Quem Incomoda Quem? – Uma Introdução Ao Contraditório


Honoris causa

Existirão por certo aqueles que acham que estou a reagir sem ser nomeado, outros a dizer que eu estou a defender a floresta, sendo apenas uma árvore.

Isso não me interessa grande coisa.

Só que não gosto de ataques em forma de viés, já o disse várias vezes, daqueles que nomeiam para não nomear, esperando que cada um ou todos enfiem a carapuça.

O número de sms que recebi hoje de manhã quer-me fazer querer que não enfio parte da carapuça sozinho.

O texto de Mário Nogueira, mesmo se nomeando apenas Santana Castilho e Aguiar Branco, é suficientente claro/ambíguo quando se refere a «blogues da especialidade» e estende a casca de banana na referência aos interesses umbilicais. Sei que é a tentativa de estimular o meu ponto G, mas não havia necessidade.

Porque eu piso com gosto a casca de banana, pois sei que ela sairá à casa.

Eu estava mesmo à espera de escasso estímulo titilante. Lamento foi a forma, digamos, mais encoberta e menos frontal de o fazerem. Já percebi que as bravatas entre camaradas e à mesa depois esboroam um pouco à luz do dia.

Mas eu não me quero dispersar e, no fundo, queria aproveitar este post para assinalar que, no rescaldo do 10º Congresso da maior organização sindical de docentes – a classe profissional que meteu mais gente na rua que muitas manifestações frentistas -, o seu secretário geral optou por fazer publicar um artigo de natureza defensiva, autojustificativa e, no global, mais interessado em legitimar as opções do passado (até o memorando do entendimento é recuperado como grande coisa) e em atacar outros professores do que em apontar caminhos para o futuro e em demarcar-se com clareza dos parceiros negociais dos últimos meses.

Quando Mário Nogueira, que afirma que a Fenprof é uma organização responsável que não cede a aventureirismo, chama em sua defesa os argumentos da sua antiga colega de sindicato Margarida Moreira e decide apontar baterias a colegas professores, fazendo aquilo que critica (por vezes justificada, outras injustificadamente) aos outros como sendo errado, atingimos uma situação muito estranha.

Quase tão estranha quanto dirigentes sindicais (daqueles que perdem eleições e se fartam de reclamar com as regras que valiam quando ganhavam), a coberto de nicks, atacarem outros professores com argumentos – em especial de corporativismo, mas igualmente usando o termo professorzeco como ofensa – decalcados dos usados pela anterior equipa ministerial.

O que realmente demonstra que a escola é a mesma. Não gostam de ruído e querem a arena só para eles.

Mário Nogueira perdeu uma enorme oportunidade de produzir um bom, estimulante e mobilizador artigo de opinião que, com a divulgação na imprensa burguesa, digo, de difusão nacional, poderia servir para projectar a imagem dos professores para fora das suas fronteiras e cativar aqueles que observam tudo isto com alguma incompreensão. E poderia ter guardado este artigo para o jornal da Fenprof, pois ajudaria a consolidar os já convertidos.

Desta forma, ao optar por atacar outros professores, no fundo por delito de opinião, por terem opinião e não terem medo de a assumir em nome próprio e sem se esconderem, prestou um péssimo serviço a si mesmo, à Fenprof e aos professores em geral.

Quanto aos deslizes factuais da prosa, serão abordados em alguns posts recorrendo, como já disse, apenas às declarações do próprio e de outros dirigentes sindicais, evitando usar os testemunhos do poder e dos seus representantes, que Mário Nogueria poupa nos seus ataques de hoje.

Não é por acaso que até José Sócrates escapa a qualquer crítica, sendo que a Isabel Alçada e a Alexandre Ventura eu já sabia que nenhuma seria feita.

Para que conste: estou extremamente bem disposto, pois há pasto imenso para alimentar uma mão-cheia de posts com a demonstração dos equívocos argumentativos de Mário Nogueira contra quem não me move nenhuma «guerra pessoal», muito pelo contrário, pois revelou-se um excelente conviva nas raras ocasiões em que privámos e a quem reconheço bastante dedicação à causa, nem sempre servida pelos melhores apoios no seio da sua própria organização.

In A educação do meu umbigo

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