PT contacta 570 trabalhadores para saída antecipada


Comissão de Trabalhadores revela que 300 chegam a acordo

Mais de 570 trabalhadores da PT deverão ter sido contactados até ao final do mês no âmbito do programa de saídas antecipadas para este ano, 300 dos quais já chegaram a acordo, adiantou esta quarta-feira a Comissão de Trabalhadores da empresa.

«Foram identificados 573 trabalhadores para contacto, cerca de 26% (149 trabalhadores) por rescisão por mútuo acordo e cerca de 74% (424 pessoas) por suspensão de contrato de trabalho e pré-reforma», referiu a Comissão de Trabalhadores (CT) em comunicado citado pela Lusa, após uma reunião com a Direcção de Recursos Humanos da PT Comunicações.

Os representantes dos trabalhadores dizem que o programa foi apresentado à CT a 4 de Fevereiro, tendo já aderido cerca de 300 trabalhadores, dos quais uns saíram a 28 de Fevereiro e outros aceitaram sair a 31 de Março.

Fonte oficial da PT adiantou que «todo o programa está a ser feito por mútuo acordo e voluntariamente, como aliás tem sido feito desde sempre».

«Trabalhadores estão a ser pressionados»

No entanto, a CT afirmou, em comunicado, que «estão a ser feitas algumas pressões sobre os trabalhadores escolhidos pela gestão para contacto», garantindo que «quem está identificado para sair e não aceitar a saída, muda de departamento e vai fazer outras funções noutro local».

Os representantes dos trabalhadores sublinharam que vão «continuar a acompanhar o processo» e que «a decisão de sair ou de ficar é do trabalhador», pelo que «não aceita pressões ilegítimas».

A CT disse que a PT identificou os trabalhadores que deverão sair, adiantando que a empresa admitiu que estes poderão não ser substituídos, e afirmou ter sido informada de que as condições «foram melhoradas para os trabalhadores que foram contactados e aceitaram aderir até 28 de Fevereiro», mesmo que a saída ocorra depois daquela data.

«Anunciaram que os trabalhadores envolvidos no processo que não aceitaram as condições até 28 de Fevereiro perdiam o prémio de um salário base e as pré-reformas passam em todas as situações para 80%. Os 50 anos necessários para a suspensão do contrato de trabalho são para os trabalhadores que os completem até 31 de Dezembro de 2011», lê-se no comunicado.

A CT alertou ainda para a necessidade de «ter muita atenção ao texto do contrato», já que a empresa informou que o texto do acordo deve sofrer «alguns ajustamentos», sendo nomeadamente retirada a expressão «por iniciativa do trabalhador», alteração há muito reivindicada pela CT.

Mais: a CT assegurou ter sido informada pela empresa de que este «é o programa mais caro per capita dos últimos anos» e acrescentou que este não merece a sua aprovação porque pretende a saída do activo, para reduzir custos, de trabalhadores efectivos mais antigos e que, em geral, têm os melhores salários.

 

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