Vital Moreira defende maioria absoluta para “tomar as medidas que o país carece”


Vital Moreira reitera que a obtenção de uma maioria absoluta pelo PS é essencial para garantir a estabilidade governativa e “autoridade suficiente para tomar as medidas de que o país carece”. Na opinião do líder da lista socialista ao Parlamento Europeu, a actual situação do País exige um governo que não fique fragilizado ou seja vulnerável a “uma coligação negativa da oposição”.
Vindo de um candidato “independente”, não deixa de ser estranho que seja o único a fazer já campanha para as legislativas e a defender um partido ao qual diz não pertencer.
Haverá razões que a própria razão desconhece?

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Para o Miguel Sousa Tavares, com amor

pregnant_nunMiguel Sousa Tavares descobriu no íntimo de si a inocência de José Sócrates e há 15 dias resolveu partilhá-la connosco num artigo do Expresso. Nada contra. Expor convicções com base em “achamentos” e estados de alma não me parece o método ideal para debater assuntos no espaço público, mas como se sabe MST topa tudo a léguas e tem as suas intuições em enorme conta. No último sábado, MST voltou a partilhar connosco que no íntimo mais íntimo de si tem a certeza de que José Sócrates é inocente. Mas com uma novidade: resolveu implicar comigo.

Escreveu ele: “Há um tipo – que tem o mesmo apelido do que eu e que escreve semanalmente no DN, onde se especializou na ofensa fácil – que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha.” E depois continuava, mostrando toda a sua compreensão para com o processo que o primeiro-ministro me colocou, e concluindo com o clássico: “Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!” Seguiam–se mais duas frases que também acabavam com pontos de exclamação, perfazendo um total de cinco pontos de exclamação consecutivos, coisa não vista na imprensa portuguesa desde o Verão de 75. Eu ainda fui à enciclopédia ver se MST tinha sido um dos capitães de Abril, mas o único Sousa Tavares que encontrei por lá chamava-se Francisco.

Contudo, não é por isso que critico MST. À medida que se envelhece pregar contra a “libertinagem” torna-se uma tentação irresistível. Há que ser compreensivo. Já aquele “ou coisa que o valha” custa-me mais a aceitar. MST parece o Mário Soares do jornalismo: popular, voluntarista e opinativo, mas sem qualquer paciência para estudar os dossiês. “Ou coisa que o valha”? Caro MST: o que eu realmente escrevi está por toda a net (digite “google.pt”, preencha a caixinha branca e carregue no enter) e já me fartei de explicar que a pobre Cicciolina nem sequer consta da queixa. Se for com este rigor que perscruta o seu íntimo, temo pela inocência de José Sócrates.

Ao invés, se fizesse o trabalho de casa, certamente perceberia que entre si e aqui o tipo especialista “em ofensa fácil” não há assim tantas diferenças sobre o entendimento do caso Freeport, tirando a parte das suas “convicções pessoais”. Mas sabe como é: eu não conheço o primeiro-ministro, janto poucas vezes fora de casa e não tenho companheiros de caça. Parecendo que não, isso ajuda a não ter tantas “convicções pessoais”. E quanto a ir pastar caracóis para o Sara, seria um óptimo programa não fosse correr o risco de dar de caras consigo numa daquelas expedições pelo deserto. Por mais estranho que lhe possa parecer, nós dois juntos numa duna não é um dos sonhos da minha vida.

por João Miguel Tavares Fonte: D.N.

MAS TÊM ANDADO CEGOS?


Sinceramente, só me interrogo: “Como é possível esta gente andar cega há tanto tempo?”

O (des)governo passou quatro anos a cuidar mais da imagem e a agir de acordo com interesses e a seu bel-prazer do que a governar o País. Os resultados estão à vista e não são justificados pela crise internacional, que apenas os agravou ainda mais.

Portugal arrisca-se a ser o país da Europa com maior número de cegos!


Pais já pediram explicações
PS usou em tempo de antena imagens de crianças com o Magalhães pedidas pelo Ministério da Educação
28.04.2009 – 09h35 PÚBLICO
O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal “24 Horas”, as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22.

Os pais pediram já uma reunião na escola, a exigir uma explicação e a escola por sua vez, pediu explicações ao ministério, como adiantou ao Rádio Clube Ana Travassos, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de escolas de Castelo de Vide.

“Não foi feito pelo Partido Socialista não. Nós tivemos um contacto da tutela, dos representantes do Ministério da Educação aqui no Distrito de Portalegre e na região de Évora, que é onde está a Direcção Regional, com a intenção de consultar crianças e pais”, disse a responsável.

Mas o produto final da consulta acabou por ser emitido num tempo de antena do PS na RTP, na passada quarta-feira. Os encarregados de educação já pediram explicações à escola.

Ao Rádio Clube, o gabinete de imprensa do PS explicou, através de um comunicado, que tudo foi autorizado, sem contudo esclarecer de onde partiu o pedido, se do ministério, se do partido.

Em reacção, O PSD considera a situação grave. Cristovão Crespo, presidente da distrital do PSD de Portalegre, exige também explicações ao Ministério da Educação e ao PS.

Ao PÚBLICO, Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, comentou o uso de crianças em campanhas políticas, frisando que é comum recorrer à imagem de menores, com consentimento dos pais ou responsáveis, especialmente recorrendo a filhos de filiados dos partidos, mas que a utilização de imagem sem um consentimento informado e claro, é de recriminar.

“Se foi assim como se diz é altamente condenável. Trata-se de enganar as pessoas e usar a imagem de crianças para propaganda política. A propaganda política não tem limites e o PS tem usado frequentemente imagens de crianças em campanha. Mas os pais das crianças têm de saber o fim das imagens. De forma enviezada não”.

notícia actualizada às 11h15

In Público.

Apelo A Todos Os Lutadores E Analistas Moderados E Responsáveis

Como (a)noto um entendimento implícito entre os comentadores pró-ME deste blogue, diversos comentadores pró-sindicatos e vários analistas e comentadores auto-proclamados responsáveis e não destinados ao martírio (mesmo quando não arriscam nada nesta luta), no sentido de dar o conflito em torno da avaliação por encerrado, deslocando a disputa para a arena eleitoral, gostaria de apelar para que me esclarecessem o seguinte:

  • Porque é que quando saiu o simplex e aqui se colocou a hipótese de trocar a aceitação desta avaliação da treta por uma revisão a sério do ECD responderam que o ME não negoceia de boa-fé e que, portanto, essa jogada era perigosa, oferecendo algo em troca do incerto? Se quiserem poderei ir em busca da fundamentação do que afirmo.
  • Porque será que, após a greve de 19 de Janeiro, que alguém clamou acima dos 90%, subitamente se deu um refluxo da presença dos lutadores com pergaminhos nas escolas e só depois da data limite definida por muitos PCE para a entrega dos OI é que surgiram uns papelitos nos placards, ficando muita gente com a sensação que algo esquisito se tinha passado nos bastidores?
  • Porque é que, em off, há muito tempo alguns analistas encartados dão como encerrada a batalha da avaliação sem que nada de substancial se saiba das negociações em torno do ECD, excepto algo próximo da teoria da conspiração surgida há uns meses e que tinha como actores estereotipados o ME (que abriria negociações acerca do Estatuto), a FNE (que teria uma proposta razoável e moderada para a dita negociação chegar a um bom termo) e a Fenprof (que manteria a posição de radicalização para capitalizar os descontentes)?
  • Porque será que, sem qualquer garantia de lado nenhum que o Estatuto será revisto de acordo com as principais queixas dos docentes, agora existe uma coligação evidente entre sindicatos, movimentos e blogueiros de influência reconhecida como o Ramiro, no sentido de apostar tudo nas eleições e aceitar que a avaliação seja feita nos moldes impostos pelo ME e depois logo se vê?

E por fim a questão para um milhão de patacas:

  • Desta vez existe um entendimento só que não assinado em público?

Se me responderem de forma clara, a começar por esta última questão, talvez seja possível compreender como os guerreiros tisnados por muitas vigílias, muitas lutas de bombo ao alto, muitos pergaminhos, reuniões, abaixo-assinados e sei lá mais o quê, decidiram deitar a toalha ao chão apostando no incerto e apelando ao cumprimento responsável e adulto daquilo que levaram meses de punho no ar a contestar.

Nesse caso, perceberei melhor até que ponto isto se tornou clownesco, vulgo, uma palhaçada.

In A educação do meu umbigo