Alemães consideram turcos e curdos inferiores geneticamente. Daqui a uns dias são atacados os portugueses…


 

A Alemanha pode não ter um partido ultra-nacionalista, mas o sucesso de vendas de um livro com comentários xenófobos e uma sondagem revela que quase dois terços dos alemães concordam com os comentários ao autor em relação aos imigrantes turcos e curdos, apelidados de “menoridades genéticas” no país.

O sentimento anti-imigração não pára de crescer na Alemanha ou, pelo menos, mostrar a sua verdadeira dimensão, tema central de uma reportagem do The Guardian. Depois do recente ataque de um kosovar no aeroporto de Frankfurt, matando dois soldados dos EUA, o ministro do Interior, Hans Peter-Friedrich, afirmou que os Islão não tem lugar na Alemanha. Já em Outubro, a chanceler Angela Merkel afirmou que o projecto multi-culturalista germânico foi uma falhanço completo, lembra o mesmo jornal britânico.

Os comentários dos políticos são apenas a ponta de um icebergue tendo em conta o sucesso do livro “Deutschland Schafft Sich Ab”, escrito por Thilo Sarrazin, membro do conselho do Bundesbank (banco central germânico), que já vai na 14ª edição e é o mais vendido desde a II Guerra Mundial.

Nesse livro, Sarrazin, filiado no Partido Social-Democrata (socialistas alemães), diz que os turcos estão a “tornar mais burra” a Alemanha devido à sua genética inferior e considera que este alegado facto “pode ser parcialmente responsável pelo falhanço de partes das populações turcas no sistema escolar germânico”. O membro do Bundesbank escreve ainda que a consanguinidade entre turcos (5% da população alemã) e curdos está na origem desta “deficiência congénita” e que os imigrantes do Médio Oriente são “menoridades genéticas” da Alemanha.

Numa sondagem publicada pela revista germânica Focus, 31% dos alemães consideram que o seu país está a “ficar mais burro” devido aos imigrantes e 62%, quase dois terços da população, dizem que os comentários de Sarrazin são “justificados”. “Foi realmente chocante ver o número de intelectuais que disse que o tom de Sarrazin não é o correcto, mas que ele tem razão”, criticou Mekonnen Meshgena, chefe do departamento de imigração e gestão multicultural da Fundação Heinrich Böll.

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