Zeitgeist Addendum (Legendado) 7-8/12

Publicado por lucask8nunes

Site Oficial do documentario:
http://www.zeitgeistmovie.com/

Site Oficial do Projeto Venus:
http://www.thevenusproject.com/

Site do Zeitgeist Moviment:
http://thezeitgeistmovement.com/

A Revolução é Agora

A não entrega dos Objectivos Individuais não implica perda de tempo de serviço


Que fique claro: o decreto-lei 15/2007 não faz referência à etapa da entrega da ficha de objectivos individuais. A não entrega da citada ficha não traz quaisquer consequências. A primeira etapa do processo de avaliação de desempenho é a entrega da ficha de auto-avaliação. Só a não entrega da ficha de auto-avaliação significa, para efeitos legais, a recusa da avaliação de desempenho com a consequência prevista da não contagem do tempo de serviço para progressão na carreira. Tudo o que se tem dita em contrario é desinformação.

Há professores que foram informados, por escrito, de que, da não entrega de objectivos individuais, resultará a não contagem do tempo de serviço em avaliação para efeitos de futura progressão. Essa informação não tem qualquer fundamento legal pelo que, sempre que um professor receba tal notificação, deverá dirigir à entidade que o/a notifica, o seguinte Requerimento:


“Eu, (nome) ______________________, professor(a) do ___ grupo, da Escola/Agrupamento ____________________, venho requerer a V.ª Ex.ª, nos termos do disposto nos artigos 120.º a 122.º e 124.º do Código de Procedimento Administrativo, que me sejam dados a conhecer os fundamentos legais da informação recebida de que, por não ter entregado os objectivos individuais de avaliação, me será descontado tempo de serviço para efeitos de progressão.”
Foto: Flores de Inverno

Coragem – Rita Sammer

Paulo,

Aceito o repto de lhe dar notícias sobre a «coisa» na minha escola. O prazo para a entrega dos OI terminou na 6ª feira (30 Janeiro): nenhum professor o fez. É isso, ninguém entregou os objectivos individuais. O clima de escola está óptimo (se descontarmos o facto de se congelar nas salas de aula e de vivermos num país com Freeports e coisas do género…). Não porque sejamos melhores que todos os outros, nem tão pouco mais unidos ou corajosos. Apenas porque fizemos um pacto: em nome da tranquilidade que precisamos para levar até ao fim, da melhor maneira e a pensar nos alunos, este ano lectivo, ninguém sairá (mais) prejudicado disto. Se e quando tiver que ser, eu própria, no estrito cumprimento dos meus deveres, definirei os objectivos individuais para cada um dos professores e procederei à sua avaliação. Não haverá notificações de incumprimento da entrega dos OI, nem a assumpção de consequências na carreira, nem listas de professores «prevaricadores» na DREL. Eu tenho o dever de avaliar os professores, os professores têm o dever de entregar a sua auto-avaliação: é isto que a lei dita, é isto que será cumprido. Parece-me bastante simples (simplex à parte, bem entendido).

Um abraço,

Rita Sammer



Presidente do Conselho Executivo [Esc. Secundária Madeira Torres]

In A Educação do meu umbigo

Muitos professores não entregaram os objectivos individuais – dados disponíveis


São dados que me chegam via email. Não consegui confirmar estes dados com fontes alternativas. Deixo-os aqui com alguma reserva. Agradeço eventuais correcções.
1. Escola Secundária Maximinos, Braga: total de 131 docentes; 83 não entregaram objectivos individuais.
2. Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Vila Real: total de 160 docentes; 140 não entregaram.
3. Agrupamento Monsenhor Jerónimo Amaral, Vila Real: total de 170 docentes; 120 não entregaram.
4. Agrupamento Abel Varzim: total de 120 docentes; 50 não entregaram.
5. Escola Secundária/3 de Mirandela: total de 140 docentes; 66 professores não entregaram.
6. Agrupamento de Escolas Diogo Cão – Vila Real: Entregaram os OI: 40 professores;Não entregaram os OI: 239 professores.
7. Escola Secundária de S. Pedro – Vila Real: Entregaram os OI: 28 professores; Não entregaram os OI: 85 professores.
8. Escola Secundária Dr. João Araújo Correia – Régua: Entregaram os OI: 36 professores; Não entregaram os OI: 79 professores.
9. Escola Secundária de Vergílio Ferreira – Lisboa: Entregaram os OI: 60 professores; Não entregaram os OI: 59 professores.
10. Agrupamento Vertical de Escolas de Sabrosa: Entregaram os OI: 9 professores; Não entregaram os OI: 96 professores.
11. Escola Secundária de Odivelas: Entregaram os OI: 120 professores; Não entregaram os OI: 70 professores

Um esclarecimento: este ciclo de avaliação, que termina em Dezembro de 2009, não produz efeitos para o concurso de 2009. Como seria de esperar são os contratados que mais estão a entregar os objectivos individuais. São poucos os professores que estão a exigir ser avaliados na componente científica e pedagógica. Os que a requereram ainda estão a tempo de voltar atrás. Exigir ser avaliado na componente científica e pedagógica é concordar integralmente com o decreto regulamentar 2/2008. É um erro grave. Uma falta de solidariedade para com os colegas.

Caso Freeport – Escândalo Internacional – À Atenção de Cavaco Silva

O Caso Freeport e um escândalo que está a minar a crediblidade de Portugal.

O jornal Daily Mail , tem hoje um artigo demolidor sobre o Freeport.

Que pode ser visto aquihttp://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM–4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

Cada vez tem mais razão o Presidente da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, o português, José Verdasca dos Santos, na carta aberta que escreveu a José Sócrates, e que está publicada no meu post anterior.

Que seja constituída a equipa mista luso-britânica para investigar o caso.

Que seja nomeado novo Presidente do DCIAP.

Que José Sócrates abandone o Poder e sejam marcadas novas eleições, para o Povo escolher.

Posto por José Maria Martins in Blogue de José Maria Martins

Eis Alguns Dos Artigos Do ECD Que O Simplex2 Parece Ter esquecido

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Não me vou alongar, apenas deixando aqui dois pontos, já em outros posts destacados:

  • A apresentação dos Objectivos Individuais não faz parte de qualquer fase do processo de avaliação. Isso parece-me incontestável.
  • Quer-me parecer que o simplex2 não pode, por decreto-regulamentar, eliminar parâmetros definidos num decreto-lei, para mais um Estatuto de Carreira. Eu sei que os detalhes específicos poderão ser incómodos para muita gente mas a verdade é que a simplificação em decurso contraria explicitamente o ECD. Logo…

In A Educação do meu Umbigo

Segredos e enredos – Mário Crespo

Segredos e enredos

Segredos e enredos

Não é “insultuoso”, como me retorquiu o ministro Silva Pereira, interrogar governos sobre se houve troca de favores por dinheiro. É insultuoso para todo o sistema democrático o governo não responder.

A Mark Felt, Director do FBI, morreu há poucos meses. Entrou para a história por ter sido o “garganta funda” no caso Watergate. Felt, guiou Bob Woodward, do Washington Post, com “fugas cirúrgicas de informação” até o jornal conseguir entender o que estava em causa: a Presidência dos Estados Unidos era culpada de um processo ilícito de espionagem política usando agências e dinheiros governamentais. Num livro recente, Woodward analisa quais teriam sido as motivações de Felt para fazer sair do hermético sistema do FBI para os media informações cruciais para rectificar uma ilegalidade que tinha todas as probabilidades de vir a ser encoberta e esquecida. A conclusão de Woodward é que Felt o tinha feito para honrar os valores que o Estado americano lhe tinha confiado. Felt teve a percepção de que algo incrivelmente pérfido se estava a passar na maior democracia do Mundo e que todo o sistema, FBI incluído, capturado por interesses, não ia responder. “Estavam em causa coisas como democracia, responsabilização do poder político e pura e simples honestidade”, diria Ben Bradley, Director do Post.

Quando na passada semana o discurso oficial, da Procuradoria ao Governo, começou a centrar-se na “gravidade” das fugas de informação, colocando-as, em termos de importância, pari passo com a enormidade criminal do que pode estar em causa, eu interroguei-me sobre as motivações de quem divulgou os pormenores que nos permitem começar agora a compor uma imagem do escândalo Freeport. Pensei também que se não tivesse havido fugas de informação sobre o horror que se estava a passar na Casa Pia tudo tinha continuado como sempre, na conveniência confortável dos silêncios do pecado colectivo e não tinha havido a denúncia pública de que havia crianças abusadas por pervertidos poderosos num asilo do Estado. Sem fugas de informação também não se tinha chegado ao conceito ainda indefinido de que algo está mal no Freeport de Alcochete.

Nos dois casos, as fugas, por sorte, acertaram na rara combinação de coragem e persistência que é a maneira de Felícia Cabrita estar no jornalismo. É fácil e útil para quem queira controlar mediaticamente os estragos varrer tudo para os lados “ocultos” da “força”. Não se pode é excluir que haja pessoas de bem na administração pública, genuinamente ultrajadas porque um Estado pactuante com perigosas irregularidades, deixa passar anos a fio sem nada fazer até as coisas caírem no esquecimento, ou pior ainda, na habituação. Aqui, tal como Mark Felt fez com o Washington Post, alguém passou informações para o Sol. E fez muito bem. O Freeport não é um Watergate à portuguesa. Com estes montantes e possíveis envolvimentos do executivo e justiça, é, por si só, um grande escândalo em qualquer parte do mundo. Face a isto não é “insultuoso”, como me retorquiu o Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, interrogar governos sobre se houve troca de favores por dinheiro. Seria insultuoso para todo o sistema democrático não o perguntar. É insultuoso o governo não responder. Não chega repetir “deixem-nos trabalhar”. É essencial saber onde chega o Freeport. Com os valores que estão em questão, tudo o mais é menor. Até as próximas eleições.

In J. Notícias