Louçã propõe estratégia de unidade à esquerda mas “sem ilusões” quanto ao PS


O coordenador da Comissão Política do BE, Francisco Louçã, vai propor à VII Convenção uma estratégia de “unidade à esquerda”, para “diálogos” com o PCP, sindicalistas e socialistas, mas “sem ilusões” sobre o actual PS.
“O caminho que faremos é para desenvolver a capacidade de aproximação entre os distintos sectores da esquerda, sabendo que, no Parlamento e na vida social, nos temos encontrado na recusa da recessão, com o Partido Comunista Português, com sindicalistas, com trabalhadores e activistas sociais que são independentes, com gente que se tem abstido e com muita gente que tem votado no PS não aceitando hoje as políticas de recessão”, declarou.

Na apresentação da moção de que é primeiro subscritor, intitulada “Juntar forças pelo emprego e contra a bancarrota”, na sede do BE, em Lisboa, Louçã defendeu uma estratégia que, “em nome de uma esquerda socialista” promove “todas as pontes necessárias e todos os diálogos possíveis”.

“A todos esses nós estendemos a mão”, disse Louçã, fixando o objectivo de “construir uma alternativa que possa governar, liderar e alterar as regras desta economia que se tem fechado no desastre económico”.

No documento que levará à VII Convenção, a 7 e 8 de Maio, em Lisboa, Francisco Louçã afirma que “o BE rejeita todas as ilusões sobre uma aliança com um ‘outro PS’ que não existe”.

“Há vozes de esquerda no PS, mas este é um partido que há muito vem sacrificando o socialismo e mesmo a tradição social-democrata europeia no altar da 3ª via das políticas liberais e, por isso, confrontamos o PS e a sua base eleitoral com a falência do seu programa político”, refere a moção.

Quanto ao PCP, Louçã regista “que representa uma parte da história e da organização do movimento operário português” e que “na luta contra as medidas liberais e em defesa dos salários e do emprego, PCP e BE têm tomado posições convergentes”.

No entanto, a moção de Francisco Louçã assinala “diferenças assinaláveis”, nomeadamente que o PCP “não se distancia do PC chinês e de outros regimes repressivos”.

“Na ideologia, para o BE o socialismo é a garantia do fim da exploração e, portanto, da garantia da democracia económica e política, o que exclui a censura e afirma o pluripartidarismo e os direitos sindicais, entre outros”, justificou.

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