Dia: 25 de Fevereiro, 2009
Absolut Prescription
Se o Ministério Público considerar a viabilização do empreendimento um acto lícito, mesmo que tenha havido eventuais subornos, aqueles crimes já prescreveram, quer tenha havido corrupção activa ou passiva, pois, nestes casos, a prescrição é de dois e cinco anos, respectivamente. A magia da justiça está de volta e, como quatro anos de investigação congelada, resolvem todos os problemas quando os crimes usam colarinhos brancos.
Os 29 que autorizaram o Freeport
In 24 Horas
Da Utilidade Dos Tribunais Em Democracia
Aqui fica a decisão executiva de que se falava neste post e que só agora tenho completa.
Atenção à 2ª página, alínea b) com que o juiz concorda e manda cumprir.
A Senhora Ministra e a Senhora DREN correm o risco de perder 10% de um salário mínimo nacional por cada dia mais de incumprimento.
Como alguém me escreveu: «Se isto não é uma notícia eu não sei o que é uma notícia.»
“Tribunal condena Ministra a pagar por não cumprir sentença”
“À 4º decisão juidicial DREN e Ministra continuam a não cumprir sentença de anulação”.
Louçã vs. Sócrates: Governo inaugurou “tabu Manuel Fino”
Louçã vs. Sócrates 2: Governo não quer proibir despedimentos em empresas com lucro
PM genial deu «emprego de transição» a 11 mil desempregados !!! Faltam cerca de 140 mil!
A promessa dos 150 mil foi feita já há mais de quatro anos. Por isso, a perspectiva dos 17 meses (tanto tempo!) parece ser demasiado optimista, só credível por pessoas de muito boa vontade ou, quem sabe, de profunda ingenuidade.
Sócrates garante que 11.000 desempregados “já estão activos” através de “empregos de transição”
Público. 25.02.2009 – 16h26 Nuno Simas
Debate quinzenal na Assembleia da República
O primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou hoje o debate quinzenal no Parlamento para apresentar “resultados” de “um mês” das medidas do programa Iniciativa Emprego 2009, como “os cerca de 11.000 desempregados que já estão activos”, através de “empregos de transição”.
A crise económica e financeira acabou por dominar a primeira hora deste debate, em que o partido da maioria, o PS, quis discutir resultados do Plano Tecnológico e do programa do computador Magalhães. Neste período foi também confrontado com os últimos números do desemprego.
A propósito do programa Iniciativa Emprego 2009, com cerca de um mês de aplicação, Sócrates afirmou que cerca de 35.000 micro e pequenas empresas, “abrangendo 91.000 trabalhadores, já beneficiam de uma redução de três pontos percentuais na taxa social única”, desde que mantenham os níveis de emprego.
Além disso, cerca de 1.800 trabalhadores estão já abrangidos por acções de formação “em período de redução de actividade” e que 3.000 jovens estão a beneficiar de estágios profissionais.
José Sócrates assinalou os “sorrisos das bancadas da oposição” quando falou no Plano Tecnológico e no “Magalhães”, garantindo que até final do terceiro trimestre 195 mil crianças do primeiro ciclo terão um computador, para “ajudar na escola”. “Portugal será o primeiro país do mundo em que todas as crianças dos seis aos dez anos terão um computador” para usar nos estabelecimentos de ensino.
O Absoluto Ridículo
Pais querem reformados a combater violência
(…)
A CNIPE diz que têm de ser tomadas medidas urgentes e propõem que os reformados sejam integrados em gabinetes de apoio à família. Gabinetes estes que teriam como objectivo “averiguar as causas dos factos que acontecem nas escolas”, explica ao DN Joaquim Ribeiro, dirigente da CNIPE. Esta medida permitiria “pôr cobro a estas situações de violência antes que a escola se torne num descalabro”, argumenta.
Segundo a confederação, “a experiência e a disponibilidade daqueles professores são duas características que podem contribuir para a prevenção do fenómeno da violência dentro da escola”. Por isso, a associação apela para que a “futura contratação de professores reformados – que está ainda a ser estudada pelo ministério – inclua aqueles docentes num plano de acções a desenvolver nas escolas no quadro do combate à violência”.
A Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais) – outra das estruturas que representa os pais – também diz estar preocupada com a violência, mas rejeita comentar a ideia da CNIPE sobre os reformados.
Albino Almeida, presidente da Confap, sublinha que já existem gabinetes de mediação escolar em 80 agrupamentos, que resultam de uma parceria do Instituto de Apoio à Criança (IAC) e da própria Confap.
Certo é que todos são unânimes na necessidade de intervenção. Aliás, dirigente da CNIPE acredita que a violência pode piorar e diz que “a falta de paz nas escolas também se deve à guerra entre os professores e o Ministério da Educação”.
Outra das causas do aumento das agressões, diz Joaquim Ribeiro, é a “a falta de pessoal auxiliar qualificado e de meios da Escola Segura”.
Por uma vez não estou em desacordo com Albino Almeida.
A ideia da CNIPE é um profundo disparate e parece ignorar uma das principais razões para a aposentação antecipada de muitos docentes.
Quanto aos gabinetes em causa devem ser constituídos por profissionais no activo e técnicos especializados. A seriedade do assunto não admite soluções de recurso e com base na boa vontade.
Retirado de A Educação do meu Umbigo
Oscares 2009 – Quem quer ser milionário
O nosso partido cumpre o que promete
O nosso partido cumpre o que promete.Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
—DEPOIS DA POSSE
Sindicatos divididos quanto à revisão do ECD?
Em Braga é que há TACHOS
Mário Louro, chefe da Divisão do Planeamento Urbanístico na Câmara de Braga, tem uma vida de luxo – (…) Em dez anos na autarquia (entre 1992 e 2002) recebeu 331 mil euros de salário bruto. Um valor bastante inferior ao preço da casa (sem o terreno), que custa seguramente mais de um milhão de euros.
Nuno Alpoim, 45 anos, é o número dois de Mesquita Machado na Câmara Municipal de Braga tem uma vida de luxo – (…) Entre 1997 e 2002, Alpoim registou dois barcos de recreio e ainda uma lancha C2. Já no campo automóvel, um Rover 414 SI, um Alfa Romeo 1565 e um Grand Cherokee Z6 foram as aquisições do edil.
Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga há 32 anos, tem uma considerável fortuna pessoal – (…) 34 Contas!!! 2.500.000€ em 10 anos… (…) Prendas de Casamento para os filhos dados por Empreiteiros… Cheques de 10.000€….
Os filhinhos:
ANA MARIA– Mora na rua de Bernardino Machado, 7. Outro prédio urbano em Braga.
CLÁUDIA (nascida em 1970) – Uma casa em Braga e uma em Quarteira.
FRANCISCO MIGUEL (nascido em 1973) – Duas casas em Braga e uma em Quarteira. Faz a primeira declaração de impostos em 1999 e declara 14 500 euros. No início do ano seguinte, compra o café Astória por 400 mil euros, para serem pagos em dez anos.
ANA CATARINA (nascida em 1977) – Compra por 450 mil euros a farmácia Coelho, na praça do Município, mais dois andares com lojas e águas-furtadas na mesma rua, entradas 65/66/67. Tem ainda em seu nome um escritório na rua Conselheiro Lobato, em Braga. Na compra da farmácia, Ana Catarina paga 150 mil euros a pronto.
COMENTÁRIO: Há para todos!!!!!!!! Porreiro Pá.
AUTO DO DESEMPREGADO – Baptista-Bastos

E agora, que vou fazer? Ando vazio, a caminhar no interior de dias vazios. Há duas semanas. E ainda não reuni a força necessária para dizer à minha mulher que fui um dos 180 despedidos. Mas suspeito de que ela adivinha qualquer coisa. Não será, propriamente, a situação em si que lhe desperta a desconfiança; mas algo, um pressentimento obscuro, tenaz e desconfortável começa a invadi-la. Conheço-a muito bem. Passámos muitas coisas juntos. Era uma rapariga de grandes olhos luminosos num rosto alevantado que transpirava confiança e coragem. Quando estive gravemente doente manteve-se à minha beira, vigiando-me, tomando-me o pulso, observando a febre. “Nem te atrevas a deixar-me!”, exclamou, certo fim de tarde, presumindo, pelo meu aspecto, que a doença se agravara. Fui agitado por estranho solavanco. Olhei-a e ela sorriu: “Eu sabia. Eu sabia que me não deixavas!” É um pouco grotesco, lembrar-me de estas coisas; mas são estas coisas humildes e modestas que formam a consistência das pessoas. Curioso!, há quanto tempo não lhe digo que a amo, há quanto tempo? Quantas vezes lho disse? Não dá muito jeito, reconheço; mas certamente lho disse, embora em português não soe bem; em inglês talvez sim. Talvez. Como fui parar a esta rua? Acontece-me agora isto. Ando por aí à toa, um impulso irresistível e secreto leva-me a caminhar pelas ruas da cidade onde outrora só raramente ia.
Deixa-me ver as horas. Este relógio foi- -me por ela oferecido, quando fiz 45 anos, há mês e meio. Nessa altura já havia rumores, no escritório, de que as coisas não caminhavam bem, gente a mais, encomendas a menos. Nada lhe disse. Apenas boatos; no entanto, começámos a olhar uns para os outros, aquele é mais velho, quantos anos tem ele de casa?, 30, ena, pá!, e de idade?, ena pá! Sou mais novo. Mas há mais novos do que eu. E se pintasse um pouco o cabelo? As brancas dão-me um aspecto mais pesado. Apesar de tudo, tenho fé. Mas manter a fé é difícil, tendo em conta o que por aí se vê. Tenho vergonha de vaguear pela cidade. Tenho vergonha de dizer em casa que fui despedido, “dispensado temporariamente”, como me informou a menina da administração, examinando-me com a pesada compaixão de quem nada sabe sobre dor e sofrimento. Tenho vergonha de ser reconhecido por algum vizinho. Tenho vergonha de nada ter para fazer. Tenho vergonha de ainda não ter a coragem de revelar à minha mulher a situação em que me encontro. Tenho vergonha de admitir que não voltarei a arranjar trabalho. Tenho vergonha de ter de me inscrever no Desemprego. Tenho vergonha de ter desejado que fossem outros os nomeados para ir para a rua.
Tenho vergonha de ser quem sou. Tenho vergonha de ser velho.
In D.N.
Taxas moderadoras e cerimónias
A ministra Ana Jorge foi criticada pelas taxas moderadoras em cirurgia e internamento, consideradas “injustas” pela Oposição. Ana Jorge disse não acabar com o pagamento, para os “utentes terem consciência do custo real da saúde”.
Houve ainda críticas pelo fecho de 14 Urgências e por terem aberto apenas nove dos 25 Serviços de Urgência Básica (SUB) anunciados.»
São necessários 45 mil euros para haverem condições para informar as pessoas? Subam a um palanque na praça e informem-nos que sai de borla e serve muito bem. Ou, pelo menos não nos venha dizer logo de seguida que compreendemos a necessidade de pagarmos taxas moderadoras para sabermos quanto custa a saúde. Muito mais barata certamente se não andassem a gastar dinheiro em cerimónias, propaganda e mordomias.








