Mário Crespo reitera censura


O jornalista Mário Crespo mostrou no Parlamento, durante uma audição da Comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, uma t-shirt que lhe foi enviada para a «SIC» e que diz: «Eu ainda não fui processado por José Sócrates».

Conversa de Sócrates «nunca foi desmentida»
Mário Crespo distribuiu fotocópias da crónica na AR

O jornalista afirma que a t-shirt lhe foi enviada para a SIC numa altura em que tinha «consciência» de que «estava ser incómodo». Acrescentou que, apesar de nunca a ter usado em público, já dormiu com ela «várias vezes».

A camisola é produzida pela empresa «Cão Azul». Em declarações ao tvi24.pt, o responsável disse ter ficado «surpreendido» com o episódio protagonizado por Mário Crespo.

O jornalista Mário Crespo reiterou hoje ter sido vítima de censura por parte do Governo alegando que aquilo que o primeiro ministro diz e público tem consequências.

O jornalista está a ser ouvido em comissão parlamentar a propósito da não publicação de uma crónica em que fala de alegadas pressões de José Sócrates.

“Estou aqui porque me foi censurada uma crónica”, afirmou na comissão de Ética, Sociedade e Cultura que está a realizar uma série de audições a várias personalidades sobre a liberdade de expressão em Portugal.

“A crónica foi censurada” e “surpreendeu-me muito a atitude do José Leite Pereira [diretor do Jornal de Notícias]”, disse, referindo que, tal como o Jornal Nacional era o bloco de informação com muita audiência, a sua crónica habitual no JN era “das mais lidas em Portugal.

“O que o chefe do Governo diz em público tem significado, tem que ter”, sublinhou respondendo a questões da deputada socialista Isabel Neto sobre a liberdade de expressão dos membros do Governo de criticar programas de informação em encontros casuais.

“Tenho uma série de fontes inequívocas – e de resto nunca foi desmentido – que me dizem ter sido dito [pelo primeiro ministro] que eu seria um problema a ser resolvido”, sublinhou Mário Crespo.

Segundo adiantou, os jornalistas sempre receberam telefonemas de assessores de ministros, mas a “situação tem-se vindo a intensificar nos últimos quatro anos”.

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