The Bastard Fairies – “A Venomous Tale”
Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, abriu uma janela de oportunidade para a felicidade suprema dos portugueses: o trabalho gratuito. Descoberta a possibilidade de todos nós podermos ser concorrenciais no mercado global, ele conseguiu mesmo inovar ideologicamente, argumentando que o trabalho gratuito corresponde a uma “prática privilegiada de realização pessoal e social”.In Kl@ndestino
Imagem daqui
SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO
inform@ção SPRC
ESCLARECIMENTO
A Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) está a enganar as escolas e os professores, ao informar, na sua página electrónica, que a primeira fase do processo de avaliação é a “Fixação dos objectivos individuais, por acordo entre o avaliado e o avaliador da Direcção Executiva”.
Basta ter em conta os quadros legais em vigor para concluirmos que se trata de uma gravíssima distorção da lei, que visa, não só, criar ainda mais equívocos junto dos professores, como, através do medo, semeado pela mentira, levar os professores a entregarem os objectivos individuais.
De facto, de acordo com o n.º 1 do Artigo 44.º do Estatuto da Carreira Docente aprovado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, constatamos que o processo de avaliação tem diversas fases, mas nenhuma delas corresponde à que é referida pela DGRHE/ME. Aliás, a fixação de objectivos individuais nem sequer é referida.
Se nos reportarmos ao Artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, que tem como epígrafe “fases da avaliação”, verificamos que, das fases enunciadas, não consta a “fixação dos objectivos individuais” …verificamos, também, que a primeira fase do processo de avaliação é o preenchimento da ficha de auto-avaliação.
Portanto, é abusivo, por não corresponder à verdade, o que a DGRHE/ME está a informar na sua página electrónica. É lamentável, reprovável, inaceitável e anti-democrático este comportamento do Ministério da Educação, até desrespeitador das suas próprias leis, pelo que será denunciado e combatido pelos Professores e Educadores e pela FENPROF.
O Secretariado Nacional
da FENPROF
Caso pretenda contactar o SPRC deve fazê-lo através de sprc@sprc.pt
OBRIGADO!
Ouça a entrevista clicando AQUIOs autores das moções rivais de José Sócrates até quiseram discutir a situação interna do PS, mas embateram com a intransigência de Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares e um dos subscritores da proposta do actual líder socialista.
«Sou provavelmente a única pessoa interessada em não discutir numa sessão de debate aberta as questões de governança interna e de pequena ou micro escala de um partido político», disse.
Edmundo Pedro, histórico socialista, insistiu na critica à situação interna, alertando que há receio entre os militantes do PS.
«Verifiquei um total desinteresse, generalizado, notei outro fenómeno pessoas que estão no aparelho de Estado que me diziam ‘não posso pronunciar-me, porque tenho medo’, não é admissível no partido», adiantou.
Augusto Santos Silva desviou as atenções para a política em geral para dizer que os socialistas não pensam em coligações nem à direita nem à esquerda.
«Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chic», afirmou.
Em resposta às críticas internas, Augusto Santos Silva virou-se para fora.
Pedro Lomba
In D. Notícias
Algumas escolas do 1º CEB vão estar abertas das 7:00 às 19:00. Quem anuncia isto não é o ME, mas sim o presidente da CONFAP. A proposta anda há uma ano a ser negociada com o ME. Segundo o senhor Albino, o ME “mostrou disponibilidade para avançar com o modelo” (Fonte: Público de 4/2/09 ). E o modelo será assim: das 7:00 às 9:00, actividades lúdicas. Das 9:00 às 15:30, actividades lectivas. Das 15:30 às 17:30, AECs (Inglês, Educação Física e Música). Das 17:30 às 19:00, aquilo que o senhor Albino chama de actividades de apoio à família. E avisa, qual dono da educação pública portuguesa: “não aceitaremos propostas de mais inglês ou mais educação física. Haverá um júri responsável e as propostas poderão incluir canto coral ou folclore”. Será de presumir que o senhor Albino, do alto da sua pedagogia, venha a integrar o júri. E o senhor Albino, embalado, filosofa: “esta coisa de despejar matéria e depois esperar que os pais tenham literacia suficiente para ajudar os filhos a perceber as matérias tem de acabar, porque o mundo mudou e as escolas têm de se adaptar” (Fonte: Público, 4/3/09 ). Nunca ocorreu ao senhor Albino que encerrar crianças numa escola durante 12 horas por dia é uma clara violação dos direitos da criança. E ele ameaça: “no período das férias lectivas, as escolas deverão também assegurar actividades para as crianças”. Seguindo esta lógica de pensamento, os pais que trabalham por turnos devem exigir que a escola lhes preste apoio durante a noite. E por que não uma verdadeira escola a tempo inteiro que guarde as crianças durante 24 horas, dando, dessa forma, uma resposta completa às necessidades das famílias, da sociedade e da economia?