Portugueses não compram óculos por falta de dinheiro

O número de portugueses que não compraram óculos nem foram ao dentista por dificuldades financeiras duplicou nos últimos sete anos, revela um estudo divulgado esta terça-feira sobre o estado da saúde em Portugal

O estudo, divulgado hoje na sessão comemorativa dos 30 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), avaliou o acesso económico dos portugueses aos cuidados de saúde, medido através de cinco indicadores.

Os portugueses envolvidos no estudo foram questionados sobre se abdicaram no último ano de comprar medicamentos e óculos, ou deixaram de ir a consultas médicas e ao dentista ou ainda se deixaram de realizar meios complementares de diagnóstico por não poderem comportar os custos.

A percentagem de inquiridos que referem não ter recorrido ao dentista ou que não compraram óculos duplicou, de 10,4 por cento para 20 por cento e de 8,3 por cento para 14,7 por cento, respectivamente, entre 2001 e 2008.

Fonte: SOL

Sintra- Mais duas creches com casos confirmados de Gripe A

Foram detectados mais dois casos de Gripe A, desta vez, em duas creches em Sintra. Segundo a SIC Notícias os funcionários de uma das creches, em Mem Martins, garantem estar a seguir as recomendações da Direcção Geral de Saúde

Ao que se conseguiu apurar até agora, uma das crianças, tem três anos, e passou um período de férias no México, a outra, de oito meses,  viajou recentemente para Palma de Maiorca.

Já são dois os casos de gripe A numa creche na zona de Sintra, fora os que ontem foram registados, em Benfica, Lisboa, e em Ponta Delgada.

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Estivadores fazem manifestação com petardos e insultos graves a Sócrates

08.07.2009 – 15h59 Lusa

Cerca de duas centenas de estivadores estão hoje a fazer uma manifestação em frente à Assembleia da República, com parte deles a gritar insultos graves dirigidos ao primeiro-ministro, José Sócrates, e a rebentar petardos.

De acordo com um dos agentes da PSP que faziam a segurança da manifestação e a protecção da entrada da Assembleia da República, foram já identificados alguns dos estivadores autores de insultos ao primeiro-ministro e responsáveis pela utilização de petardos.

Sócrates, escuta, és um filho da puta” e “O Sócrates não cumpriu, vai para a puta que o pariu” e “fascista” foram alguns dos insultos proferidos por estivadores.

Segundo o porta-voz da manifestação, entre os cerca de 200 estivadores concentrados à frente do Parlamento estão trabalhadores dos portos de Leixões, Viana do Castelo, Figueira da Foz, Aveiro, Lisboa e Sines.

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Num comunicado que foi entregue à agência Lusa, a Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários acusa o Governo de ter aprovado a proposta de lei dos portos “sem qualquer tipo de discussão formal com as associações sindicais” e alega que o executivo pretende fazer “uma liberalização encapotada” do sector.

Os estivadores envergavam coletes reflectores, tendo a maioria nas costas a inscrição “Don’t fuck my job”.

Fonte: Publico

Fernando Sobral – O que quer o PSD?

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O PSD tem um tabu de que ninguém quer falar. É um mistério simples, daqueles que não precisam do génio de Sherlock Holmes para o decifrar: se ganhar as eleições, o que fará? Não é que isto seja fundamental, porque o País está habituado a escutar promessas antes das eleições e desculpas depois delas. Mas o problema é que, nos últimos dias, já escutámos duas versões diferentes sobre o que o PSD pensa do que fez o PS. Manuela Ferreira Leite já ameaçou que rasgava tudo o que o PS pôs em papel. António Borges, num gesto mais bondoso, afirmou que o PSD não iria riscar tudo o que foi feito. Entre rasgar e não riscar tudo há, claro, um fosso. Para lá desta pequena confusão estratégica, que demonstra algum desencontro nos corredores do local onde se encontra a liderança do partido, começamos a ter a noção de que o PSD se está a aproximar aos trambolhões do poder. O PSD pode considerar que basta não se mexer, e o PS continuar a fazer trapalhadas, para que o poder lhe caia nas mãos. Mas isso não ilude o essencial: para ser poder, o PSD precisa de precisar o que quer fazer. Não basta dizer que é contra o TGV. É preciso que explique claramente qual é a sua opção económica, política e social. Coisa que, aparentemente, não sabe. O PSD tem, neste momento, um conjunto de ideias do que não quer. Mas ainda não sabe o que quer. É um projecto temível para apresentar ao eleitorado: pedir-lhes que troquem o caos organizado existente pela anarquia desorganizada do PSD. Entre estas opções, o País desfalece.

Mais de 75 mil crianças vão morrer durante os três dias do G8

Contas feitas pela Organização Não-Governamental “Save the Children”, que apela a uma duplicação da ajuda internacional para salvar mais crianças.

Mais de 75 mil crianças vão morrer nos três dias que dura a cimeira dos líderes do G8, entre quarta-feira e sexta-feira em L´Aquila, centro de Itália, argumenta a Save The Children.

“É inadmissível que 9,2 milhões de crianças ainda morram todos os anos. Mais de 75.000 vão morrer durante a cimeira de três dias” do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), denunciou Adrian Lovett, responsável pelas campanhas da organização, citado num comunicado.

Segundo a ONG, “os antigos líderes do G8 fizeram promessas que demasiado frequentemente não foram cumpridas. Este ano, devem mostrar que estão empenhados em salvar as vidas de crianças duplicando a ajuda” para esse efeito até 2012.

“O G8 e os outros países ricos dão apenas 3,5 milhões de dólares por ano para impedir as crianças de morrer”, o que representa “apenas três por cento de ajuda que os países ricos dão aos países em via de desenvolvimento”, prosseguiu a organização não governamental.

“É metade do que é necessário para reduzir substancialmente a mortalidade infantil”, denunciou a Save the Children.

In J.N.

Olhem bem para os olhos dela

manuelaferreiraleitevenix1Esvoaça, embora discreto e módico, o perfume do poder e já o alvoroço se instalou nos militantes do PSD. Nos fóruns das rádios e das televisões, nos debates, nos artigos, nas preposições do Pacheco Pereira os sentimentos dominantes medeiam entre a glória do mando e o revanchismo. A euforia nunca foi boa conselheira. O próprio significado da palavra suscita precauções. Mas é preciso conhecer o significado da palavra.

O PSD, como se sabe, é constituído por uma série de ilhas, num oceano de atritos. O recente golpe de karaté aplicado pela dr.ª Manuela ao pobre Passos Coelho é paradigmático. O homem não foi, somente, afastado; foi vexado sem clemência. A senhora não abole distâncias: cria-as. Funcionando por exclusões, interdita, primeiro, qualquer veleidade de ascensão daqueles que a ela se opuseram; depois, cultiva o tribalismo, que desencoraja a mínima hipótese de dissenção. Naturalmente, esta prática despreza a ética.

O que se prepara, no caso  de José Sócrates perder as eleições é a aplicação de uma teia reticular de interesses particulares sobre o edifício do Estado. O PSD não dispõe de nenhuma estratégia de Governo. As soluções que vagamente expõe são as tradicionais da Direita. Qualquer preocupação de justiça é eliminada; as privatizações multiplicar-se-ão; a Saúde pertencerá às seguradoras com intervenção mínima do Estado, que será reduzido em todos os sectores da sociedade; aumento de impostos, mais repressão no mundo do trabalho. Nada de novo.

A dr.ª Manuela não alimenta o segredo das paixões. Nada promete que nos alivie do rude peso que, sabe-se lá como?!, tem sobrevivido a todas as penúrias impostas. Porque não haverá alterações de fundo, nem sequer remendos mal cerzidos, às avarias sociais de que temos sido vítimas. A responsabilidade do que nos acontece também terá de ser assacada ao PSD. Não há inocentes neste drama. O PS talvez tenha um comportamento menos brutal; porém, nunca concebeu ou estimulou uma consciência ética e estética que se prolongasse para além de si mesmo. Não é de estranhar que a dr.ª Manuela ameace rasgar um número ainda desconhecido, mas certamente vultoso, de decisões tomadas pelo Executivo Sócrates, caso seja “distinguida com o Governo” [sic].

Se há, manifestamente, uma tendência nos jornais, nas rádios, nas televisões e nas sondagens para se inflectir no PSD, isso deve-se mais ao desencanto que o PS provocou do que a méritos da dr.ª Manuela. A senhora é, rigorosamente, o que aparenta. E nada de bom se adivinha nessa aparência: algo de anacrónico, de deformado, incapaz de esboçar os contornos de uma sociedade mais justa.

Olhem bem para os olhos dela. Está lá tudo o que assusta

Baptista Bastos in D.N.

Caso CTT revela ligações da Maçonaria à Justiça

Caso CTT revela ligações  da Maçonaria à Justiça

Escutas a um dos arguidos levaram a uma rede de contactos entre um ex-publicitário com procuradores e inspectores  da Judiciária

Escutas telefónicas realizadas no processo dos CTT – que investiga suspeitas de gestão danosa e tráfico de influências, entre outros crimes – revelaram aos investigadores contactos entre elementos da Maçonaria, procuradores do Ministério Público e inspectores da Polícia Judiciária. O pivô destas ligações é José Manuel Grácio, um antigo publicitário, que o DN procurou insistentemente localizar e contactar, mas não foi possível.

Os primeiros elementos das ligações foram obtidos através de escutas telefónicas a Júlio Macedo, antigo administrador da TCN Portugal, a empresa que comprou aos CTT um prédio em Coimbra. Segundo fonte ligada ao processo, foram interceptadas conversas entre aquele e José Manuel Grácio. Este terá feito referências expressas à sua condição de maçon e terá prometido recolher informações sobre a investigação em curso, na qual Júlio Macedo acabou por ser constituído arguido.

Certo é que, perante estas suspeitas, um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa autorizou escutas telefónicas a Manuel Grácio. Durante 15 dias, o antigo dono da empresa Jotacê (que chegou a fazer uma campanha para a Prevenção Rodoviária) foi colocado sob escuta. Nesta operação foram interceptadas dezenas de conversas com inspectores da PJ e procuradores do Ministério Público.

Noticia completa: D.N.

Debatida petição pela responsabilização de pais pelo comportamento dos filhos na escola

A petição lançada por um professor para a responsabilização dos pais pelo comportamento dos filhos na escola vai ser hoje debatida no plenário da Assembleia da República CONFAP A MARIONETA1

A 8 de Abril foram entregues na AR cerca de 15 000 assinaturas a pedir alterações legislativas que responsabilizem os pais pelo comportamento dos filhos nas escolas.

«Temos hoje uma situação ao nível das escolas de violência e indisciplina e quando confrontamos os pais não temos muito sucesso», disse em Maio passado Luís Braga, presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo, perante os deputados da Comissão de Educação da Assembleia da República (AR), ao explicar os motivos que originaram a petição.

Luís Braga considerou que as associações de pais são por vezes pouco representativas do universo de alunos e lamentou que quando chama os encarregados de educação à escola seja frequentemente confrontado com a indisponibilidade destes por motivos laborais, propondo alterações nestas áreas para acautelar uma maior representatividade e instrumentos legais que permitam a todos os pais acompanhar os filhos.

O estatuto do aluno foi também alvo de críticas, com o professor a defender que «devia ser feito de novo».

Fonte: SOL