Novo conteúdo funcional para os docentes que ensinam em escolas de risco: professor patrulheiro


O Correio da Manhã faz manchete com a notícia: professores da escola básica 2,3 Ruy Belo, situada no Monte Abraão, concelho de Sintra, decidiram voluntariar-se para organizar patrulhas na escola com o objectivo de prevenir os roubos e as agressões. Não se conhece ainda a reacção da DRELVT nem da ministra da educação, mas é provável que o ME pondere incluir mais esse conteúdo funcional na longa lista de quase 3 dezenas de funções que o decreto-lei 15/2007 estipula. É bem provável que a ideia venha a constar na próxima revisão do estatuto da carreira docente. “A ideia é aumentar a nossa presença de forma dissuasora”, contou uma professora ao Correio da Manhã de hoje. A escola EB 2,3 Ruy Belo proibiu o uso de telemóveis e MP3 e espera que a medida tenha o apoio dos encarregados de educação. Segundo parece, a maior parte dos roubos e agressões andam relacionados com o uso dos telemóveis de luxo e MP3. Não deixa de ser curioso ver tantos telemóveis 3G e MP3 nas mãos e nas orelhas dos alunos de uma escola que serve uma população escolar carenciada.
Foto: linda professora em acção de patrulha escolar
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Crise e sacrifícios


Crise

Confesso que quando oiço estes políticos falar da crise e pedirem-nos sacrifícios só me apetece mandá-los à merda a todos. Porra, há anos que berrava que este era o destino inevitável das politicas económicas que esta gente defendia e diligentemente aplicava. A culpa é deles, eles que resolvam a crise. Infelizmente que acaba sempre por sofrer mais as consequências da dita “crise”, não são os responsáveis mas sim aqueles que menos têm, aqueles que já viviam num país que até publicitava ao mundo a honra de ter “baixos salários”. Da pobreza à miséria estrema para alguns, de uma vida com dificuldade à pobreza para outros, são as consequências da ganância capitalista.
Quando oiço propostas que nos desafiam a aceitar reduzir horas de trabalho e salários para garantir o emprego de todos, fico dividido entre a injustiça de estar a pagar pelos erros propositados da canalha que nos governa, e o compreender que este é realmente um momento em que devemos mostrar a solidariedade para com outros seres humanos que coexistem connosco. Irrita-me estar a fazer tais sacrifícios e que os culpados, além de não fazerem nenhuns, ainda por lá ficam a dizer “porreiros pá” à nossa custa. Como me irrita não os faço, não os faço enquanto eles não saírem de lá. Não faço enquanto não acreditar que o caminho a seguir vai ser diferente, em que os homens vão voltar a ser homens, a contar como homens e não números. Não os faço pelos outros enquanto os outros não assumirem as suas responsabilidades na necessidade de mudança, de criarmos uma nova realidade, uma nova forma de participação na sociedade e de assumirmos, nas nossas mãos, as responsabilidades dos nossos destinos. Este é o momento em que não podemos continuar a compactuar com o poder reinante. Chegou a hora de fazermos renascer a esperança.

Sexy Sócrates Descongela Ana Lourenço


Todos conhecíamos a “dama de gelo” da Sic-Notícias e o seu perfil sério, independente, rigoroso, sob aquela muito comentada indumentária sado-maso.
Pois isso – é o passado.
Sócrates e o caso Freeport fizeram derreter Ana Lourenço.
Agora quase que tem orgasmos em público – até arreganha o dente.
E a forma como tenta levar os “convidados” para as respostas que iriam corroborar as “ideias” que a senhora nos pretende enfiar na cabeça?
Um verdadeiro “case-study”, algo freudiano.
E lembrar-me que Balsemão foi muito criticado, à direita, por ter nomeado o sonso do António José Teixeira para director da Sic-Notícias.
Realmente isto é um país de opereta!

Os movimentos independentes de professores falaram verdade!


APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
MEP (Movimento Escola Pública)
PROMOVA (Movimento de Valorização dos Professores)


Congratulamo-nos com o cabal esclarecimento da situação, mas não isentamos de responsabilidades a direcção da FNE que tem que ter mais cuidado na escolha das pessoas que lidam directamente com os professores!
Os tempos são de resistência e não de enganos e mal entendidos!

COINCIDÊNCIAS???


Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e de Charles Smith, dois dos arguidos do processo Freeport, é amiga de José Sócrates, do seu pai, o arquitecto Fernando Pinto de Sousa e também é a advogada da empresa J. Sá Couto, que está a produzir os célebres computadores ‘Magalhães’. Além disso, a advogada, que defendeu José Braga Gonçalves no caso da Universidade Moderna, é também a defensora de Carlos Santos Silva, um empresário muito conhecido da Cova da Beira, também amigo de longa data de José Sócrates.
Carlos Santos Silva era proprietário da empresa Conegil, que participou no consórcio vencedor da construção e exploração de uma Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos promovido pela Associação de Municípios da região. Este concurso deu origem a um processo que está agora à espera da marcação da data de julgamento na Boa-Hora. Um dos arguidos é Horácio Luís de Carvalho, proprietário da empresa HCL, que adquiriu uma parte do capital da empresa de Carlos Santos Silva , mas que o manteve à frente da Conegil.
Outro dos arguidos é António José Morais, também amigo de José Sócrates e professor de quatro das cinco cadeiras feitas pelo primeiro-ministro na Universidade Independente. António Morais está acusado dos crimes de corrupção passiva para a prática de acto ilícito e de branqueamento de capitais. Horácio Luís de Carvalho é acusado de crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais.

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Palavras para quê…

FENPROF INTERPÕE PRIMEIRA PROVIDÊNCIA CAUTELAR REFERENTE À AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

comunicado fenprof :

providência cautelar

“FENPROF INTERPÕE PRIMEIRA PROVIDÊNCIA CAUTELAR REFERENTE À AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, entrega sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho. Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos. Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma “possibilidade” que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, “no limite”, a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências. O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado “limite”, qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas. Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes. A FENPROF convida os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a entrega desta primeira Providência Cautelar. O Secretariado Nacional”

In Dias do Fim