Louça: Governo PS/PSD e CDS empurrará país para “os braços do FMI”


O coordenador político do BE afirmou que “a direita, uma parte importante do PS, certamente o Presidente da República e União Europeia” têm vindo a propor para o pós-eleições “alternativas inconsistentes”.

O dirigente do BE Francisco Louçã criticou a possibilidade de um governo “PS/PSD e eventualmente com o CDS”, considerando que tal executivo iria acentuar as medidas do “garrote financeiro” e a “política do FMI”.

“Chegamos a esta eleição com um grande consenso do rotativismo tradicional que tem governado a economia portuguesa, que aponta para a política do FMI e do desastre económico”, criticou Louçã, na sua intervenção para apresentar a moção que levará à VII Convenção do BE, em Maio.

O coordenador político do BE afirmou que “a direita, uma parte importante do PS, certamente o Presidente da República e União Europeia” têm vindo a propor para o pós-eleições “alternativas inconsistentes”.

“Propor um Governo do PS, do PSD, eventualmente com o CDS” teria como consequência “prosseguir, acentuar, tão depressa quanto possível as medidas do garrote financeiro, da política da bancarrota” para os portugueses que já hoje viram os salários cortados e as pensões diminuídas.

Francisco Louçã afirmou que “a resposta de José Sócrates e de Pedro Passos Coelho e da direita é a continuação da política da decadência” que quer ir “o mais depressa possível para os braços do FMI”.

O PS, criticou Louça, apresenta-se a eleições garantindo que tendo oportunidade apresenta de novo o PEC que assegura a diminuição das pensões e dos salários”. Quanto ao PSD, disse o dirigente bloquista, “acrescenta a isto a intransigência sobre a facilitação dos despedimentos, o ataque à escola pública e às segurança social”.

Neste contexto, prosseguiu, o BE deve concentrar-se na próxima campanha eleitoral legislativa “na luta pela defesa do Estado social e no combate à política da bancarrota”, dando prioridade a políticas de criação de emprego e de defesa dos serviços públicos.

Uma “reforma fiscal” para taxar os “30 mil milhões de euros que não pagam impostos em Portugal”, o investimento no apoio à produção para reduzir o défice alimentar, o reforço do investimento na banca do Estado e a prioridade ao combate à corrupção são algumas das propostas que Louçã apresentará na campanha eleitoral.

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