

The English royal family is reported to have a large stake in Freeport, which was taken over by the US conglomerate Carlyle in 2007.

Mr Socrates denies having misused his ministerial position to allow the shopping mall to go ahead, or having taken bribes from Freeport. In a rare television appearance at the weekend, he scorned the storm of media allegations, which was spearheaded by Lisbon weekly “Sol”.

“The reports and the way they are presented are meant to target me personally and weaken me politically in an election year,” Mr Socrates said. “Those who think they can beat me this way are wrong, because I’ll fight to defend my honour, my integrity.”

The Alcochete project was one of a number of major schemes that carved through Portugal’s virgin lands, sometimes in defiance of environmental protection orders, in a drive to modernise the country.

The scandal has re-emerged at the worst possible moment for Mr Socrates, who faces general elections this autumn battered by the economic and financial crisis sweeping Portugal.

Environmental approval of the Freeport Outlet project met all legal requirements at the time, Mr Socrates said. He denied that the go-ahead, granted three days before general elections in 2002, was given with “unusual haste”. The shopping complex, built in an environmental protection area along the Tagus estuary, needed cabinet approval for regulatory changes.

Ministers reportedly approved the changes just three days before the polls, which Antonio Guterres’s Socialists lost to Jose Manuel Durao Barroso’s conservative Social Democratic Party. Portugal’s environment secretariat subsequently granted planning permission.

“I never gave any instructions to give the case urgent treatment,” Mr Socrates insisted. “I reject all insinuations and slanderous allegations that involve my name regarding this case.”

The media spotlight focuses on the prime minister’s uncle and cousin, Julio and Hugo Monteiro. Hugo Monteiro is alleged to have held meetings with Charles Smith, a Scottish intermediary contracted by Freeport to ease the deal. Julio Monteiro is then said to have used his kinship with Mr Socrates to set up a meeting with the erstwhile environment minister for Mr Smith.

Mr Socrates vaguely recalls meeting Mr Smith in 2001, but “only to present to him the government’s environmental requirements,” after his ministry had twice blocked the building project. He says he has nothing to do with his uncle’s business operations.

In Independent

Sócrates rechaza cualquier intermediación en el caso ‘Freeport’

El jefe del Ejecutivo luso, José Sócrates, rechazó haber intermediado en su época como ministro de Medio Ambiente para facilitar el permiso de impacto que permitió la construcción de un centro comercial, en el presunto caso de tráfico de influencias ‘Freeport’ que investiga la Justicia portuguesa.


Sócrates señaló a través de un comunicado difundido hoy que en 2002 mantuvo un encuentro con promotores de ‘Freeport’, un ‘outlet’ situado en Alcochete, en las cercanías de Lisboa, pero que en la reunión lo único que se abordó fue la modificación del proyecto para cumplir con los requisitos del estudio de impacto ambiental.

El primer ministro socialista dijo no conocer personalmente a ningún promotor del proyecto ‘Freeport’ ni haber participado en cualquier otra reunión con representantes de esa iniciativa empresarial.

Sócrates destacó, además, su indignación por un reportaje que aparece en la edición de hoy del semanario ‘Sol’, titulado ‘Reunión bajo sospecha’, en el que el tío materno del jefe del Gobierno, Julio Coelho Monteriro, señala que puso en contactó a Charles Smith -socio de una consultora contratada por ‘Freeport’- son su sobrino.

Coelho Monteriro reconoce en ‘Sol’ que Smith -socio de Smith & Pedro, contratada por ‘Freeport’ para facilitar el proyecto-, a quien conoció en 1992 a través de una tercera persona, se quejó de una supuesta petición de comisiones de un despacho de abogados para obtener la licencia, a raíz de lo que contactó con Sócrates.

El familiar del entonces ministro de Medio Ambiente en el Gobierno del socialista Antonio Guterres asegura en ‘Sol’ que Sócrates le dijo entonces que la supuesta petición era una mentira, que él era el responsable de conceder el permiso y que le pusiese en contacto con Smith.

Coelho Monteriro asegura que tras la mediación no volvió a saber nada del asunto y que acudirá a los tribunales en el caso de ser relacionado con cualquier caso de tráfico de influencias o comisiones ilegales.

Sócrates recuerda en la nota que la declaración de impacto ambiental favorable al proyecto ‘Freeport’ fue emitida por la Secretaria de Medio Ambiente, tras estudiar su entonces Ministerio las alteraciones introducidas sobre el proyecto inicial.

El primer ministro resaltó que quiere que la investigación se resuelva lo antes posible, tras recordar que este caso ya saltó a los medios de comunicación hace unos años, coincidiendo con fechas electorales -a finales de este año se celebran elecciones legislativas en Portugal-.

‘Sol’ recuerda que la aprobación del estudio de impacto ambiental de ‘Freeport’ tuvo lugar un 14 de marzo de 2002, tres días antes de unas elecciones legislativas y tras haberse rechazado dos propuestas previas.

Por su parte, ‘Expresso’ apunta que la investigación está en manos de la Policía Judicial, después de que la agencia británica estatal ‘Serious Fraud Office’ detectase la transferencia no justificada de millones de euros desde la sociedad del Reino Unido que controla ‘Freeport’ hacia Portugal.

In actualidad.terra

PORTUGAL •  Une (sale) affaire de famille

Le Premier ministre portugais José Socrates est soupçonné d’avoir favorisé la construction d’un espace commercial (Freeport) près de Lisbonne lorsqu’il était ministre de l’Environnement. L’hebdomadaire Sol, s’appuyant sur le témoignage d’un oncle de Socrates, Julio Monteiro, et sur un DVD en possession de la police financière britannique, fait état de favoritisme et de corruption dans l’attribution du permis de construire d’un des plus grands centres commerciaux d’Europe (propriété du fonds d’investissement américain Carlyle).Initialement refusé, car il ne respectait pas les accords environnementaux existants entre le Portugal et l’Union européenne, il a finalement été accordé après la modification de la zone de protection spéciale de l’estuaire du Tage établie par un décret, trois jours avant les élections législatives de 2002 perdues par la gauche qui était alors au pouvoir. Cette décision aurait fait suite à une rencontre entre le représentant de Freeport, l’Anglais Charles Smith, et l’oncle de Socrates.

Par ailleurs, l’hebdomadaire Expresso a également révélé que le fils de Julio Monteiro aurait tenté de bénéficier de sa position, en suggérant à Freeport de choisir l’entreprise de publicité familiale au vu des services rendus par son père et son cousin. José Socrates a réagi vigoureusement, en réfutant les accusations. Il rappelle que l’affaire est apparue pour la première fois au cours de la campagne électorale de 2005. Le procureur général de la République a, pour sa part, indiqué que l’enquête, longtemps aux oubliettes, serait menée jusqu’au bout.

In Courrier international

Sócrates apertado, esta tarde, na AR, a propósito da encenação em torno do falso Relatório da OCDE

lurdesEsta tarde, na AR, Sócrates foi interpelado por Paulo Rangel acerca da montagem da encenação do Relatório dito da OCDE que, afinal, não é da OCDE. Sócrates insistiu, esta tarde, na encenação. Não foi capaz de dizer, preto no branco, que o Relatório não é da OCDE. Manteve a encenação: leu o nome da chefe de divisão de educação da OCDE, sem referir que estava a citar o nome da autora do prefácio do Relatório e não o nome da autora do Relatório. Desmascarado por Paulo Rangel, Sócrates teve de admitir que acabara de ler o nome, não da autora do Relatório, mas da prefaciadora.  Desmascarado por Paulo Rangel, José Sócrates não foi capaz de explicar por que razão enganou os portugueses, ao afirmar, ontem, que o Relatório seria da OCDE. Sócrates não tem emenda: é uma questão de carácter. Insistiu, esta tarde, na AR, na ideia de que o Relatório foi feito por peritos internacionais independentes, esquecendo que um dos autores é o actual Presidente do CCAP, um organismo na dependência directa da ministra da educação. Ignorou, também, que a OCDE não teve absolutamente nada que ver com o Relatório. Não foi capaz nem quis comentar o facto de os autores do Relatório se terem limitado a ouvir 7 municípios, 6 socialistas e 1 independente (Gondomar). Não quis comentar, nem podia, o facto de o Relatório se ter baseado num relatório prévio preparado pelos serviços centrais do ME. Também não comentou o facto de os autores do Relatório terem consultado 4 peritos nacionais, todos eles com posições públicas favoráveis às políticas educativas do Governo. Sócrates é incapaz de admitir um erro. Manteve a sua proverbial arrogância e falta de educação. Não tem emenda. Não tem nível para ser primeiro-ministro.

“Sósia” de Sócrates corre em seu auxílio

Pedro Silva Pereira, que em 2002 – aquando da Declaração de Impacto Ambiental e da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo foram aprovadas – era secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza – deu esta garantia durante uma entrevista conduzida por Mário Crespo, na SIC.

Para o Ministro da Presidência, o caso Freeport está a viver de “suspeitas alimentadas na comunicação social”.
“Tudo deve ser investigado e investigado até ao fim”, disse.
Conhecedor do dossier Freeport, Pedro Silva Pereira negou que, no âmbito da alteração da ZPE, as organizações ambientais não tenham sido consultadas, garantindo que “o Governo até isso fez”, apesar de se tratar de uma recomendação – “não obrigatória” – da Assembleia da República.
Segundo o ministro, a Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente foi recebida pelo Governo, no âmbito da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Sem “comentar enredos”, o ministro da Presidência alertou para aquilo que disse ser a prova da “maior mentira” que estará a ser contada e que se prende com a alegada relação entre a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do projecto Freeport e alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Isto porque a DIA data de 14 de Março de 2002 e o decreto-lei que altera os limites da ZPE é de 20 de Maio do mesmo ano.
“É uma falsa relação”, garantiu.
Questionado sobre a alegada existência no Ministério do Ambiente, quando José Sócrates era ministro desta pasta, de “favores a troco de dinheiro”, Pedro Silva Pereira limitou-se a classificar a pergunta de “insultuosa”.

Ora bem:
São estas intervenções que acabam por me reconvencer que esta gente está toda implicada nesta lixeira de favores, corrupçção e compadrio. Não me refiro apenas ao caso Freeport, que toda a gente sabe, em Alcochete e nas redondezas, como é que foi feita a coisa.
Toda a gente vendeu terrenos ou tem amigos que os venderam.
Tudo “mamou” directa ou indirectamente com a especulação imobiliária e já tinha “mamado” antes com a ponte Vasco da Gama.
A corrupção e a negociata estão no sangue do tuga.
Não vale a pena ir por aí.
A classe política mais não faz do que espelhar fielmente (e se calhar até por defeito) o verdadeiro âmago da alma corrupta tuga.
A isto chegou um antigo povo de navegadores e heróis.

O que, em qualquer parte do mundo civilizado é considerado um crime altamente censurável e socialmente envergonhante é, para nós, uma coisa normalíssima e perfeitamente natural.
Pedir favores, pagar “luvas” e “agradecer” a quem ajuda a fazer “negócios” é do mais banal que há neste país.
Este procedimento em Inglaterra, França, Holanda, Suécia, Noruega, etc, dá prisão.
Mas aqui é assim. É a nossa “cultura”. Nada a fazer.

O verdadeiro negócio, no caso Freeport, não foi, de facto, a construção que se vê.
Foi o outro. O que deu 4 milhões a quem não colocou uma pedra, um vidro, uma porta.
A muitos, provavelmente.

Eu devo dizer que, neste caso, recuso-me a acreditar que Sócras tenha recebido algum. Pelo menos “algum” substancial.
Não sei porquê, mas não acredito.
Tenho a certeza – como todos temos – que o seu diploma e a sua licenciatura são falsos. Bem entendido. E que os projectos dos barracões na Guarda – toda a gente lá o sabe – não são da sua autoria.
Desse tipo de pequena corrupção ele é perfeitamente capaz, como se vê.

Agora… da corrupção mesmo??? Da grossa??? Receber milhões???
E continuava na política à espera de quê?
De que isto se soubesse?
Não acredito.

Podem ter sobrado umas migalhas, pela porta do cavalo, mas a parte de leão não foi para ele.
De certeza absoluta.

É claro que muitos se abotoaram à grande e à portuguesa. Disso também ninguém tem dúvidas absolutamente nenhumas.
Mas não só com o Freeport. Com tudo o que se constrói e quando há muito dinheiro em jogo.
Em Portugal “sobra sempre para todos”, como na América Latina.

Mas quando se vê esta réplica do Sócrates (veste-se exactamente como ele, penteia-se exactamente como ele, age exactamente como ele) vir a terreiro dizer que «a desanexação da Zona Protegida do Tejo nada teve a ver com o Freeport», apetece-me reconvencer-me de tudo o que me convenci.
Estes insultos à inteligência mais banal não os aceito de modo nenhum.
Vá lá insultar quem ele quiser.
Isso é que foi um grande insulto, e não a pergunta do Mário Crespo.
Quando ouço estas marionetas apetece-me logo duvidar que a coisa possa ter sido assim tão ingénua…

Mas nem tudo é mau:
Acabámos de entrar no Guinness:
Somos o único país do mundo desenvolvido que consegue ter um primeiro ministro suspeito de forte corrupção, no activo.

Publicado por JoaoTilly

Agrupamento Diogo Cão, Vila Real: acabado o prazo para entrega dos O.I., 239 não entregaram; 40 entregaram

É a força indomável e irreprimível da dignidade, da coerência, da razão e da ética que leva milhares de professores a não se vergarem ao MEDO e a recusarem a GANÂNCIA, protagonizando uma resistência que, nesta circunstância histórica, nos faz sentir orgulho em sermos professores e em podermos dar uma corajosa lição de cidadania exigente e responsável.

Deve ser uma sensação bem desagradável colaborar e dar trunfos àqueles que nos hostilizam, que nos humilham e que nos acusam de cobardia!

Aqueles que vacilaram ou aqueles que não perdem a oportunidade de continuar a obter vantagens das medidas injustas do ME e da luta dos colegas, queiram fazer o favor de desfrutar as bandeiras e as progressões possíveis, com a felicidade que puderem.
Para se ter uma ideia da promiscuidade e da falta de escrúpulos que este modelo de avaliação fomenta nas escolas, há avaliadores a estimularem, sigilosamente, um ou outro colega das suas relações de amizade e por si avaliado a entregar os Objectivos Individuais, pois desta forma, garantem ambos o preenchimento das quotas de Excelente (a de avaliador e a de avaliado), uma vez que não terão a concorrência dos colegas que recusam ser avaliados. Uma vergonha!
Todavia, outros há que resistem e que não abdicam das suas razões, princípios e valores. É com esses que se constrói a história da resistência dos professores e que se há-de construir uma sociedade futura mais exigente e moralmente mais evoluída.
E entre os PROFESSORES grandes e verticais estão aqueles que, na lista que se segue, não entregaram os seus Objectivos Individuais, recusando um modelo de avaliação inconsistente, desacreditado e injusto:
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DIOGO CÃO – VILA REAL

Data limite de entrega dos OI: 26-01-2009.
Entregaram os OI: 40 professores.

Não entregaram os OI: 239 professores.
Fonte: PROmova

Um país de cristãos-novos

Um pais de cristãos-novos

Os exames nacionais e o seu formidável contributo para a engenharia estatística educativa foram há meses. Entretanto, o país continuou, “eppure”, a mover-se. Cristiano Ronaldo estampou o Ferrari; desembarcando de um poema de O’Neill, Mimi Travessuras declarou-se encantada por cantar em Lisboa; D. Policarpo aconselhou as jovens casadoiras; a pequena Esmeralda foi entregue ao pai; e uma vasta coisa chamada “crise” cobriu com um manto vaporoso de condescendência todos os pecados da governação.

Como podia o secretário de Estado Jorge Pedreira lembrar-se ainda do que foi dito por sociedades científicas, professores, pais e pelos próprios alunos, eufóricos uns, decepcionados outros, por terem perdido o ano a estudar e, afinal, não ser preciso, acerca da dificuldade e grau de exigência daqueles exames? Não surpreende, pois, vê-lo agora a terçar armas contra o “facilitismo” das escolas superiores de educação e o “direito ao sucesso” também dos formandos dessas escolas, com a mesma intransigência com que, ex-sindicalista, investe contra os sindicatos. Um converso em acção é sempre coisa bonita de ver.

In J. Notícias

VIVER EM PORTUGAL – Baptista-Bastos

Andamos todos ressabiados. Invejamo-nos, desprezamo-nos; se os outros não tiverem defeitos, inventamo-los; deixámos de ser transeuntes, cidadãos: trespassamo-nos com a indiferença, o ressentimento e o ódio. A notícia da prisão deste ou daquele, banqueiro ou vizinho, amigo ou inimigo, lança no nosso íntimo uma alegria obscena. Não vivemos – existimos no pequeno mundo de obcecações que nos cegam. Que nos aconteceu? Quem nos roubou a humanidade que permite a clarividência e a energia necessárias para suportar a adversidade, a mentira, a infâmia? Tudo nos conduz e nos empurra para um futuro ainda mais amargo, mais confuso e ambíguo do que este presente. E, no entanto, é preciso perceber que o comportamento individual pode responder às exigências dos grandes compromissos e das grandes fidelidades. Todos os dias as notícias são medonhas. Todos os dias tomamos consciência de novas verdades, de novas mentiras e de constantes tentações para a irresponsabilidade. Aquele vai embora e nem um breve aceno lhe concedemos. Aqueloutro foi despedido e a nossa impassibilidade é um muro gelado. Que fizemos de nós? Nós, que somos a nossa própria criação e a criação do outro. Foi esquecida a condição de todos, que considerava a condição de cada qual. As coisas revolutearam confusamente; mas as coisas não aconteceram por acaso. Não conseguimos manter intacto o que era fundamental. E estamos envolvidos numa perplexidade sem limites que provoca desassossegos desnecessários.

Bom. Não gosto daquilo que o eng.º José Sócrates representa, dos caminhos ínvios para os quais conduziu a pátria e nos compeliu. Porém, ele é o resultado da nossa imaturidade e da nossa atonia cívica e ideológica. Sócrates não tem convicções. Nós, também não. Vogamos ao sabor das contingências. Sócrates, obcecado pelo seu destino individual, tripudiou sobre o nosso futuro comum. Não gosto dele porque nos fez admitir a política do irremediável. Porém, este caso do Freeport fez-me reflectir sobre a natureza da indignidade e os fundamentos da sordidez. Nos últimos três anos, o homem foi acusado de forjar uma licenciatura, de ser homossexual (uma acusação abjecta, com remetente conhecido) e, agora, de estar envolvido numa tecelagem de corrupção. A história escora-se numa trama obscura, mas o estilo caracteriza a procedência. Não pertenço à matilha. As desprezíveis fugas de informação parecem obedecer a um calendário político. Seria Sócrates muito tolo, e não o é, acaso se se deixasse enredar numa teia tão rudimentar e insensata quanto os noticiários no-lo revelam. Creio que esta ruideira não o afectará politicamente. Lembram-se da campanha contra Sá Carneiro? Viver em Portugal é perigosíssimo.

In D. Notícias

* Estranho esta defesa do Baptista Bastos em relação ao primeiro ministro…

The Illuminati (Legendado) 1/11

A Nova Ordem Mundial – The New World Order – Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.

publicado por lucask8nunes

Manipulação, chantagem e abuso de poder


Retirei do blogue do JMA um texto que penso pertencer a um dos fóruns da DGRHE, para o que alegadamente é classificado como um serviço de apoio às escolas.

Trata-se de uma pergunta formulada por um PCE que apresenta o caso da sua escola e da respectiva resposta que, de forma capciosa e dissimulada, induz uma leitura que empurra os PCE’s para a prática de um acto sem cobertura legal, sem que isso comprometa de forma decisiva o autor da resposta.

Vejamos o que está escrito e em seguida façamos a desmontagem da mensagem.

i. Questão : Data 2009/01/20 16:33
AssuntoDefinição de Objectivos Individuais
Tem sido debatido nesta escola o papel do PCE na definição dos objectivos individuais. Tal como resulta da leitura das respostas publicadas, há essa possibilidade. O PCE, querendo, poderá fazê-lo. Contudo, face ao interesse da questão e às implicações que poderão surgir caso o não faça, pergunta-se: o PCE deve definir os objectivos individuais quando o avaliado não apresenta proposta?

ii. Resposta : Data 2009/01/23 16:05
AssuntoRE: Definição de Objectivos Individuais
Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente do Conselho Executivo, Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:

O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação não será considerado para efeitos da evolução na carreira do docente. No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.
Recorda-se ainda que os normativos que regulam o modelo de avaliação de desempenho estabelecem princípios e orientações de carácter geral e
a avaliação de desempenho docente concretiza-se no respeito pela especificidade e autonomia de cada escola. Neste contexto a escola deve definir se avalia os docentes que não procederam à entrega dos objectivos individuais, do mesmo modo que deve decidir se define os objectivos para os docentes que os não entregarem.
Com os melhores cumprimentos
DGRHE.

(Os bolds e sublinhados são de minha autoria)

A questão colocada é clara e de resposta directa: deve ou não o PCE definir os OI’s do(s) professor(es) que não os entregarem?

A resposta da DGRHE, qual oráculo antigo e usando de total ambiguidade, não só não responde de forma clara à pergunta formulada, como se presta a todo o tipo de interpretações, induzindo um caminho para a ameaça de um potencial prejuízo para o avaliado.

Assim, em vez de dizer se sim ou não o PCE deve formular os OI’s (recorda-se que os referênciais são o PEE e o PAA, documentos elaborados e da responsabilidade do PCE/Director), a DGRHE faz uma releitura do DR 1-A/2009, introduzindo uma nuance de forma subliminar ao associar a entrega da ficha de OI’s a um período de tempo sem avaliação e, consequentemente, sem progressão na carreira.

Apesar disso, já na parte final da resposta, explicita que a decisão sobre essa ligação entre não entrega de OI’s e período sem avaliação é matéria da competência e autonomia da escola, o que, levado ás últimas consequências, responsabiliza os PCE’s pela decisão de não avaliarem os docentes que não entreguem os respectivos objectivos.

Confuso? Não. É deliberadamente ambíguo e suficientemente hipócrita para promover o exercício de ameças e pressões ilegítimas dos PCE’s adesivos sobre os professores que resistem, sem contudo comprometer qualquer membro da direcção geral.

Em face do que aqui fica escrito gostaria de conhecer o primeiro PCE que se recuse a aceitar a ficha de auto-avaliação de um professor que não lhe entregue os OI’s, para o avisar que terá que arcar com as consequências de tal acto, as quais estão tipificadas na legislação em vigor sobre a ADD.

In (Re)Flexões