Investigadores do Freeport foram pressionados por Sócrates, acusa Moura Guedes


Manuela Moura Guedes defende que o processo de investigação ao caso Freeport deveria também ser objecto de um inquérito parlamentar. “Há investigadores que também recebem telefonemas no gabinete do primeiro-ministro”, sustentou.

Foi em resposta a uma pergunta da deputada socialista Isabel Oneto que a ex-sub-directora de Informação da TVI afirmou que “não são só as redacções que recebem telefonemas do gabinete do primeiro-ministro”, mas também os investigadores”. E precisou: “A inspectora Alice, de Setúbal, também recebe telefonemas e é permeável a eles.”

goolo

Isabel Oneto tinha lembrado que o caso Freeport foi já arquivado na Grã-Bretanha e aludiu ainda às recentes declarações de Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que, no Parlamento, disse que o nome de José Sócrates constava do processo, mas que não estava a ser investigado.

Moura Guedes frisou ainda, na resposta à deputada do PS, que a Assembleia da República deveria abrir um inquérito sobre os moldes de investigação do Freeport – “era bom que existisse um inquérito sobre como correu o caso Freeport”, disse – e deixou a questão, dirigindo-se para os deputados socialistas: “Quem é que faz a campanha contra quem?”.

Moura Guedes reitera que Bairrão lhe contou interferência de Vitorino junto da Prisa

A jornalista Manuela Moura Guedes acusou hoje o primeiro-ministro José Sócrates de ter telefonado ao Rei de Espanha para tentar pressionar o grupo Prisa no sentido de terminar com o Jornal de sexta.
“Soube por interposta pessoa que o dr. Cebrián [CEO do grupo Prisa] contou ao dr Balsemão, em jeito de desabafo, que já estava farto dos telefonemas do primeiro-ministro por causa da  suspensão do jornal de sexta. E disse que o primeiro-ministro até para o Rei de Espanha tinha ligado, para ver se conseguia pressionar a Prisa. É uma pressão real, de facto”, ironizou Moura Guedes.

A pivot Manuela Moura Guedes desmentiu o administrador-delegado da Media Capital, reiterando que foi Bernardo Bairrão quem lhe disse que o socialista António Vitorino interferiu junto da Prisa para que o Jornal Nacional de Sexta terminasse.

Questionada pelo deputado social-democrata Nuno Encarnação sobre como foi o processo de suspensão do Jornal de Sexta, a jornalista contradisse o que Bairrão garantiu ontem na mesma comissão.

Segundo Moura Guedes “não foram conversas de corredor [como lhes chamou o administrador]. Foi tratado num gabinete de Luís Cunha Velho [então director de produção e emissão], quando Bairrão me pediu que esperasse umas horas para que ele tentasse impedir o fecho do jornal, que estava a ser discutida em Espanha.”

A jornalista, disse, questionou directamente Bairrão: “Se [a decisão]vem de Espanha, é de Sócrates?” Ao que o administrador-delegado respondeu “desta vez não é o Sócrates, é o Vitorino”, contou Manuela Moura Guedes, acrescentando só ter sabido, quando Vitorino o disse no seu programa Notas Soltas, que o escritório do socialista “tinha tratado do negócio da Prisa

One thought on “Investigadores do Freeport foram pressionados por Sócrates, acusa Moura Guedes

  1. mariahenriques

    Por mim , não acreditei nunca numa palavra desa senhora e agora , ainda menos.
    ah mas claro, uma coisa é acusar sócrates , outra muito diferente é responder a perguntas.:
    Ora vejam lá como esta… http://bit.ly/cChvgS

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