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Motivo de desassossego
No caso Freeport, eu passo. Depois de tantos anos de “campanhas negras” e “campanhas brancas” (Macau, Casa Pia, Felgueiras, Gondomar, Oeiras, Marco, SIRESP, Portucale, submarinos, e sei lá que mais), tudo é já cinzento e parece-me civicamente exigível evitar ir a jogo. Até porque ando pelos jornais há 40 anos e sei o que a casa gasta e que nem sempre gasta dos fornecedores mais sérios; e observo, de fora, a política e também vou sabendo o que a casa gasta. E porque, entre a liberdade de expressão e o direito ao bom nome (lembram-se do filme “A escolha de Sofia”?), escolho os dois.
Mas, no último e monocórdico “Prós e Contras” da RTP, Saldanha Sanches disse alto e bom som que, se o Ministério Público se encontra, a nível autárquico, “capturado” pelos poderes locais, no topo a situação é “ainda pior”. E, que eu saiba, ninguém, designadamente a PGR, contestou essa afirmação. E isso, sim, é motivo de desassossego. Porque, assim sendo, se a autonomia do Ministério Público e a independência da acção penal são ficções, isto deixou de ser um país democrático e passou a ser uma ficção de Democracia.
in J. Notícias

A correrrrrrrrrrrrrr,,,,
http://en.wikipedia.org/wiki/Black_bloc
Abraço,……………
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