Conclusões do encontro que reuniu, esta tarde, em Coimbra, 212 PCEs


Estiveram presentes no Auditório Bissaya Barreto, em Coimbra, 212 PCEs, sensivelmente o dobro dos que estiveram na reunião de Santarém, no mês passado. A maior parte dos participantes vieram de escolas do Norte e do Centro do país. As conclusões do encontro foram:
1. Apelar à aceitação pelos PCEs das fichas de auto-avaliação de todos os professores que as quiserem entregar, independentemente de terem preenchido ou não a ficha de objectivos individuais.
2. Considerar como objectivos, as metas que estão traçadas nos Projectos Educativos e nos Planos Anuais de Actividades.
3. Recusar o Simplex2 e o modelo de avaliação de desempenho imposto pelo decreto regulamentar 1-A/2008. Os PCEs presentes no encontro consideraram que o modelo de avaliação de desempenho imposto pelos decretos regulamentares 2/2008 e 1-A/2009 prejudicam a qualidade do ensino, arrasam o ambiente de trabalho nas escolas e são geradores de injustiças.
Foto: Pintura de Salvador Dali

BRAS denuncia Clube Bilderberg em Portugal:forçar as escolas públicas à estupidificação dos alunos oriundos de meios desfavorecidos

Steven Kenny

O SEMANÁRIO publica, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião
de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003.

Francisco Pinto Balsemão É um membro permanente do Clube de Bilderberg desde 1988, tendo participado em quase todas as reuniões anuais desde essa data. Pertence mesmo ao comité restrito, denominado “Steering”. É ele quem tem convidado muitas personalidades portuguesas a estarem presentes no clube. Em 1988, Pinto Balsemão tinha abandonado o cargo de primeiro-ministro há 5 anos e estava dedicado aos seus negócios, mantendo também o “Expresso”. Anos depois abriria a SIC, aproveitando a liberalização da televisão feita pelo governo de Cavaco Silva. O processo conturbado, com divisões no próprio Conselho de Ministros, tendo o grupo televisivo de Proença de Carvalho sentido-se desfavorecido. Pinto Balsemão é hoje presidente da Impresa. Falado como potencial candidato presidencial, nunca se concretizou esta hipótese.

Mira Amaral Ministro da Indústria de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg em 1995, no final do governo de Cavaco Silva, numa altura em que o professor rumava à corrida a Belém e Fernando Nogueira e Durão Barroso disputavam a liderança do PSD. O facto de ter estado presente pode significar que o seu nome esteve fadado para mais altos voos, que depois não se concretizaram. É especialista em energia e tem-se dedicado à sua actividade de administrador de empresas. Foi administrador da Caixa Geral de Depósitos, tendo saído do banco num processo político conturbado. Só participou em Bilbderberg na reunião de 1995.

Joaquim Ferreira do Amaral Ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, uma das cartas mais importantes do governo, artíficie das auto-estradas portuguesas. Tem mostrado disponibilidade para combates difíceis, tendo perdido Lisboa para João Soares. Participou na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999, uma das que teve mais participantes portugueses. A sua presença é significativa, tanto que dois anos depois seria candidato à Presidência da República, defrontando Jorge Sampaio. Só esteve presente em 99.

António Barreto Este investigador esteve presente na reunião de 1992, em pleno cavaquismo, um ano depois de Cavaco obter a sua segunda maioria absoluta. António Barreto foi ministro da Agricultura nos primeiros governos PS, tendo deixado o seu nome associado à Lei Barreto, massacrada pelos comunistas por traduzir o primeiro desmantelamento da reforma agrária. Teve um papel essencial na candidatura presidencial de Soares em 1986, sendo o seu porta-voz. Foi ele quem apelou ao “povo de esquerda” para a segunda volta de Soares contra Freitas do Amaral. Nos últimos anos tem-se dedicado à investigação e a comentários e análises nos jornais. É uma mente brilhante, o género de pessoa que os bilderbergs políticos gostam de ver no seu seio. Só participou na reunião de 92.

Durão Barroso Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Não por acaso, um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado por Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 99 para Guterres não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase “tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando.” O seu vatícinio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro em 2002. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão.

António Borges É o homem português da Goldmam Sachs, curiosamente uma empresa com ligações a Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1997, o que mostra que o seu nome é badalado para altos voos há muito tempo. Se estava na calha para a liderança laranja, acabou por ser Durão a tomar o lugar de Marcelo. Em 1998, escapou, miraculosamente, ao acidente fatal da TWA, que não deixou sobreviventes. Chegou a ter bilhete mas não embarcou. Na reunião de 2003 do clube voltou a estar presente. Em 2004, foi um dos principais critícos da solução Santana Lopes para suceder a Durão Barroso. Actualmente, está posicionado para suceder a Marques Mendes. É um homem muito próximo de Cavaco Silva, ainda que o professor não favoreça as amizades e às vezes até as discrimine.

Maria Carrilho Investigadora, sempre esteve ligada ao PS, tendo sido deputada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu. Hoje é vice-presidente da Assembleia da República. É especialista em assuntos de defesa, uma área prioritária nas discussões de Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1995, o ano da chegada ao poder de António Guterres.

António Guterres Esteve presente na reunião deste ano na Alemanha, já na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. O seu nome continua a ser uma hipótese para outros voos, designadamente o Palácio de Belém, em 2011 ou 2016.

Roberto Carneiro Ministro da Educação de Cavaco Silva. Esteve presente na reunião de 1992, no auge do cavaquismo. Chegou a ser-lhe vaticinada uma importante carreira política mas, depois da queda de Cavaco, os seus interesses viraram–se para outras áreas. Envolveu-se no projecto inicial da TVI, como profundo católico que é, e tem-se dedicado à investigação universitária e a algumas iniciativas empresariais.

Vitor Constâncio Esteve presente em Bilderberg em 1988, quando era secretário-geral do PS. Nunca mais participou em nenhuma reunião depois desta data. Afastou-se das lides mais activas do PS e dedicou-se ao que sabe fazer muito bem: os assuntos económicos. O Partido premiou-o com o Banco de Portugal.

Vasco Pereira Coutinho Um dos maiores empresários portugueses, tendo enriquecido com o negócio da AutoEuropa. Esteve presente na reunião de 1998, numa altura em que Marcelo Rebelo de Sousa liderava o PSD. Durão Barroso fez uma viagem de férias ao Brasil, no avião dele e na sua casa, quando era primeiro-ministro, provocando grande polémica. É apoiante de Cavaco Silva.

João Cravinho Esteve presente na reunião de 1999, no auge do guterrismo, sendo ministro do Planeamento e da Administração do Território. Alia um pensamento interessante a uma excelente preparação técniva, devendo ter participado no clube como um dos “cérebros” que os políticos gostam de ouvir. Atacou bastante Guterres no fina dos seus dias, sendo um homem próximo de Jorge Sampaio (mas muito senhor do seu nariz).

José Cutileiro O embaixador português esteve presente na reunião de Bilderberg em 1994, tornando-se presidente da estrutura de defesa da União Europeia, a UEO, logo nesse ano. É um homem culto, brilhante, com opiniões geoestratégicas muito auscultadas por qualquer governante.

José Manuel Galvão Teles Advogado, homem muito próximo de Mário Soares, de quem é amigo e vizinho. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1997, no auge do guterrismo. É conselheiro de Estado.

Teresa Patrício Gouveia Fez parte do governo de Cavaco, como secretária de Estado da Cultura e como ministra do Ambiente. Esteve presente na reunião de Bilderberg em 2000.Foi ministra dos Negócios Estrangeiros de Durão Barroso.

Marçal Grilo Ministro da Educação de António Guterres, de quem era amigo. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1999, em Sintra. Há quem diga que é uma mente brilhante.

Miguel Horta e Costa Esteve presente na reunião do clube em 1998, no tempo da liderança laranja de Marcelo, sendo vice-presidente da Portugal Telecom. Já no tempo de Durão Barroso ascendeu à presidência da empresa, mantendo-se com Santana Lopes e José Sócrates, todos bilderbergs. Deverá sair da PT já em Janeiro.

Margarida Marante É um dos dois jornalistas que marcaram presença em Bilderberg, tendo estado presente em 1996, no auge da sua carreira na SIC, onde conheceu Emídio Rangel e contraiu matrimónio. É próxima da área do PSD.

Vasco de Mello Um dos grandes empresários portugueses. Esteve presente na reunião de Sintra, em 1999. Tem tido um percurso discreto, mantendo pontes com o poder político mas não dando azo a conversas.

Carlos Monjardino Homem da área do PS, que participou no governo de Macau. Grande empresário, com ligações fortes ao Oriente, sobretudo a Stanley Ho. Presidente da Fundação Oriente. Há muito que é falado para candidato presidencial mas nunca conseguiu concretizar essa aspiração. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1991, no auge do cavaquismo e da reeleição de Mário Soares, de quem é muito próximo.

Murteira Nabo Ministro fugaz de António Guterres, tendo de se demitir por causa de um caso de sisa. Esteve presente na reunião do clube em 1999, já era presidente da PT há três anos.

Faria de Oliveira Ministro do Turismo de Cavaco Silva, esteve presente na reunião de Bilderberg em 1993, sendo uma peça essencial na ligação entre o então primeiro-ministro e o mundo dos negócios, quer público, quer privado.

Carlos Pimenta Ministro do Ambiente de Cavaco, um dos mais activos de sempre. Chegou a ser-lhe vaticinando um futuro político risonho. Esteve na reunião de Bilderberg de 1991. Nos últimos anos, afastou-se da política.

Francisco Lucas Pires O malogrado líder do CDS, que depois se aproximou do PS, era uma mente brilhante, a quem pareciam reservados altos voos. No entanto, só esteve presente na reunião do clube de 1988.

Ricardo Salgado Um dos grandes banqueiros portugueses. Esteve na reunião de 1997, quando Marcelo era líder do PSD e voltou a estar na reunião de 1999, em Sintra. É um homem com relações privilegiadas com o poder político à direita. Santana Lopes chegou a chamá-lo para uma reunião privada. Viu o seu banco, o BES, ser alvo de buscas judiciais este ano.

Jorge Sampaio Presidente da República. Participou na reunião de Bilderberg, em Sintra, na qualidade de primeiro magistrado da Nação portuguesa, uma presença, sem dúvida, polémica.

Nicolau Santos O outro jornalista que participou em Bilderberg, tendo estado em Sintra em 1999. É especialista em assuntos económicos. Curiosamente, os jornalistas que estiveram no clube eram ambos profissionais no grupo de Balsemão, Nicolau Santos no “Expresso” e Margarida Marante na SIC.

Artur Santos Silva Um dos grandes banqueiros portugueses, com o seu BPI. Tem relações privilegiadas à esquerda e é um homem culto, de uma família espiritual. Esteve presente na reunião de 1999. Curiosamente, nesta reunião só acabou por faltar um banqueiro do BCP, um banco com outra estratégia, mais europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa Esteve presente na reunião de 1998, quando era líder do PSD e ainda julgava que era possível fazer renascer a AD com Paulo Portas e ganhar as eleições legislativas de 1999 a António Guterres. As coisas correram-lhe mal, metendo o caso da Universidade Moderna pelo meio (afectando Portas). Regressou ao comentário político. A entrada na corrida de Belém também falhou, porque tudo correu bem a Cavaco.

Miguel Veiga Advogado nortenho, um histórico do PSD, com relações fortes com a ala soarista do PS. Esteve em Bilderberg em 1994, no fim do cavaquismo. Tornou-se um dos piores inimigos de Santana Lopes, sendo a voz mais forte contra a sua indigitação para primeiro-ministro, sucedendo a Durão Barroso.

António Vitorino Era a eminência-parda do guterrismo, tendo estado na reunião de Bilderberg de 1996, quando era vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa. Por causa de um caso de sisa, acabou por se demitir. Foi comissário europeu e o seu nome chegou a estar na calha para presidir à Comissão. Rejeitou ser candidato à Presidência da República.

Oliveira Martins Participou na reunião de 2001, quando era ministro da Presidência do governo Guterres, já no ocaso do guterrismo, depois da queda da ponte de Castelo de Paiva. Se não fosse independente, tinha sido um nome possível para a corrida à liderança do PS. Tornou-se presidente do Tribunal de Contas este ano, numa nomeação polémica, face à natureza das funções do órgão, que requerem independência e imparcialidade.

Vasco Graça Moura Deputado ao Parlamento Europeu pelo PSD, poeta e erudito. Esteve presente na reunião de 2001 de Bilderberg. É um intelectual brilhante, que os políticos gostam de ouvir.

Ferro Rodrigues Esteve presente na reunião de 2003, quando era líder do PS, pouco depois de ter deflagrado o caso Casa Pia no partido. Depois de Jorge Sampaio ter dado posse a Santana Lopes, demitiu-se, tomando a decisão presidencial como uma derrota pessoal. É hoje embaixador português da OCDE em Paris.

Santana Lopes Esteve presente na reunião de 2004, que ocorreu de 3 a 6 de Junho em Stresa, Milão. Curiosamente, pouco mais de um mês depois era primeiro-ministro de Portugal. A vida, contudo, não lhe correu bem. Ao ponto de Jorge Sampaio ter dissolvido o Parlamento e convocado eleições legislativas.

José Sócrates Tal como Santana Lopes, esteve presente na reunião de Stresa de 2004. Curiosamente, menos de um ano depois seria primeiro-ministro de Portugal, parecendo estar no cargo de pedra e cal. Malgré Cavaco Silva.

Nuno Morais Sarmento Esteve presente na reunião de Bilderberg deste ano, tendo sido convidado por Pinto Balsemão, um facto que pode ter significado nos próximos tempos.

Comentário:

A lista continua incompleta, falta o Augusto Santos Silva, caceteiro do Ps, Rui Rio e António Costa .

Professor Ramiro Marques:

O Clube Bilderberg tem sido acusado de ter uma agenda secreta com vista a forçar os sistemas educativos do Ocidente à estupidificação dos alunos oriundos dos meios mais desfavorecidos, de forma a criar as condições para uma mão-de-obra barata, ignorante e dócil. Não será isso que o Governo de Sócrates esta a fazer no nosso país?

Bras denuncia: SIS vigia magistrados, verdade ameaçada

Steven Kenny

O SIS , as vigilâncias aos Magistrados do caso Freeport e o “pedido” do PGR ao SIS para investigar “fugas de informação”.

O jornal “Expresso”, o jornal “Diário de Noticias” e o “Correio da Manhã” , noticiam hoje duas coisas muito preocupantes para a Democracia Portuguesa:

1 – Que os magistrados do M Pº e o Juiz de Instrução Criminal , que tratam do caso Freeport, suspeitam estar sob investigação do SIS;
2 – Que o Procurador Geral da República terá dito numa reunião que tinha pedido a Júlio Pereira, do SIS (Serviços de Informação de Segurança – vulgo serviços secretos civis), para investigarem as fugas de informação do caso Freeport.

Bom, é preocupante desde logo do ponto de vista democrático, porque seria sempre ilegal e provaria que o Poder Socialista estava a usar serviços secretos nacionais para , em violação das suas competências, investigar magistrados , o que sempre seria entendido como manobras do Poder Político para limitar, controlar e constranger o Poder Judicial.
Depois, se o Procurador Geral da República pediu ao SIS para investigar fugas de informação a situação é muito, muitissimo mais grave.
Porque o Procurador Geral da República sabe que o SIS não tem competência para investigar fugas de informação , porque a violação do segredo de justiça é matéria criminal, que cumpre ao Mº Pº , às polícias e aos tribunais investigar.
A Lei Quadro do Sistema de Informações da República Portuguesa expressamente proíbe o SIS de : “ Exercer poderes, praticar actos ou desenvolver actividades do âmbito ou da competência especifica dos tribunais ou das entidades com funções policiais.” Artº 4º nº 2 da Lei 30/84, de 5/9, com as alterações posteriores.
As atribuições do SIS estão fixadas na Lei nº 9/2007, de 19/2, no artº 3º nº 3 : ”

O SIS é o único organismo incumido da produção de informações destinadas a
garantir a segurança interna e necessárias a prevenir a sabotagem , o
terrorismo, a espionagem e a prática de actos que, pela sua natureza, possam
alterar ou destruir o Estado de direito constitucionalmente
estabelecido.”.
Ora, as fugas de informação sobre o caso Freeport não podem ser actos de terrorismo, sabotagem e espionagem, que possam destruir o Estado de Direito Democrático.
O jornalismo de investigação é fundamental em qualquer sociedade democrática.
Como foi no caso “Watergate”, que levou à demissão de Nixon, nos EUA.Ninguém se lembraria ser possível a CIA investigar o procurador que estava a investigar Nixon!
Nenhum Procurador-Geral da República pode faltar à verdade, estar ao serviço de qualquer partido, da Maçonaria; ser a guarda pretoriana de qualquer Primeiro Ministro; violar as leis da República, usar o SIS para obter informaçõs ilegais, sobre fugas de informação.
Além do mais, o PGR terá já mandado investigar em processo crime o eventual crime de violação do segredo de justiça, pelo que se fosse verdade que o PGR recorreu ao SIS, ele próprio sabia que poderia estar ele próprio a incorrer na prática de delito criminal., porque o SIS está proibido de instruir processos penais.
Ademais, se fosse , ou for, verdade seria trágico e patético , e exporia Portugal ao ridículo – mais uma vez – internacionalmente.
A PGR , face aos receios dos Procuradores e do Juiz de Instrução, deve abrir uma investigação criminal, controlar criminalmente a actividade do SIS, pedindo apoio externo para levar a bom termo a investigação , o que é normalissimo em países desenvolvidos, pois ainda recentemente se soube que o organismo que está a investigar o caso Freeport, no Reino Unido, foi investigado por uma equipa liderada por uma americana!
Os portugueses, o Povo, deve cada vez mais intervir em defesa da democracia, exigindo Democracia Directa nas questões fundamentais, como acontece na Suiça.
O nosso sistema político está num estado de decomposição avançada, está podre , pelo que deve ser o Povo a actuar.

Posto por José Maria Martins In Blogue José Maria Martins

brigadas17

BRAS Aponta o modo como se combate a corrupção!

klimt_boisCombate à corrupção – Um exemplo de como se faz nas democracias de verdade

O jornal “El País” publica hoje uma informação sobre o combate à corrupção em várias Câmaras Municipais espanholas.

Veja-se aqui:


http://www.elpais.com/articulo/espana/detenidos/trama/corrupcion/municipal/provincias/espanolas/elpepuesp/20090206elpepunac_9/Tes

A Justiça Espanhola está atenta.


É assim nas democracias mais desenvolvidas da Europa!


Que inveja que eu tenho!

Posto por José Maria Martins in Blogue José Maria Martins

brigadas17

Bras – “A cabeça”

Estou cansado, é claro,

Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.

De que estou cansado, não sei:

De nada me serviria sabê-lo,

Pois o cansaço fica na mesma.

A ferida dói como dói

E não em função da causa que a produziu.

Sim, estou cansado,

E um pouco sorridente

De o cansaço ser só isto –

Uma vontade de sono no corpo,

Um desejo de não pensar na alma,

E por cima de tudo uma transparência lúcida

Do entendimento retrospectivo…

E a luxúria única de não ter já esperanças?

Sou inteligente: eis tudo.

Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,

E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,

Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos


BRAS Apoia a campanha de Envio de sapatos ao Pinocchio

PROFESSOR ENVIOU SAPATOS A SÓCRATES E À MINISTRA

Forma de protesto inspirada no jornalista iraquiano

que atirou os seus a George W. Bush

António Morais está cansado de protestar. Habituado a percorrer o país, tanto a pé como de bicicleta, este professor da região de Aveiro não desiste de lutar e usar a imaginação como forma de atingir algum fim.
Desta vez, decidiu replicar o gesto do jornalista iraquiano que atirou os sapatos a George W. Bush, enviando os seus pelo correio (registado) ao primeiro-minstro e à ministra da Educação. «É um gesto simbólico, provavelmente a encomenda não vai ser recebida pelos destinatários, mas a indignação pelo que se está a passar neste país fica registada», explicou ao PortugalDiário.

VEJA AQUI AS FOTOS DAS ENCOMENDAS

A acompanhar os sapatos seguia uma missiva explicativa, datada de 28 de Janeiro. Os sapatos são caracterizados como algo importante, «porque palmilharam parte deste país, conhecem muitos dos meus dias, tecidos de ilusões e cansaços e, sobretudo, desespero e frustração pela degradação democrática deste país».
«Os sapatos transformaram-se, devido à acção daquele jornalista iraquiano, em símbolo de protesto contra autoritarismos desmedidos, gestão danosa dos países, manipulação e mentira como estratégia governativa das nações», explicou o prof. Morais a José Sócrates, acrescentando: «Representam o meu mais veemente protesto pela forma como tem governado este país que formalmente é democrático. No entanto, e graças a si, a palavra democracia está a afastar-se exponencialmente do seu significado original, cuja acepção etimológica era o “poder do povo” e que Abraham Lincoln definia como: “O governo do povo pelo povo e para o povo”. Que longe nos encontramos deste conceito, no presente!!!»
Enviar os sapatos por correio é um acto que considera ser mais «pacífico» do que fazê-lo numa conferência de imprensa, tal como aconteceu no Iraque: «Pode estar descansado, apenas lhos envio como um gesto simbólico que remete para uma sintonia com a raiva sentida pelo autor original da acção. Com a certeza que lutarei contra este estado de coisas até ao limite das minhas forças».
A Maria de Lurdes Rodrigues, António Morais endereça uma mensagem mais consentânea, recordando que vestiu uma t-shirt negra durante 204 dias com a inscrição «Estou de luto pela educação».
Apenas de uma coisa se arrepende: não ter criticado o alegado estudo da OCDE, que afinal não foi realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento. «Aquilo que aconteceu foi uma mentira, mas este país nada faz. É algo diabólico o que está a acontecer, por isso temos de reagir, porque o medo está a perturbar o trabalho nas nossas escolas», frisou, não se cansando de assegurar que irá continuar a lutar, porque «o país está doente».

BRAS Informa: PGR suspeita do Min. Ambiente desde 2005

737735_796f_625x1000A Procuradoria-Geral da República suspeita desde 2005 que o Ministério do Ambiente, na altura liderado por José Sócrates, possa estar envolvido em pagamentos ilícitos, tráfico de influências e branqueamento de capitais, no caso Freeport. Está tudo numa carta rogatória enviada pelo próprio Ministério Público às autoridades inglesas e a que a TVI teve acesso.

O documento é urgente e confidencial e está datado de 15 de Julho de 2005. O destino é o Home Office no Reino Unido, o equivalente ao Ministério da Administração Interna português.

Na carta rogatória a que a TVI teve acesso, escrita em Inglês, nas mãos das autoridades inglesas, o Ministério Público pede cooperação judiciária internacional, no âmbito da investigação do Freeport.

O pedido é urgente. As autoridades portuguesas já suspeitam nessa altura, em 2005, que Ministério do Ambiente, Instituto de Conservação Da Natureza (ICN), Direcção Regional de Ambiente e Ordenamento de Território e ainda a Câmara Municipal de Alcochete, possam estar envolvidos nos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e ainda tráfico de influências. Na carta pode ler-se que, nessa altura, em 2005, já existiam «fortes suspeitas» por parte do Ministério Público de que a empresa Freeport tinha efectuado pagamentos ilícitos para o licenciamento do outlet.

O Ministério Público refere expressamente que tem suspeitas sobre as circunstâncias que conduziram ao licenciamento do Freeport, avançando mesmo que, «os pagamentos ilícitos teriam sido feitos através da empresa Smith&Pedro aos representantes das entidades públicas envolvidas, ou seja, Ministério do Ambiente, Câmara Municipal de Alcochete, ICN e Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento de Território.

Um documento claro que contraria totalmente o que o Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, e a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, têm vindo a dizer.

«Não há qualquer suspeita relativamente a ninguém», afirmou a Procuradora.

Uma versão que, como se pode ver, não corresponde ao conteúdo da carta a que a TVI teve acesso, mas que chega a ser o ponto fulcral da defesa do próprio Primeiro-ministro.

«A Procuradoria não lhe chama factos, chama-lhe alegados factos, que a polícia inglesa utiliza na sua carta. São aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima.» disse José Sócrates.

A verdade é que na carta enviada pelo próprio Ministério Público há a confirmação de que, nessa altura, já tinham sido efectuadas diversas diligências em Portugal, nomeadamente o acesso a contas bancárias dos principais intervenientes.
O Ministério Público pede, por isso, às autoridades inglesas, urgência no envio de documentação de transferências bancárias internacionais efectuadas pela Freeport inglesa, para Portugal e para offshores.

A carta explica mesmo que será através desses elementos que poderá ser identificado o rasto do dinheiro utilizado para pagamentos de «luvas».

Pede-se também que sejam efectuadas buscas à sede da Freeport em Londres com o objectivo de encontrar correspondência comprometedoras com pessoas e entidades portuguesas, nomeadamente a empresa Smith&Pedro, a sociedade de arquitectura Capinha Lopes e Associados, que entretanto foi alvo de buscas, José Dias Inocêncio, na altura dos factos Presidente da Câmara de Alcochete, Manuel Pedro, o sócio português da Smith&Pedro, e ainda José Manuel Marques, o homem que, quando era vice-presidente do ICN, deu «luz verde» à construção do outlet de Alcochete.

Depois de conhecido o conteúdo desta carta enviada pelo Ministério Público, importa agora saber porque é que a Procuradoria-Geral da República insiste em dizer que não há suspeitas fundadas, nem tão pouco suspeitos da prática de crimes no caso Freeport. Pelos vistos elas existiam e estavam a ser investigadas antes da Procuradora Cândida Almeida ter chamado para si própria a responsabilidade do processo.

In TVI

Comentário:

Se suspeita qual a razão de tudo ter ficado parado? Se fosse um de nós já estaria preso.

In Público

Freeport: Falta esclarecer as razões que motivaram a aprovação do Governo, diz Joanaz de Mello

brigadas17

UMA CAMPANHA NEGRA ALEGRE – Ricardo Araújo Pereira

Às vezes um ministro engana-se e diz que está em Mafamude quando na realidade se encontra em Gulpilhares. A oposição não perdoa: manifesta indignação porque são duas freguesias de Vila Nova de Gaia absolutamente inconfundíveis, condena a ofensa sem nome que foi feita à boa gente de Gulpilhares (e, até certo ponto, também à de Mafamude), chama o ministro ao Parlamento para que justifique o lapso inaceitável, exige ao chefe de Governo que demita o ministro e ao Chefe de Estado que convoque eleições antecipadas com carácter de urgência.

Agora, que recaem suspeitas graves sobre José Sócrates, o PSD veio dizer que tem toda a confiança institucional no senhor primeiro-ministro, Luís Nobre Guedes, do CDS, manifestou apoio e solidariedade e o resto da oposição não disse nada de especial. Quando rebentou o escândalo BPN, foi parecido. Era difícil distinguir a lista de envolvidos nos negócios pouco claros do banco de um conselho de ministros do Governo de Cavaco Silva. O sonho de qualquer militante do PS. E que disse o PS? Nada de especial. Parece evidente que a melhor maneira de promover a concórdia e a cooperação estratégica dos principais partidos é acusar os seus dirigentes de ilícitos graves. Os adversários políticos não perdoam a quem comete lapsos menores, mas dão a mão a quem é acusado de delitos graves. São feitios.

A campanha negra, a existir, aparenta ser fruto de geração espontânea. Não há quem não repudie o ataque cobarde e ignóbil a José Sócrates, e andar simultaneamente a orquestrar e a repudiar o ataque seria especialmente cobarde e ignóbil. Mesmo para políticos. Em todo o caso, mais do que investigar o caso Freeport, eu gostaria que fosse investigada a campanha negra sobre o caso Freeport. Os conspiradores, se existem, devem ser detidos. E, depois, condecorados. Isto porque esta campanha negra, na eventualidade de ser real, é a iniciativa mais bem planeada, organizada e executada da política portuguesa. Portugal precisa de gente com este talento e esta capacidade de trabalho na vida política. São profissionais competentes na política, porque sabem escolher os factos mais delicados e a altura mais prejudicial para os revelar, são fortes na diplomacia e nos negócios estrangeiros, pela facilidade com que envolveram a polícia inglesa, e são rigorosos a ponto de desencantarem mails com mais de três anos quando eu tenho dificuldade em lembrar-me dos que recebi ontem. Menos dos que incluem fotografias de senhoras nuas. É possível que os autores da campanha negra sejam os melhores políticos portugueses das últimas cinco ou seis décadas.

In Visão