Maior accionista do Taguspark desconhece contrato de 350 mil euros com Luís Figo


Maior accionista do Taguspark desconhece  contrato de 350 mil euros  com Luís Figo

Isaltino de Morais, presidente da Câmara de Oeiras, a maior accionista do Taguspark com 16,09% do capital, disse ontem ao DN ter sido surpreendido com as notícias que têm vindo a público sobre o envolvimento da empresa gestora do parque tecnológico de Oeiras no caso Face Oculta. O autarca e também presidente da assembleia-geral do Taguspark, que se encontra no estrangeiro, adiantou ainda que nada sabia sobre um contrato com o ex-capitão da selecção portuguesa de futebol, que tal como o DN avançou ontem, está no centro de uma nova investigação feita a partir do processo Face Oculta.

“Ouvi vagamente falar de que haveria a tentativa de negociar com Figo para que este fosse o rosto de uma campanha. E mais nada. Por isso já pedi informações à administração da empresa e só segunda-feira me poderei ponunciar sobre o assunto”, esclareceu.

Por seu lado, Américo Thomati, presidente da comissão excutiva do Taguspark, contactado ontem pelo DN, recusou prestar novos esclarecimentos sobre o acordo. Na segunda-feira, ao DN, Thomati garantia que “nunca” pagou ou pagaria 750 mil euros a ninguém.

Já o ex-futebolista Luís Figo que chegou ontem a Lisboa mostrou-se revoltado e surpreendido com a notícia sobre a relação do contrato com a sua participação na campanha de José Sócrates. “Sou acusado de uma coisa que não tem qualquer sentido. Para mim é estranho. Fiquei surpreendido ao ver o meu nome envolvido em toda esta situação, porque a única coisa que tenho é um contrato de imagem com uma empresa”, afirmou Figo, citado pela Lusa.

As contrapartidas, alegadamente concedidas por intermédio do administrador da PT, Rui Pedro Soares, ao antigo futebolista são um assunto “totalmente falso”, segundo o próprio, pois o apoio a Sócrates “foi inteiramente pessoal, como cidadão”.

“Uma coisa é o meu apoio como cidadão a uma campanha e a outra é a vertente profissional em que tenho diversos contratos, como sempre tive ao longo dos últimos 10 anos. Não sei o por quê de quererem envolver as duas situações”, reiterou. Luís Figo confirmou que já apresentou “uma queixa, pelas informações que saíram”, mas que ainda não foi informado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) se a investigação está em curso.

Quanto a Rui Pedro Soares, renunciou quarta feira ao cargo de administrador da PT e, numa carta enviada ao conselho de administração da empresa, garantiu que nunca teve qualquer “comportamento indevido” e que não praticou atos “lesivos dos interesses” da empresa.

O acordo celebrado entre Luís Figo e o Taguspark e cujos termos terão sido negociados pelo ex-presidente da RTP e actual administrador executivo do Taguspark, João Carlos Silva, dá ao jogador 350 mil euros por ano para promover internacionalmente a imagem do parque tecnológico, aproveitando o Mundial de Futebol da África do Sul .

Mas o que as escutas telefónicas, extraídas do Face Oculta, indiciam é que o negócio terá sido utilizado para pagar a participação de Figo na campanha do PS. De acordo com informações recolhidas pelo DN e publicadas na sua edição de ontem, esta suspeita motiva uma nova investigação DIAP de Lisboa. E podem estar em causa os crimes de peculato, corrupção e branqueamento de capitais.

Em declarações ao DN, João Coelho de Pinho, advogado de Luís Figo, confirmou a existência do contrato em causa. E explicou : “Tem a duração de um ano e o valor é de 350 mil euros. Se o Tagus Park assim o decidir, o contrato poderá ser prorrogado por mais um ou dois anos no máximo. O contrato foi aprovado e finalizado em Junho e assinado em Agosto de 2009 , iniciando os seus efeitos nessa altura.

One thought on “Maior accionista do Taguspark desconhece contrato de 350 mil euros com Luís Figo

  1. at

    “- Public announcement GEAB N°40 (December 16, 2009) –

    LEAP/E2020 believes that the global systemic crisis will experience a new tipping point from Spring 2010. Indeed, at that time, the public finances of the major Western countries are going to become unmanageable, as it will simultaneously become clear that new support measures for the economy are needed because of the failure of the various stimuli in 2009 (1), and that the size of budget deficits preclude any significant new expenditures.

    If this public deficit « slip knot » which governments gladly placed around their necks in 2009, refusing to make the financial system pay for mistakes (2) is going to weigh heavily on all public expenditure, it is going to particularly affect the social security systems of the rich countries in always impoverishing the middle classes and the retired, and setting the poorest adrift (3).

    At the same time, the general context of the bankruptcy of an increasing number of states and other authorities (regions, provinces, federal states) will entail a double paradoxical event of increasing interest rates and the flight out of currencies towards gold. In the absence of an organised alternative to a weakening US Dollar and in order to find an alternative to the loss in value of treasury bonds (in particular US ones) all central banks will have, in part, to « reconvert to gold », the old enemy of the US Federal Reserve, without being able to state the fact officially. The bet on recovery having been, at this point, totally lost by governments and central banks (4), this Spring 2010 tipping point is thus going to represent the beginning of the huge transfer of 20,000 billion USD of « ghost assets » (5) in the direction of the social security systems of the countries which have accumulated them.

    Coming now to Greece, we find a theme similar to what our team showed up in the GEAB N°33 in March 2009, when the press gave widespread publicity to the idea that Eastern Europe was going to lead the European banking system and the Euro into a major crisis. We have explained that this « news » was not based on anything credible and that it was only « a deliberate attempt on the part of Wall Street and the City to create the belief of a crack in the EU and instill the idea of « deadly » risk weighing on the Eurozone, in continually publishing false stories on the « banking risk from Eastern Europe » and trying to stigmatise a Eurozone cowardness compared to American or British « willful » measures. *****One of the objectives is also to try and turn international attention away from the increasing financial problems in New York and London, all with the purpose of weakening the European position on the eve of the G20 summit ».

    The Greek case is rather the same. Not that there isn’t a crisis in Greek public finances (that is the reality), but the supposed consequences for the Eurozone are overestimated, whereas this crisis indicates increasing tensions surrounding sovereign debt, the Achilles heel of the United States and Great Britain (9).*****
    (…)”

    Continua aqui:

    http://tinyurl.com/yf43my7

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