Mário Nogueira redigiu uma crónica bazófia, perturbada e nada séria


Começo por dar de barato o acerto do título que Mário Nogueira escolheu para a sua crónica, “Esta Fenprof incomoda que se farta!”.
É verdade!
A Fenprof tem vindo a incomodar os professores (o termo “incomodar” até peca por benevolência), porque é a segunda vez que os defrauda, quando tinha a função e a obrigação de representar e defender as suas reivindicações, ao mesmo tempo que tem preservado e suportado quem protagoniza políticas educativas destituídas de seriedade e quem fez do ataque aos professores o seu referencial estratégico de actuação.
É sintomático que Mário Nogueira, na primeira oportunidade pública de divulgar as linhas de actuação futura e o caderno reivindicativo saído do congresso da Fenprof, direccionando o tiro ao ministério da Educação [ME] e a Sócrates, opte, ao invés, por dirigir um ataque, com tanto de ridículo como de contraproducente do ponto de vista estratégico, aos professores que, de forma espontânea e desprendida, deram a cara e resistiram (resistem), nos blogues e nos movimentos independentes, ao ataque do socratismo à sua dignidade e profissionalidade.
Já poucos professores duvidarão que, tanto a postura negocial adoptada face a esta equipa ministerial (e no contexto do “memorando de entendimento”, a condescendência também não foi muito diferente), como o assesto da “crónica da fartura” para referentes que, apesar de mais ou menos inominados na bravata de Nogueira, assumiram algum destaque na luta a sério dos professores, apenas vêm corroborar a opção de Mário Nogueira e da Fenprof para deixarem incólumes de qualquer “incomodidade” séria o ME e, especificamente, para criarem diversões que esvaziem qualquer possibilidade de reivindicação consequente e de confrontação firme com o ME, procurando esconder, desta forma, a suas fraquezas e incompetências negociais.
Mas, Mário Nogueira não perderia tempo se acreditasse, mesmo, que os alvos seleccionados para projectar a sua acção incómoda (já que os sorrisos de satisfação de Isabel Alçada não lhe autorizam o argumento de qualquer incómodo produzido no ME) se representam a si próprios e se consomem em agendas pessoais. Que dirigente de uma organização hipotecaria tempo e munições para se ocupar de meia dúzia de professores confinados a uma insurreição monádica?
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