Greve Função pública pára hoje contra o congelamento salarial


A greve geral da função pública já está em movimento. Escolas, hospitais, tribunais e repartições de finanças deverão reflectir o descontentamento dos trabalhadores com o congelamento de salários dos funcionários públicos em 2010.

Os sindicatos partem optimistas para a greve, prevendo níveis elevados de adesão. “Esperamos muitos, muitos serviços parados. Vai ser uma excelente greve, com bastantes trabalhadores”, afirma Ana Avóila, coordenadora da Frente Comum (CGTP). Também Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, se mostrou convicto da existência de uma “enorme mobilização” dos trabalhadores para hoje, que faça o governo recuar.

Ontem de manhã, os sindicatos estiveram reunidos com o Ministério das Finanças, mas a posição inflexível do governo levou a que fossem mantidas as acções de luta. “Está tudo na mesma”, explicou ao i Nobre dos Santos da Fesap (UGT). “Não houve nada que nos fizesse mudar de ideias.”

À saída da reunião, o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, recusou que a greve de hoje pressione o governo. “[O governo] lamenta que apesar de a greve ser o exercício de um direito constitucional se marque uma greve a meio de um processo negocial, com matérias muito importantes por discutir.”

Ana Avóila responde, acusando o executivo de não estar a negociar. “O governo sabe bem que não houve nenhuma negociação durante este tempo todo.”

A greve está marcada para hoje, mas na recolha do lixo começou já ontem, às 22 horas, em todo o país – duas horas antes em Évora. Às 23 horas foi a vez dos hospitais, devido ao arranque dos turnos da noite.

Algumas escolas deverão encerrar e os tribunais estarão muito condicionados, tal como as repartições de finanças. Na saúde, apesar de os serviços mínimos terem de ser garantidos, a greve deverá ser sentida nos hospitais e nos centros de saúde.

O congelamento de salários está relacionado com o plano do governo para cortar o défice orçamental de 9,3% para menos de 3% até 2013. Para os próximos meses os sindicatos têm já agendadas outras formas de protesto, nomeadamente a Frente Comum que irá organizar uma supermanifestação em Lisboa em Maio.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s