Louçã espera que encontro com governo não seja “uma mera conversa de cortesia”


o hipnotizador

O líder do BE afirmou hoje, no Porto, aguardar que o encontro de segunda feira com o Governo para apresentação do PEC não seja “uma mera conversa de cortesia”.

“O governo convidou-nos para um encontro segunda feira. Iremos a esse encontro caso o governo apresente as medidas concretas [mas], se for uma mera conversa de cortesia não nos parece adequado”, afirmou Francisco Louçã à margem da Assembleia Distrital do Bloco de Esquerda do Porto hoje realizada.

Louçã garantiu mesmo que caso o Governo não queira apresentar as suas propostas “ a reunião [agendada para segunda feira] não tem qualquer sentido”.

“O País está a viver uma situação tão difícil e dramática que não pode ficar por palavras”, sustentou.

O bloquista explicou que o partido não vai ao encontro para ser “consultado” mas “para ouvir o que o Governo tem a propor para a política orçamental, fiscal, social e económica dos próximos anos”.

Depois de apresentadas as medidas incluídas no Programa de Estabilidade e Crescimento, o BE pretende então “contrapor” com as suas propostas que quer ver aprovadas e com as quais quer “fazer caminho para uma maioria”.

“Se o governo quiser somente ouvir a nossa opinião, um telefonema basta. Se queremos discutir em concreto, o governo apresentará as propostas e não as esconderá”, realçou.

“Mas se nos apresentar, no dia seguinte apresentaremos um memorando com todas as medidas que propomos, fundamentadas, orçamentadas, desenvolvidas, que demonstrem que é possível cortar 2 mil e 800 milhões de euros na despesa inútil, ou seja reduzir o défice orçamental, e usar melhor os nossos recursos para uma política que dê confiança ao País”, destacou.

Mais uma vez Louçã mostrou-se contra o congelamento de salários, o aumento do desemprego e da pobreza; situações que têm sido “política do PS, PSD e CDS”.

“Valorizar o salário, o emprego, combater a precariedade entre os jovens, valorizar a justiça social é uma questão de responsabilidade fundamental”, reiterou.

O líder do bloco alegou mesmo que “ou continua esta convergência entre PS, PSD e CDS” ou “temos a coragem de começar agora a cortar nas despesas inúteis, extravagantes, no dinheiro que é deitado à rua, nas compras de material militar que é totalmente inútil, nos benefícios fiscais que dão mil milhões de euros ao offshore da Madeira”.


Propôs que os recursos sejam aproveitados “para combater a desigualdade e para tornar num país mais digno, para que não tenhamos um dia que dizer, como o Miguel Torga dizia, que Portugal está transformado num país de pele e osso”.

“É do lado do salário que o BE está contra as mordomias, contra as benesses, contra o desperdício”, afiançou.

Na Assembleia Distrital do BE, contou, foi analisada “a situação política geral, também sobre o distrito do Porto”.

“O BE insiste que deve haver subsídio para quem não tem desemprego e uma política que valorize a construção da responsabilidade coletiva e é aí que as grandes opções económicas se desenvolvem”, rematou.

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