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DEA abre escritório em Lisboa para reforçar cooperação

por LusaHoje

DEA abre escritório em Lisboa para reforçar cooperação

A Administração norte-americana para o Combate à Droga (DEA) vai abrir este ano um escritório em Lisboa, numa altura em que as organizações narcotraficantes encontraram novas maneiras de fazer entrar droga na Europa através de Portugal.

O Relatório de Estratégia Internacional de Controlo de Narcóticos, apresentado na semana passada em Washington pelo Departamento de Estado, sublinha que no ano passado “Portugal mais uma vez registou um declínio significativo nas apreensões de cocaína, à medida que os carregamentos para a Europa são cada vez mais canalizados através de nações africanas, em vez de pelas rotas do Atlântico Norte”.

A queda de apreensões de cocaína é explicada pelas forças policiais portuguesas com a mudança dos traficantes para países da África Ocidental, de onde a droga é posteriormente enviada através de pessoas que engolem “pacotes mais pequenos, mais difíceis de detectar”.

Além disso, afirma o gabinete anti-narcotráfico, os traficantes estarão a usar com mais frequência contentores, aos quais as forças policiais têm mais dificuldade em aceder.

Brasil e Venezuela são as principais origens da cocaína, através da aviação comercial, contentores e navios, enquanto o haxixe chega sobretudo de Marrocos e as drogas sintéticas da Holanda, Espanha e Bélgica.

No primeiro semestre de 2009, as apreensões de cocaína caíram para 1,6 milhões de toneladas métricas, face a 2,6 milhões em igual período do ano anterior, de acordo com o gabinete do Departamento de Estado responsável pelo acompanhamento do combate ao narcotráfico a nível internacional (BINLEA).

As apreensões de heroína registaram igual tendência, de 49 quilos em 2008 para 39,2 quilos no ano passado, tal como as de haxixe, que recuaram para 16,7 toneladas métricas no primeiro semestre do ano passado, de 24,4 toneladas métricas no período homólogo.

O relatório sublinha que a DEA tem vindo a realizar investigações conjuntas com Portugal e que, para continuar a cooperação em curso, vai abrir um escritório em Lisboa em meados deste ano, depois de em Outubro de 2009 ter sido colocado um oficial de ligação norte-americano junto do Centro Marítimo da União Europeia, também na capital portuguesa.

O objectivo, refere, será “lidar com os cambiantes padrões de tráfico de droga” e o escritório terá um adido, um agente especial, uma especialista de apoio administrativo, planeando-se no “futuro próximo” incluir também um especialista em informações.

“Este escritório poderá conduzir investigações conjuntas com as autoridades portuguesas, tendo como alvo as grandes organizações narcotraficantes que usam Portugal como porta de entrada para os seus carregamentos para a Europa”, refere o relatório.

O gabinete anti-narcotráfico norte-americano tem actualmente um escritório em Madrid, a partir do qual tem sido feita a coordenação com as autoridades portuguesas.

Em anos recentes, salienta, Portugal tem sido usado pelo narcotráfico sul-americano como “portal primordial” para a Europa, uma “tarefa facilitada” pelas fronteiras abertas na Europa e pela vastidão da costa portuguesa.

A 27ª edição do relatório foi apresentada perante o Congresso norte-americano a 1 de Março, pelo secretário de Estado adjunto David T. Johnson.

Tem ainda um capítulo dedicado à lavagem de dinheiro a nível internacional, em que Portugal aparece entre os países alvo de “preocupação” e países europeus como a Espanha ou a Suíça são considerados de “principal preocupação”.

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