Sindicatos desconfiam de proposta para abolição de vagas para professor titular

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O Ministério da Educação mostrou-se hoje disponível para acabar com o limite de vagas para a categoria de professor titular, disse ao PÚBLICO o presidente da Federação Nacional de Ensino e Investigação (FENEI). Contudo, Carlos Chagas salientou que “não há nenhum documento escrito”, pelo que “não se pode levar muito a sério a proposta” e acrescentou que esta não resolveria o problema das hierarquias. A ideia também não foi muito valorizada pela Fenprof, que se encontra amanhã com a tutela.

A proposta terá sido apresentada pelo secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, mas o PÚBLICO contactou a tutela que não quis confirmar nem desmentir a notícia e remeteu uma eventual reacção para mais tarde. O Governo e os sindicatos de professores começaram hoje a segunda ronda negocial sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente, estando o braço de ferro na existência de duas categorias hierarquizadas e nas quotas para aceder às mesmas, em especial à de titular, onde se inserem os cargos de supervisão, coordenação e avaliação.

Contactado pelo PÚBLICO, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, que tem uma reunião agendada para amanhã com o Ministério da Educação, desvalorizou a notícia levantando os mesmos problemas que a FENEI: a proposta não foi feita por escrito e não resolve a questão das hierarquias, vital para os sindicatos aceitarem continuar a negociar. Ainda assim, garantiu que a federação levará o assunto ao encontro de amanhã, onde tentará esclarecer o que considera ser mais um “crivo”.

Segundo explicou Carlos Chagas, apesar de na nova proposta não haver um número máximo de professores titulares, o acesso seria determinado por uma “prova nacional, juntamente com o tempo de serviço, a avaliação de desempenho e formação específica para os cargos de gestão inerentes”. Para a FENEI este novo sistema além de não resolver o problema da divisão da carreira em duas categorias cria um novo: só os professores com classificações de “Muito Bom” e “Excelente” poderiam ser titulares e para estas notas há quotas. Por outro lado, esta categoria destina-se a cargos de gestão “e não podem todos exercê-los”, recordou.

Carreira única e gestão intermédia decidida dentro da escola

Por isso, de acordo com Carlos Chagas, a melhor solução – e que apresentaram a Maria de Lurdes Rodrigues – passa por abolir as categorias e por decidir dentro de cada escola quem tem mais perfil para ocupar os lugares de chefia, o que “certamente gerava menos problemas”. A ideia é que houvesse uma carreira única, que as “chefias intermédias” fossem discutidas no seio da escola e que se decidisse com a tutela as diferenças entre a gestão de topo e a intermédia.

“Quando uma negociação é seria apresentam-se as coisas por escrito”, defendeu o professor. “Não posso levar muito a sério a proposta. Parece-me que o objectivo é que a opinião pública fique com a sensação que o ministério aboliu os limites para os professores titulares e que isso resolve tudo”, acrescentou. E concluiu: “Por agora não passa de uma proposta oral. É poeira e continua tudo na mesma”.

Sobre o modelo de avaliação docente, a FENEI garantiu que a questão não está esquecida – em especial a polémica entrega dos objectivos individuais – mas que está a avançar mais ao nível legal antes de ser reintroduzida na discussão. A próxima reunião com a FENEI está prevista para o início de Março, numa data ainda a acordar. A reunião contou também com a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL). Amanhã é a vez da Fenprof e da FNE (Federação Nacional dos Sindicatos da Educação).

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Pergunta sobre professores que não entregaram objectivos foi “um lapso”


Os presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas que haviam sido chamados a revelar qual a sua “posição relativamente aos docentes que não entregaram os objectivos individuais” foram hoje contactados por um responsável da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, que lhes disse que a pergunta foi feita “por lapso” e os dispensou de responder.

Eu lapso, tu lapsas, ela lapsa, nós lapsamos, vós lapsais, elas lapsam! Este país há muito tempo que anda lapsado de todo. O Ministério da Educação, esse poço sem fundo de sabedoria, ainda não conseguiu lapsar uma. Isto é que é pontaria, cada tiro, cada melro!

Aprovado pedido de explicação ao Governo sobre as consequências jurídicas e disciplinares da não entrega dos OIs


O Parlamento aprovou um documento a pedir explicações ao Governo sobre as consequências legais e disciplinares que impedem sobre os professores que recusaram entregar os objectivos individuais. O pedido foi aprovado pela Comissão de Educação e teve os votos favoráveis dos deputados do PS. Estiveram bem Pedro Duarte, deputado do PSD e um dos autores da proposta, e António José Seguro, deputado do PS e presidente da comissão da educação. Como muito bem diz Pedro Duarte, ou o Governo não sabe a resposta ou sabe e quer manter a pressão sobre os professores. Depois do parecer jurídico de Garcia Pereira, toda a gente sabe a resposta. As consequências são nulas. Os emails da DGRHE e as notificações dos PCEs têm como único objectivo a pressão sobre os professores “incumpridores”.

o Chico esperto

PS – A Força da Mudança


Não, eu não quero com isso dizer que o Sócrates é parvo, antes pelo contrário. É o chico-mais-esperto que já tivemos no poder, neste faz-de-conta-que-é-uma-democracia. Aliás, entrámos definitivamente na era do faz-de-conta, desde o diz-que-é-uma-espécie-de-engenheiro ao Fripór-dá-cá-o-meu, desde a melhoria-do-sistema-de-ensino com passagens obrigatórias para os alunos e chumbos aos professores à perseguição das bruxas pela Bruxa da Educação, desde os empregos-a-dar-com-pau a uma crise-global-que-tudo-justifica, desde os fatos Armani e os carros topo de gama a um faz-de-conta-que-tiramos-aos-mais-ricos para acalmar as bestas, desde as promessas-de-não-subir-impostos a negócios-de-casas-com-offshores… enfim, se nos pusermos a desfiar o rosário não saímos do mesmo sítio.

Não, o Sócrates não é parvo, as bestas chifrudas que o elegem e reelegem é que gostam de ser enganadas, a besta nunca mais deixará de ser besta, “per omnia secula seculorum, Amen!”

Viva o BARRACABANA!

VIVA O ROBOTISMO!

VIVA O MANIFESTO

ROBOTISTA!

In Hora absurda 0.5%