Ideólogo Vital enviado para a Europa

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Vital Moreira é cabeça de lista do PS ao Parlamento europeu

Vital Moreira é o cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu. O anúncio foi feito hoje ao fim da tarde pelo secretário-geral do PS, José Sócrates, no XVI Congresso do PS. José Sócrates considerou que a “história do PS confunde-se com a história do projecto europeu em Portugal”.

In Público

Comentário

O famoso ideólogo e defensor acirrado de Sócrates foi enviado para a Sibéria…ips, para a Europa como prémio pelos bons serviços prestados a este regime velho e caduco do Partido Socialista. Mais um tacho, mais uma mordomia a quem estava desesperado por mais uns tostões…


Sócrates quer nova maioria absoluta


O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou esta sexta-feira que se recandidata a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas em nome de valores éticos e da decência na vida democrática em Portugal.

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Em nome de valores équê? E da dequê na vida democrática em Portugal?…
É preciso descaramento…

Dedicado ao MST

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Do grande defensor da moral e bons costumes, nomeadamente no que se refere a que livros podem, ou não, estar expostos em Feiras do Livro, ou seja todos aqueles que comecem o título por “Equa” e acabem em “Dor” ou que associem vias fluviais e a flora floral:

Ora, uma feira é um local público e, tanto quanto sei, quem se queixou foram pais, incomodados com a sua exposição a crianças. E eu acho que eles têm, pelo menos, razões que merecem ser ponderadas, por bom senso e bom-gosto. A desculpa da arte ou do erotismo não serve para tudo. As coisas têm o seu contexto e a sua liberdade própria. A liberdade de atirar o nu explícito de Courbet à cara de quem passa e o não procurou, de um pai indefeso que passeia uma criança pela mão numa inocente feira de livros, é uma falsa liberdade. Não fosse este novo saloismo de termos o terror de não ser “modernos”, e perceberíamos que a liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir.

Miguel Sousa Tavares, Expresso, 28 de Fevereiro de 2009

Retirado de A educação do meu Umbigo

B.E. O principal adversário do P.S.

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Louçã agradece “honra” de ter sido transformado em principal adversário PS

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, agradeceu hoje a “honra” de ter sido transformado no principal adversário do PS durante o congresso daquele partido, considerando que os socialistas mostraram estar “desesperados com a esquerda”.

“É uma honra o Bloco de Esquerda ter sido transformado no principal adversário do partido espojoso dos interesses dos mais poderosos”, afirmou o líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, numa intervenção no almoço comemorativo dos dez anos da fundação do partido.

Num discurso centrado nas críticas que se têm ouvido no congresso do PS ao BE, Francisco Louçã chegou mesmo a agradecer directamente ao primeiro-ministro e secretário-geral socialista a atenção dada ao partido: “Obrigada José Sócrates”, repetiu mais do que uma vez, considerando que essa foi a melhor homenagem que os socialistas fizeram aos dez anos de existência do BE. “Quem imaginaria há 10 anos que este movimento teria a força para se tornar no tema central do congresso do partido mais poderoso”, questionou

In Público

Comentário:

Já era mais que esperado que o BE fosse o principal adversário do PS. Este vê fugir-lhe os votos de esquerda desencantados com a política Neo Liberal e conservadora praticada pelo Sócretino.

Está na Hora da Mudança de voto. Votar à esquerda do P.S. é um imperativo Nacional.

Sindicatos querem travar novo concurso docente

A Plataforma Sindical de Professores vai apelar ao Parlamento, provedor de Justiça e procurador-geral da República que peçam a fiscalização do decreto, ontem publicado, que regula o próximo concurso docente por duvidarem da sua legalidade.

Uma nova frente de guerra foi aberta. Além de dúvidas quanto à constitucionalidade e legalidade de alguns artigos, os dirigentes sindicais foram surpreendidos com algumas das normas do decreto-lei, ontem publicado em “Diário da República”. Caso do artigo 25.º referente aos docentes de Educação Especial a quem poderá “ser distribuído serviço noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada no mesmo concelho ou em concelho limítrofe”. Mário Nogueira, João Dias da Silva e Carlos Chagas garantiram ao JN tratar-se de “matéria de negociação obrigatória” que nunca foi abordada nas reuniões no ME.

As próximas colocações serão válidas por quatro anos, será criada uma bolsa de recrutamento em substituição das colocações cíclicas e extintos os Quadros de Zona Pedagógica.

A avaliação de desempenho só contará para a graduação das listas de professores no concurso em 2013, mas os sindicatos duvidam da sua legalidade. Por “criar situações de desigualdade” – por exemplo, por as classificações máximas, que bonificam em dois e um valor a posição dos docentes, serem limitadas por quotas e por as escolas poderem abdicar dos “Excelentes” para alargarem a quota de “Muito Bom” – e também por “não existir em nenhum diploma legal que a avaliação conte para os concursos, só estavam previstas consequências para progressão da carreira”, frisa o líder da Fenprof.

Além da fiscalização, a Plataforma também vai entregar no primeiro dia de concurso um abaixo-assinado no ME, que “já tem milhares de assinaturas”, garante Nogueira.

A Fenprof estima que 36 mil professores pertençam aos QZP e receia que “não sejam abertas vagas suficientes e alguns desses docentes fiquem sem colocação”. Nesse caso, alerta, os professores terão de concorrer a todas as escolas do QZP – que geralmente corresponde a um distrito – e “voluntariarem-se” para vagas no QZP “ao lado” ou poderão ser colocados no Quadro de Mobilidade da Função Pública.

In J.N.

RETRATO A ÓLEO DE UM DITADOR

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Nada mais cruel e desmobilizador que ouvir da boca de um ditador consumado, provado e comprovado as palavras sonantes discursivas que não cumpre, que não pratica e sobretudo em que não acredita: ‘pluralismo’, ‘democracia’, ‘diálogo’, ‘causas’, ‘valores’, ‘respeito institucional’. Alguém que não respeita nem ouve ninguém, que rasura com treta e tácticas reles o Parlamento, alguém que normalmente faz o que lhe dá na veneta e menoscaba a complementaridade das oposições, dos movimentos e grupos sociais, alguém ágil e convicto a pressionar Jornais e jornalistas, a repisar Professores, mas a dar a bunda pressurosa a Camionistas, certamente por terem mais poder reivindicativo, alguém useiro a abafar opiniões divergentes, afanoso a controleirar tudo o que mexe, alguém que privilegia o monólogo, que na verdade defende o ‘anti-diálogo’, alguém que se comporta assim e até pior é o quê?! Quatro anos de diálogo?! Falar o Ditador em liberdade, em democracia é uma macaqueação, um insulto e uma provocação descarada, quando nos basta a prática do Ditador para sabermos com que linhas nos cosemos. Olhar para a realidade de quatro anos desastrosos permite-nos concluir tudo o que há a concluir de alguém que não olha a meios, que destruíu as finanças nacionais, mas ainda se atreve a alijar para três anos de PSD, em treze de PS, essa obra danosa e todos os maus frutos da oligarquia PS/PSD. O Ditador é falso, falseia, falsifica e falsariza tudo aquilo em que toca. O Ditador é demagógico e recordista a demagogizar em pleno século XXI que, graças à circulação de informação, nos permite perspicazmente compreender como é que um Ditador come um país e um povo de cebolada. Mas enfim, o Ditador é aclamado por uma multidão autómata da aselhas, esquecidos de em que conta nula ele tem os grupos, as opiniões, as competências técnicas e especializadas, quanto mais a sua dimensão de seres humanos. Só contam como biombo e fachada, eles e os seus Mercedes estacionados lá fora. O Ditador tem quem lhe faça bons discursos, cheios de uma demagogia que já ofende de tão falsária e despudorada, mas o Ditador não presta, não tem arcaboiço de Estado, não tem credibilidade, não tem carácter, não presta e é tudo. Pode ser que nos aconteça mais quatro anos de este Ditador. Está bom para se abafar de ‘democracia’ e falsificação de alto a baixo em Portugal, de imposturice e incompetência a varrer de alto a baixo a fantasiosa nação que o Ditador calca. Almeida Santos, o fóssil-da-partidarite-crónica-PS e amigo dos pobrezinhos, foi simbolicamente reeleito: «O histórico socialista Almeida Santos foi hoje reeleito presidente do PS, no início do XVI Congresso, que decorre até domingo na Nave Desportiva de Espinho. Almeida Santos, que anunciou ter-se recandidatado pela última vez, recebeu 714 votos dos 720 delegados com capacidade eleitoral. Houve ainda dois votos em branco e quatro votos nulos.» Horrorosamente, o Falso e a Treta do Ditador vão de vento em popa. O estiolar de Portugal talvez prossiga a bem da carreira política do Ditador porque nada lhe é mais caro que a carreira de Ditador, de sucessor natural e providencial do Salazar tutelar e paternalesco de que tantos têm saudades. Ser livre é um fardo. O Ditador incompetente e oportunista em todas as coisas sabe disso e faz por isso. Não há mais ninguém apto, segundo o Ditador, para gerir Portugal senão o Ditador. Imprescindível como a merda, o Ditador consagra-se, diz que se recandidata a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas em nome dos valores éticos e da decência na vida democrática. E são palavras assassinas como estas o insulto acabado à nossa inteligência e capacidade de sofrimento por causa de quatro anos de Mentira como sistema e modo de vida. Será ele tudo quanto temos a esperar?! Não passa de um óleo de falsidade e mentira em que Portugal continuará a patinar e com o qual com toda a certeza se despista e se estampa. Só o Ditador é que não se enxerga nem tem um surto de vergonha na cara.

A Maria Lisboa Já Recebeu O Aviso De Recepção Assinado

Provedor de Justiça já recebeu parecer sobre avaliação docente

O provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, já recebeu o parecer jurídico onde é posta em causa a constitucionalidade de vários aspectos da avaliação de professores, nomeadamente a questão da obrigatoriedade da entrega dos objectivos individuais. Entretanto, a Federação Nacional dos Professores entrega hoje, em Lisboa, a primeira de três providências cautelares visando suspender o processo.

Em declarações ao DN, Paulo Guinote- autor do blogue “A Educação do meu Umbigo” e representante do grupo de professores que pediu o parecer ao especialista em Direito do Trabalho Garcia Pereira-, confirmou que o documento foi enviado “por carta registada” para a Provedoria de Justiça “no final da semana passada”.

A expectativa dos professores é que Nascimento Rodrigues se pronuncie “com alguma brevidade” sobre as questões invocadas no parecer. “Poderá , se o entender, pedir a fiscalização sucessiva dos últimos decretos sobre a avaliação ou questionar directamente o Ministério da Educação sobre esta matéria”.

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PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES REAFIRMAM POSIÇÕES SOBRE AVALIAÇÃO E REVISÃO DO ECD

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

ORGANIZAÇÕES DA PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES

REAFIRMAM POSIÇÕES SOBRE AVALIAÇÃO E REVISÃO DO ECD

FENPROF, FNE, SPLIU, SNPL, SEPLEU, SINDEP, ASPL, SINAPE, e SIPE reuniram-se hoje em Lisboa. Da reunião saíram as seguintes conclusões:

– Avaliação do desempenho docente

As organizações continuam a considerar necessário que o ME suspenda, urgentemente, a aplicação do actual modelo de avaliação e manifestam grande preocupação com o facto de os seus principais procedimentos coincidirem com os momentos mais sensíveis do ano lectivo, designadamente o seu final, responsabilizando o ME por todas as situações de instabilidade acrescida que venham a ocorrer.

As organizações manifestaram, ainda, a sua disponibilidade para continuarem a apoiar juridicamente todos os professores que, por não terem entregado os objectivos individuais de avaliação, venham a ser ameaçados de consequências que a lei não prevê.

– Revisão do ECD

As organizações presentes reafirmaram convergência nas posições fundamentais que têm assumido em sede negocial. Assim, e particularmente em relação à estrutura da carreira e avaliação do desempenho, reafirmam a exigência de eliminação das categorias, abolição das vagas para acesso a qualquer escalão da carreira, substituição do modelo de avaliação e revogação das quotas para atribuição de menções qualitativas.

Sem que se verifiquem, cumulativamente, estas condições, não haverá espaço para qualquer acordo ou, sequer, entendimento com o Ministério da Educação.

– Concursos para a colocação de professores

As organizações reafirmam o seu profundo desacordo em relação à legislação hoje publicada (Decreto-Lei 51/2009, de 27 de Fevereiro) e decidiram: entregar no ME, no primeiro dia dos concursos, o abaixo-assinado de contestação que reúne já milhares de assinaturas; diligenciar, junto das entidades competentes, no sentido de obterem a apreciação parlamentar do diploma legal, bem como a sua submissão a um processo de fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade.

– Cordão Humano a realizar no próximo dia 7 de Março

Este cordão humano, que será mais uma grande acção dos professores e educadores portugueses, tem os seguintes objectivos: exigência de suspensão do actual modelo de avaliação, revisão positiva do ECD e fim da divisão da carreira docente. A esta luta aderiram já as seguintes organizações: FENPROF, SPLIU, SNPL, SEPLEU, SINDEP, ASPL E SIPE. É provável o envolvimento de um ainda maior número de organizações no Cordão Humano, ficando a decisão apenas pendente de reuniões dos seus órgãos estatutários, que deverão ter lugar ao longo da próxima semana.

A Plataforma Sindical dos Professores

Ministra da Educação vai ter o ordenado penhorado

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O Tribunal obrigou Maria de Lurdes Rodrigues a pagar 10% do salário mínimo, por cada dia de incumprimento de uma sentença judicial. Em causa está um processo interposto por um professor

Em causa está uma acção interposta em 2007 por um professor, para anular as eleições para o conselho executivo da Escola Secundária Dr. João de Araújo Correia, no Peso da Régua.

Depois de ter perdido todos os recursos, o Ministério da Educação tinha três meses para cumprir a ordem judicial e repetir o acto eleitoral. Como não o fez, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela decidiu que Maria de Lurdes Rodrigues deve pagar «10% do salário mínimo nacional» por cada dia de atraso no cumprimento da sentença que deu razão ao professor Pedro Pombo. O prazo começa a contar quinze dias depois do trânsito em julgado desta decisão – no dia 13 de Março.

«Enquanto cidadão, tenho o direito e, sobretudo, o dever de pugnar para que a legalidade seja reposta», afirmou ao SOL o docente, que diz esperar «que a tutela assuma, agora, as suas responsabilidades».

As bochechas do Adamastor – Frederico Bastião

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A Europa está em crise, o Mundo está em crise, e, como não podia deixar de ser, Portugal está em crise. Depois da recessão de 1973-75, da de 1983-5, da de 1993 e da de 2003, a próxima devia ser em 2013, mas não foi. Veio sem se fazer anunciar e apanhou o País de surpresa, sem estar preparado. Como se isso não bastasse, esta crise é diferente. É mais profunda e põe o sistema económico em causa, portanto não sabemos como a tratar nem quanto vai durar. Vamos ensaiando remédios, uns atrás dos outros, e nada dá certo: foi a aspirina com um pouco de anti-alérgico à mistura no caso do “subprime”, o anti-inflamatório quando ficámos com o sistema financeiro nos braços, e o antibiótico, agora que a economia real se está a desmoronar. Segue-se o desfibrilador e a ventilação artificial.

Nós, por cá, também vamos improvisando na receita – das reduções moderadas de impostos passámos ao investimento público maciço e agora já vamos nas nacionalizações. Como em 1975, estamos a começar pelo sector financeiro e, como em 1975, ninguém sabe onde vamos acabar. Para refrescar a memória, meus queridos leitores, relembro-vos que já em Janeiro desse ano os trabalhadores da Tinturaria Cambournac exigiam a nacionalização da empresa para que os postos de trabalho se pudessem manter, o que não é mais do que fazem hoje os empregados de qualquer empresa ameaçada, cá na terra como na Ford ou na Chrysler americanas ou em qualquer banco inglês. Pois é, ainda não acertámos com o diagnóstico e, como o paciente piora de dia para dia e o tempo está a ficar curto, estamos a ensaiar tudo – até parece um episódio do Doutor House, só que por cá só temos o Wilson, nem sequer o Foreman aqui anda.

Que nos falta? Alguém que segure no leme e que nos faça dobrar o Cabo das Tormentas e vença o moderno Adamastor. Mas este homem do leme não é o Grande Timoneiro, pois o que nos falta agora é quem tenha experiência de crises e esteja habituado a contar apenas consigo, sem depender em demasia de outros países. Alguém que tenha passado pelas nacionalizações e pela maior crise que até hoje tivemos em tempos recentes, a de 1983-85.

Uma pessoa encaixa aqui na perfeição: o nosso Bochechas. E se, objectam alguns, ele tiver tido algum papel em provocar a própria crise – o que, diga-se, é profundamente injusto – só ajuda o argumento, pois provaria que conhece o problema por dentro e por fora, os seus antes, durante e depois, e sobretudo o como em todas estas fases. Pois é, quem, mais do que o nosso ex-primeiro-ministro e ex-Presidente da República, tem o ar bonacheirão que dá tranquilidade e inspira confiança, num momento em que isso é particularmente necessário?

E quem construiu os fundamentos teóricos, para além da base empírica, sobre como devemos nós, portugueses, lidar com as crises? Veja-se a forma simples e directa como exprime e comunica a política económica: quando em plena crise ele pronunciou a máxima que na altura ficou, “temos que viver com aquilo que temos”, estava a expor num tom minimalista, qual Philip Glass da economia moderna, a relação entre o saldo das contas externas e a sustentabilidade do crescimento económico. Com uma clareza e poder de síntese como poucos são capazes, de uma forma que um português não precisa de uma licenciatura em economia para entender. E quando o actual Presidente da República aponta para esta vulnerabilidade do nosso País, não está a dar-nos qualquer novidade, está sim com mais de 20 anos de atraso sobre o nosso Pai fundador.
Mas há mais! Quando, num momento anterior, ele se bateu com grande coragem contra a unicidade sindical, estava a confrontar os monopólios, ainda para mais naquele que é o mercado mais rígido da nossa economia e apontado como obstáculo ao desenvolvimento, o mercado do trabalho. E assim estabeleceu também a base da nossa política de concorrência muito antes de qualquer guardião ou guarda. E quando, anos depois, contra a opinião de muitos privilegiou uma intervenção mais directa do Estado no mercado em vez de criar desenfreadamente reguladores independentes que, sabemos hoje, fracassaram na sua missão, estava mais uma vez certo.
Resta saber se esta figura da Democracia aceitaria o timão. Deixem-me confessar-vos que eu bem gostava que sim, só para ver a cara com que mesmos velhos do Restelo lhe haviam de ir agora pedir que nacionalizasse o que antes criticavam por ainda estar nacionalizado.

Frederico Bastião é Professor de Teoria Económica das Crises na Escola de Altos Estudos das Penhas Douradas. Quando perguntámos a Frederico em que ano vai acabar a crise, Frederico respondeu: “No annus horribilis!”

In J. Neg.

Será que o artigo 43º do decreto-lei 51/2009 (novo regime de concursos) abre as portas às listas de disponíveis no ensino?


As principais alterações são: as menções obtidas na ADD interferem na graduação dos docentes para efeitos de concursos (EXC mais dois valores e MB mais um valor) e os quadros de escola terminam. Alguém me ajuda a interpretar o artigo 43º do decreto-lei 51/2009? Parece-me que abre a porta às listas de disponíveis. Concordam com a minha interpretação?
1. Sem prejuízo do número seguinte, os docentes dos quadros de zona pedagógica não colocados no
concurso interno devem, além dos códigos referidos no artigo 12.º, manifestar preferências pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas do âmbito geográfico de um outro quadro de zona pedagógica, de entre os identificados no aviso de abertura do concurso, para o respectivo grupo de recrutamento.
2. Os docentes referidos no número anterior, caso não estejam colocados em 31 de Dezembro de cada
ano e não tenham indicado preferências pelo âmbito geográfico do quadro de zona pedagógica nele mencionado, integram uma lista nominativa elaborada pela Direcção -Geral dos Recursos Humanos da Educação e a publicar no respectivo sítio.
3. Os docentes que integram a lista nominativa são remunerados e colocados administrativamente pela Direcção -Geral dos Recursos Humanos da Educação no desempenho de funções docentes, lectivas ou não lectivas no âmbito do quadro de zona pedagógica a que pertencem.
(Artigo 43º do decreto-lei 51/2009).
Foto: Pintura de Miguel Ângelo
Para saber mais:

Governo prepara-se para avaliar médicos por objectivos


O Ministério da Saúde prepara-se para entregar aos sindicatos do sector uma grelha de avaliação para classificar o desempenho dos médicos que se baseia no cumprimento de objectivos específicos, tal como acontece na avaliação dos professores.
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Se a avaliação for garantia de qualidade não vejo qual o problema.
Vejam-se os exemplos dos bancos e as grandes empresas, têm tido problemas? Os seus gestores têm atingido os seus objectivos individuais e têm recebido milhões de euros de benefícios em prémios pelo seu “trabalho”…
Grande exemplo disso é o BPN…
Força Sra. ministra continue o “bom trabalho”…

O Malhador “Democrático”

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Santos Silva acusa a líder do PSD de ter concepção “empobrecida” da democracia

O ministro dos Assuntos Parlamentares acusou hoje a presidente do PSD de ter uma concepção “empobrecida” da democracia ao criticar o primeiro-ministro por estar ausente da cimeira europeia (no domingo, em Bruxelas) para encerrar o congresso do PS.

In Publico

Comentário:

O Malhador de serviço que malha em todos.

Malhar é uma arte só conhecida por ele próprio. Malha em todo o lado, à direita, à esquerda, ao centro. É o Malhador  da Democracia Socialista da União Nacional de esquerda.

O que será deste Malhador no dia que deixar de poder Malhar?

Saiu, finalmente, o decreto-lei 51/2009 que regulamenta os concursos para 2009/2012


Foi, hoje, publicado no DR o decreto-lei 51/2009 que estabelece as regras para os concursos de educadores e professores dos ensinos básico e secundário para o período de 2009/2012. Este diploma revoga o decreto-lei 35/2003.
Quais as principais alterações?
1. Graduação dos candidatos (artº 14º): A última avaliação de desempenho realizada nos termos do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário e dos Decretos Regulamentares n.os 2/2008, de 10 de Janeiro, 11/2008, de 23 de Maio, e 1 -A/2009, de 5 de Janeiro, nos termos seguintes: i) Excelente — 2 valores; ii) Muito bom — 1 valor.
2. A quem se aplica? Aos docentes com nomeação definitiva e docentes profissionalizados.
3. Quantos concursos? Três concursos: concurso interno, concurso externo e concurso para cobrir necessidades transitórias.
3. O preenchimento das vagas das escolas integradas em TEIPs pode ser feito localmente.
4.Os actuais lugares da categoria de professor dos quadros de escola integrada em agrupamento de escolas
são convertidos automaticamente em lugares da categoria de professor do quadro do agrupamento de escolas a que a escola pertence.
2 — Os docentes com a categoria de professor providos nos lugares de quadro de escola pertencente a agrupamento de escolas são, por efeito da conversão prevista no número anterior, automaticamente integrados nos lugares da categoria de professor dos quadros desse agrupamento de escolas, nos respectivos grupos de recrutamento.
Foto: Pintura de Miguel Ângelo
A história:
Para saber mais:

As menções de Excelente e Muito Bom já contam para o concurso de professores deste ano

1. Era de prever. Na óptica do ME, como os professores não “engoliram” a avaliação simplificada, as consequências da avaliação de desempenho têm já incidência para este concurso. Quem teve Excelente no ano passado, tem direito a mais 2 valores na graduação profissional. Quem teve Muito Bom, tem direito a mais 1 valor.
2. Toda agente reconhece a falta de seriedade da avaliação de desempenho feita no ano passado. Houve escolas que correram todos os contratados a Bom. Outras que esgotaram as quotas de Excelente e de Muito Bom e distribuíram a eito as menções mais elevadas. Os professores foram avaliados em tempo recorde: apenas nos últimos dois meses do ano lectivo.
3. Aqueles que apelidavam o modelo de avaliação de desempenho de pouco sério têm agora a prova da acusação.
4. Resta saber: o que vão fazer os sindicatos? Vão deixar passar esta afronta em branco? Vão reagir? Estarão os professores dispostos a reagir ou, ao invés, ajoelham face à prepotência do ME?
5. É preciso que a Fenprof e a Fne reajam depressa a esta afronta. E digam o que pensam fazer. Acharão que ainda há motivo para confiarem em Jorge Pedreira? Vão continuar a negociar com ele ou batem com a porta?

As últimas sobre as alterações aos concursos de professores (2009/2012): mais estabilidade ou mais insegurança?


Para quando a abertura dos concursos? O ME tem dito aos sindicatos que a abertura será feita em Março. Do que é que o ME está à espera? O ME está à espera da publicação no DR de um decreto-lei que altera o decreto-lei 20/2006. Dos vários aspectos negativos que os próximos concursos poderão trazer, realçam-se os seguintes: 1. A conversão dos actuais Quadros de Escola (QE) para quadros de agrupamento (QA), com a consequente transferência automática dos docentes de quadro de escola para quadros de agrupamento; 2. A obrigatoriedade de os docentes de quadro de zona pedagógica (QZP) serem opositores a um outro quadro de zona pedagógica ou passarem ao regime de mobilidade especial, na ausência de colocação no seu QZP; 3. A eliminação do contrato administrativo de provimento e a sua substituição pelo contrato de trabalho a termo resolutivo; 4. A impossibilidade de os professores titulares concorrerem nestes concursos, designadamente para destacamento por condições específicas. Fonte: Proflusos


O Sindep elaborou uma lista de alterações previstas. Tudo indica que as alterações compiladas pelo Sindep não andarão longe da realidade.
Foto: Pintura de Miguel Ângelo

Novo conteúdo funcional para os docentes que ensinam em escolas de risco: professor patrulheiro


O Correio da Manhã faz manchete com a notícia: professores da escola básica 2,3 Ruy Belo, situada no Monte Abraão, concelho de Sintra, decidiram voluntariar-se para organizar patrulhas na escola com o objectivo de prevenir os roubos e as agressões. Não se conhece ainda a reacção da DRELVT nem da ministra da educação, mas é provável que o ME pondere incluir mais esse conteúdo funcional na longa lista de quase 3 dezenas de funções que o decreto-lei 15/2007 estipula. É bem provável que a ideia venha a constar na próxima revisão do estatuto da carreira docente. “A ideia é aumentar a nossa presença de forma dissuasora”, contou uma professora ao Correio da Manhã de hoje. A escola EB 2,3 Ruy Belo proibiu o uso de telemóveis e MP3 e espera que a medida tenha o apoio dos encarregados de educação. Segundo parece, a maior parte dos roubos e agressões andam relacionados com o uso dos telemóveis de luxo e MP3. Não deixa de ser curioso ver tantos telemóveis 3G e MP3 nas mãos e nas orelhas dos alunos de uma escola que serve uma população escolar carenciada.
Foto: linda professora em acção de patrulha escolar

Crise e sacrifícios


Crise

Confesso que quando oiço estes políticos falar da crise e pedirem-nos sacrifícios só me apetece mandá-los à merda a todos. Porra, há anos que berrava que este era o destino inevitável das politicas económicas que esta gente defendia e diligentemente aplicava. A culpa é deles, eles que resolvam a crise. Infelizmente que acaba sempre por sofrer mais as consequências da dita “crise”, não são os responsáveis mas sim aqueles que menos têm, aqueles que já viviam num país que até publicitava ao mundo a honra de ter “baixos salários”. Da pobreza à miséria estrema para alguns, de uma vida com dificuldade à pobreza para outros, são as consequências da ganância capitalista.
Quando oiço propostas que nos desafiam a aceitar reduzir horas de trabalho e salários para garantir o emprego de todos, fico dividido entre a injustiça de estar a pagar pelos erros propositados da canalha que nos governa, e o compreender que este é realmente um momento em que devemos mostrar a solidariedade para com outros seres humanos que coexistem connosco. Irrita-me estar a fazer tais sacrifícios e que os culpados, além de não fazerem nenhuns, ainda por lá ficam a dizer “porreiros pá” à nossa custa. Como me irrita não os faço, não os faço enquanto eles não saírem de lá. Não faço enquanto não acreditar que o caminho a seguir vai ser diferente, em que os homens vão voltar a ser homens, a contar como homens e não números. Não os faço pelos outros enquanto os outros não assumirem as suas responsabilidades na necessidade de mudança, de criarmos uma nova realidade, uma nova forma de participação na sociedade e de assumirmos, nas nossas mãos, as responsabilidades dos nossos destinos. Este é o momento em que não podemos continuar a compactuar com o poder reinante. Chegou a hora de fazermos renascer a esperança.