Resistir ainda…

By gata escondida

“Têm razão para ter vergonha os que entregam os objectivos, os que sentem que estão a trair uma luta que levou 120 mil às ruas de Lisboa dizer bem alto que este modelo é injusto e que o rejeitavam. Têm motivos para não olhar de frente aqueles que resistem e que, dignamente, mantêm a sua posição e que não claudicam perante as ameaças (sejam elas do secretário de Estado ou de algum presidente de Conselho Executivo que gosta de mostrar as garras para disfarçar que também anda cheio de medo).Têm razão para se sentirem envergonhados quando confrontados com colegas que vivem em situações económicas bem mais difíceis, mas que teimam em provar que são Professores, que são Homens e Mulheres com princípios e gostam de andar de cabeça erguida. O 25 de Abril é cada vez mais uma recordação distante. Agora eu percebo por que tivemos o Salazar tanto tempo. Por medo. E no entanto, havia quem resistisse. E com riscos bem maiores do que os que possa haver hoje, nesta espécie de Democracia. É tão giro ir às manifestação, assinar abaixo-assinados e até fazer greves. Mas quando chega a hora de correr um risco – ainda que mínimo -, de mostrar coragem e dignidade, há quem acabe por entregar os objectivos..Brindo aos que resistem!”

Brindemos aos que resistem!

(Professor devidamente identificado)

Leiam Vocês, Que Eu Não Arrisco Nada Pois Sei Que…

Orgulho

KAOS

Ministra não diz quais as consequências para professores que recusaram fazer avaliação

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, deixou hoje sem resposta os deputados da oposição que a questionaram sobre quais as consequências que terão os professores que recusaram fazer a avaliação de desempenho. Foi uma das questões em que a oposição mais insistiu ontem na comissão parlamentar de educação onde a ministra foi ouvida, mas em vão.

“As consequências estão estabelecidas nos decretos-leis e decretos regulamentares”, disse a ministra aos jornalistas, no final da audição. Instada a especificar quais as penalizações, Maria de Lurdes Rodrigues sugeriu: “Têm que ler a lei”.

Esta atitude é a prova provada que muitas ameaças que foram feitas sobre os docentes que não entregaram ou entregarem não são assumidas claramente pela tutela, que prefere transferir o odioso da ameaça directa sobre quem não entrega os O.I. para os órgãos de gestão, não assumindo as suas próprias responsabilidades.

Muitos daqueles que tão pressurosamente têm avançado com essas ameaças deveriam notar como poderão ficar subitamente a descoberto e em terreno pantanoso, se algo correr menos bem.

Porque já se viu que a tão elogiada «coragem política» já não mora…

In A Educação do meu umbigo

A RTP prestou um mau serviço à Democracia

O Caso Freeport e os comentadores – A RTP prestou um mau serviço à Democracia

O País assistiu a uma edição do programa “Prós e Contras” na RTP que foi uma autêntica tentativa de lavagem do Primeiro Ministro , no caso Freeport.Fátima Campos Ferreira convidou:

1 – José Miguel Judice – Presidente da Assembleia Geral do BPP – banco que esta semana foi alvo de buscas pela PJ e pelo Mº Pº;
1.1. – José Miguel Judice que foi escolhido por José Sócrates para presidir à reabilitação da Zona Ribeirinha do Tejo;
1.2. – José Miguel Judice que foi mandatário de António Costa , do PS, nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Dr. Raposo Subtil, amigo de José Sócrates , que exerceu o cargo de professor na UNI, a tal que fez José Sócrates “engº” e que entregou na Ordem dos Advogados uma declaração falsa para poder frequentar o estágio, em 1986;
3 – O Secretário de Estado de José Sócrates que viabilizou o projecto Freeport e que em bom rigor terá de ser ouvido -resta saber em que qualidade – no processo Freeport.

Como contraponto a estes apoiantes de José Sócrates – viram a virulência do discurso de Raposo Subtil? Mais parecia que estava numa luta entre os “super dragões ” e os “no name boys”, tal a ânsia de dizer que José Sócrates não é suspeito – temos o Prof. Amorim, o Prof, Saldanha Sanches e o Dr. Morais.
Mas dos 5 comentadores principais 4 são pró-PS e pró-Sócrates.
A participação no programa é tão pobre que ou faltou a aquiescência de figuras de vulto que podiam contrapor, ou então a RTP quis lavar a imagem pública do PS e de José Sócrates.
O caso, todavia, é muito complexo e politicamente insustentável.
Por mais que falem, os factos que vieram a público serviriam ,em qualquer país democrático, para o DCIAP já ter constituído arguidos.
Nem sei do que está à espera!
O Governo Português parece que se esquece que a investigação criminal está também a ser feita no Reino Unido.
E que Portugal é um país sem poder nem força na União Europeia.
Este programa serviu que nem uma luva para José Sócrates e o PS falarem ao Povo e “venderem”a sua versão.
Mas o confronto não é apenas, não está apenas, nas mãos do DCIAP, do Mº Pº, está entre países e daí Cavaco Silva ter dito que ´caso Freeport é um “assunto de Estado”.
O programa “Prós e Contras” serve a estratégia do PS, mas destroi a credibilidade de Portugal no Mundo.
Os ingleses estão a rir-se deste tipo de papalvices.

Os portugueses não aceitam como suficientes as “explicações” dadas por José Sócrates, como se vê da sondagem publicada em :http://diario.iol.pt/politica/socrates-freeport-sondagem/1039162-4072.html

O programa serviu para reforçar a tese de que é necessário dissolver a Assembleia da República, demitir Sócrates, fazer uma investigação pura e dura sobre o caso e responsabilizar quem tiver de ser responsabilizado.
O Presidente da República não terá dúvidas que enquanto José Sócrates estiver como PM o Mº Pº não terá coragem de ir até ao fim.
Cavaco Silva, que destruiu Santana Lopes , agora está calado, sem força, sem ter a conduta que é exigível: Dissolver a AR e convocar eleições.
José Sócrates não pode continuar PM!
Santana Lopes foi corrido de PM porque Cavaco Silva lhe carregou em cima, Marcelo Rebelo de Sousa saiu da TVI e porque um ministro disse umas coisas sobre coordenação!
Cavaco Silva lembrou então a “Lei de Gresham” para destruir Santana Lopes e destruiu o PSD também, , dando trunfos ao PS.
É incompreensível esta dualidade de critério do Presidente da República.
Não escondo que não gosto do procedimento de Cavaco Silva, que no último mandato foi um péssimo PM, e que me preocupa a imagem negativa, provinciana, caciquista, medieval que vai passando de Portugal para o Mundo.
A União Europeia ficará a saber destas estratégias que não resistem a um espírito informado.

POR FIM: O PR deve sensibilizar o PGR para afastar a Drª Cândida de Almeida do DCIAP e do Processo Freeport. Porque os portugueses não são ígnorantes.

Os portugueses merecem mais e melhor política.

Por Portugal!

Posto por José Maria Martinsin Blogue José Maria Martins

Explicações de Sócrates não foram suficientes

Maioria dos portugueses entende que o primeiro-ministro deixou vários aspectos por esclarecer no que diz respeito ao seu envolvimento no processo Freeport

Ontem

RAFAEL BARBOSA

O processo Freeport está a abrir brechas na credibilidade de José Sócrates.

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A esmagadora maioria dos inquiridos na sondagem (61%) acham que o primeiro-ministro deixou coisas por esclarecer. E uma percentagem significativa (43%) não acredita que não tenha havido favorecimento.

José Sócrates já convocou a Comunicação Social por duas vezes, para falar sobre o processo Freeport. A primeira, há pouco mais de uma semana, na Alfândega do Porto. A segunda, no Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro, na quinta-feira passada. No entanto, e a julgar pela sondagem telefónica que a Universidade Católica realizou durante o último fim-de-semana, José Sócrates não convenceu os portugueses. Entre os 84% de inquiridos que ouviram falar do caso Freeport, a esmagadora maioria (61%) entende que o primeiro-ministro deixou coisas por esclarecer. Apenas uma pequena franja (18%) se sente completamente esclarecida.

Pior ainda, são também em maior número os portugueses que entendem que houve alguma espécie de favorecimento no processo de aprovação do Freeport. Quando confrontados com a afirmação de José Sócrates, segundo o qual não houve favorecimento, são 43% os que dizem não acreditar no primeiro-ministro. Quase o dobro dos que acreditam (23%). Sendo que um terço dos inquiridos (32%) não é capaz de opinar sobre matéria tão sensível.

Quando se cruzam estas questões com a identificação partidária dos inquiridos, os resultados são diferentes. Entre quem não tem simpatia por qualquer partido, como entre os que a têm por partidos de oposição, a desconfiança face a José Sócrates aumenta. Mas mesmo entre os simpatizantes socialistas se nota que a imagem do também secretário-geral do PS está fragilizada. Se é verdade que 45% dos inquiridos se sentem esclarecidos, são quase tantos (37%) os que não estão. Os que acreditam que não houve favorecimento são 48%, mas ainda há 21% que respondem em sentido contrário. Resumindo, apenas metade dos simpatizantes socialistas parece manter confiança absoluta no líder do PS.

Tendo em conta as respostas anteriores, facilmente se concluiria que a opinião sobre José Sócrates não seria a melhor por estes dias. Embora 50% não tenha registado mudanças (a sondagem não esclarece se a opinião era boa ou má), são muitos mais os que apontam uma mudança de opinião para pior (31%) dos que os que escolhem para melhor (8%).

No que José Sócrates parece estar a ser relativamente eficaz é na retórica sobre a “campanha negra” de que diz estar a ser alvo. A maior fatia de inquiridos (38%) está de acordo, embora se registe um empate técnico (36%) com quem não subscreve tal argumento. E, aqui sim, funciona em pleno a solidariedade partidária, uma vez que são 72% os simpatizantes socialistas que também alinham na tese da cabala.

Os dotes comunicacionais de José Sócrates ficam claramente confirmados nesta sondagem. Porque, independentemente do que pensam sobre o processo Freeport e sobre o envolvimento directo do primeiro-ministro, os inquiridos não penalizam a sua actuação neste assunto. Se excluirmos os que não sabem ou não respondem, a amostra divide-se rigorosamente ao meio entre os que acham que Sócrates tem agido bem ou muito bem e os que acham que tem agido mal ou muito mal.

In J. Notícias

Um Rapaz da Província

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Por Maria Filomena Mónica
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NÃO SEI SE O ACTUAL Primeiro-Ministro está envolvido nas peripécias ligadas à construção do Freeport, mas estou ciente de três coisas: de entre os processos da Agência Portuguesa do Ambiente, a aprovação do último estudo ambiental deste empreendimento foi o mais rápido de sempre; os ingleses enviaram uma carta rogatória às autoridades portuguesas com base em que o eng. Sócrates é suspeito de ter «facilitado, pedido ou recebido» o pagamento de subornos; o eng. Cravinho, que pertence ao mesmo partido que o Primeiro-Ministro, quer saber o que terá levado um governo de gestão a tomar tal decisão, o que seria anti-constitucional.
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Só agora, ao ter-me sido pedida uma opinião, comecei a juntar as peças de um puzzle. A primeira coisa que notei, quando o Primeiro-Ministro tomou posse, foi a opacidade do seu olhar. Em parte, pensei que tal se devia ao facto de viver num limbo em que aquilo que diziam os seus documentos nem sempre ser real. Sócrates nasceu no Porto, mas os pais decidiram registá-lo em Vilar de Maçada; o seu apelido não é Sócrates, mas Carvalho Pinto de Sousa. Até aqui, só tangencialmente tem culpa e muito menos é responsável pela família materna – tio e primos – saída de uma telenovela latino-americana.
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Sócrates teve menos contacto com esta parte da família do que com a paterna. Em 1955, o pai casara com Adelaide de Carvalho Monteiro, cujos ascendentes tinham ganho algum dinheiro com a venda de volfrâmio. Devido à vida nómada do marido, os pais separaram-se, tendo este filho ficado a viver na Covilhã. O rapaz não tardou a considerar que a província era demasiado pacata. Mesmo as madrugadas em que comia chouriços assados, de pernas cruzadas no chão, o enchiam de tédio. Isto para não falar dos estudos: terminou o liceu com 13 valores.
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Em Coimbra, matriculou-se no recém-criado Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), por onde viria a obter, mais uma vez com nota medíocre, o grau de bacharel. Como diria: «Aos vinte e um anos, eu tinha tirado o sétimo ano, tinha estado quatro anos em Engenharia, também não queria ser muito engenheiro, mas era melhor ser engenheiro do que não ser», após o que acrescentava: «Eu esperei que a vida me surpreendesse, esperei pelo meu Sol».
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Antes, teve de assinar projectos de construção feitos por outros, com o objectivo de transformar barracões horrendos em mansões ainda mais horrendas. Ao que me dizem, trata-se de um costume nacional, o que nada explica nem desculpa, uma vez que nunca se devem assinar coisas que não são da nossa autoria. Começavam as trafulhices. Vieram outras. Embora o seu «curriculum» fosse confuso e mais confusa ainda a Universidade que lhe dera o diploma, resolveu promover-se a engenheiro.
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Na política, fez parte da geração criada em redoma dentro dos aparelhos partidários. A sua única experiência profissional era a de técnico da Câmara da Covilhã, para onde, na década de 1980, havia sido levado pelo pai. Depois, foi deputado, Secretário de Estado e Ministro do Ambiente e, a 15 de Julho de 2004, candidatou-se, com êxito, à liderança do Partido Socialista. A 12 de Março do ano seguinte, era convidado a formar governo. Por fim, o Sol alumiava-o. Até hoje. Já agora, agradeço que não pensem que tenho ilusões sobre os meus compatriotas: os que berram contra a corrupção são, por vezes, os que mais a praticam. Simplesmente, não gostam que «eles», os de cima, também o façam. Pode parecer injusto, mas é assim a vida.
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«Jornal de Negócios», de 30 de Janeiro de 2009

Textos longos e etc

Mais um despacho louco. Governo quer que professores reformados regressem ao Inferno


O DN faz manchete com a notícia de mais um despacho da autoria de Valter Lemos, o homem que ficará na história da educação portuguesa como o secretário de estado que mais despachos assinou. Desta vez é o célebre projecto de despacho do voluntariado nas escolas. Depois de o Governo ter empurrado para fora das escolas milhares de professores – a uma média de 5 mil por ano -, quer agora fazê-los regressar a uma espécie de revisita ao Inferno de que eles justamente fugiram. Para além de ridícula e ofensiva para os jovens professores desempregados, com horários incompletos ou a receberem à hora em centros de explicações e AECs, este projecto de despacho é mais um daqueles diplomas que se destina a jazer nas páginas do Diário da República para todo o sempre sem qualquer impacto nas escolas. Com a ministra da educação a fingir de morta, Jorge Pedreira a fazer as vezes de ministra e Valter Lemos em plena hibernação invernosa, assistimos com este ridículo despacho ao acordar súbito do homem dos despachos.

Foto: Flores de Inverno

Descubra a diferença de uma campanha negra

Rod Blagojevich Governador do Illinois destituído do cargo

Rod Blagojevich tornou-se, esta quinta-feira, no primeiro governador dum Estado norte-americano a ser destituído, em mais de 20 anos. O Senado do Illinois aprovou, por unanimidade, a destituição do homem acusado de tentar vender pela melhor oferta a vaga de Barack Obama no Senado dos Estados Unidos. Condenado politicamente, Blagojevich vai ainda ter que responder em tribunal pelos crimes de que é acusado. Por unanimidade, os 36 democratas e 22 republicanos proibiram o democrata Rod Blagojevich de alguma vez voltar a exercer qualquer cargo público no Estado.
O escândalo rebentou em Dezembro, já depois da eleição de Barack Obama para presidente. Obama deixava, assim, vago o lugar de senador do Illinois em Washington. Cabia ao governador escolher o novo senador. Através de escutas telefónicas, o FBI diz ter apurado que Blagojevich estava a fazer um autêntico leilão do lugar, prometendo o cargo de senador a quem lhe oferecesse mais vantagens políticas ou monetárias.
Blagojevich clamou inocência e recusou demitir-se. Agora, diz que já estava à espera da destituição, que tudo estava combinado para o tramar.

Uma “Campanha Negra” portanto…